Not Tonight, Not Tomorrow
1 At The Christmas Eve
Notas iniciais
Amanda caminhava lentamente com Fin ao seu lado.
- Noite bonita. — murmurou ele, envergonhado.
- Sim, muito. Véspera de natal. — disse Amanda, coçando a garganta. Fin a fitou, e ela abaixou o rosto.
Ambos, ainda caminhando, sem falar uma palavra. Faltavam uns cinco, ou dez minutos para meia noite. Finalmente, seria natal. O celular de Rollins tocou e ela atendeu sorrindo.
- O que é, Nick? — perguntou ela sorrindo. Nick tossiu.
- Bem, sua chata, eu queria te desejar feliz natal, já que a minha parceira não atende o telefone. — disse ele sorrindo.
- Ela está com um cara, Nick, e que, surpreendentemente, ela não confiou em mim para dizer quem era. — reclamou ela.
- Nick? — perguntou Fin num sussurro. Amanda assentiu e ele riu.
- Fin está com você? — perguntou Nick. Fin empalideceu.
- Sim, ele me convidou para a ceia de natal, já que eu estaria sozinha. — reclamou ela, depois, resolvendo brincar um pouco. — Por quê? Ciúmes, Nick?
- De você, nunca, Rollins. — disse ele, entrando na brincadeira.
- Ok, Nick, tenho que ir. — sorriu ela. Nick concordou e desligou.
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Amanda voltou a ficar quieta, Fin, por sua vez, queria falar algo que o corroía por dentro. Era como se... Era como se fosse o inferno, só que, dentro dele mesmo. Queimava-no por inteiro.
- Ei, que tal... Que tal a gente ir pro meu apartamento? — argumentou ele. Rollins parou no meio da rua e o fitou.
- Como é, Fin? — perguntou ela. Não era possível, era?
- Bem, o seu é bem longe, e, é melhor nós estarmos abrigados quando o bando de malucos começarem a sair nas ruas, vestidos de papai noel, e sabe-se lá o que mais. — brincou ele. Amanda riu, e concordou, então, eles tomaram o caminho contrário, indo para o prédio dele.
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Quando conseguiram chegar, já começara nevar, e, já haviam alguns malucos, distribundo presentes nas ruas.
- O que você ganhou aí, Amanda? — perguntou Fin, deixando-na entrar no apartamento antes dele.
- Bem, eu ganhei, uma boneca, e... Um iô-iô. — riu a loira. — E você?
- Eu ganhei uma bola e uma corneta. — disse ele sorrindo. Amanda sorriu. — Bem, quer um vinho?
- Ah, sim, obrigada, Fin. — sorriu ela. — Aqui é bem arrumado, huh?
- Sim, às vezes meu filho vem aqui, sabe? Visita surpresa, e... Ele tem uma certa fixação por limpeza. — reclamou ele, pegando as taças. — Aqui.
Amanda pegou as taças, e esperou Fin voltar com a garrafa.
- Depois que essa farra toda acabar, eu volto pra casa, Fin, prometo que não ficarei aqui. — sorriu ela, mais envergonhada ainda.
- Amanda, você não vai pra casa, com essa nevasca, e às duas da manhã, porque, acredite, não é à toa que eu fico na delegacia durante o natal. — reclamou ele. Amanda riu.
- Ok, papai, não vou. — riu ela.
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Os dois já haviam devorado, ou melhor, se afogado, em meia garrafa de vinho. Ambos rindo, se divertindo, e dizendo coisas que, se estivessem sóbrios, não diriam nunca.
- E você sabe... Quando eu entrei naquela delegacia, eu tive que me controlar pra não agarrar um certo alguém. — riu Amanda. Fin arregalou os olhos.
Amanda é lésbica? - perguntou ele, a si mesmo.
- Uh... Seria Olivia? — perguntou ele. Amanda balançou a cabeça negativamente, rindo. — Oh, meu Deus! Você gosta do Munch! Não! De Cragen!
- Não, idiota! — implicou ela, se aproximando, depois sussurrando: — Eu gosto de você.
E Fin não precisou de mais impulso. A beijou, rapidamente, e verozmente, depois, para acalmar o beijo, deixando-no delicado.
Ao se separarem, Amanda sorria. Fin também. E, ela, afinal, não teria que ir para casa.
Não naquela noite, não no dia seguinte.
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