Not About Angels

2 Cap. 1: Change Your Life


Notas iniciais
Oie, meus walkers favoritos!!! Eu voltei. Mil perdões pela demora e pela futura demora também, porque seá bem difícil eu atualizar as minhas fanfics rápido. Quem inventou vestibular? T.T Posso chorar? Enfim, vim com um capítulo bem curtinho para dizer que estou viva e vou responder aos seus comentários fófis assim que puder. Vocês são demais! Boa leitura.

Change, change your life, take it all

We gonna stick together know we'll get through it all

Change, change your life, take it all

You're gonna use it to become what you've always known

Change Your Life — Little Mix

Um dia fatídico que se mostrou um tanto interessante

Eu não sei há quanto tempo estamos andando. Andando sem qualquer rumo, exatamente como eles: os mortos. Sinto muito, mas estou perdendo as esperanças de encontrar nosso antigo grupo; é difícil ser testada quando, na realidade, eu sempre tive o simples dever de cuidar de Judith, enquanto todos se arriscavam por aí. Espero que ela esteja bem. Não. Ela está bem, tem que estar.

Toda hora em que penso nos acontecimentos da prisão, sinto meu coração falhar por alguns instantes. Quase pedi a Daryl para que voltássemos para lá. Eu gostaria de dar um enterro digno a papai e confirmar que ninguém havia ficado para trás. Só que Daryl é realista. Antes, no começo de nossa jornada, eu o via como um cara mentalmente ocioso... Não, talvez essa não seja a definição.

Acabei de encará-lo de soslaio por minhas palavras mal escritas, como se eu estivesse fazendo algo errado e me sentisse levemente culpada por colocá-lo aqui, nesse diário, sem nem conhecê-lo direito. Ah, não. Ele está me fitando; sinto o peso de seu olhar e meu coração está se acelerando por conta da vergonha. Será que ele sabe o que estou escrevendo?

Não seja boba, Beth Greene. É claro que não. O problema era a impressão de que ele conseguia desvendar o que eu pensava e escrevia com um simples olhar... Eu confesso que me sentia um pouco intimidada ao seu redor, porém, ele se mostrou um homem... Carinhoso? Droga. Por que é tão difícil definir Daryl Dixon?

Daryl parece o típico cara de filmes dos anos 90, o qual fazia o tipo de bad boy imprudente da escola, mas era o que mais tinha um coração e também o homem destinado para a mocinha, uma santa, cujas horas a fio eram destinadas a ler romances e, no final, viver um próprio.

Eu nunca vou viver um romance. Sei disso e já estou conformada. Em um mundo como o nosso, é meio complicado ceder ao amor, sendo que tudo — absolutamente tudo — pode ser destruído em um mero instante. Você pode perder seu chão por causa de um arranhão, portanto, por que se dar ao trabalho de encontrar alguém com quem passar o resto da vida? O resto da nossa vida pode ser apenas mais algumas horas respirando...

Uau, você deve estar pensando quem eu sou e o que fiz com Beth Greene. Aonde está aquela menina sonhadora e totalmente imersa em um conto de fadas fantasioso, tentando viver uma vida que nunca existiu; fingindo que tudo era normal, inclusive ter dois namorados, os quais tiveram o inevitável destino de morrer nas mãos dos mortos? Acho que ela se tornou mais forte... Ou talvez mais iludida.

Sim, iludida é uma boa maneira de me descrever agora. Iludida por achar que o meu coração vai me obedecer e eu não cairei de amores por alguém que mostre ter um bom coração.

Não. Eu não conseguiria lidar com outra decepção, outra morte. Preciso deixar as criancices de lado. Já não basta descumprir minha promessa de que nunca mais choraria. Eu chorei. Quando manter promessas tornou-se tão difícil?

Você já deve estar cansado de tantos ''sim" e "não" seguidos, os quais mostram meu estado mental, neste momento. Acho que, a partir de algum ponto, nossas cabeças deixam de funcionar perfeitamente, como se as engrenagens precisassem de reparos e tudo não fizesse mais sentido. Gostaria que as coisas voltassem a ser como eram: ao menos algumas coisas, já que não me arrependo nem um pouco de ter conhecido o grupo de Rick, ter cuidado de Judith ou ter visto minha irmã se apaixonar.

Maggie sempre foi forte. Acredito com todas as minhas forças que ela está bem, provavelmente acompanhada por Glenn e outras pessoas. Lá vou eu pensando, mais uma vez, na possibilidade de todos estarem a salvo, vagando por aí, como Daryl e eu... Parece inevitável: uma pontinha daquela antiga Beth Greene, otimista e sonhadora, sempre dá um jeito de surgir em meus pensamentos.

Daryl parou de ler por um instante, esforçando-se para seus olhos não voltarem a devorar todas aquelas palavras. Queria preservar aquele diário, não queria que acabasse tão cedo. Por alguma razão, Beth conseguia estar presente por meio dos pensamentos cristalizados no papel, como se ela estivesse ali, ao seu lado, lendo o livreto em voz alta. E era um desejo supremo do homem: ter a companhia da jovem, nem que fosse apenas para apreciar o silêncio.

O caipira já achava estar louco. Quando que Daryl Dixon havia se tornado tão mole? Provavelmente, assim que se aproximou da loira. Foi avassalador. Um peso em seu tórax que impedia seus pulmões de alcançar o ar puro e, logo, estava ali: aquele sentimento temido pelos sãos. Odiava admitir que havia se apaixonado, afinal, nunca tinha sentido algo tão forte, opressor e belo ao mesmo tempo. Estava confuso. Confusão levava as pessoas a fazerem idiotices e a maior delas, talvez, foi ter pensado demais. Pensou tanto que perdeu um precioso tempo.

Toda hora em que passava os dedos calejados pela capa de couro, lembrava de Beth. Na verdade, conseguia vê-la em todo lugar. Na noite estrelada, nos raios solares e sobretudo no grupo. Sempre que olhava para os remanescentes, a imagem de uma cabeleira loira aparecia, enganando seu cérebro. Às vezes, ela sorria. Sorria como se nada de errado tivesse acontecido e andava por entre as pessoas com seu ar esperançoso e cheio de luz. Em outras, porém, mostrava olhos melancólicos, algo do qual Daryl não havia descoberto o porquê. Tristeza não combinava com Beth Greene.

Ao longe, pôde ver Rick fazendo a guarda e este, mais uma vez, respeitava o momento de Dixon. O xerife mal olhava para o amigo, pois sabia muito bem como era perder alguém importante. Doía. Doía mais do que tudo, mas depois sobravam apenas lembranças que, aos poucos, preenchiam a carcaça oca deixada para trás. Rick se culpava pelo o que aconteceu à menina Greene. Desde que Hershel confiou a vida da família ao líder, ele se sentia responsável por todos.

Enquanto escrevia, Daryl saiu por alguns instantes para verificar as armadilhas deixadas pela floresta. Talvez tenha sido uma desculpa pelo momento estranho pelo qual passamos. Normalmente, sinto-me estranha ao seu lado, porém, acho que isso se deve a fato dele conseguir ler as pessoas com um simples olhar, como já havia dito. Será que ele sabia que eu escrevia sobre ele? Que vergonha, Beth Greene.

Daryl não sabia. Conseguia se lembrar brevemente daquele dia, pois havia sido a primeira vez em que uma sensação estranha subiu à sua cabeça: uma preocupação diferente de tudo o que já havia sentido. O motivo era óbvio, é claro. Beth. Ela estava calada por horas, sem reclamar uma vez sequer sobre o caipira estar desesperançado, desde que tinham encontrado roupas e sapatos de criança ensanguentados pela estrada. O homem conseguia ver Greene se despedaçar à sua frente, aos poucos e gradativamente. Era triste e, bom, preocupante...

Tive que parar de escrever por um tempo, mas tenho novidades interessantes, eu acho. Daryl conseguiu pegar uma cobra. Se perguntassem à antiga Beth Greene se ela comeria uma cobra alguma vez na vida, a resposta seria um não bem explícito, contudo, a fome e a necessidade de garantir energia falaram mais alto. Sim, eu comi uma cobra e espero nunca mais ter que comer algo tão... Nem tenho palavras para descrever.

Já está anoitecendo e sei o que Daryl falará. Ele dirá para mim que eu devo dormir primeiro e, depois, nós trocaremos a vigia, mas eu sei que ele não o fará. Estou decidida que hoje não dormirei, pois Dixon nunca me acorda e, portanto, ele nunca descansa. Sinto-me folgada e não quero mais ser vista como uma menininha que não aguenta algumas horas sem seu sono de beleza. O mundo acabou e todos deveríamos contribuir na sobrevivência daqueles com os quais nos importamos. Quero só ver ele tentar me impedir de assumir o turno da noite... Eu, Beth Greene, quero mudar não só eu, como minha vida inteira daqui para frente. Mudar para que nós dois consigamos sobreviver.

Notas finais
O que acharam??? Nossa, essa fanfic ainda vai me deixar depressiva. Hahahaha Espero que tenham gostado e, se puderem, deixem um comentário. Vou adorar lê-lo. Eu sei, eu sei... "Você nem se deu ao trabalho de responder. Por que quer que eu deixe outro?" Gente, minha vida está uma correria daquelas e os vestibulares querem me matar, na certa. Vou me esforçar para responder logo. É que eu não quero simplesmente jogar uma resposta quando vocês me deixam palavras tão lindas e inspiradoras. Quero deixar uma resposta com, ao menos, o dobro de palavras, sabe? Desculpa, desculpa e desculpa!!! Amo vocês! Nunca duvidem disso. Xxxxxxxx