Not With These Eyes With Mouth Devour Me
15 Capitulo 15: Dia de... Preparativos...
Capitulo 15: Dia de... Preparativos...
“E bate o sino na cabeça do mendigo. É hora do show!”
Com o pedido de organização do casamento no dia anterior, toda a cidade estava eufórica com a comemoração. Os comerciantes organizavam suas lojas, e os responsáveis pela decoração, entretenimento, e afins, corriam pela cidade. Robert estava em casa, no palácio.
Na mesa do café da manha estavam ele, do lado direito ia o irmão mais novo, Keelh e ao lado Matilde. No direito estavam Ciel e Sebastian, com o mordomo de pé. Robert sentava à ponta e esperava por seu irmão, que já descia as escadas.
Assim que chegou a sala onde estavam os irmãos, Nathan não sabia onde se sentar. Estava odiando profundamente Ciel, e se ficasse ao seu lado seria capaz de enforcá-lo. Por outro lado, se não ficasse ali, sentar-se-ia ao lado de Matilde, a suposta cúmplice do assassinato de sua mãe, por assim dizer.
Vendo a confusão do príncipe, Ciel e Matilde riram juntos, o que faz o menor arquear uma sobrancelha. Mas ela riu de novo, por outros motivos. Ela e Sebastian puxaram uma cadeira para o príncipe, cada qual do seu lado; Nathan deu um passo para trás, não sabendo o que fazer. E Ciel riu mais uma vez.
– Não vai se sentar Nathan? – indagou o irmão mais velho.
– Não estou com fome...
A mentira não durou, seu estomago fez barulho. Não havia comido nada desde à tarde do dia anterior. Robert pediu que ele sentasse, e assim ele foi para o lado de Ciel, retirando o guardanapo do prato e pegando o café da manha posto na mesa.
– Eu quero comunicar que vou me casar hoje. E exijo a presença de vocês no casamento. – Robert disse, tomando um gole do chá – Dos cinco...
O que se seguiu depois disso foi um longo silencio. Nathan deixou o pão no prato e ficou encarando ele. Ciel acenou com a cabeça positivamente, e Matilde fez o mesmo. O pequeno Keelh ficou encarando o prato como o irmão, mas ele logo se levantou e saiu da mesa. A empregada pediu licença e foi ver o que o garoto tinha.
– Mas quem é a moça, Robert? – perguntou Ciel – Eu não sabia que estava de namoro...
– Ela chegou ontem de viagem...
– Não é muito cedo...! – comentou Nathan, mordendo o pão com certa força, cortando a fala do irmão – Você nem a conhece direito...!
– Estamos noivos há anos, e eu me apaixonei por ela assim que a vi...
– Isso é ótimo! Teremos uma grande comemoração, então! – comentou Ciel, animado.
– Ela vai vir morar conosco? – perguntou rude, tomando um pouco do suco que colocara no copo — Ou melhor, ela, pelo menos sabe de nós? Eu creio que não, já que jamais ouvimos falar dela. Ou talvez sim, não é, afinal de contas, o rei não precisa dar satisfação a ninguém, nem a sua própria família, só a sua mulher! — Nathan se levantou da cadeira irado – Perdi a fome.
Ele então saiu, deixando apenas os demônios e o rei na sala. Robert suspirou, colocando a xícara no pires e os cotovelos na mesa, abraçando a nuca com as mãos. Ciel suspirou, levantando-se do seu lugar e indo para o lado de Robert.
– Não se preocupe; eles só estão surpresos, Robert... – disse, colocando a mão em seu ombro.
– Sim, eu esperava coisa pior... – comentou, num sorriso fraco – Pelo menos você ficou feliz com meu casamento...
– O matrimonio é algo muito bonito. Aceitar, de bom grado, permanecer eternamente a uma pessoa, não existe maior prova de amor... – disse o pequeno, olhando para seu demônio, que tinha no rosto um sorriso sarcástico – Eu não seria capaz disso...
– Bobagem! É que ainda não encontrou a pessoa certa... – comentou príncipe, levantando o rosto para o demoniozinho.
– Já encontrei. – disse para o príncipe, colocando-se de ereto — O problema é que demorei demais para perceber, e agora, meu amor se tornou ódio... – comentou, olhando para Sebastian, que detinha a face séria – Ódio de não poder dizer o quanto o quero e o quanto desejo ele. Ódio por não poder dizer que tomo para mim o que ele mais quer por medo de que me deixe...
– Ciel, isso é loucura... – comentou, desviando o olhar para o mordomo, que encarava o pequeno.
– Talvez seja... – riu, voltando seu olhar para o príncipe – Mas que amor não é, Robert? – comentou, num riso alto, saindo da sala.
Sebastian pediu licença e seguiu seu mestre. Robert ficou mais um pouco na mesa, pensando em tudo. Em Hannah, nos irmãos, em Ciel, no reino. Depois de um tempo, saiu da mesa, logo com alguns empregados vindo buscar a comida. Na sala, o alfaiate trazia as vestimentas, sendo recepcionado por Ciel.
– Já ficou pronto, Antonio! Que bom! – comentou o príncipe.
– Passei a noite fazendo, meu senhor... – comentou o velho, rindo – Aqui estão as três peças que o senhor pediu, e as antigas... – disse, entregando todo o monte de roupa para Sebastian, que havia estendido a mão. – O de sua noiva minha mulher está no hotel, ajudando-a nos últimos retoques...
– Oh, isso é ótimo! – comentou sorrindo.
– Então eu já vou meu senhor...
– Passe depois na câmara para acertar as contas...
– Claro. Com sua licença...
Sebastian guiou o homem até a porta, e depois voltou para seu mestre, que já subia as escadas com um monte de roupa em mãos. Robert separou as suas das de Keelh e depois começou a subir as escadas com duas empregadas, que levavam as roupas.
No quarto do irmão menor, a empregada bateu na porta e logo Matilde apareceu nela, pegando as mudas de roupa. Voltou para dentro do quarto, encontrando Keelh ainda embaixo das cobertas, emburrado. Suspirou, sorrindo de leve. Colocou as roupas na cadeira de balanço que ficava ao lado da cama e se inclinou para perto de Keelh.
– Pequeno. Saia daí.
– Não! Não! E não! – disse com a voz embargada.
– Ora, teu irmão já é homem feito e precisa de uma mulher... – comentou calma – Ele não vai abandoná-los por causa dela...
– Vai sim! Ele não precisa de ninguém, nunca precisou...
– Meu amor... Entenda teu irmão. Ele precisa se casar com ela; isso foi decidido muito antes de você nascer... – comentou.
– Mas eu não quero!
Enquanto Matilde tentava acalmar o menino, Ciel e Sebastian seguiram para o quarto de Nathan. O príncipe estava no banho enquanto que o mordomo estava sentado na cama, tomando a boca do ex-conde. Ciel estava em seu colo e correspondia ao beijo libidinoso que recebia. As mãos do mordomo estavam em suas nádegas, apertando-as, e as de Ciel estavam no pescoço de Sebastian.
Separaram-se por um minuto, um encarando nos olhos do outro. Sebastian sorriu, vendo Ciel voltar a aproximar a boca da sua, e se afastou, o fazendo tomar uma cara de surpresa e diversão. Tentou de novo, mas o mordomo desviou novamente o rosto, o fazendo dar uma risada.
– Me beije... – mandou.
– Peça...
– Por favor, me beije... – pediu manhoso, se aproximando de novo.
– Não...! – disse.
– É uma ordem, Sebastian. Beije-me. – disse sério, com a marca do olho brilhando.
Sebastian abriu um sorriso tomando a boca do mais novo, trazendo seu corpo para mais perto. Ciel desvirou as pernas, prendendo-as na cintura de Sebastian e sentando-se em sua semi-ereção.
– Foi bom... – disse sério – Mas já tiveram melhores... – comentou, num sorriso irônico.
– É claro, mas se eu te beijasse como desejo, teus lábios se despedaçariam...
– Não me subestime, demônio...! – disse, puxando seu cabelo para trás.
– Diga... Aquilo que disse para Robert... – sorriu, sentindo o cabelo ser puxado com mais força – Você praticamente disse que me ama... – riu.
– Não se superestime Sebastian. Eu te odeio. Pensei que já soubesse disso... – Ciel sussurrou aproximando seus lábios do mordomo. – Cão...
Sebastian sentiu a mão de Ciel jogar seu corpo para a cama, deitando-o, mas sem parar de puxar o cabelo. Ajeitou-se no colo do mais velho, puxando-lhe a gravata e apertando-a no pescoço dele.
– Quem é teu dono, cão? – perguntou Ciel, apertando mais a gravata.
– Você...
– Diga o nome do teu mestre... – enrolou a gravata na mão – Vamos, diga...!
– Ciel Phantomhive. – ele disse, com um ínfimo sorriso nos lábios, sentia-se levemente sufocado.
– Exatamente. É meu mordomo, meu demônio, me deve obediência eternamente. Jamais se esqueça disso. – puxou a gravata para cima, trazendo o tronco de Sebastian para cima, fazendo-o se apoiar num dos braços — Jamais se esqueça que pertence a mim e a mais ninguém. És meu.
– Yes, my lord...
Ciel iniciou o beijo seco, virando a bravata para a nuca do demônio e puxando-a para baixo, fazendo o corpo de Sebastian cair na cama de novo. Levantou-se de rompante do colo dele, abrindo a porta do banheiro e encontrando o corpo de Nathan imerso na agua. Suspendeu a manga da roupa, retirando o blazer, e pegou-o pelo cabelo, puxando-o para cima. Usando um pouco mais de força, suspendeu-o da banheira, jogando-o no chão. Sebastian apareceu na porta, já se agachando perto dele. Pegou no pulso, medindo os batimentos e depois direcionou o rosto para o dele, mas Ciel logo o impediu.
– Deixe estar, ele já acordou...
– Cof! Cof! – tossiu um pouco depois de Sebastian se levantar. – Ci – Ciel?
– Pretendia se matar por acaso? – disse – Se quiser peço a Sebastian que o faça, assim posso logo comer tua alma... – disse, jogando o blazer negro para o príncipe.
– Na — não! – disse, cobrindo o sexo com a roupa – Eu acabei dormindo na banheira...
– Certo. A roupa para o casamento do seu irmão chegou, vá experimentar...
– Não quero ir, estou com uma sensação ruim... – comentou, apertando a roupa nas mãos.
– Isso é só ciúme. Levanta-te e te veste. O casamento é à tarde e precisamos saber se a roupa necessita de ajustes... – Ciel disse, saindo da sala. – Sebastian, ajude-o... – disse da porta
Sebastian ficou lá para ajudar o príncipe como dito por Ciel e o demoniozinho foi conversar com Robert, que também provava a roupa.
No hotel, quem provava a roupa era Hannah. O Vestido era todo branco com bordados em pedras peroladas brilhantes. Que iam dos seios até a calda pequena. Os cabelos prateados estavam presos em um coque para cima, nos braços iam luvas longas e a grinalda era posta neste instante.
– Eu achei o pano muito claro... Não tem um mais grosso...
– Mas assim o teu marido não te verá querida... – comentou a costureira.
– É que lá no meu reino o pano não deixa ver o rosto, por que assim prova que a beleza da mulher agora é só de seu marido. Como é uma tradição, sinto-me desconfortável com este... – comentou, pesando no coração da mulher.
– Certo, eu trouxe outros mesmo. Vou ver o que posso fazer...
Alguém bateu na porta, e logo Hannah mandou que entrasse, mas a costureira não deixou.
– Não, pode dar azar...!
– É meu irmão, Madalena, e é padre. – comentou, sorrindo – Entre, Frau...!
– Mesmo assim, dizem que não é bom... – alertou a mulher.
– Você não ia pegar a nova grinalda? – desconversou, retirando a que estava usando.
– Ah, certo...
A mulher saiu, passando por Frau que sorria, vendo a irmã no vestido de noiva.
– Está linda, irmã. Uma deusa; tenho vontade de te comer com essa roupa...
– Deixe desse papo, Frau... Está tudo pronto na igreja?
– Sim, eu falei com o padre e está tudo certo. Também já verifiquei os sinos e o altar.
– Ótimo. – disse, voltando-se ao espelho, mas saindo da bancada – Não vejo a hora disso acabar... – virou-se para Frau – E voltar para casa...
Frau se aproximou da irmã, pegando-a pela cintura e trocando com ela um beijo. Afastaram-se, e assim que Hannah voltou para a bancada, Madalena entrou no quarto. Hannah sorriu, e Frau saiu do quarto, deixando as duas mulheres a sós.
Hannah pegou a nova grinalda, que impedia de verem seu rosto, bem como dela mesma ver, mas como tinha bons sentidos, não precisaria da visão no momento de entrada. Se chegasse ao altar em segurança, tudo estaria perfeito.
– Está tudo pronto. Só falta agora, ir para a igreja. – comentou Madalena, num sorrisinho.
– Certo! Não vejo a hora! – disse Hannah, falsamente animada. Estava na verdade, ansiosa e impaciente.
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