Not Just A Girl.

3 Capítulo 3 - Hi Mother.


Notas iniciais
Homenagem ao mid-season parte dois ahahahaha. Espero que gostem!!

A porta se abriu e Davina sorriu ao ver Freya.

– Finalmente! – Freya adiantou-se e deu um abraço de arrancar o ar em Davina. Davina retribuiu a força, feliz de verdade por ver Freya. – Gostou da surpresa de Marcel e Josh? –

– Adorei! – Ela respondeu, logo achando ter soado um pouco insensível. – Mas seria ótimo ser buscada por você também! –

– Ah para! – Freya riu e Davina abriu um largo sorriso. – Eu sei que daqui o que você estava mais ansiosa para ver era aqueles dois, mas também sei que você me ama como a própria vida. –

Ainda rindo, as duas começaram a pegar as malas e levarem para dentro.

– Pode deixar que eu subo com isso. De uma volta na casa para se acostumar novamente, e quando se sentir com a calma e o amor de um monge, vá ao escritório ver sua mãe. – Freya comentou enquanto tirava as malas da mão de Davina.

– Essa calma viria junto com uma bebida de monge ou coisa assim? Porque seria ótimo entrar lá, fingir que ainda tem algum elo materno por menor que seja e depois não se lembrar de nada... –

– Caramba Davina! Suas respostas ficam cada vez mais sabias e sem noção ao mesmo tempo. – Freya riu e Davina levantou as mãos em rendição. – Volto já. –

Davina acompanhou Freya subindo as escadas e então decidiu olhar a casa; Era uma casa de três andares, a 20 minutos do French Quarter, de frente para praia. A rua onde a casa se colocava era extensa por toda orla da praia, sendo assim uma rua enorme. Josh morava na altura do 10º posto, três quarteirões de onde era a de Davina, e a de Marcel era bem no final da rua. A casa era trabalhada toda na madeira, chão, escadas, estrutura das paredes, tudo. Suas janelas iam do teto ao chão, lotando a casa de luz e a empesteando com a vista da praia. No primeiro andar, havia uma enorme sala, em um canto a cozinha e no outro o escritório. No segundo andar, o quarto de sua mãe, um quarto de hóspedes e o antigo atelier de Davina. No ultimo andar, sendo quase como uma casa na árvore em cima da casa, era o quarto de Davina.

Parada no hall de entrada, embaixo de um enorme lustre cristalizado, Davina respirou todas as memórias que a casa continha. Virou-se para esquerda e decidiu acelerar o pesadelo de dar oi para mãe. Ao entrar no escritório, a viu escondida atrás de um jornal, concentrada em alguma reportagem que parecia um mistério a ser desvendado. Sem saber como começar um diálogo que Davina esperava não ter, apenas pigarreou para ver se Morghanna notava sua presença ali.

– Davina – Ela abaixou o jornal, encarando a menina num misto de surpresa e desespero.

– Oi. – Ambas estavam muito desconfortáveis. Davina não queria sair da porta do escritório, pois o que mais pensava era em sair dali e Morghanna nem ousava a abraça-la, pois sabia que na melhor das hipóteses seria lançada para a parede.

– Está tão crescida... Minha menininha... – Morghanna falou devagar, medindo suas palavras.

Davina não pensava muito no assunto, mas sua mãe era bonita. Tinha os cabelos de cor acaju, mesclado em naturais mechas de vermelho vivo. Seus olhos eram verdes, e às vezes dependendo da luz ficavam da cor dos de Davina. Sua juba vermelha era impecável, lisa, comprida e sedosa, sem um resquício de fios brancos. Sua pele era impecável, mesmo não sendo tão nova. Seus lábios eram grandes e desenhados, e seu nariz era empinado e sardento. Seria uma mãe linda se Davina não visse o monstro de olhos vermelhos, cabelos bagunçados e resquícios de sangue evidentes na pele toda vez que a olha. Pra quem não sabe de tudo que a mãe dela já fez além do quase assassinato e a vê assim acha que Davina é a vilã.

– É... – Davina não sabia bem o que dizer, na verdade, não queria dizer nada.

– Você quer tomar um chá? – Morghanna sorriu e saiu de trás da bancada. Era baixinha e bem magra.

– Claro. Aí podemos retomar todos os anos perdidos e nos tornarmos grandes amigas. –

– Ah filha, que... –

– Morghanna, é brincadeira. – Davina interrompeu-a friamente, apagando o breve brilho que seu olhar teve.

– Você não precisa ser assim Davina. Por favor, me chame de mãe, por favor... –

– É... Não. – Davina sentia a raiva subir, atiçar seus sentidos e pesar em sua respiração.

– Você não tinha problemas em me chamar de mãe quando era pequena... – Morghanna retrucou, com um pouco de irritação na voz.

– Você não tinha problemas em tentar me matar quando eu era pequena. Vá em frente Morghanna, mostra o que tem. – Davina estava pronta para qualquer coisa, e mesmo se sentindo fraca por dentro, podia continuar ali rebatendo por toda a vida.

– Davina você mais que ninguém sabe que aquilo foi um erro. Você sabe o quanto estou arrependida e que melhorei! – Morghanna tentou, mas realmente estava ficando irritada, e isso era perceptível. Mas Davina não ia parar.

– Está, lógico. Era o mínimo que podia fazer depois de tudo que fez comigo e meu pai. Deixa só eu te lembrar duma coisa: Isso não muda as lembranças que a gente tem. – Os olhos de Morghanna vagavam na tristeza e no remorso, enquanto os de Davina se mantinham numa tempestade marinha fria e devastadora.

– Você não era assim. Eu não te criei assim. – Morghanna abaixou a cabeça.

– Você não me criou mãe. Mas você me ajudou sim. Me mostrou tudo que eu devo fazer se quiser ter uma vida infeliz e uma filha que me odeia. –

– Como pode dizer isso de sua própria mãe? – Morghanna indignou-se.

– Pois é Morg. A gente não escolhe a família. – Davina sorriu e virou-se. – Bom te ver de novo. – Ela concluiu ironicamente, e rumou ao seu quarto sem virar-se para ver a expressão de Morghanna, que não era nada bonita.

Ao chegar ao pé da escada, viu que Freya ouvia a tudo.

– Você não toma jeito mesmo, não é Davina? – Ela falou quando Davina se aproximou, abrindo um sorriso de lado.

– Amém a isso minha irmã. – Davina respondeu e as duas riram.

– Quer dizer que vai ser assim pelo resto do verão? –

– Já que eu tenho mesmo que fazer isso, pelo menos deixa eu me divertir um pouco! Qual a graça de simplesmente chegar, contar para ela minha vida e ignorar o resto do verão? –

– Você sempre fez isso. – Davina começou a subir a escada e Freya virou-se para ela.

– Não mais Freya. – Ela piscou e continuou subindo.

Freya a seguiu com os olhos balançando a cabeça. Ah essa menina... Pensou Freya, vai dar um trabalho...

Ela riu de seus próprios pensamentos e foi para a cozinha.

Notas finais
Ja avisando, essa Freya NÃO é a Mikaelson morta. Sei lá né, vai que... ahahah vejo vocês na próxima!