Nova Hogwarts
10 Foda interrompida
A garota de cachos castanhos esticou a mão um pouco mais, tentando alcançar a carta. Um corvo negro pousara na cabeceira da cama com o envelope amarrado à pata, e esperava pacientemente que ela pegasse a mensagem. Gaby reconhecia a letra no envelope, sabia de quem era a carta, e se Milord tinha escrito a ela, devia ser importante. Muito.
– Mas que droga, Malfoy! — ela reclamou.
O garoto loiro, quando cismava de trepar com ela de um jeito ou de outro não tirava da cabeça por nada. Teimoso e egoísta, quando queria alguma coisa fazia de tudo para conseguir.
Não que ele precisasse se esforçar muito para conseguir colocar a garota em sua cama. Ela praticamente se mudara para a cama dele, vivia lá, satisfazendo ene vontades do Mimado Malfoy.
– Eu disse que queria te comer de quatro. Eu terminei? Não. Então para de miar.
Ele puxou a mão dela para trás, e com a outra mão afundou sua cabeça no colchão. Ela resmungou alguma coisa e ele teve que puxar o rosto dela de volta um pouco para entender.
– É importante, caralho! Que droga Draco, por favor, pense bem se em outra circunstância eu ia te pedir pra parar uma foda!
Ele não respondeu. Gaby acabou se conformando. Ia ter que esperar. Que fazer? Mimado, mesquinho, egoísta e arrogante, e ela ainda o amava incondicionalmente.
É, amava. Draco amava ela? Ela tinha certeza de que não. Nem pensar. Mas não fazia diferença. Não enquanto ela pudesse voltar para a cama dele, quando quisesse.
Se fosse uma emergência, já teria dado muita merda quando Draco finalmente se satisfez com ela. Gaby praticamente voou até a carta. Estava lacrada para reconhecer apenas a bruxa, o que a fez ter mais certeza ainda de que o problema era sério. Gaby a abriu, lendo enquanto se vestia com a outra mão.
– E então? Que emergência tão grande é essa? — o sonserino perguntou, bebendo um gole de uísque de fogo.
– Eita porra… — a garota respondeu. Então era ISSO que Milord vinha fazendo enquanto estava fora. Horcruxes, crepusculetes… Um pesadelo na terra. — Preciso de um favor, Draco.
– E eu faço favor desde quando? — ele perguntou, quase rindo do desespero da menina.
– DESDE QUE EU DEI PRA VOCÊ IGUAL UMA CACHORRA, CARALHO!
Draco levantou uma sobrancelha. Ela nunca tinha sido tão violenta, fora de contextos sexuais. Nunca.
– Nem vem que você gostou que eu sei. Mas… Tá. Quer o que?
– Ainda sabe Desiludir?
– Isso? Pra que quer que eu Desiluda você?
– Preciso sair. Ir pra Hogsmeade. E depois aparatar para… Bem, algum lugar.
– Tá indo embora? Porra, quem que eu vou comer agora?
– Eu volto. Só espera, tá? — ela deu um selinho curiosamente carinhoso no rapaz. — Por favor…
Draco suspirou, conformado. Usou a varinha e enfeitiçou a garota, a camuflando como um camaleão.
– Lembre-se de manter a mente fechada. — ele aconselhou. Draco era o melhor oclumente que ela conhecia, e tinha ensinado muito bem pra ela. Gaby sorriu, agradecida, sabendo que ele não veria, e saiu do dormitório da sonserina, indo se encontrar com seu Lorde.
Fale com o autor