Nothing is a before
35 Minha vida,melhor impossível.
Notas iniciais
O pensamento tem poder infinito.
Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade.
Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória.
Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo.
Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade.
Você é quem escreve a história de sua vida — ao optar pelas atitudes construtivas — você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS.
Positivo atrai positivo.
Alegria chama alegria.
Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas.
Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma.
É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo.
Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações.
Sem esforço não existe vitória.
Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.
—Ando pensando ultimamente em ter outro filho!—León me anunciava enquanto eu servia as panquecas de domingo em um prato.
—Você tá falando sério,León?—Disse em um tom brincalhão
—Mas é claro,a Maria já esta com quatro anos,seria legal ter um filho agora,já estou com saudades de ter um bebê em casa.
Aquela frase me recordou de quando Maria tinha oito meses e estava engatinhando pelo apartamento quando León a abordou,dando-lhe um sermão de que era perigoso engatinhar por ai com tip-tops largos.
—Vilu,cadê a Maria?—León sentou-se ao meu lado enquanto eu folheava uma revista qualquer sentada na bancada da cozinha.
—Ela estava brincando com alguns bichinhos de pelúcia no tapete da sala,meu amor.—Disse sem tirar os olhos da revista,vi León se levantar e parar de braços cruzados de frente para o corredor.—Alguma coisa errada?
—Violetta,vem aqui ver o que sua querida filha esta fazendo.—León falou em um tom sério e eu me obriguei a largar a revista e parar de seu lado,vendo a cena da nossa filha engatinhando e tropeçando em seu macacão um pouco grande,o coqueirinho em seu cabelos castanhos chacoalhando a cada joelhada.
—Qual o problema?—Indaguei rindo e recebendo uma careta séria de reprovação,Maria parou e nos encarou abrindo um sorriso de dois dentes mostrando suas covinhas.
—Maria Lucia Castillo Vargas,o que a senhorita pensa estar fazendo.—León começou com o seu discurso,e eu não sabia se ria daquela cena ridicula ou ficava séria.—Você tem noção do quão perigoso é engatinhar por ai com esse macacão extremamente grande?Você pode acabar caindo de cara no chão,filha.—León foi até Maria agachando-se e pegando-a no colo,me encarando e foi inevitavel não rir da cara dele.—Do que você tá rindo,Violetta?
—De você,León!A Maria não tem noção de nada,ela não tem nem um ano ainda,e você já ta querendo dar lição de moral na coitadinha!—León aproximou-se de mim com Maria no colo,e me olhou sério,mas aquela aceta séria desmanchou-se quando Maria começou a dar risada.—O papai é muito bobo,né filha!—Tomei ela dos braços de León e a "esmaguei".—Olha pra essa trouxinha depele ,meu amor.—disse a León.—Ela vai cair muito ainda,mas vai se levantar.
Sai de meus devaneios com o celular soando.
—Quem é?—León me indagou.
—A Ludmila.—Disse olhando o visor do meu celular,deslizei o dedo pela tela do celular—Alô?
—Violetta?—A voz de Ludmila soou do outro lado.
—Sim.
—Preciso de você.Tipo agora!—Ela parecia meio desesperada.
—Tá bom,já to indo.—Desliguei o celular e olhei para León.—Amor,eu preciso ir até a casa da Ludmi.
—Aconteceu algo?
—Eu espero que não,você olha a Maria?Eu acho que ela vai demorar pra acordar ainda.
—Vai lá,eu olho ela.
Me despedi de León com um beijo rapido, peguei as chaves de meu carro,a carteira e o celular,e em menos de vinte minutos lá estava eu soando o interfone da casa de Ludmila e Federico,e adentrando a mesma assim que Ludmila abrira o portão para mim.
—Violetta.—Ludmila disse ofegante.
—Aconteceu alguma coisa?—Pedi preocupada.
—Aconteceu tudo!—Arregalei os olhos assustada,Ludmila me entregou um teste de gravidez positivo e eu não sabia se ria ou se chorava com ela.
—Maninha!—Chorei e a abracei.
Perdi a conta de quantos minutos ficamos ali chorando abraçadas,mas sei que foi muito tempo.
—Vilu,e se o Fede não gostar?
—Ludmila,não seja tola,é óbvio que o Federico vai amar!
Não há uma estrada real para a felicidade, mas sim caminhos diferentes. Há quem seja feliz sem coisa nenhuma, enquanto outros são infelizes possuindo tudo,e talvez León esteja certo ter um filho agora seria perfeito.
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