Notes From The Underground
1 Prólogo
Notas iniciais
— MacCarthy?
— Presente!
— Mayers?
— Aqui professor.
— Souza?
— Aqui!
— Keythlen?
— Presente senhor.
E finalmente, o que todos sempre esperavam, e ao mesmo tempo, ignoravam.
— Hardy?
— ..... – Todos na sala suspiraram.
— Bem, isso já era esperado. – Suspirou o professor.
“Parece que ele faltou de novo.” Alguns disseram, mas todos pensaram. Dylan Hardy sempre faltava às aulas.
— Mas Ryan, quem é esse tal Hardy?
— Ah é, me esqueci, você entrou na escola mês passado né Peter? – Perguntou.
— Sim... Mas o que você quis dizer? Não vai me falar que esse garoto faltou um mês inteiro. – Descreu Peter.
— Acredite ou não. Ele sempre falta. Vem apenas quando quer.
— Mas o que diabos ele faz pra faltar tanto?
Ryan suspirou. Não acreditava que teria que contar aquela estória ridícula novamente.
— Ele “brinca de detetive”.
Peter forçou uma risada.
— Hei! Vocês dois ai atrás! Querem sair da sala?
— Foi mau professor – Desculpou-se Peter – Mas o que quer dizer com isso Ryan? Para de me zoar! – cochichou.
— Quem dera eu estivesse. Há uns dois anos atrás ele começou a matar as aulas pra tentar ser detetive. Visita cenas de crimes sem que a polícia saiba, e um monte de outras coisas. Mas é claro que ele é só um idiota que não cresceu, afinal...
— Mas você não ouviu os boatos Ryan? – indagou uma garota.
— Você é mesmo intrometida em Melissa. Sim, ouvi, mas como você disse, são apenas boatos.
— De que boatos vocês estão falando? – Peter não aguentou de curiosidade.
- Dizem que ele já ajudou a polícia a resolver um monte de casos, vários considerados muito difíceis, e também que alguns ele resolveu sozinho! – Melissa contou com muito interesse. E Peter estava intrigado.
— Caramba, que demais!
— Mas como eu já disse, e repito, são apenas...
A porta da sala se abriu de repente, e um garoto de aparência estranha entrou na sala. Usava um jeans desbotado e tênis velhos. Uma jaqueta cinza-azulada bem desgastada, e cabelos pretos longos e revoltos. Logo abaixo dos olhos, possuía grandes olheiras, como se não houvesse dormido direito há semanas. No momento que o viu, Peter soubera quem era o garoto. Não apenas pela aparência peculiar, mas pelo espanto da sala no momento que ele entrou.
— Desculpe o atraso, professor Beans. – disse o garoto, enquanto bocejava.
— Você está muito atrasado, senhor Hardy. Dessa vez, eu o perdoo, mas da próxima ficará para fora. – Todos na sala estavam pasmos. Simplesmente não acreditavam no que estavam vendo.
(Fim).
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