Nothing Planned

6 Two lines or not?


Notas iniciais
Um pouco atrasada, mas aqui está :) Espero que gostem ;)

“Todo mundo sentando.” Mr. Schue pediu, entrando na sala do coral. Atrás de si, cinco alunos o seguiam. “Primeiro quero apresentar nossos cinco novos integrantes. Kitty, Marley, Jake, Ryder e Brody.” Apontou para cada um e sorriu com as palmas e comemorações de seus integrantes atuais. Apontou para as cadeiras e esperou que os cinco sentassem-se. “E conversei com Figgins e esse ano faremos um musical.”

A maioria das garotas, Brody e Kurt comemoraram, enquanto os meninos e Santana gruíram de desanimo sabendo que provavelmente teriam que participar de alguma forma.

“Já resolvi tudo, nos apresentaremos em dois finais de semana e todo o dinheiro arrecadado será usado para nossa viagem á Nova York." Explicou o professor. “Colocarei o papel para as audições no terceiro horário, todos os interessados, por favor, assinem o nome e o personagem que querem interpretar. As audições serão na quinta da outra semana e junto comigo, para decidir estará Cassandra July, a coreografa das cheerios e uma grande amiga.”

“As audições e ensaios vão ser um inferno.” Santana murmurou se aproximando dos amigos, já que estava sentada na fileira atrás de Kurt e Rachel ao lado do namorado. Já conheciam as loucuras de Cassandra ou Crazy July, como apelidaram a mulher, ela não tinha pena e os empurravam até seus limites, tinha ajudado no ano passado com a coreografia das nacionais a pedido de Schuester e para os alunos tinha sido pura tortura.

“Qual vai ser o musical?” Brody perguntou. Independente de qual fosse, já iria começar a preparar um musica e dança para a audição, não aceitaria nada menos do que o principal.

“Por favor, seja evita, por favor, seja evita.” Rachel murmurou, cruzando os dedos.

“West Side Story.”

“Nunca ouvi falar.” Puck comentou aleatoriamente e alguns integrantes concordaram.

“Imaginei que isso fosse acontecer.” Schue falou caminhando até o quadro branco e escrevendo o nome do musical. “A lição de vocês é ver esse musical, precisarei do máximo de pessoas possível para fazer parte das gangues e quero que vocês pelo menos saibam o que está acontecendo nas cenas.” Ignorando os grunhidos de desanimo, continuou. “Não vou segura-los por muito tempo, afinal o sinal do primeiro horário já vai tocar, mas espero que na quinta tenham visto, quero saber suas opiniões e não me venham com ‘foi chato’ ou ‘dormi’. Aos novos integrantes, bem vindos e estão liberados, vão direto para suas aulas, sem atraso!”

Não era raro que Mr. Schue fizesse uma rápida reunião antes das aulas, fizeram diversas vezes no ano passado, antes das competições, por isso os integrantes já estavam acostumados e se organizavam para não se atrasarem para as aulas.

No corredor, Rachel olhou para todos os lados certificando-se de que não havia sinal de Finn e tomou todos os cuidados para não encontra-lo durante o longo caminho para a aula de matemática, que ficava no outro prédio. Sabia que tinha que conversar com o garoto, mas a coragem sempre lhe faltava e fugir era bem mais fácil.

i.

“Você sabe que ficar encarando não vai fazer o tempo ir mais rápido né?” A voz doce e ao mesmo tempo fria de Quinn Fabray, a fez pular derrubando o pequeno objeto no chão e gelou seu sangue.

“Como diabos... Eu tranquei a porta!” Rachel exclamou, se segurando na pia quando suas pernas falharam e ela quase caiu de cara no chão.

“Primeira regra Berry, sempre olhe o banheiro, alguém pode estar usando.” A loira respondeu se abaixando com dificuldade, devido a enorme barriga de seis meses e pegou o tão conhecido objeto branco. “Segunda regra, nunca faça um exame de gravidez na escola, é pedir para ser descoberta.”

Caminhando até a parede, a morena se encostou e escorregou até o chão, levando as pernas até o peito e abraçando-as.

“Pedir que você guarde segredo é uma perda de tempo, não é?”

“Se fosse Santana ou Brittany, até mesmo minha meia-irmã Kitty, eu sairia correndo daqui e espalharia para toda a escola.” Quinn respondeu, encarando a cheerio pelo espelho. “Mas você não.”

“Por quê?”

“Você é a única pessoa que nunca me faltou o respeito, nunca me jogou um slushie ou me humilhou pela situação que me meti.” A loira deu de ombros e se aproximou de Rachel entregando o teste e com cuidado sentando ao lado dela. “Eu fiz da sua vida um inferno quando era cheerio e você teve a chance de se vingar e não o fez.“

“Talvez eu não tenha conseguido.”

“Para alguém que quer ser uma atriz, você é uma péssima mentirosa.” Quinn sorriu empurrando a morena de leve. “Quanto tempo você está aqui?”

“Uns dez minutos.” Rachel respondeu depois de alguns minutos pensando, tinha ido ao final do segundo horário, imaginando que teria alguma privacidade já que todos estariam em suas aulas.

“Ainda temos cinco longos minutos, então me conte. Como a virgem Maria se meteu nessa roubada?” Enquanto esperava, pegou o celular e colocou para apitar quando o tempo acabasse, quando olhou para Rachel, viu que ela lhe encarava confusa.

“Temos?” Rachel desconversou.

“Olha, eu sei o que é passar por isso sozinha. A agonia de não saber o que vai acontecer, as mil opções que passam por sua cabeça, o medo e pânico. Então você tem duas escolhas, ficar sozinha ou não se incomodar com minha presença.”

“Demora tanto assim?” Rachel desconversou, sabendo que a loira iria entender. Parecia até piada e se alguém um dia lhe contasse que ela estaria no banheiro da escola, fazendo um teste de gravidez de farmácia com Quinn Fabray ao seu lado, ela provavelmente iria cair na gargalhada. No entanto, era exatamente o que estava acontecendo.

Santana e Kurt iriam assassina-la se descobrissem.

“Então, como você se meteu nessa roubada?” Quinn repetiu a pergunta. Sempre fora curiosa por natureza e aquela situação lhe deixava com os sentidos aguçados. Suspirando, Rachel decidiu contar, obviamente sem muitos detalhes, sobre ela e Finn e como tinha chegado naquela situação.

“Okay, primeiro pare você está deixando meu bebê com náuseas.” A loira brincou recebendo um leve empurrão da morena. “Segundo, Finn Hudson? O maior mulherengo da escola e você o escolhe pra perder ter sexo? Ainda desprotegido e na escola? Eca, eu nunca mais vou entrar naquela sala do coral.”

“Cala a boca.”

“Já pensou no que vai fazer se realmente estiver grávida?” A loira perguntou seriamente, estava tentando aliviar o clima, mas hora ou outra teriam que discutir.

“Eu já pensei em dar pra doação, ficar e fazer um... aborto. Mas eu não sei.” Rachel respondeu, encostando a cabeça na parede e fechando os olhos. Não queria pensar em nada daquilo por enquanto.

“Eu pensei em abortar, bem no inicio quando ninguém sabia, marquei um dia e fui, mas eles não me deixaram porque eu estava sozinha, eu não sabia o quanto aquilo era real até estar lá. Eu estava literalmente sozinha, sem ninguém em que pudesse confiar ou contar. Foi o pior sentimento do mundo.”

“Obrigada por não me deixar sozinha.” Rachel respondeu, olhando para a loira e sorrindo fracamente. Mas este desapareceu quando o celular de Quinn começou a apitar, os 15 minutos tinham acabado.

Hora da verdade.

iii.

“Quinn?” Rachel chamou enquanto saiam do banheiro. “Você não está mais sozinha.”

Ambas trocaram um rápido sorriso e seguiram direções opostas. A loira encontrou o namorado em seu armário, que lhe encarou preocupado, quando viu de onde e com quem tinha saído. Já a Berry caminhou para seu armário, de longe viu Brody parado ao lado.

“Ei Brody.” Cumprimentou, colocando a mochila no armário e pegando o livro e o caderno para a próxima aula.

“Eu tava pensando, nós dois podíamos fazer a audição juntos.” O garoto propôs fazendo charme.

“Juntos?” A morena questionou incrédula “Desculpa Brody, mas não é dessa forma que as coisas funcionam.”

“Por quê? Eu serei Tony, você Maria. Podemos mostrar logo nossa química e já deixar claro que mais ninguém é perfeito para esse papel.”

“O que você vê quando olha para o céu?” A Berry questionou, seriamente.

“Eu não olho para o cé...”

“Estrelas.” Respondeu, o interrompendo “Algumas brilham mais do que as outras, mas todas brilham sozinhas. Podemos cantar juntos algum outro dia, mas em audições, é cada um por si. Ou você é a caça ou o caçador.”

“Qual é Rachel, vamos! Depois disso, podemos ir num encontro.” Ele insistiu. Sabia que as garotas sempre fingiam que não queria e ás vezes precisava forçar um pouco para que aceitassem.

“Brody, eu tenho um... namorado.” Rachel não tinha certeza se podia chamar o rapaz daquela forma, mas era melhor que falar alguém com quem transava regularmente.

“Você não parece certa sobre isso. Além disso, quando perguntei por ai, me disseram que você estava solteira.”

“Você perguntou sobre mim?” Ela questionou incrédula, não sabia se deveria achar achava aquilo bizarro ou ficar grata que ele se deu ao trabalho.

“Claro, você chamou minha atenção desde que nos conhecemos. Rachel eu realmente acho que podemos ser algo, só me dê á chance.” Brody insistiu, fechando a porta do armário dela e se aproximando. Ia beijar a morena, quando uma garganta sendo limpa os interrompeu.

“Finn...” Rachel exclamou surpresa, deu alguns passos para longe de Brody e se aproximou do quarterback. “Brody, esse é meu... meu...”

“Namorado, Finn Hudson.” O Quarterback se apresentou, passando o braço pela cintura da morena e puxando-a em sua direção. Não tinha gostado nem um pouco de ver aquele novato dar em cima da Berry e não tinha a menor duvida de que era aquilo que ele estava fazendo.

“Engraçado, quando eu perguntei, ninguém falou que vocês estavam namorando. A capitã das cheerios e o quarterback, que clichê.” Os dois garotos trocaram alguns olhares nada amigáveis e então Brody se virou para a morena com um sorriso malicioso. “Esperarei sua ligação Rachel.” Com isso, seguiu pelo corredor lotado de alunos.

“Que diabos?” Finn questionou encarando a morena seriamente. “Você está me ignorando desde a semana passada e quando eu finalmente consigo te encontrar, você tá flertando com outro?”

“Não é nada disso Finn! Ele só estava me perguntando algo.”

“Ah claro e por isso vocês estavam a um palmo de distância, quase se beijando né?” O garoto ironizou, respirando fundo. Sua vontade era chutar uma cadeira ou algo para liberar a raiva.

“Por que você está tão bravo? Não é como se estivéssemos juntos Finn, nós dois só tivemos sexo.” Ela murmurou a ultima parte olhando em volta, se certificando de que ninguém estava ouvindo. “Eu poderia flertar com quem fosse que você não tem que dar opinião nenhuma, mas só pra constar, não era isso que eu estava fazendo, agora me deixe ir que eu tenho aula e coisas para fazer.”

Por alguns minutos o garoto ficou observando-a caminhar pelo corredor, a maioria dos alunos já tinham ido para suas salas, então o corredor estava bem vazio. Por que diabos ele tinha ficado tão bravo? Como Rachel tinha dito, eles apenas tiveram sexo. Mas vê-la com outro lhe deixara com um sentimento ruim do peito, quase como se estivesse com...

Não!

Não mesmo.

Não tinha a menor possibilidade de estar com ciúmes.

Sem a menor chance.

Finn Hudson não sentia ciúmes de ninguém, porque não amava ninguém o suficiente para ter tal sentimento.

Voltando a encarar Rachel, que virava o corredor foi que lembrou porque tinha ido atrás dela. ‘Merda’ Pensou, enquanto corria em sua direção. Esperava poder alcança-la antes que entrasse na sala, precisava, não necessitava saber se ela estava gravida ou não.

“Rachel.” Chamou ao virar o corredor e vê-la quase entrando na sala.

“Finn eu preciso ir, já estou atrasada.” Brigou, não queria mais discutir, só queria entrar na sala e prestar atenção na boa e velha matemática, que só lhe dava os bons e velhos problemas com resolução. Bem diferente do garoto a sua frente.

“Não.” Ele respondeu, puxando-a delicadamente para longe da sala. “Eu preciso saber, você...?” Não querendo correr o risco de alguém ouvir, apenas colocou a mão sobre a barriga da morena e a encarou esperando que entendesse.

Quando suas mãos foram brutalmente arrancadas de lá, sabia que ela tinha entendido.

“Aqui não é lugar para conversarmos sobre isso. Eu vim de carona com a San, você vai me dar uma carona de volta e na segurança da minha casa, aonde ninguém vai nos ouvir, a gente conversa.”

“Você promete?” O QB questionou, afinal fora evitado por duas semanas. Desde aquela tarde.

“Prometo.” Rachel respondeu, olhou para os dois lados e ficando na ponta dos pés, beijou o garoto. Não iria admitir alto, mas sentira falta dos beijos de Finn. Sorriu quando sentiu as mãos dele envolverem sua cintura e ele aprofundar o beijo, por mais que quisesse ficar ali o beijando, sabia que se fossem encontrados, estariam em grandes problemas, por isso com muita dificuldade, separou-se com um ultimo selinho e praticamente correu para a sala, não sem antes murmurar um “mais tarde.”.

iv.

“E então?” Finn questionou, quando entraram no quarto da morena e ambos sentaram na cama.

Abrindo a bolsa, Rachel pegou sua mochila e abriu pegando o teste de farmácia e mostrando para o garoto.

“Você não está grávida?”

“Não.” A Berry riu quando Finn suspirou aliviado, sabia como ele se sentia. Era como se o mundo tivesse saído de seus ombros. “Eu ainda quero fazer um exame de laboratório, só pra confirmar. Mas eu acho que esse está certo.”

“Por que você me ignorou? Pensei que estivesse com raiva de mim ou algo do tipo.”

“Eu não tinha ideia se estava ou não e sem coragem para fazer o exame, com medo do resultado. Eu só precisava de um tempo pra colocar a cabeça no lugar.” Rachel deu de ombros e os dois ficaram num silêncio desconfortável.

“Você quer terminar isso?” Finn questionou apontando para os dois.

“Você quer?” Rachel devolveu a pergunta, encarando qualquer lugar que não fosse o QB ao seu lado.

“Não.”

“Eu também não. Mas... temos que ser cuidadosos, não quero passar por esse medo novamente, principalmente que ele se torne real.”

“Também não, sou muito novo para ter filhos barulhentos e tampinhas.” Brincou Finn, aliviando o clima pesado. Desviou do tapa que iria receber e segurou o outro braço, deitando-a na cama e ficando por cima. Trilhou alguns beijos pelo pescoço, mas parou. “Eu não tenho camisinhas comigo.”

“Eu comprei algumas.” Rachel respondeu corando, enquanto apontava para a mesinha de cabeceira. “Toda garota moderna anda preparada.”

Dando seu típico sorrido lateral em que suas covinhas apareciam, Finn alcançou pegando o pacote, embaixo de estrelas douradas, e largou sobre a cama.

“Quanto tempo temos?” Questionou preocupado, não queria ser surpreendido por algum parente querendo arrancar seu membro por deflorar sua filha.

“A tarde toda.” Rachel respondeu sensualmente, mordendo o lóbulo da orelha dele e sorrindo ao ouvi-lo gemer.

“Se prepare para não andar amanhã.”

Notas finais
AH HÁ! Not pregnant. Acho desnecessário, eles são muito novos. Mas preparem-se que muitos dramas vem pela frente. O que acharam?