Novarum Tempestus
7 Capítulo 6
??: Nada muito importante. Anda, prossiga!
M: Mas aqui é o começo de tudo! 3 caminhos, 3 números! … O que eu faço?
??: Não sei... mas se eu fosse você, eu iria pelo norte, sabe? Meu “bebê” tem um grande apego pelo número “6” e derivados.
M: “Bebê”? … O que v-?
Sumiu. E lá estava Matsuo, sozinho novamente. Pensava e repensava. “Ir ou não ir?”, “Quem acreditaria em um louco?” … Por outro lado, e se for uma verdade boa? Talvez o estranho tivesse a função de ajudar, como todo jogo. Ou será que a intenção era confundir?
A essa altura a definição de confiança não era mais válida? Será que Matsuo havia enlouquecido também?! … Deu-se que ficar parado não era uma opção. Aliás, não eram tantas assim: o leste estava bloqueado e o oeste travado, ou seja, só restou-lhe o norte mesmo.
M: Maldito... Disse aquilo só para me amedrontar! Dane-se! Não vou ser comido por cães!
Já convicto de que chegaria ao final do jogo, tomou o corredor Norte cuja infinidade de portas e dobras paralelepípedicas confundiam-no juntamente com o ecoar de uma melodia já conhecida. Será que...
“Brilha, brilha estrelhinha
… “
Não era só iso. Ouvia-se, também, mesclados ao cantarolar infantil, latidos; latidos famintos, morbíficos e cheios de ânsia.Ah, sim, os cães não eram brincadeira, não senhor.
“Agora Matsuo corria, sim, ele corria. Como se fossem seus últimos suspiros, ele corria. E se parasse de correr, de fato seriam. Atrás de si, uma corja de demônios, incontáveis diabretes, perversos e sedentos, eles o perseguiam. ” — Forçavam-no a tomar um caminho aleatório pelo mero amedrontar, e por ironia do destino (ou não, o destino não existe), esbarrou na porta “NT06011”.
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