Notes From The Underground

2 Caso: Barry, o açougueiro Pt. 1


Notas iniciais
A partir daqui a história começa de vdd, esperem por mais.

Eu nunca estivera tão entediado como naquela semana. Depois de tantos casos resolvidos, a polícia não precisava mais da minha ajuda. Não que eu não estivesse ajudando nos casos significativamente, mas pelo que parecia, aos meus olhos e aos da polícia, não havia criminosos espertos e meticulosos como os de antes. Não que isso fosse uma coisa ruim, mas era realmente tedioso.

Como prova disso, eu não falto às aulas a mais de uma semana. Tinha me esquecido de como a escola pode ser um tédio. A única coisa que valia a pena naquela droga educacional era a Anne. Anne Mayers, uma das garotas mais lindas do colégio... Bem, só poderia observar, porque uma garota como ela nunca ficaria com um esquisito como eu. Mas como qualquer um, eu teria que me acostumar com o tedioso cotidiano escolar, afinal não vai ser sempre que a polícia encontrará um caso semi-impossível e pedir minha ajuda certo? Errado.

Eram por volta de 21h00 da noite de quarta-feira, eu estava em meu quarto, fazendo... Nada, quando a polícia me ligou no celular restrito (trabalhávamos em segredo) e me disse que havia um novo caso, e me pediram para aparecer na central o quanto antes, para mais detalhes do mesmo. Fiquei ansioso, porque eu não trabalhava em um caso a mais de três semanas. Saí de casa na mesma hora.

Quando eu estava a cinco quadras da central de homicídios, um merda de um assaltante apareceu. Filho da puta.

Ele era quase da minha altura, não aparentava ser tão forte e não parava de tremer. Um amador. Eu estava com muita pressa, e até parece loucura dizer que eu não estava preocupado com ele, mas na verdade, eu havia sido treinado para esse tipo de situação.

— O que você qu...

— ME PASSA A MERDA DO SEU DINHEIRO, RÁPIDO!

— Eu esqueci minha carteira em casa, agora se não se importa, eu estou com press...

— CALA A MERDA DA BOCA SUA PUTINHA DO CARALHO, NÃO BRINQUE COMIGO, OU...

— Ou o que? – Tentei manter a calma, e amedronta-lo.

— E-E-EU, EU V-VOU TE MATAR! – gaguejou.

— Eu gostaria de vê-lo tentar.

Não precisou de outra. Mesmo muito amedrontado, ele tirou uma faca dos bolsos e veio correndo desajeitado em minha direção. No momento em que estava a um metro de distância, tentou desesperadamente me acertar uma estocada, mas ele foi muito lento. Desviei para o lado direito segurei seu pulso e chutei sua canela, usando seu próprio peso contra ele mesmo. Quando se deu por si, estava no chão, desarmado.

— P-p-por f-favor, não me m-machuque... – gaguejou amedrontado. Ele estava chorando, com muito medo, mas não só isso. Pelo que me parecia, ele não queria fazer o que estava fazendo. Deveria ser pela família, ou estava sendo forçado. Não sabia ao certo, mas ele não era uma má pessoa.

— Não vou fazer nada com você. Levanta, e chega dessa porcaria de roubar. Vou deixar você ir, mas não quero saber de você nunca mais, esta me ouvindo?

— S-sim, obrigado senhor, m-me desculpe! – Desculpou-se, e foi embora.

Poucos minutos depois, eu havia chegado à central. Estavam todos agitados. Procurei pelo meu contato na central, o chefe Johannes. Quando o encontrei, ele estava dando a ordem para sua equipe ir para a cena do crime. Esperei-o terminar.

— Senhor Jonah?

— Dylan! Até que enfim você chegou. Ele atacou de novo...

— Desculpe senhor, mas, “ele” quem?

— Ah, você ainda não soube certo? – Ele parecia preocupado. Pelo menos, bem mais que o normal – Parece que temos um serial killer na cidade Dylan... Precisaremos de toda a ajuda possível, principalmente a sua. Ele se auto intitula Barry, o Açougueiro. Já enviou diversas cartas, e parece que ele atacou novamente.

(Continua...)