Nothing is a before

5 Uma parada,um telefonema e um beijo.


Notas iniciais
Oi amores,obrigada a todo carinho que vocês estão tendo comigo e com a fanfic. Esse capítulo está bem divido,o começo talvez não lhes agrade mas é necessário,mas o fim sei que vocês irão amar. Obrigada a todos que estão interagindo,não posso citar o nome de todos,pois é muita gente,mas quero que saibam que eu amo isso. hope u like

—León,eu escolhi oncologia e pediátrica pois com dezoito anos engravidei,e a criança nasceu morta,por que eu tinha passado câncer pra ela.E o pai,sumiu.Logo depois do nascimento.E hoje eu não gosto de crianças pois elas me lembram meu filho e meu filho me lembra o idiota do pai dele.—León parecia incrédulo,com minhas palavras,ele se levantou parando do meu lado,pegando minha mão e me levantando para um abraço caloroso.

—Desculpa Violetta,eu não sabia,não devia ter te perguntando,com certeza o pai de seu filho foi covarde e cafajeste.—León afagava meus cabelos enquanto eu molhava sua camisa toda.

—León,meus amigos me chamam de Vilu.

—Tudo bem,Vilu.

***

Após o agradável almoço com León,voltamos ao hospital e depois daquele abraço,não tocamos mais no assunto,pois León,viu que era um tanto quanto perturbante para mim.

Cruzei com Diego,nos corredores e ele me disse,que uma criança havia dado entrada e Diego suspeitava que poderia ser um tumor,uma mancha que ele havia encontrado,mas não sabia ao certo e pediu minha ajuda.

Eu terminava de analisar a tomografia,e constatei que não era câncer.

—Doutor Dominguéz,é apenas uma sombra,nada de mais.

—Obrigada,Doutora Castillo.

—Por nada!—Sai da sala de Diego e estava me dirigindo a ala pediátrica de oncologia,iria ver como andava o tratamento de outras crianças lá.Fui parada pelo meu aparelho que apitava toda vez que havia uma emergência no hospital,o saquei do bolso e abri a mensagem.

"Doutora Castillo,emergência na área pediátrica de oncologia"

Me pus a correr até a ala,e uma enfermeira já me esperava na porta.

—Doutora,na sala de exames.

Haviam muitas crianças na sala principal que brincavam feliz,até.

Me dirigi rapidamente até a sala que eu estive naquela manhã,e Federico bombeava ar em Lucia.

—Castillo,ainda bem que você chegou!Lucia teve uma parada respiratóriae esta com seus batimentos em 48!

—Se chegar em 35 ela entra em coma.—Disse ajudando Federico a bombear o ar ,naquela sala não havia nenhum respirador.—Vamos levá-la para a UTI,isso deve ter tido algum efeito.

—Tudo bem.

Peguei-a no colo,enquanto bombeava o ar e passei pelas crianças discretamente ,e assim que cheguei no corredor corri para o elevador mas a porcaria estava ocupada,resolvi subir pela escada mesmo,era só um andar,quando chegamos na UTI,enfermeiras já vieram me ajudar e ligaram ela ao aparelho.

—Você,fez um ótimo trabalho,se não fosse por você,ela estaria morta.—Ferico disse afagando meu braço.—Agora ela vai ficar bem,hoje a noite já volta para o quarto.Desça,tome um café.Descanse um pouco,foi a primeira vez que você quase perdeu alguém.

—Obrigada,Federico. Tomei um rumo contrário ao dele,que se encaminhou de cuidar de Lucia,no período que ela ficasse ali.

Desci até o primeiro andar que se localizava a cafeteria,pedindo um extra forte.

—Parece que alguém não quer dormir.—Aquelas palavras haviam pego-a de surpresa ,a fazendo virar e encarar o ser de olhos verdes trajando um jaleco,que mantinha suas mãos nos bolsos.León pegou seu café ao mesmo tempo que Violetta,e ambos seguiram para o mesmo lugar,a sala de Violetta.

—Não,é isso.Enfim,alguma coisa importante você deve ter para me falar.—Adentrei em meu consultório sendo seguida por León.

—Exatamente.—León entregou-me uma pasta,que abri imediatamente.—Sua ficha de trabalho,seu pagamento e tudo mais,sobre seu emprego aqui.

—Obrigada.

—É isso,até logo.

—Até.

Assim que León saiu,peguei meu celular em minha bolsa,discando os números do telefone de minha mãe.

—Violetta?—Minha mãe estava surpresa.

Oi ,mãe.

Por que você me ligou,aconteceu algo?

Não,só precisava desabafar.

O que houve?

—Mãe,eu quase perdi uma menininha de três anos.

—Vilu...Você sabe que cedo ou tarde isso vai acontecer.

Eu sei.Mãe,eu só te liguei pra isso mesmo.Tchau

—Tchau.

Eu havia ligado para minha como se eu precisasse ouvir aquilo de sua boca 'cedo ou tarde,isso vai acontecer'.

O resto da tarde,correu tranquilamente,e por volta das oito horas da noite,ouço leves batidas em minha porta,e ao levantar meu olhar,me deparo com um León normal.

—Seu horário de serviço,terminou quinze minutos atrás.

—Eu sei,só estou adiantando umas coisas.

—Se eu fosse você,pedia um aumento.—Rimos dessa sua observação,e ele se sentou em minha frente,olhando para o meu celular.—Mas,seu chefe não tem o último iPhone de todos.—Ele encarou o aparelho e me encarou.

—Pode pegar,eu sei que você quer.—Ele riu e pegou o celular em suas mãos,parecendo uma criança de oito anos que acabará de ganhar a nave espacial que sempre quis.Não pude deixar de rir,daquela cena.

—Vamos tirar uma foto?

—Sério?

—Claro,Violetta!Seu primeiro dia de trabalho,com seu chefe gostoso.

León desbloqueou a tela do celular e abriu a câmera,me dando as costas,e erguendo o celular,pude ver a cara engraçada dele,e percebi que não seria uma foto séria.Fiz uma careta e ele tirou a foto.

—Ficou demais.—León disse colocando o aparelho em cima da mesa.—Eu te dou uma carona se você quiser.

—Eu vou aceitar.—Peguei minhas coisas as colocando dentro da bolsa e indo na frente de León,até o seu carro.Assim que adentramos León começou a conversar comigo.

—Sabe,Federio me disse que hoje salvou a Lucia.

Fiquei alguns segundos em silêncio para depois responder.

—Foi tudo muito rápido.

—Por isso,foi tomar o café aquela hora.

—Sim.

Quando o diálogo se finalizou,chegamos no prédio e descemos.

—Sabe.Fico orgulhoso de você,superou um monte de coisas até chegar aqui,sabendo que pode se decepcionar a qualquer momento.

—Eu não sou mais uma pessoa que se decepciona fácil,León.

—Eu te admiro muito,Violetta.Muito mesmo.—León já estava próximo devido ao pequeno espaço naquele elevador,mas deu dois passos se acercando mais.—E desde que eu te vi,tenho ganas de beijar-te.—Senti uma mão em minha cintura e outra em minha nunca,em um ato involuntário ,soltei minha bolsa e dirigi minhas mão aos cabelos e face daquele home,céus,ele era extremamente sexy e eu ficava totalmente vulnerável a ele.Eu também queria beijá-lo e assim que nossos lábios se selaram,senti um fogo acender em mim,havia cinco anos que eu não beijava ninguém,mas aquele homem me desconcentrava totalmente.O travar de nossas línguas,o encostar de nossos lábios,e suas mão apertando minha cintura e as minhas mãos adentrando em suas madeixas,era tudo inesperado e mágico.

Notas finais
É isso,comentem bastante