Nosso Destino Começa
1 Só amigos...
Notas iniciais
Terceira temporada, provavelmente mais curtas que as outras, mas está aqui sim, estou escrevendo, mas como começou as aulas escrevo muito pouco então vou demorar mais para escrever.
Bom, nada mais então...
Espero muito que gostem!!!
5 ANOS DEPOIS
—Para de entrar no meu quarto, Pedro!!! –Veio a Dani empurrando o Pedro até a sala.
—Eu estou procurando meu skate que sumiu!! –Ele berrou.
—Não está no meu quarto então para de entrar em meu quarto!
—Foi você que pegou!!!
—Hey, hey, hey!!! Parem os dois, Pedro, seu Skate está no jardim e Daniele pare de empurrar seu irmão!!! Qual problema de vocês. Dani você já tem 15 anos, não tem idade para ficar brigando com seu irmão, e Pedro, você já tem 10 anos aprenda a guardar e procurar suas coisas.
—Desculpa, mamma. –A Dani abaixou a cabeça mexendo em sua pulseira.
—Não vamos brigar de novo. –O Pedro completou a frase.
Eu sabia que brigariam de novo, mas ignorava.
—Obrigada, agora, Dani, fez a lição?
Ela assentiu.
—Pedro?
—Já terminei a minha.
—Perfeito, agora espero que o quarto de cada um esteja arrumado. Estou falando com você Pedro. –Chamei sua atenção pois ele estava viajando.
—Mas, mãe...
—Agora, sobe e arruma!
Ele bufou e subiu.
—Nojento. –A Dani se contorceu.
Bati de leve em seu ombro.
—Para!
—Tá. –Ela riu.
Fui andando na direção da cozinha, a Dani veio atrás de mim.
—Hey, mãe. Hmm... O papá não ia voltar na hora do almoço para casa, já são três da tarde e ele não chegou.
—É eu sei, seu pai tem se atrasado um pouco ultimamente.
—Um pouco não, mãe, muito. Isso é estranho, ele está bem? Quase não vejo ele.
Ela se sentou no balcão da cozinha.
—Eu não sei o que seu pai tem, eu também não tenho visto muito ele.
—Ele nunca fez isso, ele está estranho, não gosto disso.
—Nem eu, querida. –Suspirei. –Nem eu.
Ela me encarou triste e saiu do balcão vindo me abraçar.
—Ele vai voltar ao normal, você vai ver. –Ela me confortava enquanto me abraçava, exatamente como o Leon costumava fazer.
—Momento lindo, maninha. –O Daniel apareceu sorrindo.
A Dani parou de me abraçar e olhou para o Daniel.
—Primeiro, eu nasci primeiro, segundo, eu amo a mamma, e terceiro, você é um idiota. –Ela passou por ele dando um peteleco em sua cabeça enquanto falava a palavra “idiota.
A Dani saiu da cozinha deixando eu e o Daniel a sós.
—Pare de atormentar sua irmã. –Pedi.
—É ela que começa. –Ele falou.
Olhei feio para ele.
—O que você quer? –Falei pegando uma caixa que estava no chão e colocando em cima da bancada. –Enquanto fala, me ajuda a tirar as coisas da caixa.
Ele andou até mim e começou a tirar as coisas.
—O que foi? –Perguntei. –O que queria me falar?
—Posso sair para treinar com o Júlio para o jogo da semana que vem?
—Pode, mas volte antes do jantar, não dê uma do seu pai que fica se atrasando.
—Obrigado, mãe!
Ele saiu correndo.
O Daniel joga no time de basquete da escola, como é o Colégio mais importante de Buenos Aires ele tem vários jogos importantes.
POV DANIELE
Depois que saí da cozinha fiquei escutando a conversa da minha mãe com o Dani, eu reparei pela cara dela que ela ficou meio triste quando o Daniel pediu para sair então algo venho à mente. Quando o Dani saiu da cozinha ele correu para o quarto para pegar a bola de basquete, eu sabia que ele sairia pela porta da frente então fiquei lá por perto esperando por ele. Logo ele apareceu, desceu a escada correndo e foi para a porta correndo. Corri até ele e o empurrei até a parede.
—O que você está fazendo Dani? –Ele perguntou bravo.
—O que “você” está fazendo!? Você é burro ou só idiota? -Perguntei prensando seus ombros contra a parede.
—Por quê? O que eu fiz?
—A mamma está super-triste por causa do papá, ela está sentindo falta dele. Ou você não reparou que nós nos mudamos ontem e o papá nunca pisou na casa nova. E agora em vez de você ficar aqui para fazer companhia e ajuda-la você vai em bora treinar. Se toca, Daniel!
— Mas aí o problema é com o papá, não comigo. –Ele deu de ombros.
—Urrg! –Rosnei revirando os olhos. –Você é muito criança..
Saí batendo o pé.
—Vai logo para o seu treino idiota. –Falei andando em direção a sala, não quis nem olhar para ele.
Fiquei muito brava com o Daniel então subi e fui para meu quarto terminar de guardar minhas coisas, coisa que o Daniel também não fez. Terminei de guardar meus sapatos, olhei para eles e fechei o armário, arrumei minhas roupas e assim foi indo.
Continuei minha arrumação e quando olhei meu quarto estava prontinho, coloquei as mãos na cintura e me jóquei na cama atrás de mim aliviada pelo meu quarto novo estar pronto.
Ajuntei todas as caixas que ficaram espalhadas e levei-as para a garagem. Deixei as caixas na garagem empilhadas perto do lixo e voltei para a sala, ia para a cozinha ajudar minha mãe, mas a campainha tocou.
—Eu abro! –Falei.
Abri a porta e dei de cara com a Ju e a Tia Fran.
—Oi Dani.- a Tia Fran me abraçou. –Onde estão seus pais?
—Minha mãe está na cozinha e meu pai não está.
—Mas sua mãe falou que ele ia voltar na hora do almoço.
Mandei um olhar para ela e ela entendeu.
—Entrem. –Dei passagem.
—Filha quem está aí? –Minha mãe apareceu.
—A Tia Fran com a Julia. –Falei olhando-a.
—Linda a casa nova. –Minha mãe a Tia Fran se abraçaram.
—Obrigada, pena que o Leon não a viu pessoalmente ainda. –Minha mãe falou enquanto elas se separavam.
—Ele não veio de novo... –A Tia Fran ficou com dó.
—Não, mas, enfim. Onde está a Lia?
—Ela estava com febre, ficou em casa com o Diego.
A Tia Fran com a minha mãe para a cozinha e a Julia foi ficar com o Pedro. Eu, eu fui fazer uma coisa que devia ter feito desde que meu pai começou a ficar estranho.
Fui até o escritório do meu pai, e como meu pai não nos deixa entrar lá entrei de mansinho sem fazer barulho. Sentei em sua cadeira e liguei seu computador, e como sempre, senha. Não fazia ideia então olhei na dica da senha. “Coisa preferida”, li. Fácil, eu. Digitei meu nome, esperei até que li “Senha incorreta”. É, agora preciso mesmo ter um papo sério com o meu pai. Não sabia o que colocar, pensei um pouco, como não tinha pensado nisso antes. Música!
Óbvio, consegui entrar. Entrei nas mensagens dele, peguei um pen-drive e pluguei no computador. Passei as mensagens para o meu pen-drive, quando terminou de passar tudo desliguei o computador, peguei meu pen-drive e fui para a porta sair. Saí e fechei a porta com cuidado, me virei para sair andando, mas levei um susto.
—O que está fazendo? –O Pedro apareceu me dando um susto.
—Ai Pedro, que susto! –Botei a mão sobre o peito tentando ajeitar a respiração.
—Você sabe que não pode entrar no escritório do papai, o que você está fazendo aí?
—Nada, vim procurar algo. –Falei.
—No escritório do papai? –Ele duvidou.
—É, no escritório do papai! –O encarei brava.
—Sei... –Ele riu. –Deixa a mamãe saber.
Ele falou e saiu correndo.
—Pedro! –Corri atrás dele.
Corri atrás dele pela casa até a porta cozinha onde consegui pega-lo.
—Mãe! –Ele gritou da porta da cozinha.
Minha mãe e a Tia Fran olharam.
—Nós te amamos. –Disfarcei enquanto tapei a boca dele antes que ele continuasse.
Saí sorrindo.
Levei o Pedro até o quintal.
—Para Pedro!
—Me fala então! –Ele insistiu.
—Não! Por que você não vai ficar com a Julia.
—Ela foi ao banheiro.
—Aposto que ela já saiu, então para de me seguir. E não conte para a mamma.
—Sua chata. –Ele mostrou a língua para mim.
Mostrei para ele também.
Ele saiu e eu também, fui para o meu quarto, liguei meu computador e olhei as mensagens dele.
—O quê? –Comecei a ler as mensagens. –Para quem ele está mandando essas mensagens...
POV VIOLETTA
Faz umas duas semanas que o Leon não tem tido muito contado com a gente, as vezes ele não dorme em casa, saí para trabalhar antes da gente acordar, ele está estranho. Agora nós nos mudamos para a casa nova desde ontem e ele não veio conhece-la ainda, ele dormiu fora noite passada. Onde? Eu não sei, ele não me fala.
Eu passei o dia arrumando as coisas, e quando anoiteceu, como a cozinha não estava disponível para cozinhar ainda então pedimos Pizza, eu a as crianças comemos e assistimos um filme e depois do filme eles foram para a cama.
Eles foram dormir e eu fiquei arrumando a bagunça da noite, quando terminei fui desempacotar algumas coisas. Guardei as coisas e quando deu meia noite fui me deitar para dormir. Eu apaguei rápido, afinal, estava exausta.
Acordei uma da madrugada com passos, abri os olhos calmamente e vi o Leon tirando seu casaco tentando não fazer barulho.
—Você não veio para o almoço, nem para o jantar. –Falei baixo, mas o assustando.
—Estava ocupado, amor. –Ele veio até a cama.
Me sentei e cruzei os braços.
—Gostou da casa?
—Adorei. –Ele assentiu.
—Hm... –Assenti. –Leon, a quantos dias nós nos mudamos para essa casa?
—Três dia?
—Foram dois dias Leon! Você está longe, só vemos você nos finais de semana, seus filhos estão com saudades, EU estou com saudades!
—Eu só estava trabalhando!
—Trabalhando? Você sempre trabalhou, mas nunca ficou fora da vida dos seus filhos, você não está presente na vida deles!
—Estou com muito trabalho, tenho umas coisas para resolver.
—Que coisas Leon!? Me conta!
Ele ia falar algo, mas antes disso a porta rangeu e nós dois olhamos. Era a Dani nos olhando chateada.
—Dani vá para o seu quarto por favor. –Pedi.
—Mamma... –Ela me olhou triste.
—Daniele, por favor. Eu já vou ir falar com você!
Ela foi em bora.
—Você é um imbecil! –Falei levantando da cama. –Pode dormir aí, vou ver meus filhos.
Saí andando e fui até o quarto da Daniele, ela estava deitada com a cabeça debaixo das cobertas.
—Filha. –Descobri-a.
Ela me olhou
–O que foi amor?
—Você e o papá estavam brigando de novo?
—Não, só estávamos... só estávamos... Conversando.
—Não tente me enganar, já tenho 15 anos, não sou mais uma criança.
—Eu sei querida, mas você ainda não entende, só vai entender quando tiver sua própria família, só vai entender quando se casar, tiver filhos, aí você vai entender.
—Tá.
—Agora, vá dormir. Temos muito o que fazer amanhã. –Beijei sua testa.
Como sempre, acordei e o Leon não estava em casa. Dormi no sofá, não quis dormir com o Leon. Logo que acordei fui tomar meu café, é para me surpreender, quando cheguei a cozinha estava tudo pronto, o café, as torradas, e as panquecas. A Dani tinha acordado mais cedo para fazer.
—Bom dia, mamma. –Ela me abraçou.
—Bom dia, querida. –Abracei-a. –Que surpresa. –Ri.
—É, depois de ontem quis fazer um agrado, pelo papá.
—É, seu pai está péssimo em agrados ultimamente.
—É, mas eu não. Eu fiz outra coisinha.
—O quê? –Perguntei curiosa.
Antes que ela respondesse a campainha tocou.
—Vá lá ver sua resposta. –Ela sorriu segurando sua xicara de café.
Fui até a porta, abri-a e me deparei com todo o pessoal.
—O que estão fazendo aqui? –Perguntei feliz em vê-los.
—A Daniele nos mandou uma mensagem e viemos te ajudar com a casa. –Disse a Cami.
POV DANIELE
Como sabia que meu pai não ajudaria minha mãe a organizar a casa, pedi ajuda aos amigos dela, e todos concordaram. Vieram todos e os filhos deles, a casa ficaria cheia.
Todos entraram e começaram a trabalhar.
—I aí, Loirinha. –O Christian veio falar comigo.
—I aí, tampinha. –Cumprimentei-o.
O Christian tem 13 anos, mas é o meu melhor amigo.
—Como vai com sua irmã? –Perguntei.
—Ótimo. –Ele respondeu. –Seu irmão?
—Aturando. –Respondi. –O Pedro é uma peste. Queria ter uma irmãzinha, que nem a Sa.
O Christian tem uma irmãzinha de três anos, a Safira, ela é um amor.
—Nem sempre é bom, ela quer que eu brinque de boneca com ela.
—E o Pedro quer fazer experiências comigo. –Ri.
—É, não vou competir.
Nós rimos.
—Sabe, é muito estranho, pensar que nos conhecemos desde de pequenos, mas se meu nos visse ia brigar comigo. –Falei lembrando das broncas que levei do meu pai por eu ficar no meu quarto com o Christian.
—Meu pai não gosta que a Safira brinque com outros meninos. Acho que eles são muito ciumentos. –Ele falou.
—É... –Ri. Nós nunca poderíamos ficar juntos, somos só amigos...
Notas finais
#Comentarnãocaiobraço
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