Nothing Planned
10 Bad Blood
Notas iniciais
“Todos se sentando, por favor.” Mr. Schue pediu, segurando a porta para que Cassandra, Beiste e Artie entrassem e então se posicionou ao lado deles no meio da sala. Antes que pudessem falar algo, Rachel sentada na cadeira do meio na primeira fileira ergueu a mão e nem esperou que o professor lhe desse a oportunidade.
“Eu pensei que os ensaios para o musical ficariam depois das nossas reuniões do glee e espero que continuem assim, apesar do musical se importante, temos competições a frente e não podemos nos dar o luxo de perder ensaios.” A Berry falou em um só fôlego, agora que o musical estava fora de sua alçada, precisava focar na vitória do ND se queria impressionar Julliard.
“Os ensaios continuaram no mesmo horário, mas nós temos uma pequena surpresa.” O professor falou. Observaram Beiste se encaminhar a porta e abrir dando passagem para oito alunos. Ken e Barbie, Twin Incest, um gordinho que a maioria não tinha ideia de quem era, uma garota negra com um sorriso que poderia curar o câncer, um dos novos jogadores e o garoto que Rachel não queria ver nem pintado de ouro.
“Conversamos com o Figgins e ele decidiu que o musical terá dois finais de semanas ao invés de apenas um.” Beiste explicou, deu um tempo para os alunos comemorarem e então pediu silêncio. “Como tivemos mais de uma audição para a maioria dos papeis, decidimos que o cast será dividido nesses dois finais de semana. Vocês que estavam na lista se apresentarão no primeiro e esses aqui, se apresentaram no final de semana seguinte.”
“Você também Rachel, ou devo dizer Maria?” O professor brincou, estendendo a mão para a aluna e levando-a para o lado de seu cast.
A Berry quase nem ouvira as palmas e comemorações de seus amigos, estava num estado catártico e apenas ficava ali imóvel vendo as coisas, sem realmente vê-las.
Ela era Maria e para seu grande azar, seu Tony era Finn Hudson.
Voltou para sua cadeira da mesma forma e quase perdeu quando o garoto gordinho pediu a palavra.
“Mr. Schue alguns de nós gostaríamos de saber se ainda tem a possibilidade de fazermos uma audição para o glee?”
“Alguns de nós, quem exatamente?” Santana questionou, olhando desconfiada para o Hudson, Fabray e Evans, para sua infelicidade, apenas Finn e o outro jogador não levantaram a mão. Foi um coletivo de Hell To The No e nem pensar, a maioria naquela sala tinha sofrido nas mãos de Quinn e Sam e não iriam deixar que eles contaminassem o grupo.
Demorou alguns minutos, mas finalmente o professor conseguira controlar sua sala. Como professor não podia impedir que alunos de fazer audições, mas o club tinha regras e por isso recorreu aos capitães.
“Os outros sim, mas Barbie e Ken bully não.” Kurt expressou o que todos estavam pensando, depois todos se viraram para Rachel. Encarou o par de loiros por alguns minutos, respirou fundo e falou o que sabia que todos iriam discordar.
“Eu acho que devemos deixa-los fazer a audição.” Vários pares de olhos confusos lhe encararam, mas ela ignorou e continuou. “Se forem talentosos estão dentro, se não sinto muito.”
“Hobbit estás demente.” A latina ao seu lado exclamou surpresa e outros concordaram, mesmo que não tivessem entendido muito.
“Eu pensei que vocês fossem um grupo que fazia as pessoas se sentirem seguras, quase uma família, mas isso aqui parece o completo oposto.” O garoto gordinho falou e os outros ao seu lado concordaram.
“Ele está certo, galera.” Rachel concordou se levantando e ficando frente a frente com seus amigos. “Tudo bem que eles erraram, mas já passou. Eles amadureceram, nós amadurecemos e está na hora de deixarmos o passado no lugar dele, é apenas uma audição gente! Se passarem serão muito bem vindo e se não, que pena. Mas temos um lema e iremos segui-lo, todos são permitidos contanto que tenham talento.” Mesmo contrariados o glee aceitou e o professor deu alguns minutos para que quem fosse fazer a audição se preparassem.
Já Finn e Spencer o outro jogador que também estava na peça, sentaram-se esperando. Em alguns minutos teriam ensaio então era besteira saírem da sala, apenas para terem que voltar.
“Aproveitando esses minutos Mr. Schue, você acha que podemos apresentar agora?” Santana questionou, para o horror de sua melhor amiga.
Na terça Mr. Schue tinha passado uma lição sobre sentimentos, mas Rachel não estava nem um pouco com vontade de cantar sobre isso um dia depois de seu ‘término’ com Finn e pediu para ser uma das pessoas que iriam se apresentar na próxima aula, Santana se oferecera para ajudar com a música depois que fizeram as pazes quando ela foi lhe consolar e prepararam a música e coreografia durante todo o resto da terça-feira e toda a quarta.
Ela só não contava que a razão daquela música estivesse na sala e fosse ouvir.
“A gente pode apresentar semana que vem Sant.” Ela tentou falar calmamente, mas por dentro estava uma pilha de nervos. Iria matar sua melhor amiga, porque tinha certeza que ela estava fazendo de propósito.
“Não, ainda temos uns minutos para matar. O palco é de vocês.” O professor ofereceu, caminhando para uma das cadeiras e sentando-se.
“Sant não!” Rachel murmurou para a latina, enquanto algumas das troubletones assumiam seus lugares.
“Sim Rach, agora é o momento perfeito.” Ela rebateu sorrindo maliciosamente. “Eu sei que quando você planejou isso era apenas para cantar seus sentimentos e não para ele assistir, mas agora que ele tá aqui não vamos perder a oportunidade.”
“Mas Sant...”
“Sem mas, vá para sua posição!” A latina ordenou, como a apresentação era para aquele dia, estavam todas já arrumadas. Rachel usava um short de couro preto, crop topped que parava no meio de sua barriga e botas de salto alto também pretas. Santana usava um vestido de couro preto bem justo e saltos vermelhos e as garotas diversificavam ente saias e vestidos, mas todos pretos e de couro.
Rachel e Santana / Todas
'Cause baby, now we got bad blood
You know, we used to be mad love
So take a look what you've done
'Cause baby, now we got bad blood, hey
Now we got problems
And I don't think we can solve 'em
You made a really deep cut
And baby, now we got bad blood, hey
Did you have to do this?
I was thinking that you could be trusted
Did you have to ruin what was shining?
Now it's all rusted
Oh, it's so sad
To think about the good times
You and I
Realmente desde segunda pensar em todos os momentos que passaram juntos lhe dava tristeza. Muitos deles lhe deram a falsa impressão de que Finn sentia algo por ela e a fizeram começar a gostar mais do que deveria dele, mas para sua infelicidade estava completamente errada sobre os sentimentos dele e acabara se magoando.
'Cause baby, now we got bad blood
You know, we used to be mad love
So take a look what you've done
'Cause baby, now we got bad blood, hey
Now we got problems
And I don't think we can solve 'em
You made a really deep cut
And baby, now we got bad blood, hey
Band-aids don't fix bullet holes
You say "sorry" just for show
If you live like that, you live with ghosts
Band-aids don't fix bullet holes
You say "sorry" just for show
If you live like that, you live with ghosts
If you love like that, blood runs cold
Repetiram o refrão uma última vez e terminaram fazendo caras de malvadas, uma brincadeira já que no clipe todas as celebridades faziam o mesmo. Os aplausos e assobios foram gerais, mas Rachel não se permitira ver a reação de quem mais queria. Aquele era seu final pessoal para a breve ‘relação’ que tiveram.
Hora de seguir em frente.
“Muito bem garotas, arrasaram!” Mr. Schue elogiou, levantando-se da cadeira e caminhando na direção dos alunos que iriam fazer a audição. “Tudo pronto então?” Todos acenaram concordando. “Okay então, o palco é seu Roderick.”
O garoto gordinho e claramente nervoso colocou os fones, tomou uma respiração profunda e abriu a boca para cantar uma de suas músicas favoritas.
Mustang Sally, uh, hey
Guess you better slow your mustang down
Aos poucos viram o garoto ir relaxando e ir se divertindo, definitivamente ele seria parte do ND, não tinha a menor chance de deixarem um talento como o dele passar. Ao final da música todos aplaudiram animadamente, assim que ele sentou-se, os gêmeos cheerios tomaram seu lugar.
“Duas pessoas podem fazer a audição juntos?” Questionaram ao mesmo tempo.
“Não vejo porque não, Mason e Madison o palco é de vocês.” Mr. Schue repetiu, ainda sentado na cadeira.
Home, let me come home
Home is wherever i’m with you
Um pouco bizarros e mesmo dando o clima de terem um romance entre os dois, ambos eram extremamente talentosos e assim como Roderick, não poderiam e nem iriam ser descartados. Ao final da música mais aplausos e assobios animados. Jane, a garota negra fora a próxima e sua versão de Tightrope fez todas as garotas pularem de suas garotas e irem dançar e cantar com ela, sem a menor dúvida estava dentro do ND.
Por último, mas não menos importante veio Sam e Quinn. Era claro o nervosismo dos dois, não apenas tinham que impressionar uma sala cheia de gente que não gostavam deles, mas tinham que fazer uma apresentação que ficasse no nível de todas as outras anteriores, que foram maravilhosas.
Sam posicionou o violão que pegara emprestado da banda e Quinn se posicionou ao lado dele, mas tomando cuidado com a barriga. Deu uma última olhada para Rachel, a única pessoa que estava torcendo pelo casal e recebeu um sorriso confiante de volta que lhe passou um pouco de calma. Respiraram fundo e Sam começou.
Do you hear me
I’m talking to you
Across the water
Across the deep blue ocean
Under the open sky
Oh my baby I’m trying
Mesmo que não quisessem, tinham que admitir que o casal era talentoso e soava adoravelmente juntos. Sam parecia já ter um pouco de experiência, mas Quinn tinha uma voz ainda fraca, mas que com treinamento que a Berry estava disponível a dar caso ela se interessasse, ficaria cada vez melhor. Ao final os aplausos foram tímidos e alguns até forçados, mas estavam ali. Quando se sentaram o professor tomou a palavra.
“Acho que está mais do claro, então tudo que posso dizer é sejam muito bem vindos ao New Directions.” Ele afirmou animadamente. No ano passado tinha sido difícil conseguir doze membro e apenas depois da popularidade de alguns e entrada de outros que conseguiram, mas agora já tinha atingido e passado a meta.
As competições estavam no papo.
~~
“Dude, aquela foi uma indireta, bem direta pra você.” Puck murmurou para o melhor amigo, se referindo á música de Rachel.
“Você acha que eu não sei?” O quarterback respondeu ironicamente e deu de ombros. “Vou fingir que não ouvi nada.”
“E depois você diz que ela não sentia nada, tava na cara que ela arrastava um caminhão por você.”
“Puck qual é? Ela só ficou bolada porque eu a larguei de qualquer forma...”
“Um movimento pau no cu da sua parte.” Puck o interrompeu afirmando como se fosse a coisa mais obvia do mundo e meio que era, mas não iria jogar na cara de seu melhor amigo.
“Porra cara, tu pelo menos tinha que ficar do meu lado né?” Finn comentou indignado.
“Dude, você sabe que sempre vou estar no seu lado, mas porra né? Se não queria mais, que desse um fora, terminasse amigavelmente, qualquer coisa menos que deixa-la te pegar com a língua na boca de outra mina, ainda mais porque ela gosta de você.”
“Puckerman ela não gosta de mim e ponto final.” Finn insistiu teimosamente e o garoto de moicano rolou os olhos, segurando o braço do quarterback esperaram que todos passassem a sua frente e quando estavam sozinhos falou.
“Olha, você pode fingir que ela não gosta de você e tu não gosta dela, isso torna verdade? Não. A realidade é que você tá assustado e eu entendo cara, aquela parada do seu passado vive te atormentando, mas porra Finnessa, se você não arriscar isso vai continuar por toda sua vida.” Não era a primeira vez que dava o mesmo conselho para o quarterback, mas era a primeira que envolvia Rachel. Sempre deixava o assunto dos sentimentos dele por ela passaram, mas agora basta. Apesar de não ter tido muito tempo, era obvio que ao lado da cheerio seu melhor amigo tinha ficado mais feliz, parecia até algo clichê, mas era notável e por medo, seu amigo queria voltar á caverna e trazer de volta aquela armadura de pegador que não sentia nada por ninguém. “Vai atrás da Berry e a recupera antes que aquele otário do Weston faça isso, arrisca cara e seja feliz de verdade, não essas mentiras que você inventa para si mesmo.”
“Não posso Puckerman, eu não sinto nada por ela!” Mentiu o quarterback irritado, por que aquilo não entrava na cabeça de seu melhor amigo?
‘Ou em sua própria?’
“Tá bom então Hudson, mas lembre-se, quem vai perder e você.” Com isso o garoto de moicano se virou e continuou a caminhar para o auditório, onde o ensaio para a peça provavelmente já estava acontecendo.
“Merda Puckerman...” Finn xingou o amigo, lá no fundo sabia que tinha sido um erro o que tinha feito, nas últimas semanas tinha sido realmente feliz e não só por causa do sexo, com a baixinha ele conseguia conversar e ser ele mesmo, tocar bateria e cantar apenas por diversão, droga ele entrara na merda da peça apenas porque ela pedira, mas... aquilo era novo e assustador e seu lado assustado sempre iria preferir o que era seguro e conhecido.
Independente do que aquilo resultaria.
i.
“Vamos começar com Tony e Maria então Brody, Tina, Rachel e Finn subam ao palco.” Cassandra ordenou sentada á mesa dos diretores com Artie, Beiste e Schue. “Anitas e Bernardos já comecem a ensaiar America e Jets e Sharks fiquem a postos.”
Ensaiaram One Hand, One Heart algumas vezes, uma ou outra fala e levaram muitas broncas dos diretores, mas principalmente de uma irritada Cassandra.
“Chamam isso de química? Por que eu chamo de perda do meu precioso tempo!” Reclamou indignada. Tina e Brody pareciam duas marionetes, seguiam o que os diretores falavam, mas sem vida ou sentimento por trás. Já Finn e Rachel tinham a química e o sentimento por trás, mas sempre que demonstravam, criava-se um clima tenso, que logo era perceptível. “Fora do palco agora!” Ordenou a loira e logo os quatro saíram correndo, dando lugar a Santana, Puck, Madison e Spencer.
“Só o que me faltava ser expulso do palco.” Brody reclamou, fuzilando sua parceira com os olhos. Desde que descobrira que ela seria sua Maria estava putíssimo e precisava fazer algo a respeito. Caminhou na direção de Rachel e a puxou para um canto mais afastado do auditório.
“Você tem que parar com isso, não sou uma boneca para ficar me puxando bruscamente, se deseja falar comigo me chame, na próxima eu te chuto nas partes baixas.” A baixinha ameaçou irritada, enquanto esfregava o local que doía, além de puxa-la contra a vontade, usava força demais.
“Desculpe Rachel, não era minha intensão.” O Weston respondeu, erguendo o pulso dela até os lábios, dando um beijo e indo direto ao assunto. “Tina e eu não temos a menor química, você e o Hudson também não. Que tal se mostrarmos aos diretores a nossa química. Tenho certeza que esqueceriam aquela vergonha que você chama de audição e lhe colocariam como a Maria principal, que é o seu lugar.”
“Você tem uma forma bizarra de pedir ajuda aos outros.”
“Rachel não estou pedindo, estou lhe oferecendo ajuda.” O garoto respondeu convencido. “E pelo que vi ali em cima você está necessitando, esse clima tenso entre o Hudson e voc...”
“É problema meu! E não haja como se com você não tivesse nada de errado, sua química com a Tina está a abaixo de zero, que tal se preocupar com isso ao invés de cuidar da vida dos outros?” Rachel interrompeu-o, irritada. Será que esse garoto não se tocava do papel de ridículo que fazia?
Virou-se e saiu de perto do garoto antes que lhe desse um soco na cara. Estava andando demais com Santana, já que a maioria de seus pensamentos envolvendo garotos terminava nela dando um soco neles, por exemplo, Finn e Brody.
Ou talvez eles realmente merecessem.
Jogou-se na poltrona ao lado de Kurt e ficou observando Sant e Puck, o dois estavam arrasando como Bernardo e Anita, já os pobres Madison e Spencer lutavam para fazer o sotaque do casal e por isso recebia gritos e reclamações de Cassandra.
“Será que alguém pode, por favor, tirar essa mulher daqui?” Kurt murmurou em seu ouvido. “Ela ficou mais louca do que antes.”
“Tá achando que isso aqui é Broadway, ao invés de apenas uma peça de escola. Pior que a treinadora Sue.” Murmurou de volta, observando a cena a sua frente. A loira impaciente novamente expulsava alunos do palco e chamava outros.
“Essa mulher é louca e os outros uns bananas.” Santana falou, sentando-se ao lado de Rachel. “Continuar assim eu juro que arranco a cabeça dela com minhas unhas.”
“Eu te ajudo.” Kurt e Rachel responderam juntos.
“Será que não vão fazer nada?” A Berry questionou, se referindo aos outros diretores. Marley acabara de sair correndo do palco chorando por causa dos comentários de Cassandra e os três continuavam calados.
“Duvido, quando os observei pareciam mais assustados que nós ouvindo essa bronca.” Santana rolou os olhos frustrada. “Bando de bundões.”
“Falando em babacas bundões, o que o Weston queria?” Kurt questionou, fazendo menção de quando viu o garoto conversando com ela.
“Ele veio me oferecer sua ‘ajuda’, por que aparentemente eu estou necessitando.” Respondeu ironizando. Os três caíram na risada e só pararam quando Cassandra lhes encarou friamente.
“Brincadeiras á parte, coitado com ele Hobbit! Meu terceiro olho mexicano não tem um bom pressentimento vindo desse garoto. Ele é estranho, de uma forma bizarra e assustadora. Cuidado!” A latina avisou preocupada. Não gostava nem um pouco da forma predatória que ele encarava sua melhor amiga.
“Concordo com Satan, ele me dá calafrios.” Kurt falou, concordando com a latina.
“Não se preocupem, eu sei me cuidar!" Rachel respondeu, piscando para os amigos. Infelizmente, quisera ela que isso fosse verdade.
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