Nosso Nome Na Lista.

41 Capítulo 41 - Intrusa no Teatro.


Notas iniciais
Agradeço à todas aquelas que mandaram vibrações positivas para as minhas provas! Terminei a recuperação com notas satisfatórias ou passando por muito pouco :DD Agradeço também aos reviews de vocês: > Cleozinha > Miss Herondale > Lizz > Halloween Soul > Luuh Hernandez > Shittx > allinegmar > Elizabeth > Sheila Rayane > Brandi > Scarletlevesque > LuuhRocha > Karry > LilyEvansPotter > Patriciamelo > Katy Chin > Born to die > Palominha > Laladhu > Bella Hanes > Sofia Anjos > Ingrid Herondale > Lanny Puckett > Iderlane Querioz

Capítulo 41 — Intrusa no Teatro.

No início daquela semana, Quentin inventou que deveríamos aderir ao projeto de “carona solidária”... E sim: isso foi uma desculpa para podermos ficar mais tempo juntos e nos pegando no carro (só a burra aqui não tinha sacado essa manobra). De qualquer forma, quando ele me deixou em casa, lembrei-me de algo terrível: meus pais (tudo bem, meu pai) estava puto comigo.

É. Isso mesmo. Eu consegui deixar Micha Letterman, puto da vida.

Por quê? Bem... porque eu era de cumprir a minha palavra. Ontem eu tive que me trancar no meu quarto para não ir à “terapia familiar” que minha mãe havia marcado. Eles achavam que eu só estava fazendo drama quando eu disse que me recusava ir à uma sessão de terapia acompanhada daquela mulher manipuladora?

Fiz uma careta que não passou despercebida por Quentin.

– O que foi? – ele perguntou.

Fiz uma expressão, hesitante.

– É que... Eu não queria... Ir pra casa agora – eu disse, mordendo o lábio.

Quentin franziu a testa.

– Por quê? – ele perguntou. – Aconteceu alguma coisa?

Eu mordi o lábio inferior, pensando se devia contar para ele o lance da “terapia familiar”. Sim, eu não havia contado ainda. Eu havia decidido começar a filtrar as coisas que aconteciam comigo... Afinal, eu não queria que Quentin pensasse que eu precisava do apoio dele para tudo. Que chato deve ser namorar alguém que se queixa de tudo, certo?

Garotos não gostavam de garotas problemáticas, certo?

– Nada demais... É sexta-feira e acho que ainda não estou pronta para me separar de você – eu brinquei, jogando meus braços ao redor dele e esfregando meu rosto em seu ombro direito.

Quentin riu e acariciou meus cabelos. Depois de pensar por um tempo, ele sorriu.

– Você pode ir me assistir no ensaio, se quiser... Mas vou logo avisando que é muito chato – ele disse, divertido. – Tipo, erramos ai temos que repassar a cena umas cinco mil vezes... Isso quando não estamos treinando a música e a coreografia.

Eu reprimi a vontade que eu tive de rir diante a ideia: Quentin num musical. Isso sem dúvida ia ser engraçado.

– Se eu não for atrapalhar... Ou estragar alguma surpresa... – Quentin sorriu.

– Você nunca atrapalha, Letty – ele disse, beijando-me rapidamente nos lábios, antes de tirar o carro do ponto morto. – Bora pro teatro então.

Eu sorri, e me afundei no banco. Um pouco aliviada por ter escapado da sessão de drama da minha mãe (que ela fazia desde ontem) e da raiva do meu pai. Não sei se ele voltara para casa para me procurar... mas eu tinha medo que ele o tivesse feito. Ontem ele saiu de lá desapontado.

Quentin me levou para o mesmo teatro onde fomos almoçar daquela vez, quando eu estava “morando” com Helena; naquela mesma sala onde conheci alguns integrantes da peça pela primeira vez. Sinceramente, ninguém se incomodou de eu assistir aos ensaios de penetra. Talvez, só Ginie, que me olhou e forçou um sorriso amigável e se limitou a um cumprimento educado.

– Que legal que você veio, Letty! – Helena disse empolgada, abraçando-me. – Veio só para me ver brilhar, não foi?! Pode confessar sua paixão por mim.

Eu sorri.

– Claro que sim – eu brinquei. – Vim por você. Não vivo sem você.

Nenhuma das pessoas que eu conheci anteriormente pareceram incomodadas com a minha intromissão ali. O diretor amante de morangos, que eu conheci rapidamente naquele almoço, até me cumprimentou educadamente e lamentou mais uma vez que eu não tivesse nenhum dote artístico. Eu ainda era a sua Minna, de acordo com ele.

Fiquei sem graça, pois várias pessoas ouviram. Inclusive Ginie, que deixou de sorrir forçadamente e bufou cruzando os braços. Deu vontade de falar: “relaxa, você já tem o papel. Não tem como eu roubá-lo de você”. Bem, não era como se a culpa fosse minha. Eu só estava ali por causa do meu namorado, afinal.

O diretor disse que eu poderia sentar numa cadeira ao seu lado, mas Helena se antecipou e disse que ia me mostrar os bastidores do espetáculo.

– É uma ótima ideia – ele concordou.

Helena me indicou para que eu fosse com ela e eu fui. Saímos da sala onde os atores e técnicos de produção ensaiavam e fomos para o corredor.

– Você devia me agradecer por eu te tirar de lá. O ensaio dos atores é a coisa mais chata desse mudo – Helena disse. – Vou te mostrar nossa figurinista e seus escravos.

Eu fiquei sem saber o porquê ela chamara de “seus escravos” enquanto percorríamos o corredor quase vazio se não fosse por um vai-e-vem de uma ou duas pessoas, ora ou outra. Mas descobri assim que Helena me mostrou uma sala que deveria ser a sala onde a figurinista trabalhava.

A sala era de um tamanho confortável. Suas paredes eram tomadas por murais cheios de recortes, e, um pouco à frente deles, haviam manequins vestindo pedaços de panos ou roupas incompletas. Um pouco afastado dos murais e dos manequins, havia duas máquinas de costuras onde uma mulher parecia estar tentando trabalhar.

– JOSEPH! CADÊ O TAFETÁ QUE EU ENCOMENDEI?! – ela gritou furiosa.

Eu olhei para Helena, apavorada.

– Relaxa, que só fica pior – minha amiga brincou, puxando-me pelo braço. – Riley! Quero que você conheça alguém!

Uma mulher, com um lenço estampado enrolado na cabeça, e óculos escuro se virou para Helena. Não pude ver o que o rosto dela demonstrava por conta dos óculos, mas o pouco que eu via de seu rosto era uma expressão desgostosa. Ela parecia idosa apesar de se vestir de maneira jovial e de ser bem magra para uma pessoa com mais de sessenta anos.

– Helena, estou no meio do meu trabalho agora – ela disse, num tom que podia facilmente passar como amoroso. Mas então ela se virou para o garoto e gritou: — VÁ PEGAR O MEU TAFETÁ AGORA, JOSEPH!

Um garoto de pelo menos vinte e poucos anos saiu correndo da sala.

– Tchau, escravo! – Helena brincou, acenando para ele.

Eu meneei com a cabeça, reprovando a provocação.

– Quem é a sua amiga? – a mulher, Riley, perguntou me observando.

Helena sorriu, me empurrando para mais perto dela.

– Letty, essa é Riley Duchamp, nossa figurinista. Riley, essa é a Brucena Letterman, a namorada do Quentin – Helena disse a última parte como se achasse engraçado.

Por detrás dos escuros óculos enormes, acho que a vi arregalar os olhos e me observar curiosamente. Senti-me mais do que desconfortável.

– Não sabia que ele tinha namorada... Mas também... Bonito e simpático como é, podemos dizer que é raro hoje em dia. Quase podemos considerá-lo uma espécie em extinção – Riley brincou, mostrando um senso de humor que me fez respirar aliviada. – Você tem um corpo engraçado... É magrela, mas tem peito.

Eu fiquei vermelha.

– Desculpe... Não sei porque mas eu estou te achando muito familiar... – a senhora comentou em tom nostálgico. – E esse nome... Brucena. Não é comum...

– Eu não gosto do meu nome. Prefiro, Letty – respondi. – E não faço ideia de onde podemos ter nos vistos.

Ela continuou me olhando de cima a baixo, deixando-me nervosa. Perguntando-se de onde poderia me conhecer enquanto Helena achava engraçado. Olhei para a minha amiga, querendo saber se ela sabia de onde Riley poderia me conhecer.

– Você deve conhecê-la de um concurso de beleza – Helena disse, enfim. – A mãe de Letty a obrigava a participar dessas coisas quando ela era mais nova.

Olhei para Helena, assombrada. Como eu sempre seria desde que participei daqueles concursos ridículos... Eles sem dúvida sempre me assombrariam pelo resto da minha vida.

– Ah! Deve ser isso mesmo! – Riley concordou, como se fosse óbvio agora. – Estou me lembrando de você agora... Te perguntaram: “por que você quer ganhar esse concurso?” E você respondeu que queria ganhar para a sua mãe parar de te amolar!

Riley e Helena se mataram de rir, mas eu somente me encolhi e corei. Lembrando-me daquela cena, em que eu falei séria, mas que todo mundo também se matou de rir. Também me lembrei do como mamãe ficou furiosa comigo.

– Só para você sabe... Eu votei em você – Riley disse, enxugando o canto dos olhos.

Engoli em seco.

– Votou? – perguntei surpresa.

A mulher sorriu como se eu tivesse feito uma pergunta ridícula. E era mesmo.

– Claro. Eu gosto de pessoas autênticas... Aquelas garotinhas de respostas ensaiadas pareciam bonecas que falam. – Pela careta que a mulher fez, percebi que isso, pela primeira vez, não era um elogio.

Eu abaixei o olhar.

Não sabia que ao menos um dos jurados havia votado em mim. Mamãe estava certa de que, ao dizer aquilo, eu havia assinado minha eliminação. “Pensei que você fosse mais inteligente!” ela brigara furiosa.

– Mas, então, você não votou em mim porque me achou bonita – eu observei.

Riley me olhou por cima dos óculos, pela primeira vez, me dando um vislumbre de seus olhos castanhos esverdeados. Seu olhar, todavia, estava repleto de censura. Ela olhou para Helena e perguntou:

– Ela não ouviu o que eu disse?

Helena negou com a cabeça. Jogando os cabelos loiro-morangos para trás.

– Você precisa ser um pouco mais direta com a Letty – ela respondeu.

Riley suspirou e se virou para mim novamente.

– Garota tola. – Ela apontou para os murais espalhados por toda sala. – Talvez você não tenha uma “beleza tradicional”... mas eu não admiro as “belezas tradicionais”. Admiro as pessoas que são capazes de descobrir quem são de verdade a ponto de transparecerem isso pelo modo com que se vestem. Por isso, eu trabalho com moda. Eu te achei bonita, sim, porque a beleza está na autenticidade.

Pela primeira vez, percebi os murais espalhados pela sala. Eram murais repletos de fotos e imagens de moda, de passarelas... Imagens que eu não entendia muito bem observando da distância em que estava, todavia, eu não consegui desviar o olhar da mulher de lenço estampado na cabeça.

Seu discurso inflamado sobre moda e beleza me deixa num estranho estado de reflexão. Não sei porque Helena fez questão que eu conhecesse essa mulher, mas acho que estava começando a entender os motivos da minha amiga.

Alguém abriu a porta bruscamente, libertando-me de meus pensamentos.

– JOSEPH! POR QUE DEMOROU TANTO?! – ela gritou para o garoto que acabou de voltar. E nos disse como se sentisse muito: – Tenho que voltar ao trabalho.

Apenas sorri, concordando com a cabeça, e observei tomar o seu lugar na máquina de costura, com o seu ajudante amedrontado ao lado. Depois olhei para Helena, me perguntando como alguém podia ser tão inteligente e delicada, poderia ficar gritando com todo mundo daquele jeito.

– Vem, vou te mostrar os desenhos dela – Helena disse empolgada, passando seu braço pelo meu e me arrastando para perto de um quadro.

Escrito em letras vermelhas de forma, tinha escrito: “LUCY: namoradeira (sim, eu me perguntei se alguém ainda usava essa palavra), sensual, apaixonante”. E logo ao lado, foto de pessoas que aparentemente representavam aquelas três palavras e rabiscos de ideias da roupa que ela vestiria.

À frente desse mural, tinha um manequim que vestia um vestido vermelho. Sua saia era formada por camadas de tule, cujas bordas eram onduladas e volumosas. Na parte de cima, uma malha justa, quase um collant, com um decote enorme nas costas. Faltavam somente o acabamento do vestido. De perto, via-se que se tratava somente de pedaços de pano grudados por alfinetes.

Essa é a roupa que você vai usar? – perguntei assustada.

O modelito era ousado, tanto para esse quanto para qualquer tempo.

– No primeiro ato, sim – ela respondeu, divertindo-se com minha expressão. E acrescentou com malícia: — Já no segundo ato... Bem, madame estava inspirada.

Ela olhou por sobre o ombro e sorriu cúmplice para a mulher que trabalhava, mas erguera o olhar só para retribuir o sorriso. O garoto “escravo” riu da minha cara, recebendo um olhar de reprovação logo em seguida.

– Só não te mostro porque tem que ser surpresa. E você vai vir me ver na estreia, não é? – ela disse, quase me ameaçando com o olhar.

– Claro – eu respondi, rindo.

Helena me deu uma cotovelada e me arrastou para outro “painel de ideias”. Quase corei ao ver que o personagem era de Quentin, só não o fiz porque sabia que Helena iria me zoar, como sempre fazia. Mas também fiquei completamente curiosa sobre o personagem dele. Tecnicamente, ele não existia no livro ou nos filmes.

“SORCI: Cruel, animalesco e selvagem” eu li, surpresa ao constatar que, ao invés de imagens de pessoas, em seguida vinham imagens de dois animais: um lobo e um morcego. De vários ângulos, em várias poses diferentes. Os desenhos eram interessantes: vi várias roupas com couro e pelos sintéticos.

– Isso vai ser engraçado – eu comentei, observando o desenho de um casaco com pelo na borda. – Quentin vai usar uma roupa assim?

Helena sorriu divertida.

– Vai... Vamos pôr a masculinidade dele à prova – ela provocou.

Fiz uma careta.

– Você é preconceituosa para uma garota lésbica – eu disse. – Não é só gay que usa couro e pelo, sabia?

Helena me deu língua.

– Não. São só as Drag Queens que ainda usam isso – ela retrucou.

Nós rimos em conjunto, enquanto eu pensava que Quentin, mesmo com casaco de pelo ou calça de couro, jamais ficaria parecendo gay. Talvez parecesse só um daqueles cantores de rock excêntricos, tipo Mick Jagger.

– Eu acho que não há nada mais sexy do que um homem de calça de couro — Riley disse, rindo em seguida, enquanto costurava.

– Exatamente, senhora — eu respondi. — Concordo plenamente.

– Não me chame de senhora! Ainda sou uma moça jovem! — a mulher respondeu divertida. — E na, minha época, nada era mais sexy do que um roqueiro com calça de couro e cabelos grandes.

Helena riu e ficamos conversando sobre "o que era sexy ou não" com a "moça" Duchamp até Helena decidir que estava na hora de voltarmos porque podiam precisar dela a qualquer minuto. Riley pediu para que eu passasse para me despedir dela quando estivéssemos indo embora e eu concordei.

– Olha que legal – Helena disse, enquanto saíamos da sala e acenávamos para a figurinista. – Quentin e eu nunca atuamos juntos. Então, enquanto ele ensaia, eu tenho uma pausa, e enquanto ele está em pausa, eu estou ensaiando.

Eu ri, achando engraçado.

– Que bom que eu não vou precisar ficar sozinha por aqui – zombei.

– Realmente, que bom. Com a Ginie querendo te matar só porque o diretor pôs os olhos em você... É mais seguro andar com guarda-costas por aqui – Helena respondeu, passando um braço pelo meu ombro como se quisesse me proteger

Tornei a rir, apesar de achar difícil.

– Por que ela é tão territorialista? – perguntei incomodada ao me lembrar do jeito com que ela me olhava.

Helena deu de ombros, soltando um suspiro logo em seguida.

– Ela sempre foi assim. Quando tínhamos outras peças, ela sempre queria ser a bailarina principal – minha amiga confessou dando de ombros. – Todos nós levamos o teatro à sério aqui. Ninguém vai participar dessa peça por hobbie, sabe? Só que ela... Leva à sério demais.

Ao voltarmos para aquela sala de antes, percebemos que talvez estivéssemos um pouco atrasadas. Quentin já havia terminado de ensaiar e veio ao nosso encontro nem bem termos passado pela porta da sala. Ginie, num canto com o "cara de expressões sombrias do fim de semana passado" (porque eu esqueci o nome do coitado), me olhou assim que entrei.

Eu não a encarei. Não ia dar confiança para a rivalidade que ela sentia de mim.

– Onde vocês estavam? – Quentin perguntou, tirando o braço de Helena dos meus ombros e colocando o seu próprio.

– Fui apresentar Letty à nossa figurinista – Helena respondeu divertida.

– Ela disse que você era uma espécie em extinção – comentei, dando um beijo em sua bochecha um pouco áspera.

Quentin sorriu para mim e perguntou:

– É mesmo?

Assenti com a cabeça, encolhendo-me nos braços dele.

– Ela disse que você era bonito e simpático. E que isso é raro hoje em dia.

– E você gostou dela? – Quentin perguntou.

Eu assenti com a cabeça, sorrindo.

– Ela é bem sincera, não é? – perguntei à Helena.

Minha amiga deu de ombros.

– Depois de ter vencido o câncer, ela meio que decidiu não perder mais tempo sendo hipócrita e mentindo sobre o que ela acha das coisas – Helena falou em tom indiferente. – Tenho que ir ensaiar... Argh, se eu continuar aqui, vou acabar vomitando.

Helena fez uma expressão de desgosto ao me ver tão, agradavelmente, encolhida contra Quentin e se afastou para ir ensaiar com Ginie. Por um instante, perguntei-me se Quentin ficara com ciúmes porque eu havia “sumido” com Helena e voltado com o braço dela ao redor dos meus ombros (só então eu me lembrei de seus "ciúmes"). E me perguntei se Helena ficara incomodada por eu ser tão melosa com Quentin.

De qualquer forma, depois de pensar no que ela falou sobre a estilista, acho que agora eu entendia o porquê ela possuía aquele lenço na cabeça e que não pareciam ter muito cabelo, ou quem sabe nenhum. Se bem que, a observando tão saudável e com ótimos pulmões, ela nem parecia ter passado por câncer.

– Ignora a Helena. Ela fica desconfortável com demonstração de afetos que não são com ela, em geral – ele explicou dando de ombros. – Sabe, pode não parecer, mas Helena só tira graça das coisas que a deixam constrangida.

Sorri, achando engraçado. Percebendo, num rápido flashback, que era verdade.

– Bem, minha vez de te mostrar esse labirinto. Vou te mostrar o meu lugar favorito daqui – ele disse, tirando o braço do meu ombro para segurar a minha mão.

Assenti com a cabeça, seguindo-o sem perguntar aonde ele me levaria.

Notas finais
PREVIEW: "- Ei, - ele disse, rindo. – Por favor, só não o arranque fora. Não consegui conter, acabei rindo também. Tinha que ser Quentin mesmo para vir com essas brincadeiras indevidas. Mordi o lábio inferior. - Eu devia mesmo. Só de pensar em quantas garotas você já deve ter levado para o mau caminho, como está fazendo comigo – eu retruquei. - Elas realmente importam? – ele me provocou. - Então elas existiram? – rebati."