Not So Perfect

6 Capítulo 6 - Eu não sou perfeita!


Notas iniciais
Olá minha geeeente, eu sei, eu sei, to a mais de anos sem postar um capítulo novo. Negligenciei vocês demais e peço desculpas! Como coloquei em meu perfil, pretendo finalizar as minhas fanfics postadas aqui nesse ano, já que quero postar outras, mas não quero atrapalhar as que já estão aqui. Então... Boa leitura!!

6º capitulo — Eu não sou perfeita!

Passenger – Let Her Go

POV Edward

Como pude ter sido tão louco a ponto de beija-la daquela maneira? Como pude ter me deixado levar daquele jeito? Porra ela era noiva de Mike, meu melhor amigo, mas porque isso não era tão importante agora? Ele merecia, nunca deu valor à mulher que tinha nas mãos, alguém tão doce e maravilhosa. Eu sabia que deveria estar arrependido, mas esse sentimento não me assaltou em nenhum momento. Agora aqui estava eu, sorrindo feito um idiota relembrando como foi deliciosamente bom ter seus lábios macios nos meus, e seu corpo quente junto a mim.

Brincava com uma peça de pescaria olhando para o nada ainda mergulhado na lembrança de estar abraçando seu corpo pequeno, mas tão cheio de curvas, quando Emmett chega à sala todo animado.

– WOOOOW galera da festa, vamos plantar essa beleza! – o olhei ainda meio perdido – Ás raízes, vamos plantar uma árvore com o Ja... – fazia uma dancinha com as mãos, mas parou quando Jake o olhou com raiva e saiu da sala – Aonde vai Jake? Jake? Aonde...? – Jacob ao menos o olhou abrindo a porta e saindo, mas antes a olhando ficando irritado por ela estar travando, consequência de ter sido medida errada – Peraí, cara, resolveu sair de repente? – ele olhava meio confuso enquanto eu ainda estava meio alheio, mas percebi quando a compreensão o invadiu – Ah merda, eu perdi não é? – eu apenas assenti e continuei girando a pecinha olhando pra baixo, nessa hora os olhos verdes brilhantes invadiram minha mente. Merda. Será que ela está tão obcecada pelo que aconteceu como eu? Provavelmente não – É uma pena – Emmett falou tomando um gole de chá, continuei de cabeça baixa.

O telefone começou a tocar, Emmett apenas coçou o nariz e foi até o aparelho o atendendo, minhas atenções foram desviadas para um pé que descansava numa rede quando olhei pela janela da varanda dos fundos. Emmett ainda conversava, mas nem cheguei a entender a conversa. Quando ele desligou resmungando saindo do cômodo indo para o quarto, deixei a peça no balcão e resolvi ir até ela.

POV Narrador

Emmett ainda não estava totalmente recuperado dos efeitos dos remédios, sua sanidade, que é normalmente questionável, estava ainda mais fora do normal.

– Oi – ele diz meio tedioso.

– Olá, gostaria de falar com Jacob – uma voz altamente fina sai do telefone.

– Ele viajou amor.

– Hã?

– Outra viagem de bicicleta – soltou um suspiro de puro tédio.

– Ah sim, pode avisar a ele que liguei? – a menina dizia com uma voz de total desprezo.

– Aviso – pegou a caderneta e uma caneta, tirando a tampa com os dentes e cuspindo em algum lugar.

– Diga que a Perséfone ligou.

– Perséfone – ele repetiu anotando seu nome ao recado para o Jake – Ok, e aí? Como é aí em baixo hein? É quente? – fez piada com o nome da mulher.

– O que? – disse não entendendo.

– Perséfone – irritação saiu de sua voz pela grande ignorância da garota – É uma divindade grega, deusa do submundo? – mudo – Quer saber? Esquece! É complicado – disse soltando o ar – Eu aviso ele que você ligou, ele vai adorar! – falsa emoção saiu em sua voz.

– É importante ok!

– Ok – e desligou terminando de fazer sua observação no recado do amigo. Saiu balançando a cabeça, indignado – Isso que nem a chamei de Antígona nem nada caramba – jogou a caderneta em algum lugar para Jake ver depois e deu um rugido como se com isso suas frustrações saíssem com sua voz. Logo se encontrava em sua cama roncando alto.

POV Bella

Não sei o que mais rondava a minha mente, se era o beijo com Edward ou o encontro com aquela mulher, a suposta amante de Mike. Lia e relia seu cartão.

“Rosalie Hale – Massagista – Shiatsu Sueca Pré-Natal Esportiva Erótica”

Cristo, como ele pode fazer isso comigo? Me trair com uma mulher desse nível? É tão frustrante como se fosse com uma prostituta. O pior é o fato de ter tido um filho com ela, coisa que sempre me negou. Bufei magoada e fechei os olhos. Mas os abri logo em seguida quando a porta da varando foi aberta. O pior de tudo era que, eu sabia exatamente quem era, já que senti os pelos da nuca se arrepiarem e o coração bater mais rápido.

Escutei seus passos se aproximando, não me movi da rede que estava deitada, apenas larguei o cartão que ficou em cima dos meus seios.

– Tá legal, não foi antes de você, foi, ah, durante você – prendi a respiração com a confirmação de ter sido corna.

– Mas foi só uma vez? Não é? – ele ficou em silencio – Diz “sim”, por favor – falei derrotada, ele apenas soltou o ar em uma falsa risada.

– Eu até podia – puxou o ar – acredite, eu poderia mentir até amanhecer, mas... – ficou quieto.

– Quantas vezes? – mais um longo período de silencio, eu só fechei os olhos em desgosto.

– Eu não contei – falou andando novamente pra mais perto, e foi quando o vi pela primeira vez, segurei o suspiro pela sua beleza estonteante.

– Quando começou? – seu olhar tinha um brilho especial que me fez ficar o encarando por alguns segundos até ele me acordar falando.

– Quando ele foi trabalhar em LA.

– Mas ele não a via todas as vezes que ia lá, não é? – falei com falsa esperança, ele apenas mexeu o canto da boca. Desviei meu olhar dele olhando pro teto

– Uau! – soltei o ar fortemente pela boca – Isso é mau, isso é... – ri sem humor – muito mau – fiquei quieta um tempo ainda sem olhar pra ele – Eles ainda continuavam?

– Não – ele respondeu prontamente, eu o encarei dessa vez procurando mentira em seu rosto, mas não encontrei – alias, não que eu saiba – dei um falso sorriso e pensei na moça, bufei e o olhei sofrida

– Ela é bem sexy, não é! – ele deu um sorriso torto que me desarmou.

– Não.

– Yeah, ela é – ele riu.

– Não – falou mais firme e sorri pra ele. Peguei o cartão e levantei passando por ele e indo pra porta da varanda com destino ao meu quarto. Mas no meio do caminho me virei pra ele meio sem-graça.

– Sobre aquela... aquela... – gesticulei com a mão – outra coisa – olhei pra baixo envergonhada voltando a olha-lo em seguida. Apenas fez um gesto com a mão, mostrando que era pra deixar pra lá, eu afirmei com firmeza igual criança e ele riu, mas logo em seguida vi que ficou sem-graça.

– Ok – sussurrei já saindo, a tensão estava tão palpável que quase podia ser pego. Além do mais, a minha vontade de agarra-lo ali era algo grande demais.

Coloquei o cartão em cima da minha cômoda e uma caixinha de fósforos me chamou atenção, a abri e constatei que estava vazia. Olhei para minha mão instantaneamente e o anel de noivado brilhou. Tirei sem pensar duas vezes. Mike, no momento, tinha de mim, apenas desgosto e esse anel era o símbolo de nosso amor, o que não valia nada agora. Pensando nisso coloquei a joia dentro da caixa e joguei na gaveta da cômoda.

...

– É impossível! – Esme falou entre os dentes e levantou, parando de mexer no jardim.

– A mãe é uma massagista de Los Angeles – disse firme.

– Ela está mentindo – disse vitoriosa – Mike não seria tão estúpido – eu bufei em deboche.

– Ele mandava dinheiro pra ela Esme – indícios de irritação estavam presentes em minha voz.

– Devia sentir pena dela, ele era muito generoso – cocei a testa e respirei fundo.

– Eu vi o menino, é a cara dele! – ela soltou o ar como se buscasse uma replica ao que eu tinha dito.

– Poderia me mostrar 10 meninos, que eu veria semelhanças de Mike em todos – eu parei boquiaberta, acabei soltando o ar que estava preso em minha garganta em derrota.

– Aposto que sim... – puxei o ar novamente e o soltei tentando em vão me acalmar – Olha, eu conversei com Eve! – ela me olhou como se não entendesse – Aqui, não havendo testamento, a criança é a herdeira universal – ela abriu a boca – portanto, o menino herda tudo! – ela fez uma carranca e caminhou até mim tirando as luvas.

– Como você pode deixar isso acontecer – disse com raiva, eu me afastei um pouco olhando-a pasma.

– EU? – ela continuou com a mesma expressão – Peraí, como a culpa de tudo isso pode ter sido minha? – ela torceu o nariz.

– Homens satisfeitos não transam com garçonetes! – “massagista” eu pensei antes de piscar e absorver o que ela tinha dito – Vou ligar pra Eve – eu ainda permanecia imóvel enquanto ela falava pelas minhas costas – esse menino não herdará nenhum centavo do meu filho – olhei pra ela ainda absorvendo sua crueldade – sem uma boa prova de DNA – disse e entrou em sua casa.

– Vadia desprezável – disse entredentes e parti para a casa onde me hospedava agora.

Ao chegar em casa já era escuro, uma confusão de uma voz neurótica podia se ouvir de longe.

– Para menino, deixe isso ai..... Cara isso custou $500 dólares, para! – ao abrir a porta me deparei com Emmett correndo atrás do menino, o filho do desgraçado falecido Mike.

– O que está acontecendo aqui? – a vadia loira perguntou pra Emmett quando a criança foi até o hack de CDs e começou a jogá-los no chão.

– Ele não para porr...

– Shii, acalma-se que ele se acalma junto – e nisso olhou para minha direção.

– O QUÊ? – Emmy praticamente gritou.

– Oi – ela disse pra mim, então Emmett me olhou assustado – não entregou meu recado.

– Vocês se conhecem? – o grandão quase engasgou.

– O que ela está fazendo aqui? – ela me olhou como se eu fosse lunática.

– Hey Bells, ela é...

– Eu sei quem é ela, eu estou perguntando o que ela está fazendo aqui? – e o menino continuava devastando a sala.

– Estou fervendo água? Qual o problema querida? – ergueu a sobrancelha.

– Repetindo, vocês se conhecem? – eu apenas abaixei o olhar desconfortável com a situação.

– O que esta... Esta mulher está fazendo aqui? – falei entredentes respirando fundo para não falar besteira na frente da criança.

– Repetindo, água fer...

– Para! PARA COM ISSO AGORA! Só... Para criança! – gritei pra pequena peste que derrubava ainda os cd’s da estante.

– Prontinho, aqui est...

– Shii.. – Emmy correu até Jake no intuito de fazê-lo se calar.

O silencio desconfortável reinou no cômodo, os dois me olhavam como se o quisessem fugir dali e envergonhados. Provavelmente uma vergonha pelo amigo filho da mãe que eu chamava de falecido noivo.

– Relaxem, isso é apenas uma conversa! – tentei soar firme, mas rolava os olhos pelo ambiente não me fixando em lugar algum.

Rosalie olhava como se tentasse descobrir o que acontecia ali e como num estalo, caiu seus olhos para o chão assentindo.

– Você não é a diarista – e continuou avaliando a situação. Empinei o nariz apenas.

– Diarista? O que... – Emmy riu, mas parou quando Jake lhe deu um tapa no ombro, ele apenas deu uma tossida e olhou pros lados.

Caminhei ameaçadoramente em sua direção, ela apenas empinou o nariz como se me enfrentasse.

– O que quer aqui? – saiu um sussurro, mas firme o suficiente para mostrar que não me submetia ao seu olhar de superioridade. Ela corou levemente e olhou pra baixo puxando o ar.

– Eu já disse... – pausou um pouco olhando pros lados, diria até que estava meio sem graça – fazendo chá...

– Porque, você sabe né – sorri cínica – a grana é dele – apontei com a cabeça pra peste que ainda derrubava sorrateiramente os cds – um testezinho de DNA e pronto, tudo se resolve – falei com amargura.

– Grana? Grana de quem? Do que está falando? – falava como se não estivesse entendendo, sorri como se dissesse “comigo não meu chapa”, ela apenas enrugou mais a testa e virou para os meninos – que P-O-R-R-A essa mulher está falando?

– Olha, quer saber? Eu vou dar uma volta, falem com ela – joguei as mãos pra cima me rendendo.

Digital Daggers — Head Over Heels

POV Edward

Cheguei em casa e logo vi Rosalie preparada para sair, Emmett me deu um olhar como se me dissesse “Hey man, ela sabe de tudo”, assenti.

– Hey Rose – sussurrei meio incerto, ela me olhou triste.

– Hey.

– Vamos lá for um segundo? – ela apenas concordou e virou para o pequeno Erik – fique com o tio Emmett um pouco amor, mamãe já volta! – o moleque mal a olhou e mostrou a língua. Revirei os olhos com a péssima educação do garoto.

Conversamos um pouco sobre sua morte e falei que continuaria a ajudando com o dinheiro de Mike.

– Não preciso de caridade – fez uma careta me devolvendo o cheque.

– Pense nisso como um empréstimo – sorri empurrando a folha para ela novamente, ela só trouxe novamente para si para rasgar o papel, pegou sua bolsa do chão limpando a calça.

– Eu nem sabia que ela era rico, ok? – mexeu no cabelo loiro tingido, um gesto nervoso – Só vim aqui porque ele queria sustentar o filho, não pegar seu dinheiro, e como eu te disse, não fazia ideia que ele estava noivo, ele nunca me disse! – assenti, já sabendo disso. O taxi chegou, ela pegou Erik, se despediu e foi embora.

– Faz sentido agora – ela disse antes de entrar no carro.

– O que?

– Ela é tipo... Perfeita – dizia não com reprovação, apenas comprovava fatos – quando o conheci, ele parecia um garoto de férias, despreocupado, infantil, com ar de liberdade nos olhos – dei um meio sorriso. Independente de qualquer coisa, Bella não merecia o que Mike tinha feito, se não gostava de seu jeito, tivesse terminado e não a enganado – bom, tchau – disse entrando no carro, fechei sua porta e me virei entrando na casa.

POV Narrador

Mal sabiam os dois, que sua conversa tinha uma espectadora mergulhada no mar de tristeza. Bella, enquanto chorava e tomava sua caneca de chá, começava a pensar em suas atitudes.

Queria ser a perfeita? Para ela mais parecia uma megera!

Rosalie não era tão ruim... Era mais uma vítima de Mike.

Depois de algumas horas se remoendo nesses pensamentos, enxugou suas lágrimas, como tinha feito com a caneca, pegou o resto de sua dignidade, seu cobertor e entrou na casa. Pensou que todos dormiam, mas Edward esperava sua chegada enquanto fingia dormir.

O dia seguinte começou com Emmett implorando por seu emprego de volta, fazendo promessas e mais promessas de comprometimento e criatividade para com suas frases em caixas de chás, e um convite seu para que Rosalie fosse jantar em sua casa naquele dia, ao mesmo tempo Isabella ligava para sua advogada, marcando um horário no fim do dia para conversarem sobre toda a burocracia para fazer com que Erik fizesse o DNA.

POV Bella

Sai mais cedo do serviço já que tinha que conversar com minha advogada, para pegar todo o informativo sobre o teste de DNA e segui para casa esperando que Edward estivesse lá para que pudesse entregar para a mãe do filho de Mike. Mas, antes que eu sorrisse com esse meu plano de incomoda-lo, uma criança parecida com meu falecido noivo brincava no quintal dos fundos.

– Que merda! – grunhi. Tudo bem que tinha entendido que a loira não era do mau, mas agora vai começar a vir todos os dias em minha casa? “Burra” eu pensei, a casa nem era minha. Respirei e entrei pra dentro do quintal dos fundos.

As vozes eram escutadas de fora, e por incrível que pareça escutava apenas a voz da loira e às vezes de Emmett, já que ele falava alto, mas ela, com toda certeza, era uma verdadeira tagarela.

– Adoro essas frases dos chás! – a massagista fala com entusiasmo.

– Sério? – Emmett responde no mesmo tom – eu que faço... Ok, na verdade apenas as acho e coloco na caixa e... Hey, você chegou ce-cedo – Emmett disse sem graça.

– Oi – Edward me deu um sorriso bonito, estava tão em choque que nem consegui retribuir.

– Então... Naquela outra noite... – e depois disso eu não escutei nada, a loira falava algo sobre auras sem cor, rosto sem rubor, móveis fora de lugar, medicina chinesa, chi constipado, feng-shui e comida desintoxicante. Enquanto ela tagarelava, analisava a bagunça de folhas, grãos, raízes pela cozinha, e como imaginava, era tudo ideia dela, pois após me servir uma castanhas de não-sei-oque, que Edward me encorajou a comer, tagarelou mais um pouco e no meio da frase falou mais alto – Decidi fazer um jantar superpurificante para todos – ela falava e eu apenas pensava, “ELA É LOUCA, SEM NOSSÃO!”, mas o que me fez quase soltar um “COMO É QUE É, É CLARO QUE ESTOU! EU NÃO PRECISO DE CONVITE AQUI VADIA!” – e adoraria que você se juntasse com a gente! – Edward me olhou segurando a risada, pois ele sabia o que eu pensava, soltei o ar, vendo no rosto dela que não fez por mau.

– Eu adoraria – saiu um tom cansado – não perderia por nada – forcei um sorriso. Ela sorriu batendo palmas.

...

Howls — Hammock

Enquanto eles terminavam tudo lá dentro, Edward e eu arrumávamos a mesa no quintal, acendendo velas e colocando as proteções. Eles estavam terminando de acender as velas da mesa com seu isqueiro quando nossos olhos se prenderam um no outro e naturalmente meu sorriso ficou radiante imitando o dele. Meus pelos se arrepiaram e seu olhar tinha uma pitada de desejo, provavelmente o meu dizia o mesmo. Fomos tirados de nossa bolha com o resto do pessoal descendo as escadas da cozinha, vindo para a varanda.

– Oh my God! É um jantar chique – Emmett falou com surpresa. Edward piscou pra mim mostrando a ponta da língua, eu ri baixinho.

– Parece um conto de fadas, está lindo! – Rosalie disse sorrindo.

– Você preparou tudo isso lá dentro? – me surpreendi, pois a cozinha era pequena e tinha muita variedade de alimento, eram estranhos e sem muito atrativo, mas era bastante coisa.

– Aham! – disse com orgulho voltando a cozinha, enquanto isso Jake se juntava a nós.

– God – disse baixo a próxima frase – ela está nos dando mato pra comer.

– Cale-se – Emmett a defendeu.

– Olhe isso! – levantou a vasilha com as folhas de vários tipos de salada.

– Criança ouve tudo idiota – Emmett apontou pra Erik, todos nós rimos.

– Rabanete desintoxica o sangue! – ela disse voltando da cozinha com um lanche infantil de um fastfood conhecido – aqui está amor, seu Mc Lanche Feliz – a criança sorriu. E logo ela começou a explicar as outras ações das comidas restantes. E de repente parou, uniu as mãos como se estivesse rezando, inspirou e expirou algumas vezes audivelmente, Edward riu me olhando e a imitou, eu sacudi a cabeça segurando a risada – Namastê!

– Namastê – todos repetimos fora de sincronia. Não pude repetir. Em minha mente, ela realmente, REALMENTE, era louca. Mas esse pensamento me fez refletir outros.

Mike gostava desse jeito solto e sem preocupação da loira, e ela realmente não se importava com o pensamento dos outros, andava com roupas mais descoladas, era divertida e fazia todos rirem. Era isso que faltava em mim? Sim, era isso. Eu não queria ser a dona certinha e perfeita, eu não era e eu quis gritar isso para o mundo! EU NÃO SOU PERFEITA!

– Eu costumava roubar livros de bibliotecas – todos pararam de se servirem com desgosto da comida estranha e olharam para mim – De propósito, eu roubava de todas as bibliotecas, de todas as cidades que morei. Era incontrolável! – Rosalie me olhou como se dissesse, “Ok, isso é estranho, mas tudo bem, a vida é sua cara, faça o que te faz feliz!” – Mike nunca soube disso – Emmett e Jake concordaram com a cabeça, meio sem entender meu desabafo, mas Edward sorriu entendendo logo que terminei – Eu também enfio o punho inteiro em minha boca, vocês não vão querer ver isso, é meio pornô! – o sorriso sacana de Edward fez o meu surgir – Eu também nunca disse isso pra ele, em 6 anos – os dois concordaram novamente perdidos – Também... Adoro desastres naturais! Torço para morrerem muitos! Fico desapontada quando morrem poucos! – Rosalie dessa vez me olhou horrorizada junto com seu filho – E também... Eu transei com uma garota antes, há! – Emmett cresceu os olhos, chocado com a notícia enquanto a loira tampava o ouvido do filho, Edward apenas sorria lindamente – E sabe do que mais! Mike nunca soube o que eu acho, mas os pescadores que devolvem o peixe pra água são uns covardes cruéis! Eu acho que submeter o peixe à agonia – Emmett concordava apontando pra Jake – por mera diversão é simplesmente cruel! – Edward sorriu mais se ajeitando confortavelmente na cadeira como se mostrasse que gostava do que escutava – Se você vai torturar um ser vivo e fazer com que ele encare o Criador e seu lugar ínfimo no universo tenha a decência de comê-lo – ergui meus braços dando ênfase.

O olhar de todos, menos Edward, iam de surpresos a perdidos.

– Está excelente Rosalie! – ela concordou ainda meio chocada – Eu me sinto melhor – fiz movimento com os dedos como se indicasse cor as bochechas enquanto mastigava um pedaço de rabanete.

– Obrigada – sorriu um pouco forçada, eu apenas ri, eu estava liberta. Peguei minha taça de vinho branco, coincidentemente junto com Edward, tomando junto com ele, tendo nosso olhar preso no outro durante o ato. Eu o queria tanto agora!

– Então – Emmett me chamou a atenção, me fazendo cortar o contato – você fez o papel de mulher ou... do cara? – foi o estopim para todos entrarmos na gargalhada.

...

No final da noite todos combinamos de pescar no dia seguinte, que era sábado, já que quando Erik disse que seu pai era um super-herói, me fazendo engasgar, Emmett terminou dizendo que ele também sabia pescar.

Plumb — Cut

Deitada na cama, eu não conseguia pegar no sono, estava inquieta com tudo que tinha sido dito, mas não era isso que me deixava mais insone, era um fogo que estava me consumindo por dentro, um fogo que tinha dono, Edward. Rolei algumas vezes me contendo. Poxa! Ele dormia na sala, qualquer um poderia passar e ver! Olhei o relógio na parede, marcava 2:30 da manhã, todos estão dormindo, escutava o ronco de Emmett nitidamente junto com o de Jake. Com esse pensamento, meu corpo agiu sozinho empurrando a fina coberta, e sem se importar de eu estar apenas com uma calcinha e uma camisa de botões que cobria só até abaixo de minha bunda, abri a porta do quarto delicadamente, analisando o corpo lindo de Edward jogado no sofá cama arrumado, apenas com uma bermuda solta, sem demora, andei na ponta do pé até ele, puxei sua coberta deitando no espaço vazio, seu corpo se virou na hora para mim. Sem pensar muito, segurei seu rosto acariciando sua bochecha, seus olhos traziam um misto de surpresa e desejo. Sim, ele também estava me desejando calado. Antes que eu terminasse esse pensamento, ele segurou minha nuca me trazendo pra ele, ao mesmo tempo em que seu corpo pairou em cima do meu. Nossas bocas se encostaram e como faísca em gasolina, nossos corpos se acenderam como uma explosão. Sua língua pediu permissão para entrar logo quando a minha quis fazer a mesma coisa, e começou o duelo por espaço. Suas mãos viajaram por meu corpo enquanto as minhas agarravam seus cabelos e arranhava suas costas nuas. Nossos gemidos eram contidos por nossas bocas enquanto nossos corpos se abraçavam desejosos. Suas mãos seguiram para os botões da camisa e com um olhar pedindo permissão e um sorriso meu, ele começou a abri-los, primeiro só o suficiente para que meu colo aparecesse, ele acariciou ali com o nariz, que seguiu um caminho até meu ouvido dizendo:

– Você é linda! – sussurrou mordendo meu lóbulo, eu soltei um gemido baixo e puxei sua boca novamente para minha, enlaçando minhas pernas em sua cintura, enquanto ele desabotoava o resto dos botões.

Ele adorou com toques cada pedaço de pele que se mostrava, deixava beijos e cheirava como se estivesse saboreando, quando não aguentávamos mais a espera, meus pés empurram pra baixo o cós de sua bermuda como um pedido, que ele entendeu se ajoelhando e retirando minha única peça íntima, segurou com prazer perto do rosto, e ainda a segurando, abaixou um pouco sua bermuda, pegou uma camisinha em sua carteira que estava na sua carteira no chão, ao lado do sofá, colocou e voltou a deitar em cima de meu corpo, segurando seu peso nos cotovelos. Enlacei novamente sua cintura e em um movimento nos uniu.

Eu nunca tinha sentido tamanho prazer, carinho e devoção num ato como esse, meu corpo respondia ao dele como se tivéssemos o encaixe perfeito, nosso prazer era junto, era como se soubéssemos onde tocar, onde não tocar, como nos mover, era instintivo, meu corpo agia sozinho e ele gemia em deleite. Ele me beijava e tocava como se eu fosse seu objeto mais amado, mais venerado. Travei a boca na sua quando senti meu máximo de prazer chegando, e o dele me acompanharia, e gemendo um na boca do outro, nos abraçando como se estivéssemos caindo de um precipício, tivemos nosso ápice.

Ele me olhava como se enxergasse o sol pela primeira vez, e eu o olhava como o meu salvador. Ele me salvou de mim mesma, de meu sofrimento inútil e afogamento na amargura. Ficamos nos olhando como se fossemos entender o que tinha acabado de acontecer, mas antes que tivéssemos tempo para concluir qualquer coisa, um Emmett sonambulo cruza a sala em direção à cozinha. A vergonha me bateu e ele ficou meio chocado, como se caísse a ficha agora aonde fizemos o que fizemos. Empurrei minimamente seu corpo, que entendeu e meio que se jogou para o lado, rapidamente, mais ainda com cautela, segurei a camisa fechada em meu peito, caminhei até meu quarto, abri a porta e entrei fechando atrás de mim. Meu Deus, eu sou louca!

Notas finais
Obaaa, finalmente esquentou de verdade entre eles *-* Então, é isso aí meus amores, espero que tenham gostado do cap e a partir dele já estamos mais da metade da fic. Até o próximo cap! Beijos !
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.