Nosso Nome Na Lista.

53 Capítulo 53 - Na Cafeteria.


Notas iniciais
OLÁ! Eu sei, hoje é quinta, mas não consegui postar nada quarta-feira então postei quando deu -.-' Sinto muito, mas é que meu semestre está muito pior .-.' AGRADEÇO AOS REVIEWS DE: > Sheila Rayane > Malu Schreave Salvatore > Lanny Puckett > Ingrid Herondale > Miss Herondale > Matry-chan > Júlia Carstairs > Slipcom > Born to Die > Cleozinha > Palominha > Karry > Mia Maddox Armstrong > Sofia Anjos > Virgula OBRIGADA SUAS FOFAS *---*

Capítulo 53 – Na Cafeteria.

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Hospitais não são, nem um pouco, animadores.

Nem mesmo a clínica mais cara de oncologia da cidade.

As paredes eram brancas, cheia de pôsteres motivacionais, que pareciam apenas ressaltar a gravidade da situação e sua iminência de morte, e ainda tinha o médico, que não estava na sala quando a secretária nos mandou entrar e esperar por ele, logo depois de termos entregado os exames de mamãe.

– Vai ficar tudo bem – Micha disse.

Só não deixou claro se foi para mim, para minha mãe ou para si mesmo.

Instantes depois, o médico entrou na sala com um sorriso tão acolhedor que não parecia estar à par da situação. “É muito simples doutor: minha mãe vai morrer” tive que morder a língua para não deixar este pensamento sair. Parecia uma afronta um cara entrar sorrindo daquele jeito.

– Desculpem a demora – ele pediu, colocando uma papelada (os exames de minha mãe) sobre a mesa e se sentando no seu lugar. – Eu estava discutindo o caso da Sra. Freeday com outros médicos.

Sra. Freeday... Era estranho que ela continuasse usando esse sobrenome, ainda mais quando já estava para se divorciar de Walter. Os papéis chegaram ontem à tarde. Na hora, eu até pensei que ele fosse um monstro sem coração. Pedir divórcio quando minha mãe estava morrendo? Sério isso?

Mas ele nem devia saber da atual situação de Victoria. Sei que Ellen não sabia.

– Bem... Devo admitir que seu caso não é nada simples, senhora – o médico disse, com os braços cruzados sobre a mesa e olhar compenetrado. – Você está com um tumor num estágio avançado e a cabeça é um lugar muito delicado para uma cirurgia... Mas se curar não é totalmente impossível.

Senti a mão dela procurar a minha.

Hesitei, por uma fração de segundo. Dividida entre lhe dar apoio e ter desconfiança. Isso de algum modo só ressaltou a pessoa horrível que eu era. Lembrei-me que, não importava se era verdade ou não, ninguém merecia passar por aquilo. Muito menos a minha mão.

– Então... Ela tem chances de se curar – Micha observou, sorrindo para mim.

Não sorri de volta. Óbvio que poder, pode tudo. Milagres acontecem todos os dias pelo mundo todo... A questão era: quais as chances estatísticas? Quantas pessoas, no mesmo estado que ela, sobreviveram? Por que ela seria uma exceção?

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A cada dia que se passava, eu não sabia como me sentir.

Eu não sabia se deveria me sentir um pouco mais esperançosa, porque, afinal, minha mãe havia começado o seu tratamento ainda na mesma semana, ou se eu simplesmente deveria aceitar a verdade agora, do que mais tarde. Ela ia morrer e submetê-la a esses tratamentos seria perda de tempo e não aceitar a derrota.

De qualquer forma, meu pai ficou incomodado com o meu estado. E não só ele. Quentin, aparentemente, estava sofrendo quando me via assim e não sabia o que fazer. Não sabia como me animar sem ser por meio de seus beijos e suas palavras bonitas que me passavam força... Até mesmo Paloma e Olivia começaram a perceber meu abatimento.

Sinceramente, eu nem queria encontrá-las hoje, mas meu pai meio que me obrigou a sair nessa sexta-feira.

– Chega. Você não tem amigos? Você não precisa passar a tarde toda aqui... Eu já disse que eu cuido da sua mãe durante a tarde – ele pediu, só faltando me atirar com o casaco porta a fora do nosso quarto.

Sinceramente, eu relutei, mas não adiantava discutir com o meu pai quando ele colocava algo na cabeça. Será que havia um sinal mais claro de: “honre sua palavra e vá encontrar suas amigas”? Além disso, ele dissera que meu baixo astral fazia mal à mamãe. Sendo assim, deixei-os em paz e fui para a cafeteria em que eu devia encontrar minhas amigas dentro de meia hora.

Fui andando até lá porque: 1) eu não estava com vontade nenhuma de ir dirigindo, 2) esperava piamente que alguma coisa iria me impedir de comparecer àquele encontro para falarmos de minha vida sexual, 3) porque eu queria demorar o máximo de tempo possível.

Se bem que, pensando bem, poderia ter sido pior. Poderíamos ter marcado de nos encontrarmos na casa de uma delas e isso seria desagradável para todas. Ainda mais porque Paloma tinha uma irmã xereta e sua mãe só fazia comida gordurosa que me deixava nauseada, enquanto os pais de Olivia... meio que não iam com a minha cara e eu não ia com a cara deles.

Sabe aquela falsa família perfeita?

Eu farejei a falsidade deles há quilômetros.

Mesmo andando, eu cheguei mais cedo do que o horário marcado. A cafeteria estava um pouco vazia e era bom assim. Sem conhecidos à vista. Sentei-me numa mesa e pedi uma água, tentando não me enjoar com o cheiro de café, apesar de eu odiar essa bebida desde sempre. Eu brigava com papai quando ele vinha me beijar depois de ter bebido café e ficava feliz que minha mãe se recusava a beber só porque escurecia dos dentes...

Franzi o cenho e fitei o tampo da mesa.

Nunca pensei que eu fosse sentir falta daqueles tempos...

– Oi, Letty...

Ergui o olhar da mesa para a garota parada à minha frente.

– Oi, Helena! – eu disse surpresa em vê-la ali.

Fazia um tempo que eu não falava com ela... Me senti mal por isso, mas devemos admitir que depois de ter dormido com Quentin, ter aparecido na lista e ter descoberto que minha mãe estava doente...Ela meio que ficou esquecida por mim. Não que fosse menos importante, mas era que eu parecia ter problemas maiores para cuidar.

– Posso falar com você? – ela pediu, parecendo nervosa.

Mesmo assim, com toda aquela pose de segurança que me fazia invejá-la.

– Claro – eu disse, apontando para uma cadeira vaga à minha frente. Quando ela se sentou, senti o clima meio pesado. – Não pensei que fosse te encontrar por aqui...

Ela deu um meio sorriso.

– Hoje eu fui escalada para pegar o café indiano do diretor. Ele só gosta do café daqui, mesmo que fique bem longe do teatro – ela comentou, com uma pontada de incômodo. – E você? O que faz por aqui?

Dei um meio sorriso. E a garçonete trouxe a minha água, indo embora logo depois.

– Acho que as garotas meio que sabem que eu não gosto de ir para a casa delas, então marcamos de nos encontrarmos aqui para conversar sobre coisas que não podemos no colégio – eu respondi, com um meio sorriso.

Helena sorriu.

– Difícil namorar um cara gostoso e ser o centro das atenções? – ela debochou.

Neguei com a cabeça.

– Quem dera fosse isso... – eu respondi, revirando os olhos. – Aparentemente, a lista me elegeu como a pessoa mais odiosa do colégio St. Justine. Acredite, o título não é tão honroso quanto parece.

O queixo de Helena caiu um pouco.

– Como assim?! – ela quase gritou.

Contei-lhe sobre a lista de um nome (sinceramente, nem era mais lista, mas ainda era chamada assim por costume), e ela negou com a cabeça. Incrédula. Realmente, haviam pessoas mais nojentas que mereciam mais esse título do que eu. Pessoas como Joshua, como Yvonne (mesmo que ela tenha um lado legal, ela ainda é uma nojenta com as pessoas), como Gabriel (“te amo porque você é famosa”)...

Mas eu fui a eleita... vai se saber porque.

– Nós precisamos descobrir quem é essa pessoa – ela disse, de um modo tão sombrio que me deu medo. Passando a mão pela trança lateral feita em seus cabelos loiros-morangos, completou: — E nos encarregar que ela seja executada em praça pública da maneira mais lenta e dolorosa possível. Para servir de exemplo...

Eu sorri. Senti saudades de ter um espirtio maligno-vingativo por perto.

– Sinceramente, não me importo – eu respondi, dando de ombros. – Tenho coisas mais urgentes na minha cabeça do que problemas no colégio.

Helena piscou, sem acreditar que eu estava recusando uma declaração de guerra à Lista. De qualquer forma, não tenho motivos para me importar. Ela não me tirou nada. Ela não significa nada se eu tiver amigos que me achem uma pessoa legal.

– Como? – ela perguntou estupefata.

“Eu saber que minha mãe vai morrer?” eu me perguntei com sarcasmo. Todavia, do lado de fora, eu apenas dei de ombros e o assunto morreu. Ficamos num silêncio um pouco pesado, até que Helena disse:

– Você não tá com raiva de mim, né?

Eu neguei com a cabeça.

– O que você fez foi loucura... Mas para a sua sorte, parece nada agora – eu respondi, brincando com a tampa da garrafa d’água. – Só acho que você ainda está com sérios problemas com Quentin...

Helena suspirou, culpada, e deitou sua cabeça sobre o tampo da mesa.

– Ele ainda nem me olha direito – ela comentou, chateada. – Caramba, é tão difícil fazê-lo perdoar... Bem que Gilliam me avisou.

Eu ri e dei um empurrão no seu ombro.

– Você é determinada. Pode ameaçar segui-lo para todo canto até que ele te perdoe ou escute o que você tem para dizer – eu sugeri, dando de ombros.

Foi a sua vez de me dar um empurrão no ombro.

– Eu já contei tudo o que tinha para contar – ela respondeu, voltando a apoiar o queixo na mesa. – Já disse que eu só tava provocando, que não gosto tanto assim de você, e que só queria provocá-lo te beijando... Mas ele insiste em dizer que eu o traí, que eu o desrespeitei, que os bêbados fazem aquilo que, quando sóbrios, não têm coragem...

Ela suspirou, parecendo verdadeiramente incomodada.

– Dá um tempo para ele... Talvez ele te perdoe depois de algum espaço – eu tentei, dando de ombros. – O que você fez não foi colocar terra na comida dele, sabe?

– Eu sei – Helena bufou. E então brincou: – Eu roubei um pedaço da comida dele.

Eu corei, me engasgando com o gole de água. Eu era a comida. Isso era constrangedor, no mínimo! Ela riu de mim e então foi embora porque já ficara muito tempo de papo furado e o diretor precisava do café dele. Afinal, ela não me disse o que havia decidido fazer em relação a Quentin. Espero que nenhuma besteira.

Cinco minutos depois, Paola e Olivia chegaram, juntas, de braços dados. Quase me senti sobrando ali, antes delas se sentarem comigo e pedirem seus cafés nojentos.

– O.K. Começa a contar tudo! – Olivia ordenou assim que suas bebidas chegaram.

– Tudo. Tudinho. – Paloma atalhou.

Eu corei. Que constrangedor.

– Não tem muito o que contar – eu disse, torcendo a garrafa de água vazia. – Foi... Hum... Legal.

– Legal ou “legal”? – Paola perguntou, sim, fazendo aspas no ar.

– Letty, a primeira vez de uma garota nunca é legal. Sempre é... “estranho” – Olivia comentou, com uma expressão desconfiada. – Sempre é desastrosa ou engraçada... Tipo... A primeira vez que alguém me chupou, parecia um cachorro babando em mim.

Levei um minuto para absorver a informação. Mas quando a absorvi, eu sinceramente preferia tê-la filtrado direto para o lixo. Eu poderia ter continuado com a minha vida sem aquele comentário. Aparentemente, até Paola ficou incomodada, mas não disse nada. Limitando-se a um revirar de olhos.

– Bem... Mas não foi o que aconteceu – eu respondi, dando de ombros. – Comigo foi legal... A única coisa estranha era que depois eu me lembrei de que a família dele estava em casa e isso foi extremamente constrangedor.

Paloma e Olivia se mataram de rir com essa desgraça ínfima.

Sinceramente, eu só ficava constrangida em pensar que a mãe do Quentin pudesse ter ouvido alguma coisa. Mas então eu me confortava dizendo que, de um modo que eu não esperava, parecia ter sido normal. Não um daqueles filmes pornôs em que a mulher fica gritando palavrões e obscenidades... Acho que isso era menos constrangedor.

– Hum... E vocês duas já... ? – eu perguntei meio curiosa.

Sinceramente, eu queria e não queria saber, mas... Elas mereciam essa pergunta.

As duas trocaram olhares. Olivia deu um sorriso maligno e perguntou:

– Você quer mesmo saber? O que for dito não pode ser des-dito.

Fiz uma careta e neguei com a cabeça, mudando logo de ideia. Tudo o que eu menos precisava no momento era de mais um trauma...

– Tá vendo, Loma? Se Letty quer até saber como anda nossa vida sexual, isso significa que ela não tem nenhum problema em nós como um casal – Olivia provocou, passando o braço pelo de Paloma, que me fitava com preocupação. – E nós evitando até de nos beijarmos na frente dela!

Pisquei surpresa.

– Vocês evitam se beijar na minha frente, é? – perguntei estupefata.

– Claro – Paloma respondeu, ficando vermelha. Quase que seus óculos se embaçam. – Não só porque o colégio todo fica nos olhando estranho... Mas porque achei que poderia ser estranho para você, ver suas duas amigas se pegando pelo corredor...

Parte de mim ficou emocionada ao ver que elas pensavam em mim.

Outra parte ficou incomodada. Eu não deveria ser um empecilho que as impedissem de serem elas mesmas...

– Bem, sem dúvida, eu acharia estranho – eu concordei, abaixando o olhar. – Todo esse tempo eu achava que éramos um trio, quando na verdade, éramos um casal e um solo...

Olivia largou Paloma e se encolheu.

– Ah, Letty, não é assim também – ela disse. – Não precisa ser dramática...

– Pelo menos, agora somos dois casais – Paloma comentou sorrindo.

– EI! – O rosto de Olivia se iluminou de repente. – Devíamos marcar de sairmos em casais! Paloma e eu, Quentin e você! Se você quiser, pode até chamar Ellen e Lucien...

Eu hesitei. Não gostava de sair em casais, na verdade, fora do colégio era até difícil sair com Quentin... Ele era alguém muito ocupado e parte de mim não gostava tanto assim disso. Além de que, eu não queria ficar muito longe do meu pai e da minha mãe. Mesmo assim, sabendo que meu pai, semana que vem, insistiria para eu sair com os meus amigos, concordei com a cabeça e forcei um sorriso.

– Hum, claro. Vou ver com Quentin – eu disse.

Olivia sorriu, feliz, mas Paloma ficou preocupada. Sempre observadora.

– Ei... O que tá havendo, hein? – ela perguntou de repente, inclinando-se sobre a mesa. – Todos nós percebemos que você tem andado meio triste.

– Paloma! – Olivia exclamou, ficando desconfortável.

Esse não era o tipo de pergunta que se fazia assim.

Todos quem? – perguntei, brincando nervosamente com a garrafa vazia de água.

– Nós – Olivia apontou para si e para a namorada. E então contou no dedo: — Lucien, Ellen, Yvonne, Josh... Quentin. Toda a escola... Apesar de a maioria achar que é por causa da lista e por besteira.

– Mas sabemos que não é por isso, é? – Paloma atalhou, inquirindo com os olhos.

Ela acariciou o meu braço de um jeito tão amigável que senti vontade de chorar, mas me contive. Somente abaixei o olhar e neguei com a cabeça. Por um instante, me perguntei se Quentin lhes pediu para descobrir o que estava acontecendo comigo, mas acho que não. Ele não era do tipo que gostava de ouvir pelos outros.

– Minha mãe... está muito mal – eu respondi, torcendo a garrafa vazia novamente. – E o castigo divino não é tão bom quanto eu achei que fosse ser.

As duas garotas arregalaram os olhos.

– Mal... como? – perguntou Olivia.

– Muito mal – eu respondi, passando a língua na boca seca. – Ela... Ela tem... Ela pode...

Eu não consegui falar.

Era horrível demais para dizer em voz alta. Passei a mão pelos meus cabelos, sem saber como dizer para as minhas melhores amigas que minha mãe ia morrer de câncer. Então eu não disse mais nada, só tentei controlar a vontade de chorar...

– Calma, Letty. Não chora, não – Paloma pediu, arredando sua cadeira para perto da minha e me abraçando. – Vai ficar tudo bem... Sua mãe vai ficar bem.

Olivia fez a mesma coisa pelo outro lado, e eu só neguei com a cabeça. Sem forças para verbalizar que não, ela não ficaria bem. Meus olhos começaram a ficar irritados e eu disse a mim mesma que, se derramasse uma lágrima, eu seria uma idiota chorona. Chorar não levava a nada, não resolvia nada.

Paloma pediu um chá para mim à garçonete, uma garota jovem que deveria ter quase a mesma idade que nós, que apareceu para pegar as xícaras e a garrafa de água. Ela me fitou com curiosidade e pena (o que me deixou incomodada) antes de assentir com a cabeça e ir embora para preparar o chá.

Pelo resto da tarde, as duas não perguntaram e nem comentaram mais nada. Acho que devo admirar os esforços que elas fizeram para me distrair. Da cafeteria, emendamos para o shopping, onde tivemos uma tarde regada a brincadeiras constrangedoras. Às sete horas, nós achamos melhor voltarmos para casa, no meu caso, para o hotel.

Onde fingi estar melhor o fim de semana todo, só para não preocupar meu pai e minha mãe. Inesperadamente, nesse fim de semana, fomos ver um apartamento para mamãe e eu ficarmos. O hotel já estava com uma conta absurda.

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A Pessoa Mais Odiosa do St. Justine:

BRUCENA LETTERMAN.

Motivo 2: Ela deve se achar a defensora dos oprimidos, né?

Andando para cima e para baixo com suas duas amigas lésbicas e isso sem contar sua “amizade” com Helena. Uma amizade bem colorida onde rola até beijos apaixonados. Será que Quentin acredita mesmo que foi só uma “brincadeira”?

Notas finais
PREVIEW: "As garotas da faculdade não ligam muito para mim como pessoa – ele respondeu, dando de ombros. – Por mais que eu quisesse namorar, elas só me veriam como um cara obsceno de corpo escultural... E, sinceramente, pareceria uma maldade eu me prender num relacionamento exclusivo, quando todas querem ter um pedaço de mim. Quase não acreditei em suas palavras. - Nossa, mas que fardo – desdenhei revirando os olhos. - E não é? – ele retrucou com um sorriso divertido."