Novarum Tempestus
10 Capítulo 9
Perfeita... perfeita situação: Matsuo e Lilith, encurralados.
Risadas... muitas ‘risadinhas” infantis aproximavam-se à medida que o ladrar era desmantelado pela intolerância juvenil. Os passos cessavam com o tilintar das correntes que prendiam os cãe, guiados e submetidos às ordens de uma “criança”.
Pequeno, de madeixas castanho escuras e face omitida por uma máscara(de coelhinho!), o garoto vestia um sobretudo branco, semelhante ao de Matsuo, até mesmo no tamanho.
??: Vejo que estão encrencados.
Lilith: Por quê?! Por que fez isso com a gente?
??: É a “realidade”.
Matsuo: “Realidade”? … VOCÊ É OUTRO DOIDO?
??: Realidade essa que vocês criaram. Você queriam um ser insensível, engajado a lutas pelo bel prazer de uma Nação. Contexto bem clichê para quem nunca foi uma cobaia.
Lilith: Quem é você? Como assim nós te... “criamos”?
Matsuo: ISSO MESMO! Não me lembro de ter feito nada parec-!
??: NT-06011...
Lilith: O quê?...
??: … Projeto Novarum Tempestus.
Matsuo: Você...
??: n° 636 — nome: Noah Ibrahim.
…
Noah: Satisfeitos?
O silêncio perdurou durante a associação de informações. Tanto Lilith quanto Matsuo estavam inertes, aflitos em teus respectivos “pensamentozinhos”. Tudo aquilo era uma vingança gerada pela ira do menor quanto ao seu passado? — Tudo indicava que sim, pois de fato o era.
Matsuo: Você... Você foi meu paciente. … O garotinho órfão que doou o olho esquerdo para o amigo...?
Noah: Eu não doei! … Vocês arrancaram de mim, simples assim.
Matsuo: Mas-!
Noah: AARGH! Vâo logo para sepultura que cavaram!
As correntes não mais limitavam os animais; agora os cães corriam na direção das vítimas, intimidando-as com os enormes caninos à mostra e “galopes” pesados. — Eram dois enormes cães, maiores que o petiz e com toda certeza, mais fortes que Matsuo, é!
O primeiro deles saltara, avançando na direção da mulher, a mando do pequeno Noah.
Matsuo: Lili-!
Matsuo segurou o corpo da garota, pressionando-o contra o teu em um abraço que lhe trazia muitas lembranças à mente, tudo com o intuito de protegê-la … ou ter seu momento de heroi e fingir que servia para alguma coisa.
O olhar das vítimas havia se fechado por puro reflexo enquanto a respiração ofegante e desesperada se intensificava com o temor mesclado às lágrimas de Lilith. O tão conhecido líquido rubro começou a escorrer, deslizar e por fim pingar sobre a superfície gélida dos pisos quadriculados em 2 cores, manchando-o.
Lilith presenciava a cena, atônita; enquanto Matsuo, desfazendo o enlace, mirava o ocorrido para o qual até então estava de costas, deparando-se não com o teu próprio e tão esperado sangue... mas com o de Hazel, em cujo braço direito estavam as presas do animal, que faziam cada vez mais pressão com a mandíbula.. Queria fechá-la ao mesmo que puxava o membro, com o intuito, ainda, de contorcê-lo até mutilá-lo.
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