Notas iniciais
Espero que gostem! Minha primeira fic sozinha, então... É, paciência. Esse cap ficou grande :O

- Tchau, amor! Vejo você no almoço? – disse, já a caminho da porta.

- Claro. Eu te ligo. Até mais, Emma. – Neal respondeu, sorrindo. Faríamos dois anos de casados no fim do mês e ele queria passar o máximo de tempo comigo pra ‘comemorar’. Como trabalhava em casa, tinha mais liberdade com seus horários e, por isso, arrumava jantares incríveis pra nós dois. Apesar de não ser exatamente meu tipo de programa preferido, admito que achava realmente romântico...

- Manda um beijo pro Henry. Ai, droga, preciso ir. Beijo. – Não esperei pela resposta e bati a porta, me arrependendo imediatamente pela possibilidade de ter acordado Henry. Mas se não corresse, chegaria atrasada. Fui correndo para o carro, prestes a enfrentar a majestosa cidade de Nova Iorque.

Depois de esperar impacientemente pelo elevador, finalmente cheguei a minha sala, percebendo de longe o monte de papéis empilhados em minha mesa. Suspirei e continuei andando.

- Bom dia, Ruby.

- Oi, Em. Você precisa dar uma olhada naqueles relatórios. São sobre uma das concorrentes daqui, o chefe disse que é importante que você saiba. – Ruby era minha colega de trabalho e minha melhor amiga. Podia contar com ela pra qualquer coisa e ela sabia que podia fazer o mesmo em relação a mim. Pena que quase não tínhamos mais tempo pra conversar.

- Tá bem. Ele já chegou?

- Ainda não... Mas, pelo visto, vai trazer mais relatórios pra gente. Sério, já virou obsessão pro Whale investigar os concorrentes. – ela revirou os olhos.

- É porque não é ele quem investiga! – disse, sorrindo. Ruby riu. – Ok, preciso ler toda aquela merda. Conversamos depois.

Ela acenou com a cabeça e eu fui para minha mesa. Me sentei e comecei a analisar os papéis. Eu trabalhava em uma grande empresa de softwares e meu chefe tinha um projeto de usar as qualidades de outras empresas, aprimorando-as. A ideia era boa, mas fazê-la era realmente maçante. Raramente achávamos alguma qualidade realmente boa e que já não tínhamos para mandar ao chefe. Mas, era o que eu tinha a fazer.

Depois de pouco mais de três horas – que eu nem percebi que se passaram – fui interrompida pela entrada de meu chefe na sala. Ruby me olhou, desconfiada. Fiz cara de quem não sabia de nada, porque realmente não fazia ideia.

- Emma? — sua voz não parecia irritada. Ufa.

- Sim, Sr. Whale?

- Olhe, acabei de receber um convite para uma reunião de empresários na Califórnia na semana que vem e preciso que você vá comigo. – Ai. Neal não vai gostar disso. Mas não tenho opção...

- Claro, senhor, sem problemas. Posso saber do que essa reunião se trata?

- São iniciativas para tornar a empresa mais sustentável. Fará bem para nossa imagem, espero. Precisaremos ficar lá até o final da semana porque tenho mais dois compromissos — Neal não vai gostar nada disso -, incluindo mais uma reunião, com nossos parceiros. Por isso, preciso que você termine de ler esses relatórios e me mande as coisas importantes o quanto antes.

- Sim, senhor, já estou terminando.

- E você terá alguns dias livres por lá também. Vou te enviar a programação por email. Me leve esses relatórios e o que conseguiu com eles em minha sala assim que terminar. Pedirei para Blue – outra secretária de Whale – te enviar os detalhes da viagem também. – Ele consultou o relógio e continuou – Preciso ir, meninas. Até logo – e saiu da sala.

Ruby olhou pra mim preocupada.

- O Neal vai matar esse cara.

- Vai mesmo. Mas ele tem que entender. Fazer o quê? – Dei de ombros. Eu não tinha escolha mesmo, ia perder muito se não fosse.

Depois de terminar de ler os relatórios, imprimi as qualidades que consegui e fui à sala de Whale levar tudo. Ele me passou mais algumas tarefas. Fiz as mais urgentes, que eram poucas, e logo Neal me ligou, dizendo aonde iria me encontrar. Fomos almoçar num restaurante simples, mas muito bonito, perto do Central Park.

Nos sentamos e fizemos nossos pedidos. Neal fez questão de acrescentar meu vinho preferido. Como ele conseguia ser cada vez mais fofo? Por que meu chefe tinha que estragar uma semana inteira dos planos dele? Que decepção...

Assim que a garçonete deixou nossa mesa, resolvi contar tudo. Ele deveria saber o quanto antes...

- Hã... Amor?

- Essa sua cara não parece satisfeita. O que houve? Tem algo errado?

- Tem. Quer dizer, não, não tem nada errado com o restaurante, ou com você, ou com algo que você fez. – Ele me olhou com dúvida. Prossegui. – É só que... – pare de enrolar, Emma! – Meu chefe pediu que eu viajasse com ele semana que vem, pra algumas reuniões e tal, e, bom, você sabe que, se eu não for, vou perder dinheiro e não vai ser legal, né? Temos projetos pra concretizar, não posso desperdiçar chances...

A expressão devastada dele quebrou meu coração. Mas ele se recompôs rapidamente. Estava triste, mas entendia a situação. Menos mal. Sua resposta veio rapidamente.

- Tudo bem, Em. Pode ir, eu posso continuar com nossa programação na próxima semana. Não tem problema nenhum. Só não esquece de descansar, ok?

Sorri de novo. Nossos pedidos chegaram no mesmo momento.

- Ok. Não se preocupe, terei alguns dias livres, pelo que o Sr. Whale disse.

Comemos e logo voltei ao escritório. O resto o dia se passou rapidamente. Peguei o Henry na escola e voltamos pra casa. Ele, como sempre, animado e contando sobre seu dia.

- E você, mãe? Alguma coisa pra contar?

- Como você sabe?

- Sua cara...

- Ok, eu falo. Eu vou viajar a trabalho, e passarei a próxima semana inteira por lá. Só que, como seu pai fez planos pro mês do nosso aniversário de casamento, essa viagem vai atrapalhar tudo...

- Você já falou pra ele?

- Já. Ele disse que tudo bem, que entendia. Mas deu pra ver que ele ficou triste. Sabe como ele é...

- Mãe, não esquenta com isso. Ele sabe que você tem que ir. E vocês podem comemorar o casamento a qualquer hora.

- Você está certo, garoto. Chegamos. Você me ajuda a arrumar as malas?

Ele sorriu e acenou com a cabeça.

Descemos do carro e Neal sugeriu que não jantássemos fora, pois ele iria preparar a comida. Fiquei feliz com a decisão, porque não estava muito a fim de me arrumar pra jantar. Comemos e conversamos bastante.

Após lavar a louça – Neal não queria, mas eu insisti -, subi para o quarto e comecei a colocar algumas roupas na mala. Henry me ajudou a pegar o básico para viajar e a fazer uma lista de coisas pra pegar depois.

O resto da semana se passou praticamente igual, cada vez com mais preparativos para a viagem. Meu avião decolaria na manhã de segunda feira, então, para o domingo, Neal tinha uma programação especial.

Acordei às oito e meia da manhã, já surpreendendo-me com o cheiro maravilhoso vindo da cozinha. Escovei os dentes e fui à cozinha, curiosa para saber qual seria o café da manhã. Encontrei meu marido colocando mel numa pilha de panquecas cheirosas.

- Hmm... Que cheiro maravilhoso! Estou adorando essa história de “programação especial”.

- Então aproveite – ele riu um pouco. – Você merece.

- Bom dia, amor. – E o beijei longamente.

Depois do café, demos uma longa caminhada pelo Central Park e almoçamos no mesmo restaurante do começo da semana. Voltamos para casa, tomamos banho e logo demos mais um passeio pelo bairro.

Neal foi todo fofo o passeio inteiro e, como ‘recompensa’, pedi para irmos pra casa logo no começo da noite e pedir pizza para o jantar. Ele concordou e, no meio do caminho, já ligou para a pizzaria. O atendente disse que demoraria mais de uma hora para chegar. Como estávamos sem fome, não nos preocupamos. Abri a porta de casa e levei Neal para o quarto. Começamos a nos beijar bastante, e trocamos todo tipo de carícias até a campainha tocar.

Jantamos, assistindo a um filme do Jhonny Depp que eu adorava. Mandei algumas mensagens para o Henry, perguntando a que horas ele voltaria e, pelo que ele disse, a mãe de seu amigo o levaria para o aeroporto na manhã seguinte.

Após o término do filme, e aproveitando a ausência do Henry, fiz com que nossa noite de despedida fosse especial. Sabia que eu ficaria cansada para a viagem, mas poderia dormir no avião.

O despertador tocou às 6h e, totalmente indisposta, fui me aprontar. Neal me levou ao aeroporto e, às 7h, eu já estava despachando minhas malas. Henry chegou logo depois.

Como o voo seria às 7h40, fomos pra cafeteria comer algo. Todos tomaram chocolate quente com canela e comeram pequenos croissants de queijo. 7h30, depois das devidas despedidas feitas, fui para a fila de embarque.

O voo foi bem rápido e eu consegui tirar um cochilo. O Sr. Whale avisou que ficaria em um hotel diferente do meu, por causa da proximidade com a casa de uma conhecida sua. Então tive que pegar o táxi sozinha. Fiz o check-in na recepção e logo meu quarto estava disponível. Arrumei algumas coisas e liguei para Neal e Ruby, avisando que havia chegado bem.

Como estava cansada, decidi arrumar o resto das coisas depois, pois teria mais tempo. Meu primeiro compromisso seria depois do almoço, então não tinha com que se preocupar. Peguei uma troca de roupa e separei o que precisava para tomar banho. Só que, ao verificar o banheiro, percebi que não tinha nenhum sabonete por lá e eu também não havia trazido.

Liguei para a recepção, perguntando se poderia pegar algum por lá. A mulher respondeu que havia acabado, e só chegariam mais na parte da tarde. Suspirei, decepcionada, e me joguei na cama. Até que tive uma ideia: poderia pedir pra alguém. Afinal, na maioria dos hotéis, pelo menos, eles sempre disponibilizavam mais que um sabonete para os hóspedes. Eu só esperava que o meu vizinho fosse simpático.

Levantei e fui até a porta, torcendo para conseguir o sabonete. Bati na porta ao lado. Ouvi um ”espere um segundo” e logo um cara de roupão branco abriu. Quando olhei para seu rosto, fiquei muito surpresa pois o conhecia. Conhecia muito bem.

Era Killian.

Notas finais
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Até logo,
Beijoos:*