Nothing Good Happens To Good People
1 The one and only
Notas iniciais
Mas, enfim, espero que gostem :)
— Você... você não pode me deixar aqui como se isso que tivemos não significasse qualquer coisa!
Dando meia volta, posicionei-me em sua frente. Estávamos a dois centímetros de distância, porém a raiva que crescia dentro de mim não permitiria que eu me movesse nesse momento. Apontei (na verdade, acho que cheguei a encostar) meu dedo em sua direção, deixando que minhas palavras saíssem sem qualquer peso.
— Aí é que está o ponto, Regina. Eu me importo com você, me importo muito! Porque eu sei que é isso que está pensando. Você não foi um joguinho, você não foi um passamento. Acontece que, eu não consigo mais...
Senti sua mão segurar firme em meu braço enquanto eu fazia mais uma tentativa de ir. Em um impulso que me pegou despreparado, Mills puxou-me para ela novamente. Segundos depois ela me solta. Soltar-me foi o golpe mais dolorido que ela poderia me dar. Para falar a verdade, eu não estava esperando que ela me deixasse ir.
— Por quê agora? – vi rastros de lágrimas que ela tentava enxugar por seu rosto, isso não – você... você me disse que ia tentar mudar e eu te dei seu tempo e eu nem pensava mais sobre isso e a gente tava conseguindo até se entender e você ia viajar comigo pra Londres e a gente ia passar uma semana e longe dos seus amigos e
— Regina! – fui obrigada a interrompê-la quando sua respiração começou a falhar e seu andar perdido me deixou ligeiramente tonto – eu não quero mudar! Eu já fiz minha decisão. Passei minha vida inteira sendo uma pessoa boa e nunca ganhei qualquer coisa assim. Mas, a partir do momento em que eu mudei, ganhei tudo! Tudo! Olhe, eu sou uma má pessoa, e a vida me deu você! Agora, você sempre foi uma ótima pessoa, e o que você ganhou?
— Você! Eu ganhei você – observei ela se aproximando e, no instante em que ela iria me abraçar, afastei-me três passos
— Exato! Viu só?! Eu estou certa. Sou uma má pessoa, ganho uma coisa incrível. Você é uma boa pessoa, ganha uma coisa péssima.
— Não é você quem decide isso! – ela me bateu? Ela realmente me bateu?
— Eu tenho uma péssima vida para viver... e é isso que eu vou fazer. Eu gosto muito de você, Mills, não esqueça isso!
Depositei um beijo em sua cabeça, sentindo ela tremer em meus braços. Enquanto ela me abraçava, peguei as chaves do carro em seu bolso. Fiz um carinho leve em sua testa e não pensei. Não queria mais pensar. Entrei no carro, liguei o motor, abaixei o vidro.
— Tchau, Gina. Até um dia por aí.
Virava o volante feito uma louca enquanto dava um jeito de achar a estrada principal de volta pra cidade. Deixa-a sozinha. Deixei uma das pessoas mais importantes na minha vida sozinha em um lugar isolado. Havia área para o celular dela, eu não deveria me preocupar, certo? Durante uns cinco segundos antes de partir, ouvi gritos e xingamentos – filha da puta era pouco para aquela baixinha. Ela poderia ligar para o pai, irmã, amigos, qualquer um poderia ir buscá-la. Eu sei, o carro era dela... mas ela tem dinheiro suficiente para comprar outro, acredite. E, além de tudo, eu não poderia deixá-la com um carro e fazer minha partida dramática a pé – em dois segundos ela me alcançaria e, dependendo do seu estado emocional, eu poderia acabar atropelada... não é algo que eu queira por agora. Enfim, consegui me convencer de que eu estava certa.
É, eu tive bons tempos me divertindo com uma o poder máximo da cidade. Quem diria? Ruby estava certa, eu deixaria Regina Mills com o coração partido algum tempo depois. Mas, quem se importa? Pude aproveitar bem tudo o que a proximidade com o poder da prefeita tinha a me oferecer – conheci tantas pessoas, fui a tantas festas, conheci tantos lugares... Foi o que eu disse: más atitudes, boas recompensas. Mas, o intervalo acabou. Eu gostava de pensar assim. Todo tempo de recreio chegava ao fim.
Era fácil focar na diversão para ignorar toda dor que abandonar alguém causava. Você não tinha que controlar as lágrimas, nem que gritar para que pudesse se aliviar um pouco. Focar na diversão era... poder rir de tudo que havia passado e pensar que, em um universo paralelo, algum dia você poderá ter isso de novo. Talvez com outro alguém? Dessa vez poderá ser só diversão, não?!
Peguei meu celular assim que entrei na rodovia. Liguei para Killian e deixei o aviso. Era bom que todos soubessem de uma vez. Eu, Emma Swan, estaria de volta a ação, para sempre.
Notas finais
Queria pedir pra quem puder, mandar um feedback aí rs qualquer comentário sobre o que achou da história seria de grande valor :D
Obrigada gente, até mais!
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