Nova Era
1 Novo Mundo?!
Notas iniciais
Henry, um jovem de apenas 15 anos, leva uma vida normal e pacata. Ele estuda (não muito bem), tem uma namorada, amigos e vive uma vida relativamente feliz. Porém, isso não o satisfaz. Henry só queria descontrair, esquecer-se das dificuldades e seus problemas... Ele gostaria de sair em uma aventura. Fugir de casa, viver na selva, conseguir seu próprio alimento sem preocupação nenhuma com a vida que todos estão acostumados. Apesar disso, ele sabe que se sair de casa tão cedo e tão despreparado, o mundo vai engoli-lo. Além disso, dormir é seu passatempo preferido.
Em um sábado comum, Henry estava sentado apoiando-se em uma árvore no parque de seu bairro. Ele lia um livro sobre física, que era de seu interesse. Como estava cansado por conta dos estudos, ele acabou pegando no sono enquanto estava apoiado na árvore. Então, dormiu com o livro no colo. Muitos devem pensar que o maior problema disso tudo seria seus pertences roubados. Porém, quem pensou nisso está errado. Seu maior problema foi muito, mas muito maior do que isso.
Quando Henry abriu seus olhos, não via nada. Estava tudo preto. A primeira coisa que pensou foi que estava cego, mas não era isso. Um cego não enxerga escuridão, um cego simplesmente não enxerga nada. Foi então que as coisas começaram a embranquecer. Na hora em que Henry olhou em sua volta, ele quase desmaiou com o choque. Literalmente tudo a sua volta havia mudado, e mudado ao extremo. Em volta da árvore, tinha o parque e seu bairro inteiro. Ele havia acordado em cima de uma ilha pequenina, que suportava só a árvore em que Henry havia deitado e o próprio Henry. Era uma ilha flutuante. Embaixo dela, era possível enxergar planícies e florestas totalmente intactas, sem nenhuma interferência do homem.
Obviamente, Henry pensou que tudo aquilo era um sonho. Talvez até um sonho lúcido. Tentou de tudo para acordar, sem sucesso. Então, por puro desespero, tentou pular da ilha. Não só tentou, como conseguiu. E beijou o chão de jeito. A sorte é que caiu direto em um pequeno lago, o que amenizou a queda. Desmaiou e dormiu mais um pouco. Dessa vez, porém, acordou cerca de duas horas depois.
A primeira coisa que Henry deveria fazer era procurar alguma civilização por perto. E foi isso que fez. Mas ele andou, andou e andou... E não achou absolutamente nada. Apenas andou por florestas densas e achou alguns animais silvestres. Animais esses que nunca tinha ouvido falar em nenhum momento de sua vida. Apesar disso, ele acreditou que era só sua falta de informação, já que não se interessava por biologia. Depois de andar por muitas horas, finalmente achou algumas ruínas totalmente acabadas. Pareciam ser mais velhas do que o Silvio Santos.
Pareciam ser estruturas nunca vistas antes por Henry. Isso poderia significar duas coisas: ou Henry viajou para outra dimensão (junto a árvore) ou ele dormiu por bilhões de anos. Obviamente, ele aceitou a primeira tese. E ficou até feliz, pois estava procurando por uma boa aventura. Sobreviver na mata, conseguir comida sozinho, sem se preocupar com provas e trabalhos para apresentar. Então, partiu para matar e esfolar algum animal e ter comida para a noite.
Passou uma eternidade caçando. E só conseguiu um peixe e alguns fiascos de carne de veado. Exatamente, ele não sabia como esfolar um animal, e muito menos como matar. Ou seja, ele estava totalmente ferido. Além de levar tropeções enquanto corria de alguns animais, ele levou uma chifrada do mesmo veado que matou. Porém, nada mal para o primeiro dia. Montou uma fogueira totalmente improvisada e assou a carne e os peixes. Ficou uma merda.
Henry acordou bem cedo no dia seguinte. Notou isso olhando pro céu. Sabe o que mais ele notou? Dois sóis. Sim, dois astros gigantes pertos até demais da Terra. Ou seja lá que planeta fosse aquele. Também percebeu que seu celular não estava no seu bolso e seu livro de física que lia também não estava em seu colo. Além de tudo isso, tinha esquecido a maioria das coisas que tinham acontecido antes dele dormir. Desde coisas mais simples, como seu almoço daquele dia, até coisas extremamente óbvias, como o nome da sua própria mãe. Isso significa que não foi por pouco tempo que ele esteve dormindo.
Ignorou esses fatos e partiu para tentar achar alguma civilização novamente. Achou outras ruínas, com algumas escritas estranhas que ele não entendia. Pareciam aquelas coisas de alien, sabe? Ignorou também. Decidiu andar reto até achar algo interessante. Passou-se muito tempo. Henry havia chegado a um deserto e estava passando por muita sede. Preferia morrer a estar andando naquele inferno. O garoto estava quase caindo no chão, quando, do nada, chegam dois estranhos encapuzados, e um grita:
— Umírá! Umírá!
— Já vím, pomůžeme! Vezmi ho do vesnice!
— Jdu, jdu!
E Henry cai duro no chão.
Ao acordar, se depara com três bichos humanoides estranhos olhando diretamente para ele. Eles pareciam admirados. Também percebe que está com uma espécie de coleira ou colar no pescoço. É impossível de tirar, mas não está o machucando nem incomodando-o. Antes de poder se manifestar, um dos bichos começa a falar:
— OLÁ! Estou muito lisonjeado em conhecer-te, senhorio. Eu concordo que você ser um ser humano e eu ser muito admirador por isso! Como senhorio sobrevive todos esses anos a catástrofes devidamente grandiosas?
— O que? – respondeu Henry – Como assim? É claro que sou humano... O que mais eu seria?
— O que estar falando, senhorio? O senhorio ser uma espécie rara anteriormente extinta! Não sente-te orgulho? Anima-te!
— Extinto?
— Sim, senhorio. Humanos serem extintos há muuuuitos anos. Cerca de bilhõnes. Antes mesmo dos Dois Sales! Felizmente, nós conseguir descobrir linguagem humana e adaptar, criando traduçõtores para caso algum humano voltasse. E aconteceu!
— BILHÕES de anos?! Caralho, como eu vim parar aqui? E seu tradutor tá meio errado, cara...
— Sim, sim. Traduçõtor ainda ter muitos defeitos. Não tradusse tudo certo, mas porém conseguirmos ter coisa próximo.
— Ok, você pode me explicar tudo o que aconteceu nesses bilhões de anos?
— Nããão, senhorio. Eu não gostar de explicar coisa. Pede pra Gunnimar. Ele saber explicar tudo de jeito certo.
— Pode deixar, eu pergunto pra esse Gunaminiamian, então.
Henry, então, levanta e sai da pequena cabana que estava abrigado. Ao sair, nota-se que se trata de uma pequena vila, o que o decepciona, pois Henry pensava que tudo havia se modernizado e as tecnologias seriam surpreendentes. Coisa que não aconteceu. Pelo contrário, pareciam que as coisas haviam regredido ao invés de avançar. Mesmo assim, vai atrás de Gunnimar.
— Hey, você aí! Sabe quem é Gunnimar e onde eu posso encontra-lo?
— Carambalas! Você ser o humano? Ser uma honra te conhecer! Gunnimar ser o lideração desta aldeia. Poder encontrar-lo seguinto este caminho a frente.
— Ehm... Valeu.
O “caminho a frente” seria uma gigantesca subida, seguida por uma escada do tamanho do brinquedo do Kid Bengala. Mesmo assim, Henry aceita o desafio e começa a andar pelo grande caminho. No final da trilha, há o que parece ser a construção mais desenvolvida da vila.
Ao chegar lá em cima, se depara com duas pessoas “fortemente” armadas, que provavelmente eram os guardas daquele local.
— O que você querer, energúmeno?
— Que isso, cara... Não precisa xingar. Eu só quero dar uma palavrinha com um tal de Gunnimar.
— Falação com Gunnimar? Nem pensando! Espere... Você ser humano? Quem te mandou-te falar com Gunnimar? Estravonn?
— Ehmmmm... Sim, foi esse cara aí mesmo – Henry não tinha ideia de quem era Estravonn.
— Pois bem! Pode entrear-te, humano! Hahaha! Nunca pensei-me que iria conhecer um humano! Carambalas!
Ao entrar no mini-palácio, se depara logo com um velhinho gordinho com umas roupas estranhas. Logo pensou que era o líder, Gunnimar. Porém não era, era só seu conselheiro, fingindo ser o líder, porque gostava de fazer isso. Logo depois, levou um esporro de Gunnimar.
Gunnimar, líder da vila, tinha uma mente brilhante, estava em forma, tinha lábia, era extremamente carismático, bonito e qualquer outra coisa de bom que você possa imaginar. Claro que, para Henry, Gunnimar tinha um rosto bem azedo. Porém, para sua espécie, era o mais bonito da vila.
Na hora em que o líder olha para Henry, ele se espanta.
— MAS QUE CARALHOS VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?
— Que? Você fala português certo? Caraio, parabéns fera.
— É claro que falo, eu sou o mais inteligente daqui. Mas tu não respondeu minha pergunta.
— Então... Nem eu sei! Eu só dormi embaixo de uma árvore e acordei, de acordo com seu amigo, alguns bilhões de anos depois.
— Mas como isso é possível? Humanos não sobreviviam mais do que 100 anos...
— Pois é, mas cá estou eu, não é mesmo?
— A árvore que você dormiu, como ela era?
— Cara, só sei que ela era gigantesca. E quando acordei, estava pequenininha. Mas era gigante e linda. Se não me engano, ela chamava... Lullaby.
— Cê tá me zoando, né?
— Que, por quê?
Continua...
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