Nosso Destino Começa

16 O que estava fazendo ali?


Notas iniciais
Oi meninas! Voltei!! Não demorei tanto desta vez, ainda bem!! Bom, não tenho muito a dizer, apenas... Espero que gostem

—Eu não posso, não quero namorar com você... –Terminei de falar e saí correndo deixando-o lá paralisado.

Fui para o banheiro mais próximo e me troquei, tirei a roupa da Jennifer, coloquei uma roupa minha e arrumei meu cabelo. Logo o sinal tocou e eu fui para a aula.

POV VIOLETTA

Estava resolvendo algumas coisas da minha escola enquanto tomava conta dos bebês que dormiam cada um no seu carrinho.

A mesa de centro da sala estava cheia de papeis e contas e eu com meu lápis na mão escrevendo e assinando em alguns papeis, minha cabeça e concentração estavam a mil para resolver aquilo, mas algo me interrompeu.

—Mãe... –Vi a Jennifer entrar correndo e chorando em casa.

—O que foi, amor. –Levantei e fui até ela. –O que aconteceu? –Abracei-a.

—O Scott. –Ela fungou.

—O que aconteceu? –Olhei-a nos olhos.

—Ele não quer falar com migo, quando fui responder ele estava bravo, disse que a resposta que eu havia dado mais cedo ficou claro pra ele, mas eu nem tinha falado com ele.

—Espera, filha, respira. –Esperei ela respirar fundo. –Ele disse que você já tinha falado com ele?

—Sim, mas eu não tinha nem visto ele naquele dia. –Ela afirmou.

—Ah não. –Revirei os olhos. –Jenni a Stella está na cozinha, vai lá para ela fazer um chá pra você se acalmar.

Ela assentiu e foi para a cozinha.

Sabia o que tinha acontecido, conheço meus filhos e lembro de uma vez que a Dani me disse que gostava desde tal Scott, impressão de que ela pode ter se passado pela Jennifer e ter feito tudo isso.

...

—Daniele e Jennifer, desçam aqui por favor. –O Leon as chamou.

Logo vimos as duas descendo as escadas. Elas andaram até a nossa frente onde pararam e nos olharam.

—Precisamos conversar seriamente, principalmente com você Daniele. –O Leon olhou-a bravo.

—Hoje aconteceu algo muito estranho em que a Jennifer esteve em dois lugares ao mesmo tempo na escola, você não acha estranho Daniele? –Perguntei-a.

—Ann... –Ela começou a mexer em sua pulseira indicando que ela estava nervosa com algouma coisa.

—Vamos Daniele, queremos a verdade. –Pediu o Leon.

—Eu não fiz nada. –Ela disse baixinho ainda mexendo na pulseira.

—Daniele Vargas, se você não falar agora o que você vez você vai ficar de castigo por muito mais tempo do que você ficaria se você contasse.

—Eu me “fantasiei” da Jenni por uns minutinhos só, foi só isso. –Ela falou.

—Não acredito que você fez isso, Dani! –A Jennifer olhou a Dani triste.

—Eu não podia deixar!!! –A Dani gritou.

—Você se meteu ne minha vida! –A Jenni derrubou uma lágrima.

—Eu o conheci primeiro, gostei dele primeiro! –A Dani retrucou.

—Mas você não tinha o direito de se meter na minha vida só porque estava com ciúmes, o problema não é meu que ele gosta de mim.

—Jennifer!!! –Chamamos a atenção dela.

—Não sei como, sou melhor que você!

—Daniele!!! –Chamamos a atenção da Dani.

—Nunca mais se meta na minha vida! –A Jennifer começou a chorar e subiu correndo para o quarto.

Olhamos ela subindo até ela bater a porta do quarto.

—Eu não acredito nisso, filha. –O Leon a encarava.

—Você vai ficar de castigo por um mês sem celular e sem sair para passear com suas amigas, e nunca mais finja ser sua irmã só porque ela é sua gêmea. –Estava totalmente decepcionada com ela.

—Desculpa, mamma. –Disse ela cabisbaixa.

—Sua irmã chegou chorando em casa hoje, você acha legal fazer isso com sua irmã, Daniele? Ela merecia isso?

—Não. –Ela continuou cabisbaixa.

—Para o seu quarto, agora! –O Leon falou fuzilando-a com os olhos.

Ela sem falar nada foi lentamente ao quarto, entrou e fechou a porta se fazer nem um ruído.

Eu e o Leon fomos para o nosso quarto, coloquei meu pijama e ele sua bermuda para dormir (o Leon não dorme de camisa, só no frio), estava no banheiro escovando os dentes enquanto ele conversava comigo.

—Não sei o que está acontecendo com a Daniele, ela sempre foi uma boa menina e tem feitos coisas ruins atualmente, voltou tarde pra casa aquele dia e agora fingiu ser a Jenny, ela está passando dos limites.

—Eu sei querido. –Falei logo após cuspir a água na pia. –Mas, -Parei para secar minha boca. –Ela é adolescente, e eles aprontam muito nessa faze, você não vê o Daniel, ele acha que me engana, mas eu sei que ele cola nas provas e que mata aula para jogar basquete.

—Mas ele é garoto, Vilu. A Daniele sempre foi certinha. –Ele andava pra lá e pra cá. –E outra coisa, não estou gostando muito desse papo das meninas estarem gostando de meninos ou até namorarem... Imagina, namorados... Ai delas se elas usarem essa palavra na minha frente.

—Para de ser ciumento Leon, está parecendo meu pai. –Ri. –Só pra sua informação se você não lembra nós usamos bastante esse termo na adolescência.

—Mas agora eu entendo seu pai, e mesmo assim, não sou tão ciumento igual ele era e ainda é com você.

—Ai Leon...

5 messes depois

Estamos indo para a nossa casa na praia, e convidamos o pessoal do Studio para ir com a gente. Estamos no carro e está uma barulheira que está me dando nos nervos.

—Pelo amor de Deus, Daniele pare de brigar com o Pedro! Pedro deixe a Daniele em paz! Daniel desligue esse celular agora, não quero saber se está no telefone com um amigo! Se vocês continuarem gritando vão acordar os bebês! –Briguei com todos de uma vez só.

A Laís tinha acabado de dormir e está proeza não é fácil, se ela acordasse não pararia mais de chorar e acordaria o Theo.

Logo após minha bronca eles pararam e o carro ficou em silêncio.

—A culpa não é minha se o Pedro é insuportável. –A Daniele falou de braços cruzados olhando pela janela.

—Daniele! Chega! –O Leon falou.

Depois daquilo eles pararam de falar e o resto do caminho foi silencioso, o que foi um milagre. Chegamos após mais uma hora, o pessoal do Studio estava logo atrás da gente, paramos todos os carros e começamos a descarregar, indiquei onde cada um ia dormir e fomos nos instalando para passarmos duas semanas aqui.

—Oi Filha, o que foi? –Cheguei perto da Jennifer que deixei tomando conta dos bebês que ainda estavam no carro com ela.

—Nada não. –Ela nem me olhou.

—Eu sei que tem alguma coisa, e se for o negócio com a sua irmã, eu estou aqui te pedindo que esqueça isso tá, olha isso. –Olhamos em volta. –Uma bela casa, um dia lindo com um sol forte e uma praia logo ali, tente curtir isso tá?

Ela assentiu rindo.

—Ótimo. –Beijei sua bochecha. –Pegue um dos seus irmãos para entrarmos.

Pequei o bebê conforto com o Theo dentro e ela o bebê conforto com a Laís.

Neste dia não fomos a praia, decidimos nos organizar, arrumar os quartos e descansar da viagem.

—Ai meninas, estava sentindo falta disso. –A Cami disse se jogando na rede.

—Todas. –A Ludmila riu.

—Queria nossa adolescência de volta. –a Fran admitiu.

—Todas de novo. –Ri.

—Era tão bom. –A Naty suspirou.

—Agora é família, filhos, marido, trabalho e cama. –Falei.

—É. –A Cami concordou.

—Mamãe... –A Safira se aproximou da Ludmila que estava em uma rede.

—Falando em filhos... –Rimos.

—O que foi, princesa? –A Ludmila olhou-a.

—Eu tô cum soninho e não acei o papai. –Ela coçou os olhinhos.

—Vem cá. –Ela pegou a Safira no colo e deitou com ela na rede.

Ficaram lá deitadas até a Safira pegar no sono.

—Mas isso também é bom. –A Ludmila acrescentou.

—É mesmo. –A Fran disse.

Ouvi um choro bem alto de bebê, estava cansada e não arrisquei levantar.

—Vilu, é pra você esse choro. –A Cami disse.

—Eu sei, deixa que o Leon pega pra mim.

Continuamos conversando e cinco minutos depois do choro o Leon me apareceu com o Theo nos braços.

—Ele está com fome.

—Imaginei, ele está dormindo desde casa.

Eu sentei na rede e o Leon colocou o Theo no meu colo, comecei a amamenta-lo enquanto continuei conversando com as meninas.

Quando a noite chegou todos nós (adultos) nos reunimos na cozinha e fizemos pizza de janta, jantamos rindo e sorrindo fazendo piadas e rindo das crianças, foi bom e divertido o jantar. Na hora de dormir foi a pior, para colocar todos na cama foi um parto, mas a final, conseguimos.

Estou ninando a Laís com esperanças de que ela durma logo para eu poder dormir também.

—O que você acha de dormir, linda. –Olhei-a naqueles olhinhos claros que me encaravam bem atentos com nem um pingo de sono.

Ela simplesmente gargalhou após minha fala.

—Desisto. –Fui até a cama e deitei com ela ao meu lado.

Ela ficou lá deitada me olhando, eu a encarava e ela me encarava. Resolvi fechar os olhos para ver o que ela iria fazer. Ainda com os olhos fechados senti umas mãozinhas meio geladas começarem a cutucar meus olhos.

Abri-os lentamente fazendo-a sorrir ao me ver de olhos abertos.

—Ela ainda não dormiu? –O Leon perguntou se aproximando.

—Não, ela é pior do que o Pedro quando ele era bebê. –Suspirei.

—Vem cá filhota. –Ele a pegou no colo e deitou-se com ela em cima de si.

Arrumei-me na cama ficando de lado olhando para o Leon e a Laís com o cobertor até meus ombros.

—Você pode cuidar dela? Quero dormir, estou exausta. –Pedi.

—Claro. –Ele me deu um seliho. –Pode dormir, Vilu.

—Obrigada.

Após dois segundos que eu fechei os olhos eu adormeci.

Acordei com um incomodo, havia uma fresta aberta na cortina e o sol estava batendo exatamente no meu olho. Dei algumas piscadas antes de abrir os olhos completamente, tirei o cobertor de cima de mim e levantei lentamente até ficar sentada na cama, coloquei minhas pantufas e fui até o banheiro para minhas rotinas matinais, entre elas, meu banho. Após o banho eu voltei ao quarto e me troquei, coloquei uma camisa rosa simples e um short jeans, prendi meu cabelo em um rabo de cavalo, passei uma maquiagem leve e coloquei meu sapato, olhei no relógio, eram sete da manhã, fui até os berços dos bebês que ficam no nosso quarto e vi os dois dormindo, agradeci, andei até o Leon que ainda dormia e dei m Celinho em seus lábios.

Desci e fui para o andar de baixo para fazer o café, mas fui surpreendida pela Cami que já estava lá cozinhando.

—Bom dia Cami.

—Bom dia Vilu. –Ela me olhou.

—Por que acordou tão cedo? –Perguntei enquanto olhava para o que ela estava fazendo.

—A Valentina (filhinha de 1 da Camila e do Broduey) acordou, e ela não dormiu depois então estou acordada com ela. Ela está ali. –A Cami apontou para a sala de jantar.

—Nem tinha reparado nela ali. –Ri.

Fui até a sala de jantar que é ao lado da cozinha. Fui até a Valentina que brincava com uma colher em seu cadeirão.

—Oi Vale. –Fiquei na frente dela.

Ela sorriu com os poucos dentes na boca e piscou pra mim.

—Que menina simpática. –Beijei a bochecha dela.

Voltei para a cozinha onde a Camila permanecia fazendo o café.

—Eu te ajudo. –Nós duas ficamos fazendo o café.

Aos poucos o pessoal foi acordando e ajudando, no final enchemos a mesa de comida.

...

—Vamos? –Perguntei.

—Sim. –Todos responderam.

Estamos indo para a praia, pegamos a nossa Van e entramos todos, o Leon foi dirigindo e em cinco minutos chegamos na praia, que está lotada devo acrescentar. Achamos um cantinho e armamos as cadeiras e os guarda-sóis.

—Eu vou entrar na água. –A Daniele disse.

—Pode ir filha. –Falei passando protetor solar na Laís.

A Daniele tirou sua camisa e seu short ficando só com o biquíni que estava por baixo da roupa. Ela deixou a roupa em uma cadeira e correu para a água. O Daniel já tinha ido com o Pedro para a água e a Jenni ficou em casa.

—Vilu temos um problema aqui. –Vi o Leon encarar a Daniele.

—O que foi, amor? –Perguntei.

—Nossa filha é bonita demais para andar de biquíni, os garotos dessa praia estão secando ela. –O Leon falou vermelho de raiva.

—Leon relaxa, a Dani está logo ali e dá pra ver ela daqui. –Ri começando a passar o protetor no Theo.

—Mas os garotos, olhe, estão secando a Da... –Ele foi interrompido por alguém.

—Oi querida... –Vimos um homem me secando.

Não acreditamos, o que ele estava fazendo ali...

Theo e Laís

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.