Novarum Tempestus

15 Capítulo 14


O rapaz de tapa olhos parou quase que instantaneamente. “Neal”? — Ah, sim, seu nome verdadeiro.

Neal: Huh.... finalmente...
Matsuo: NT 07012...
Lilith: como sabe dis-!
Matsuo: Eu me lembro porque...

Noah: Porque ele foi a experiência “perfeita”.

Do palco os passinhos miúdos eram auscultados até que o timbre juvenil voltasse à tona.

Noah: Estou certo? Depois de sofrer uma cirurgia para receber o MEU olho, ele ainda obteve ótimos resultados nos aspectos resistência, força, agilidade, destreza.... e sobretudo “rastreamento”.

Neal: Oh... bebê!

Noah: Ele só não bate muito bem... da cabeça... mas é um ótimo rastreador desde que lhe deêm um “pedaço” da presa.

Matsuo:... “pedaço” ? . .. (levou umas das mãos ao ombro.)

Noah: Exato... huh... aquele hospital gera ótimas “armas biológicas”... pena que a maior parte dos “recipientes” não aguenta a informação que recebem... e morrem.

Matsuo: … Como... isso é confidencial!

Lilith: Matsuo!

Noah: Tem razão... eu sou apenas um paciente. nõa é?! Tlo o suficiente para acreditar que vocês eram MEUS PAIS!

Os últimos termos receberam ênfase, e logo a raiva desprendeu uma série de lágrimas que escorriam pela face coberta.

Noah: eu costumava a acreditar em toda a baboseira de vocês. “Vai ficar tudo bem, Noah”, “você vai crescer e ficar bem forte”.... Pff! AGORA OLHA SÓ PARA MIM! Tenho vergonha da minha própria cara! Meus machucados não cicatrizam, posso sangrar até morrer, meus órgãos não servem para nada, nunca vou crescer! …. Eu odiava agulhas e aqueles testes... heh... por fim fui marcado como “mercadoria imperfeita”.... Eu não prestava, né? heeh...

A criança estava ficando estranha; aos poucos diminuía o tom de voz. Foi quando, cabisbaixo, o pequeno retirou a máscara e mostrou a face pela primeira vez: Teu olho direito era tingido pelo mais puro e cristalino tom prateado; já o esquerdo, inexistia; via-se apenas a cavidade ocular incomumente à mostra, pois não havia meios de se esconder.