Notas iniciais
E entrando na reta final...

Quinn encontrava-se na sala com o pequeno Dylan mamando em seu seio esquerdo quando Sam e Rachel entraram. O loiro deu passagem para a Berry, pediu que ela se sentisse em casa e foi cumprimentar a namorada. Os dois trocaram um singelo beijo e então a completa atenção de Sam foi para seu filho.

Ele brincou, fez careta e deu vários beijos, o menino não queria muito papo, o peito da mãe muito mais confortável, mas o pai não desistiu até que Quinn lhe lançou um olhar bravo.

“Eu vou tomar um banho, Rach fique à vontade e qualquer coisa me gritem.”

“Bem...” Rachel começou quando Sam se retirou da sala, encarava os pés encabulada. “Desculpe ter saído de repente naquele momento, é que... foi demais.”

“Você não tem que se desculpar por nada, o importante é que você tentou. Não deu, ponto final. Com tudo que você passou nos últimos meses, um parto realmente não é o lugar ideal para você relaxar.” Quinn tentou aliviar o clima, mas sem muito sucesso. “Deixe disso e venha conhecer seu afilhado!”

Rachel se aproximou timidamente e sentou ao lado da loira no sofá, o derretimento foi instantâneo. Quase nem lembrava o porque estava triste minutos atrás, seu foco completamente no bebê nos braços de Quinn. Era uma mistura perfeita dos pais, como Santana fara, e teve que segurar a risada ao notar que sua amiga não exagerara no tamanho da boca do menino, claramente puxado do pai.

Ela brincou com o pequeno, agora de barriga cheia, um pouco mais perceptivo ao seu redor, mas não demorou muito e o sono bateu. Dylan o recebendo de braços abertos.

“Ele é lindo, igual a vocês.” Ela elogiou sem tirar os olhos dele. Dylan era tão calmo, tão alheio ao mundo em que acabara de nascer, cruel e frio. Era uma criança pura, onde apenas existia a inocência.

Uma lágrima desceu pelo olho dela antes mesmo que percebesse.

“Em muitos momentos eu perdi completamente a esperança. Acreditava que nada de bom poderia acontecer, que toda a bondade e beleza do mundo fora apagada para sempre.” Ela murmurou com a voz fraca, mas firme. “Mas ele acaba de me provar que estou errada, e pela primeira vez estou feliz com isso.”

Quinn encarou a morena por alguns segundos mordiscando a língua tentando impedir as mil perguntas que tinha para fazer, ao invés disso, preferiu da a oportunidade para a amiga.

“Posso ver claramente que algo lhe incomoda Rachel.” Ela começa cautelosa. “Santana disse vagamente que meu parto lhe fez lembrar de coisas que talvez seriam melhor ter ficado esquecidas.” A morena acenou com a cabeça, mas não fez sinal de que iria falar qualquer coisa. “Você não precisa me contar, mas estou aqui caso queira. Também sou sua amiga e você pode me confiar o que for.”

“Brody...” O nome deixou um gosto amargo em sua boca. “Me engravidou... E depois me espancou até...” Ela fechou os olhos respirando fundo, não conseguia falar as palavras e tentava impedir que as lembranças retornassem a sua cabeça.

Quinn levantou-se colocando Dylan no cercadinho e voltou ao sofá passando os braços pela morena, ela endureceu por alguns segundos, mas logo relaxou contra a loira.

“Eu sinto muito Rach, muitíssimo mesmo. Mas lembre-se de que você está a salvo e que não está sozinha. Estamos aqui por você, para o que der e vier.” Quinn tentou confortá-la, uma mão passando pelos cabelos castanhos da morena e a outra subindo e descendo pelas costas dela.

“Eu não tive a chance de processar isso.” Ela continuou mais calma. “Engravidei de um estupro e perdi em um espancamento. Gravidez ou aborto na adolescência nunca fora uma opção, nunca fora algo que eu pensara, sabe? Mesmo assim, não consigo me livrar desse sentimento de culpa por não ter feito nada pelo bebê, ele era indefeso, só tinha a mim, e falhei. Não pude protege-lo.” Os soluços escapavam por seus lábios com mais força enquanto ela tentava limpar as lágrimas com as mãos. Droga de emoções descontroladas. “Mas... mesmo se ele tivesse sobrevivido, não sei se conseguiria olha-lo ou cria-lo, não sei se conseguiria ama-lo.”

“Não se culpe por isso Rachel.” Quinn começou, mas logo foi interrompida pela morena.

“Você me acha um monstro? Por odiar meu próprio bebê? Logo eu que deveria amar e proteger, e não fiz nada. E ainda tentei esquecê-lo, fingir que nunca existiu. Que espécie de pessoa faz isso Quinn?”

“Eu fiz, no começo da minha gravidez.” A loira revelou, os olhos deixando Rachel e mirando em seu filho. “Eu odiava Sam, me odiava e odiava aquela criança. Sabia que tudo ia mudar e não queria aquilo. Eu não queria ele. Demorou um tempo até aceita-lo.” Ela voltou o olhar para Rachel. “Querida não se culpe pelo erro de Brody. Não se culpe por algo que estava além de você e não se culpe por não amar algo que não deveria ter acontecido, aquele bebê não era pra acontecer Rach, pelo menos não até daqui uns bons anos. Por mais inocente que ele era, você também é. Não assuma uma culpa que não é sua.”

“Não consigo Q. ainda me sinto suja a maior parte do tempo. Pensei que voltar ao McKinley e fingir que nada disse me aconteceu, que se passasse a imagem de Queen-Bee, intimidante e poderosa, tudo ia voltar ao normal, que eu ia me sentir normal, mas não aconteceu, me sinto pior ainda.”

“Rachel, algo horrível te aconteceu e não vai desaparecer de um dia para o outro.” Quinn se endireitou. “Você é uma das melhores pessoas que conheço e merece a felicidade verdadeira, e eu sei que vai chegar, mas você vai ter que lidar com isso, aos poucos, ao seu modo.” Ela pegou na mão da morena. “E em cada passo estaremos lá.”

As duas sorriram uma para a outra e trocaram um forte abraço. Apesar de tudo, Rachel não poderia ser mais grata por ter aqueles loucos como amigos, não, amigos não. Família.

“Agora aproveitando que você está aqui, vai me ajudar a trocar a frauda do Dylan.” Quinn fez careta ao sentir o fedor que vinha do cercadinho.

“Como alguém tão pequeno pode fazer algo tão fedorento?” Rachel questionou seguindo a loira pela casa, não era grande, mas era simples e confortável como uma casa deveria ser.

“Você ainda não viu nada, eu juro que toda vez que olho para a frauda suja acredito que vai pular em cima de mim.” Quinn entrou no quarto de Dylan e habilmente entregou o pequeno a Rachel enquanto pegava tudo que fosse precisar para troca-lo. Já a morena se espantou com a confiança que sua amiga demonstrara.

Ela tentou protestar, entregar o bebe de volta e pegar o necessário, menos perigoso que segurar uma criança pura enquanto ela só sabia estragar as coisas, mas Quinn ergueu o dedo a silenciando.

“Você é a madrinha dele, e vai me ajudar a educar e cuidar dele, já que eu e Sam também estamos apanhando nisso, juntos conseguiremos, ok?”

“Ok.” Rachel respondeu com um curto sorriso enquanto encarava seu afilhado. Estava completamente perdida, seu mundo de cabeça para baixo e cada dia era um sufoco para levantar da cama, pois sua vontade era passar todo o tempo lá, escondida do mundo.

Mas... sabia que seus amigos jamais deixariam ela desistir, eles eram a força dela, eram o lado que ela tentava recuperar e sabia que se estivesse naquele meio, tudo ficaria bem.

i.

Na sala de estar, a porta de entrada abriu e fechou com força, a batida soando por toda a casa, logo em seguida passos pesados subiram a escada. Marley estava tão distraída com a conversa no grupo que quase passou reto pela cena um tanto ridícula que seus irmãos protagonizavam no quarto de Kurt.

Finn, sentado na cadeira de olhos fechados suspirava enquanto Kurt, em pé, esfoliava seu rosto com um dos milhões de creme para a pele que ele tinha. Não era incomum ver Kurt esfoliando e hidratando a pele, seu irmão perdia tanto tempo cuidando dela que Marley muitas vezes acreditava que tinha nascido com um espelho, mas Finn? Aquela era uma novidade!

Ergueu o celular, abriu o app da câmera e apontou para os dois, seus amigos iriam morrer de rir com aquela cena.

“Mas nem ouse.” Kurt exclamou sem tirar os olhos de Finn.

“Não ouse o que?” O quarterback perguntou ainda de olhos fechados.

“Marley querendo tirar uma foto nossa, tão previsível.” Kurt rolou os olhos encarando a morena com cara de poucos amigos, já Finn abriu os olhos de uma vez e grunhiu ao ver sua irmã com o celular apontado para os dois.

“Ah merda!” O barulho da câmera ressoou e Marley caiu na risada ao ver a foto. Finn lhe encarava de olhos arregalados e o rosto cheio de creme, uma cena e tanto. “Qualé Marley, isso não se faz!”

“Deu mole big bro.” Ela zoou salvando a foto e abrindo as redes sociais para postar aquela pérola.

“Se essa foto ver a luz do dia juro que pego seu celular e taco na parede.” Finn ameaçou, mas todos sabiam que eram ameaças inúteis, Marley era a menininha da mamãe e uma reclamação e Carole já botava os outros dois de castigo.

“Mande para qualquer um e eu faço o Mr. Schue tirar teu solo dessa semana. Talvez Mercedes ou Kitty ou Tina mereçam mais.” Kurt deu uma olhada para a irmã e sabia que tinha acertado na chantagem.

“Asshole!” Marley xingou bloqueando o celular e cruzando os braços. “Tentando impressionar alguém Finn?”

“Hahaha Mar, não me confunda com você que falta mudar a forma como fala quando o Ryder tá por perto.” Ele tentou imitar a voz fina que a garota fazia quando o rapaz aparecia, depois que terminara com Jake, ela e Ryder tinham ficado bem mais próximos e os irmãos desconfiavam que ela tinha um crush pelo garoto.

“Eu não falo assim!” Marley reclamou, cruzando o braço e tentando esconder que ficara corada ao lembrar do garoto. “E não fuja do assunto, tá tentando melhorar a aparência pra uma certa capitã das cheerios, é?”

“Eu só estou cuidando da minha pele, ok? Você acha que um menino não pude ter a pele hidratada e macia? Porque pode sim.” Finn resmungou, voltando a deitada a cabeça enquanto Kurt voltava a esfregar os cremes na pele dele.

“E ele queria sondar sobre o dia da Rachel e se eu tinha ouvido alguma notícia desde que ela foi embora do restaurante com o Sam.” Kurt revelou rindo ao ouvir o A-HÁ de Marley e o grunhido de Finn. “O spa está aberto para você também, vamos cuidar dessa pele, cabelo e unhas? Tá precisando, né?”

“Ah vá a merda Kurt.” Marley tinha o próprio estilo e não ligava muito para as mesmas coisas que o irmão. Sempre tinha que fugir dos spa’s dele, graças a Deus Carole adorava e sempre conseguia distrair Kurt o suficiente para que ele esquecesse de Marley.

A garota seguiu em frente, dando pulinhos de alegria que os dois esqueceram sobre a foto e se trancou no quarto voltando a conversa.

“Eu sei que você está tentando estar lá para Rachel e ser o que ela precisa, principalmente por causa de suas histórias parecidas, mas eu estou preocupado com você Finn.” Kurt começou neutro, não queria assustar o irmão ou coloca-lo numa posição desconfortável, mas precisava ter aquela conversa com Finn.

“Eu estou bem Kurt.” Finn deu de ombros. “Eu só quero ajuda-la, ela é meu foco. Tento de todas as formas, mas parece nunca ser o suficiente. Não consigo salvá-la de tudo, não posso mudar o que acontecer, não posso mudar como ela se sente sobre si mesma e isso me frustra.”

“Finn... você é só um garoto, não acha que está assumindo responsabilidades demais?” O quarterback ia interrompe-lo, mas Kurt continuou. “Eu entendo que você quer ser o príncipe encantado dela, mas isso não é um conto de fadas. Rachel não precisa ser salva, ela só precisa do nosso apoio.”

“E o que você acha que eu estou fazendo Kurt? A única coisa que posso dar e tenho dado é o meu apoio.” Finn sentou frustrado. Toda aquela situação era demais, desde que contara a Rachel sua história, era como se uma porta em sua mente tivesse sido aberta e ele relembrava o que acontecera consigo anos atrás. Era uma completa tortura.

O diabo daquele creme secando em sua pele e o impedindo de mexer completamente o rosto também!

“Eu não consigo esquecer as palavras deles, está tudo impregnado na minha cabeça e se misturam com as palavras dela. Eu tenho nojo Kurt e raiva, minha vontade era matá-los. Eu tenho nojo da crueldade, da mente perversa deles.”

“Por mais que eu entenda o quanto você quer protegê-la, você ficar perto dela não vai ser bom Finn...” Ele abriu a boca para protestar, mas Kurt continuou. “Você está tão quebrado quanto ela. Duas pessoas quebradas não podem se ajudar Finn, vão apenas se afundar juntos, você precisa melhorar para que ela veja e acredite que tem uma saída de tudo que está acontecendo. Você precisa se perdoar e principalmente, precisa se amar Finn.”

Kurt viu uma lágrima solitária descer o rosto do quarterback e teve que piscar as suas.

“Assim como ela, você também merece o melhor meu irmão. Você merece o mundo, mas só vai descobrir quando parar de fugir do seu passado.” O adolescente passou os braços pelo quarterback e trocaram um abraço apertado. “Em tudo que você escolher, o que você decidir, eu estou aqui contigo, estou sempre do seu, querendo e torcendo pelo seu melhor Finn.”

“Eu sei littlebro, obrigada.” O quarterback respondeu respirando fundo. “Agora a gente pode tirar esse treco porque está pinicando!”

ii.

Aproveitando a tarde ensolarada que fazia, Rachel resolveu fazer algo que sentia falta, tomar uma bela, cheia, taça de sorvete de flocos com menta. Pagou pelo sorvete e começou a caminhar de volta para casa, tentava decidir ser iria para casa da Santana ou de Finn quando o tempo de repente mudou. O sol desapareceu e o céu azul e limpo começou a ficar em tons de cinza, as pesadas nuvens de chuva se formando de forma grosseira.

Rachel olhou para os lados a procura de um lugar para se abrigar, quando próximo a calçada um carro familiar buzinou, a porta se abriu e ela logo entrou aliviada que não se molharia. Virou-se para agradecer ao motorista, e seu corpo inteiro gelou.

“Sentiu minha falta babe?” Os olhos verdes frios, o sorriso irônico prometendo as mais piores coisas e a voz detestável. Rachel logo entrou em desespero. Tentou abrir a porta, mas estava trancada, bateu contra o vidro, mas era como se todos tivessem desaparecido do redor, a escuridão começou lentamente a tomar conta dela até que tudo ao seu redor se apagou.

Ela acordou tremendo, suava frio e a respiração descompassada demorou para voltar ao normal. Olhou para todos os lados e suspirou aliviada, tudo não passara de um sonho. Estava em casa, em seu quarto, em sua cama. Estava sã e salva.

Um som estranho lhe fez pular da cama, olhou para o lado e estranhou ao ver um móbile sobre um berço branco elegante, estilo clássico.

Dylan?

Levantou-se curiosa e foi lentamente chegando próximo do berço. A criança chorava mexendo os bracinhos e as perninhas como se pedisse colo, não era Dylan, mas ela tinha o pressentimento que conhecia a criança de algum lugar.

O bebê abriu os olhos, parando de chorar e encarando Rachel. Aqueles olhos verdes lhe feriram profundamente, era como olhar para um espelho, o reflexo dos olhos do pai: Duros, frios e inabaláveis. Continuam uma crueldade gigantesca que surpreendeu considerando que vinha de uma criaturinha tão pequena.

“Está feliz agora mommy?” A última palavra saiu cuspida. “Está feliz sem mim?” A boca do bebê não mexia, mas a voz se materializava em sua mente tão poderosa quanto o olhar duro do bebê. “Como pode odiar seu próprio filho? Como pode me odiar, não tive culpa de nada. Sou inocente, mais inocente do que você jamais será. Você nunca sentiu minha falta, me apagou de sua mente por meses. O que te fiz?”

“E-eu não sabia! E-eu não queria te perder, juro!” Rachel gaguejou enquanto cambaleava para trás.

“Mentiras! Você não me quis, sabia o que iria acontecer se eu vivesse. Você nunca conseguiria olhar nos meus olhos, nos olhos dele, sem lembrar de toda a dor. Você me odiaria, eu cresceria sem mãe, sem afeto e você não ligaria.” A voz acusou firmemente. Flash de momento do possível futuro de Rachel passaram a assolar ela.

Um menino, pouco mais de seis anos com intensos olhos verdes chegava da escola para ser ignorado pela mãe que não suportava olha-lo, mesmo sendo o mais adorável possível. Em lagrimas perguntando porque ela não o amava, as bochechas vermelhas e os lábios trêmulos questionando porque ninguém em sua vida parecia aceita-lo. Já adolescente, ao ser expulso de casa, completamente perdido e desamparado.

Ao final, uma cova rasa e sem nome. Sem importância.

“Eu ter morrido foi a melhor coisa que te aconteceu, mommy, lhe poupei de toda dor que você iria me causar.” A voz fria, inumana e atemporal finalizou.

“Não! Não, é mentira! Mentira! Eu teria ter amado, isso não teria acontecido, nada disso é verdade!” Rachel gritou quando o bebê se ergueu do berço transformando-se em Brody, tampou os ouvidos para que a voz parasse de gritar em seu ouvido e fechou os olhos com força.

Por favor, por favor chega! Implorou mentalmente.

O mundo dos sonhos desmoronou em brumas e quando ela abriu os olhos novamente, estava nos braços de Hiram que lhe balançava para frente e para trás, em um movimento suave. Notou Santana e seu tio Leroy mais ao fundo, mas estava mentalmente e fisicamente exausta.

“Eu sinto muito. Sinto muito mesmo.” Murmurou entre lágrimas afundando o rosto no ombro do pai.

“Está tudo bem honey, está tudo bem. Você vai ficar bem.” Hiram sussurrou repetidamente as palavras do ouvido da menina.

Ele e Leroy tinham acordado com os gritos de Rachel. Ao entrarem no quarto Santana estava no chão, tinha caído da cama no susto e não tinha ideia do que fazer. Por alguns minutos ele também não tinha ideia, mas não demorou e seu extinto de pai veio à tona. Passou os braços pela garota e tentou trazê-la de volta a realidade aos poucos, da forma que Rachel lhe segurava no momento, sabia que foi uma escolha correta.

Continuou a sussurrar palavras de conforto até que sentiu o completo peso da garota sobre si, a cabeça dela pendendo para o lado e a respiração profunda.

“Ela vai ficar bem.” Garantiu ao seu parceiro e adolescente assustada ao lado dele. Mas a pergunta que pairava no ar era completamente contraria.

Será que um dia Rachel ficaria realmente bem?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.