Notes From The Underground

3 Caso: Barry, o açougueiro Pt. 2


Notas iniciais
O caso se aproxima do final. o próximo capítulo é o clímax :)

Quando acabei de conversar com o detetive chefe Johannes, fui diretamente para a cena do crime recente. Fomos com a viatura do chefe, e levamos cerca de 25 minutos para chegar. Aquilo era repugnante.

Se aquilo não fosse a cena de crime mais hedionda que eu já havia investigado, entrava no mínimo no top 5. A perícia confirmou que era uma mulher. Miyoshi Takagi, 17 anos. Estudante no colégio hightown, perto do centro da cidade. Me mostraram uma foto, e olhando para o corpo, eu poderia dizer que ela estava quase irreconhecível.

Havia sangue por toda parte. O corpo havia sido esquartejado em várias partes, e o torso estava preso á um gancho pendurado no teto, como fica os corpos de porco dentro de frigoríficos. Daí o codinome “açougueiro”.

Depois de quase duas horas cansativas na cena do crime, o resultado foi menos do que nada. Nenhuma digital, resquício de DNA e nem nada útil como pista para prosseguir com a investigação. Ele é bom.

- Senhor Jonah, para mim já deu.

- Como assim Dylan? Desistiu? – indagou.

- Não é isso, mas para mim esta claro que não á nada significativo aqui. Esse cara sabe o que faz, eu admito.

- Tudo bem... Pode ir, eu te atualizo com a investigação caso surja alguma pista.

Acenei com a cabeça e fui embora. Era frustrante.

Cheguei ao meu apartamento por volta das 22h00. Tentei dormir, mas não consegui, o caso estava me fazendo usar demais a cabeça.

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Após duas semanas de esforço e cabeça quebrada, o resultado foi de mal a pior. Não tínhamos nenhuma pista concreta. Mais duas garotas haviam sido mortas. Ao menos o padrão já era exato. Apenas estudantes, garotas. O assassino possuía um caminhão frigorífico que usava para seqüestrar e matar suas vítimas. O mesmo foi visto por diversas testemunhas perambulando pelas escolas das vítimas. Uma vítima por semana, estupro e esquartejamento. Nós não havíamos chegado á nada, pelo menos era o que eu pensava há dois dias.

Decidi ir á escola para espairecer um pouco. Talvez ver a Anne me ajudasse a acalmar e pensar melhor. Caramba, ela era muito gata mesmo.

Quando deu o horário do intervalo, eu fui diretamente para a cobertura do prédio da merda educacional, onde eu costumava matar aula. Foi quando aconteceu. Lá de cima, eu vi um caminhão de açougue chegando pelos fundos da escola. Podia até ser um mero caminhão entregando a carne para a cantina da escola, mas eu não podia deixar de dar uma olhada. Não posso descartar a ideia de ser ele.

Corri freneticamente até a entrada para as entregas. Quando cheguei, me deparei com a Anne. Ela não me viu. Fiquei escondido vendo o que iria acontecer. Congelei. Eu tinha me esquecido que a Anne sempre ajudava as “tias da cantina” com as caixas de entrega de comida. Ela era gentil. Uma pessoa realmente boa, que gostava muito de ajudar os outros. Não era como eu, um psicótico em investigação de homicídios.

Quando eu cheguei, ela estava conversando com o açougueiro que trouxe a entrega. Não o vi direito, apenas ela. Ela ofereceu ajuda, e logo em seguida, de um segundo para o outro, ela estava de costas no chão inconsciente. Foi tudo muito rápido. Quando me dei por si estava correndo em direção ao caminhão que já estava a 20 metros de mim, se distanciando ainda mais.

- ANNE!! PARA ESSA MERDA DE CAMINHÃO!

Era tarde de mais. Eu já não podia ver o caminhão. Senti um aperto muito forte no peito. Medo de perde-la.

- Você enlouqueceu Hardy?!? – Ryan estava chegando atrás de mim. Juntamente com o resto das salas. Devem ter visto tudo pela janela.

- Ele a levou...

- Ele quem? A Anne? Não estou entend...

- Ele a levou! O serial killer, Barry o açougueiro seqüestrou a Anne!! – Eu não estava pensando, só falava o que vinha na mente, sem me importar na credulidade.

- Você enlouqueceu? Só ta dizendo merda atrás de merd...

Peguei Ryan pela gola da camisa, e o ergui. Todos estavam perplexos com a cena. Mas eu não me importava. Fodam-se todos, a Anne estava em perigo.

- Ryan, olha pra mim. Confia... Confia em mim. Alguém chame a polícia, a Anne está em perigo.

Pela primeira vez, todos acreditavam em mim. Talvez não todos, mas a maioria. Os professores cientes de eu ajudar a polícia rapidamente ligaram para a polícia, que chegou mais tarde. Eles podiam não estar tão longe. Nós tínhamos que encontrá-los. Eu tinha que salvar a Anne. Não vou deixá-la morrer.

Notas finais
Ficou mt grande, e olhem q eu reduzi ao máximo ¬¬ desculpem haha