Novamente Alice ~sendo reescrita~
4 Chegando ao país das maravilhas !!
Notas iniciais
Capitulo 4 – Chegando ao país das maravilhas
Depois de muito tempo o buraco já havia dado em um túnel e eu ainda caía, tempo suficiente para eu notar as prateleiras e quadros ao redor, “Lugar estranho, oque já era de se esperar, afinal estou indo pro país das maravilhas! Inacreditável, inacreditável, isso é louco, acho que devo desculpas a minha avó! E onde está aquele... Coelho, ah céus, eu não posso acreditar, só pode ser castigo!”, pensava enquanto ainda caía.
E o tempo foi passando e eu só caía, caía e caía tão lentamente que quase dormi por um bom tempo, mas ai do nada tudo ficou mais rápido e me assustei com a velocidade que estava caindo, fechei os olhos esperando o pior até me sentir ser segurada por alguém e ao abrir os olhos e ver que se tratava de White respirei aliviada e o abracei bem forte com fechando os olhos, enquanto ele me salvava de uma queda das grandes.
— Você está bem? – Ele perguntou enquanto me colocava no chão.
— Sim... – Eu ainda estava surpresa, mas poderia ser pior então assim que pisei em “terra firme” olhei ao redor e me lembrei das histórias que a avó me contava, achei estranho porque algo parecia fora do lugar — Puxa! Na história da vovó não era pra ser assim.
— Este lugar pode estar cheio de armadilhas, cuidado! – White me alertou, ele parecia serio então resolvi não questionar.
— Tudo bem.
— Vamos, estamos sem tempo. – Disse me puxando para um túnel bem à frente.
— Pra onde? – Em vão, White simplesmente me ignorou, “pra variar”, pensei com raiva. — Se você me explicasse pelo menos onde estamos ajudaria...
— Estamos sem tempo pra isso! – Sinceramente falando, eu acho que vou sonhar com essa frase.
Assim nós dois correremos até um comprido e baixo aposento, que era iluminado por uma fileira de lâmpadas penduradas no teto.
Havia portas por volta de todo o aposento, que pareciam estarem trancadas, pois White tirou um chaveiro lotado do bolso e ficou tentando encontrar a que precisava no meio das outras. Enquanto eu fui para o centro da sala, onde vi uma bela mesinha de madeira e resolvi me aproximar, encontrando em cima da mesma uma pequena garrafa com uma etiqueta que dizia, “Beba-me” em letras delicadas e decoradas.
— Oque é isso White? – Perguntei levantando a garrafinha.
— Isso oque? – Ele ia olhar, mas nessa hora as nossas vozes ecoaram pela sala, oque me fez rir e que consequentemente fez White me ignorar de vez.
— Chato – Impliquei enquanto me aproximava do pequeno frasco e o pegava, “Acho que isso não deve ser tão ruim, tem tão pouco mesmo, ninguém vai sentir falta”, eu já ia beber quando fui impedida por White, deixando a garrafinha cair e quebrar. — Mas o.. — Parei de falar quando notei que o conteúdo do fraco que caiu quase derreteu o chão do lugar. — Isso... – Eu estava pasma, definitivamente alguma coisa estava fora do lugar.
— É veneno, feito exclusivamente para você! Para te matar na mesma hora que o bebesse. – Quando White disse isso, o pouco de certeza que eu tinha sumiu e deu lugar a uma grande confusão.
— Co... Como assim?
— Assim como sua avó, você deveria beber e toda aquela história de encolhe e cresce, mas a rainha conhece toda a história e por isso mudou muitas coisa por aqui, na esperança da própria Alice voltar ou alguém bem próximo, como você... Então ela quer te destruir de qualquer modo!
— Entendi – Na verdade eu ainda não tinha entendido nada, mas como sabia que se perguntasse iria com certeza ficar pior eu preferir deixar como está.
— Por isso disse que seria perigoso!
— Pode até ser, mas, eu ainda quero muito reencontrar minha vó e também meu pai e até Judith... E ainda tem a minha mãe!
— Se conseguimos, podemos recuperar Alice e talvez seu pai e essa Judith... Mas ainda temos muito a seguir, vamos é por aquela porta que devemos ir. – White disse indo em direção a uma grande porta com uma chave dourada na mão...
— E quanto... A minha mãe? – Eu perguntei enquanto ele já encaixava a chave na fechadura. — Tem algum jeito de... Mudar isso? – Ele parou quase que instantaneamente e pareceu refletir enquanto eu continuava. — Talvez, tenha um jeito... Ela... Pode não ter morrido!
— Mas ela morreu! – Ele parecia mais sério que o normal, neste momento eu me senti perder o chão, porque no fundo eu sabia que ele tinha razão, mas não queria acreditar. — Eu já disse que ficar se lamentando não resolve nada. Ela está morta, e não vai voltar mais. – A voz de White soou um pouco vaga e distante, mas séria o suficiente para me fazer perceber que não era só pra mim que ele falava.
— White... Você-
— Vamos logo estamos sem tempo. – Ele me interrompeu abrindo a porta e me levando dessa vez para fora do lugar.
Depois de muito caminhar nós chegamos perto de uma casinha, eu fiquei encantada com o lugar, mas White pareceu querer ignorá-la.
— Que casinha linda...
— Vamos embora de uma vez. – Ele parecia desanimado.
Eu estava indo quando notei uma placa bem brilhante com algo escrito, esquecendo-se da pressa, me aproximei um pouco para ver oque tinha e me surpreendi ao ler oque estava gravado: W. Rabbit.
— White, esta casa é sua? — Perguntei animada com a ideia.
— Não. – Ele respondeu sério, lançando um rápido olhar para a casa.
— Então porque tem seu nome? – Perguntei curiosa ao perceber que ele fugia da verdade.
— Esse não sou eu. – Ele respondeu relutante.
— Mas tem seu nome... — Sei que parece óbvio, mas negar até diante disso seria o cúmulo da teimosia. — E pelo que sei só tem um White Rabbit né? – Insisti e pude perceber que ele não gostou nada da minha pergunta.
— Esse... – Ele se irritou e ia me responder, mas quando virou e se deparou com a casa acabou, por algum motivo que ainda descobrirei, perdendo a fala.
— White, White? Ta vivo? White! — Ele parecia ter ido pro mundo da lua de vez.
— Vamos embora. –Ele disse, finalmente voltando pra realidade e saindo na frente, me deixando para trás, "pra variar".
— Seu chato. – Eu reclamei voltando a acompanhar White pra Deus sabe lá onde. — Anda me responde, a casa é sua não é?
Ele apenas suspirou e reclamou entediado — Você fala demais!
— Ei eu não falo demais! E você ainda não respondeu minha pergunta!
— Não sei do que está falando.
— Sínico!
— Criança!
— Cala a boca, coelho Metido!
— Menina mimada.
— Olha quem fala.
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