Nosso Nome Na Lista.

23 Capítulo 23 - O Encontro.


Notas iniciais
Oláaaa!! Não sei se vocês já perceberam mais decidi postar de cinco em cinco dia u.u É MENOS QUE UMA SEMANA =D E vocês ainda reclamam que demora... u.u Agradeço aos reviews de: > AkumaKun ~ meu sobrinho safadjenho u.u > Laladhu > Lizz > Bee > Lanny Pucket > Katp > Gabriela Duarte > Tomato > Strange Girl > Born To Die > Robecca Kuchiki > Delicate > Red Queen > Scarletlevesque > Nixe > RKéthully > Allinegmar Curtam o capítulo com Quentin aeee~* Bisou.

Capítulo 23 – O Encontro.

A sala onde Ginie entrou parece um estúdio de dança bem amplo.

O chão é forrado com um material macio como borracha, enquanto as paredes são brancas e com janelas largas que parecem iluminar o ambiente por completo. As pessoas estão conversando entre si, em grupinhos tão fechados que novamente, mesmo com Helena caminhando à minha frente, eu me sinto deslocada... Até que eu o vejo.

Seus cabelos escuros e lisos meio bagunçados escondido entre duas garotas que parecem alguns anos mais velhas. Uma é bem alta e morena, seu rosto é marcado por expressões fortes e seu corpo é tão bem malhado que pareceria até um travesti; a outra é baixinha e bem gorda, dona de cabelos roxos e curtos. Eles estão conversando com papéis nas mãos, parecendo até mesmo atores profissionais discutindo o roteiro.

Fico como inveja (ou seria ciúmes?) da aura de companheirismo que paira entre os três, ao mesmo tempo em que quero bater uma foto deles. Assisto Ginie se aproximar do grupo deles e conversar com os três sobre alguma coisa... Quentin arregala os olhos e...

– Ei! – Helena protesta quando tropeço nela. – Quer que eu atravesse a parede?

Olho para nós duas, toda atrapalhada, e percebo que chegamos a um canto onde uma mesa larga foi posta e quase coberta com comidas que iam de saladas até a sobremesa de Helena e Ginie. Eu dou um sorriso amarelo à Helena e ela revira os olhos com diversão.

– Você o encontrou, foi? – ela pergunta divertida.

Não preciso responder. Meu tom corado diz tudo por mim.

– Own, você apaixonadinha é tão fofa – ela zomba, agarrando a minha bochecha com a mão e puxando com força. – Olhe só... Ele está te procurando pela sala... Ginie deve ter dito algo...

– Para! – eu brigo, dando um tapa na sua mão e me livrando dela. – Não me enche!

Estou pateticamente nervosa... Tenho que engolir em seco para me acalmar. Mas começo a pensar se quero que ele me veja ali ou não. Será que ele vai achar que eu o estou perseguindo? Que estou sendo muito... sufocante?

Bem, quem me arrastou até ali foi de Helena, mas...

– QUENTIN! – Helena grita, acenando para ele.

Eu me enrijeço toda. Merda. Merda. Merda...

Não gosto de me sentir assim. Não gosto mesmo. Sentir-me patética e insegura é um saco. Parece que não tenho controle sobre mim e isso é perigoso. Respiro fundo e tento ficar calma, mesmo assim, mentalmente estou tentando calcular a distância que estamos um do outro e ainda sinto como se seus passos se aproximando emitissem alguma espécie de sinal.

Olho para Helena, sentindo-me apavorada, e ela está querendo rir da minha cara.

Bela amiga lésbica eu fui arranjar.

– Não há de quê – Helena resmunga para mim, cruzando os braços.

– Não me lembro de ter agradecido – murmuro de volta.

Ela ri de mim, mas não tenho tempo de afundar o seu rosto na sua salada de frutas recém-descoberta do plástico. Do nada, para mim (apesar de eu esperar algo mais sutil), Quentin chega por trás e me puxa para ele. Só tenho tempo de ver um vislumbre de seu belo sorriso antes de ele cobrir meus lábios com os seus.

Ele está tão debruçado sobre mim que tenho que me segurar em seu pescoço para não cair de costas, mas seus lábios estão se movendo de maneira tão urgente e sedutora que não tenho coragem de afastá-lo e dizer que seu braço, me puxando com força contra ele, está machucando. E, depois de um tempo, nem sinto dor ou desconforto.

Mas me sinto uma idiota.

Era só o Quentin. Não era como se ele fosse se transformar em alguém totalmente diferente da noite para o dia, né?

Quando ele se afasta, está ofegante, mas parece feliz.

– Desnecessário isso aí – Helena resmunga, bufando em seguida.

Quentin faz uma careta para ela, enquanto eu corava.

– Uau... Olá para você também... – eu provoco. – Parece que alguém está bem disposto hoje...

– Você é uma injeção grande e indolor de adrenalina, sabe? – ele responde, apoiando o queixo no topo da minha cabeça. – Eu já estava com saudades sua.

Olhei para Helena com uma expressão de dúvida e ela ri balançando a cabeça. Eu rio pensando que é irônico que instantes antes eu estava com medo de que Quentin achasse que eu era uma garota grudenta, mas, aparentemente, as coisas estavam sendo bem diferentes... O grudento seria ele. Estou prevendo.

– Então... Quando poderemos atacar a mesa? – Helena pergunta a Quentin, esfregando as mãos de modo maligno e olhando para a mesa repleta de comida.

– Depois que Marise chegar com a pizza... Eu acho – ele responde.

– O quê?! Mas o Diretor Hayes disse que só estava faltando a minha salada de frutas! – ela protesta, irritada, cruzando os braços e batendo o pé. – Não gosto de esperar para comer! Eu não trouxe a Letty para ela ter que esperar para comer...

– Ninguém gosta de esperar a comida... – ele responde, acho que revirando os olhos. – Oh, é verdade...

De repente, ele se afasta como se houvesse levado um choque, mas está segurando minhas mãos e um sorriso empolgado está em seus lábios bem desenhados.

– Vem! Quero te apresentar aos meus amigos! – ele avisa.

– H- hein?! – eu gaguejei.

Ele não volta a repetir, mas se vira para mim e dá um sorriso empolgado. Começando a me arrastar pelo caminho que ele viera, olho para Helena procurado forças. Para a minha “sorte”, minha amiga dá de ombros e surge um sorriso maldoso de quem quer me ver sofrer. Ótimo. Ela ia começar a ser sádica comigo porque era assim com Quentin?

Caminhamos até o grupo das duas garotas que estavam com ele antes (a alta que parece um travesti e a baixinha gordinha de cabelos roxos), que havia crescido mais um pouco. Agora, junto com elas, estavam um garoto mais novo que a gente, um cara mais velho, Ginie, e um cara cabeludo e com jeito de quem gosta de Heavy Metal.

– Gente! Essa é a minha namorada, Letty! – Quentin praticamente grita para o grupo de tamanha empolgação. Ele parece muito gay ao fazer isso, mas não comento nada (talvez o lance do “Brien” tenha me deixado desconfiada). Começo a me perguntar quanto tempo o organismo dele gastava para absorver aquele tanto de açúcar dessa madrugada. – Letty, esses são os outros protagonistas da peça... A Ginie, que você já conhece...

Eu não sei se ela já havia se acalmado, mas ela ainda estava me olhando de um jeito estranho. Ela estava me olhado como se eu precisasse tomar muito cuidado onde eu estava pisando. Sinceramente, eu já não via muitos traços da garota doce que puxou conversa comigo na cozinha de Helena.

– Eu jurava que você estava com Helena... – Ginie comenta.

Parece que ela está querendo passar algo com essa frase, mas não identifico o que. Talvez algo como: "você não é lésbica?".

– Helena e eu somos boas amigas – eu respondo na defensiva.

– Bem... – Quentin interrompe quando Ginie volta a abrir a boca. – E essas são: Mia e Nathalie, assim como eu, elas serão partes do Drácula... – As duas garotas de antes sorriram e acenaram com a cabeça para mim. – E Bruce, seu xará, Vincent e Carl.

Não sei bem quem é quem, mas acho que Mia é a mulher que parece um travesti, Nathalie é a mulher de cabelos roxos, Bruce é o cara que parece ser muito jovem (com cabelos loiros cacheados, rosto de anjinho barroco e olhos azuis claros), Vincent é o homem mais alto com os cabelos escuros e bem alinhados e olhos azuis pálidos, e, por último, Carl é o homem do cabelo de Heavy Metal. Ele é baixinho e gorduchinho que dá vontade de apertar.

Os três homens sorriram para mim e me fitaram com curiosidade.

– É... Um prazer conhecer vocês – eu digo, tentando soar simpática. Então eu brinco para quebrar o gelo: – Eu gostaria de dizer que Quentin falou muito sobre vocês... Mas ele não é de falar sobre trabalho em casa.

Dá certo e pelo menos algumas pessoas riem. Com exceção de Ginie.

Acho que a rainha perfeita ficou realmente puta comigo. A história da minha vida!

– Sinceramente, estou surpresa, Letty. Esperava alguém mais... Estranha para suportar toda a estranheza dele – confessa Mia (a travesti?) com um sorriso de canto, apontando para o meu lido, charmoso e sexy namorado.

– Ela só está fazendo capa para vocês agora. Geralmente não é assim... – Quentin avisa.

Sinto vontade de dar um tapa no braço dele e dizer que não é bem assim, mas não o faço para não parecer uma namorada violenta que gosta de espancá-lo. Apesar de eu gostar de bater nele quando ele me constrange na frente das pessoas. Mas são tapas (ou socos) merecidos.

– Não é bem assim... – eu digo.

Quentin me olha com deboche. Desafiando-me.

– Então... – eu mudo de assunto. – Qual é o personagem de vocês? Helena e Ginie me contaram que vocês estão trabalhando numa releitura de Drácula... Pareceu ser legal...

– Eu vou ser Jonathan Hacker – apresentou-se Vincent.

– Van Hellsing – confessa o homem do Heavy Metal.

O garoto mais jovem com cara de anjo cruza os braços. Ele parece contrariado.

– Eu vou ser “o anjo”. Um personagem que nem existe – ele responde.

– Os nossos também não existiam... E eles são bem legais – Nathalie diz, cruzando os braços. Então ela me explica: — Eu sou a Poison, a irmã do seu namorado e os sentimentos de Drácula, a Mia vai ser Satine, a consciência dele... Como o nosso Drácula não fala, nós falaremos por ele.

– O meu... Você já sabe – Ginie diz com rispidez, afastando do grupo para ir conversar com outra pessoa, um homem de cabelos escuros e expressão sombria.

Quentin e seus colegas observam com o cenho franzido, depois eles me olham com curiosidade. Uma pergunta que ninguém teve coragem de fazer.

– Quando estávamos vindo um tal de Diretor Hayes disse que eu era a Minna que ele imaginava... — eu comento dando de ombros. — Acho que isso a emputeceu.

– Ah, pensamos que fosse porque ela tem uma queda pelo seu namorado... — Van Hellsing Heavy Metal diz rindo.

Eu paraliso.

– Pelo meu-... — Olho para Quentin e ele está constrangido. — Ah, claro... Óbvio. Quem não teria uma queda por ele!

Os atores riram, mas eu só sorri. Começando a ser consumida pela dúvida.

Será que eu estava à altura de Quentin? Ele era maravilhoso, toda garota daria em cima dele sem dó e sem me notar. Elas me olhariam de cima a baixo e perguntariam-se o que ele viu em mim que não via em nenhuma outra mais bonita ou mais perfeita.

Comecei a me sentir um pouco deprimida, quando sinto a mão dele apertar a minha com um pouco mais de força. Olho para ele e ele sorri para mim, sem motivo. Sem prestar atenção na palestra de Vincent (Jonathan) sobre uma cena que eles fariam juntos.

...

Depois que almocei com os amigos de teatro do Quentin (e falando assim até parece que sou a ou “esposa troféu” dele), começou o nosso encontro. Apesar de eu estar me sentindo um pouco mal por tudo o que eu tinha comido, era muita besteira calórica para uma pessoa só, fomos ao cinema e o desgraçado fez favor de pedir uma pipoca gigante.

– Há há, eu não vou comer isso não – eu avisei quando ele pegou o pacote de tamanho tão absurdo que era quase indecente. Eu estava levando o refrigerante.

Quentin me olhou com desdém e agarrou a sacola de papelão com ares de posse.

– Quem disse que é para dividir? – ele debochou. – Vira para lá. Não quero seus olhares invejosos em cima da minha pipoca.

– Eu aturo os seus olhares insinuantes em cima de mim. Por que não posso olhar para a sua pipoca? – eu provoquei, sem saber de onde veio a coragem.

E ignorei totalmente o duplo sentindo daquela frase.

O moreno olhou para mim e percebi que eu havia provocado a fera pelo rápido lampejo de desejo que eu vi ali. Um lampejo que me arrepiou toda. Um sorriso brincalhão surgiu em seus lábios. Ele passou um dos braços pela minha cintura e disse:

– Troco toda a pipoca do mundo para poder te olhar bem “insinuante”.

– Oh, você é tão romântico... – eu zombei.

Quentin deu de ombros com falsa modéstia.

– Eu tento, né? – ele brincou. – Você acha que é todo namorado que aceita ir ver “Capitão América 2” com a namorada? Só estou indo porque você ainda não assistiu.

Eu olhei para ele com deboche.

– O quê? Você não gosta de Super-Heróis agora?

Quentin deu de ombros novamente, conduzindo-me para a sala onde assistiríamos o filme.

– Não é todo garoto que topa levar a namorada para ela assistir um cara todo bombadão no cinema – ele respondeu para me provocar. – Assim como não é toda namorada que não escolhe um drama romântico só para testar a nossa sensibilidade.

Eu ri dele e exclamei:

– Ah! Então é para isso que as garotas chamam os namorados para assistirem a romances bobos e melosos... Bem, para a sua sorte, não sou dessas. Como você disse, não gosto de chorar por nada, então não gosto de ver filmes que me façam chorar.

Ele deu um sorriso de orelha a orelha, passou um braço em torno do meu ombro e entregou os ingressos para uma moça que os estava recolhendo. Não me passou despercebido o modo como ela olhou para ele. Foi tão insinuante que me senti invisível por um instante. Até me lembrar de que a garota que estava debaixo do braço dele, era eu.

Senti vontade de apontar para a cara dela e fazer “Ah-há! Perdeu! Ele é meu! Chupa!” acompanhado da minha dancinha da vitória.

Ela entregou os óculos 3D para nós dois e entramos na sala onde o filme seria exibido. Como Quentin já havia assistido, ele me deixou ficar no lugar mais perto do meio.

– Um perfeito cavalheiro – eu disse.

– De nada – ele respondeu, sentando-se ao meu lado.

– Não era para você, não. Eu só estava pensando num livro que vou comprar – brinquei, só para vê-lo fazer a carranca de uma criança mimada. – Conhece Julia Quinn?

– E eu tenho cara de quem lê estórias de época cheias de sentimentalismo e sexo...

Olhei para ele com os olhos estreitos.

– Então você não conhece, né? – zombei.

Ele se calou, percebendo que estava se denunciando, ele pegou o copo de refrigerante que eu estava segurando e tomou um gole como se o assunto nunca houvesse surgido. Eu ri comigo mesma, mas não tirei sarro dele por isso. Quentin passou o refrigerante para mim novamente e ergueu o braço da minha cadeira que estava entre nós.

Feito isso, ele se acomodou no encosto da sua cadeira e me puxou para que eu encostasse minha cabeça no seu ombro. Eu fiquei sem graça, mas não iria admitir isso. Coloquei a cabeça no seu ombro e percebi aquele cheiro de novo. Cheiro de perfume masculino com um leve indício de cigarro.

– Encaixamos – eu disse sem perceber.

Quentin me olhou confuso.

– Com Duncan esse esquema não dava certo – eu admiti, apesar de saber que Quentin amava o meu ex-namorado. – Ele era alto demais e dizia que eu lhe dava dor nas costas.

Ele não respondeu por um momento e achei que ele ficou chateado.

– Isso é porque ele tem espírito de velho – Quentin respondeu enfim. Encerrando o assunto. – Acho que nós simplesmente fomos feitos para ficarmos juntos.

Eu congelei por um momento, mas um sorriso involuntário se esgueirou pelo meu rosto. Eu não deveria, mas eu gostei de ouvir aquilo. Gostei mesmo. Gostar do tipo: “coração dando cambalhotas no peito”. Não achei que essas coisas de livros existissem.

– Acho que sim – respondi.

– Sobre ele ser velho ou sobre nós? – ele perguntou para ter certeza.

– As duas coisas – respondi.

E então eu ouvi... Em seu peito, seu coração deu cambalhotas também.

Notas finais
Gente, não sei se vocês perceberam, mas eu mudei o tempo verbal na parte do encontro '-' Sinceramente, não sei qual fica melhor. Eu acho que o segundo, então eu vou escrever desse jeito agora, tudo bem? PREVIEW: "Quando eu cheguei na minha aula de Literatura Estrangeira, ainda cedo, pronta para pôr Quentin na parede (quem mais seria o meu amiguinho?) ele estava justamente se fazendo de gostoso. Não que Quentin soubesse quando ele estava “se fazendo de gostoso”, provavelmente ele fazia isso inconscientemente, todavia, ele estava maravilhoso e esbanjando charme como sempre. Quando me viu, ele sorriu e se levantou. Veio me receber com um beijo, mas antes que ele pudesse se inclinar e me dar AQUELE beijo (porque Quentin parecia ser incapaz de dar “um beijo de gente decente” em público), eu coloquei minha mão entre nossos lábios. - Olivia era a garota que estava saindo com Helena? – perguntei antes que perdesse a raiva e a coragem."