Nossa pequena jóia
1 Capítulo 1
O som do choro de Sophia me despertou derrepente. Estava sonhando com Augustos, meu Augustos Waters, pai de minha filha. Ficava me remoendo por minha querida filha não poder ao menos se quer conhecer seu pai. Que teve uma morte precoce, vítima de um câncer nos ossos ,que o levou a óbito antes mesmo de conhecer a nossa preciosidade.
Eu, Hazel – uma jovem garota e agora mãe, vítima de um câncer de tireoide com metástase nos pulmões, minha gravides foi inteiramente de risco. O conheci em um grupo de apoio, ele me conquistou com seu modo de ver o mundo e as coisas de maneira super otimista independentes das tormentas que nos cercavam. Eu era que chamam de 'antissocial', não via motivos de fazer novas amizades pelo fato de ter um ''prazo de validade'', preferindo a companhia de meus pais, livros e filmes. Ainda lembro da primeira vez que o vi.
" Sai do grupo de apoio para jovens me despedi do amigo que avia feito lá Isaac — a única coisa que salvava o grupo, ele tem um câncer nos olhos, que o fez perder um olho e agora está prestes a lhe levar o outro. Estava à espera de minha mãe com meu cilindro de oxigênio. Ele chegou perto de mim puxando assunto,mais não dei muita trela até ele colocar um cigarro na boca, ai sim conseguiu chamar minha atenção, eu comecei a me dar um sermão sobre como aquilo fazia mal e um monte de coisa e ele não deixou eu terminar de falar por conta de sua risada.
—Do que você está rindo? Isso é serio! — Eu disse nervosa.
Então ele me explicou a metáfora do cigarro, eu achei ele um babaca de primeira, mas deixei me levar e ele acabou me convidando para assistir um filme no qual a personagem principal lembrava a mim. Pensei em não aceitar, mas quando minha mãe veio me buscar falei a ela que ia com ele para sua casa assistir um filme".
A partir daquele dia viramos inseparáveis, eu contei a ele sobre um livro chamado Uma Aflição Imperial, Peter Van Houten que eu era apaixonada, depois de mostrar o livro a ele,ele arranjou um jeito de entrar em contato com a assistente de Van Houten e consegui um endereço de e-mail pelo qual eu poderia me comunicar com o autor, onde ele deixa claro que o único modo de ele contar o que acontece é se nos se encontrarmos pessoalmente. Depois de algumas complicações é o que acaba acontecendo. Eu, minha mãe, e ele acabamos viajando para a Amsterdã e juntos vivemos pequenos momentos que tornariam os melhores momentos de nossa vida.
" Estávamos voltando do desastre que tinha sido o encontro com o meu escritor preferido , que na verdade não passava de um bêbado depressivo, solitário e arrogante. Porém sua assistente nos levou para conhecermos pontos turísticos para não perdemos a viagem, no final o dia foi muito agradável. Antes de voltarmos ao hotel, quando minha mãe já havia voltado e ele e eu estávamos sozinhos, ele me contou que sua doença havia voltado, que ele estava morrendo pois não havia recursos para tratar a doença. No inicio foi um baque para mim, mas fiquei ao seu lado a todo momento.
—Vamos Augustos estou pronta. — Eu disse quando ele chegou em meu quarto.
—Como você está linda – Disse ele a mim, praticamente babando. Ele avia me convidado para jantar em um restaurante da cidade.
La conversamos, bebemos um champagne que parecia que estávamos tomando estrelas e comemos uma refeição excelente. Quando chegamos ao hotel, fomos para o seu quarto e tivemos a melhor noite da nossa vida."
Quando voltamos para casa ele só piorava, acabou ficando internado vários dias depois de passar mal quando ia comprar cigarros, porém eu, sua família e Isaac, sempre estavam lá o apoiando, os médicos, que sabia que não poderia se curar novamente nos preparou para o pior. Todos nos estávamos esperando sua morte, porém surgiu um tratamento experimental — sua ultima esperança- que o ajudou a melhorar aos poucos.
Quando ele já estava em casa, bem e digamos que saudável, eu comecei a passar mal diariamente, os médicos preocupados acharam que meu remédio já não tinha mais efeito e que meu câncer estava se espalhando, porem o motivo era que eu estava grávida, foi ao mesmo tempo a pior e a melhor noticia da minha vida, uma mistura de sentimentos rondava minha cabeça. Sabíamos que eu era frágil e não poderia ter uma boa gestação, mas mesmo com os riscos para mim e para o feto eu decidi não abortar.
Minha gestação não foi tranquila como as outras, eu ia semanalmente ao hospital, passava muito mal e estava fragilizada, mas sempre feliz pela a chegada do nosso lindo bebê. Escolhemos os nomes, decoramos um quarto que seria o do bebê na casa de ,eus pais, e fizemos planos para ele, ou ela.
"-Gus, diga a essa criança que eu amo ela mas que a mim mesma, mesmo não estando presente em sua vida, que sempre estarei cuidando dela do céu. E saiba que te amo. — Eu disse antes da anestesia fazer efeito, era o dia do parto, que infelizmente seria prematuro pois eu não aguentaria seguir até o final de 40 semanas.
Quando voltei da anestesia e vi que eu estava bem o que achei que não aconteceria fiquei procurando Augustos no quarto, meus pais e seus pais estavam todos ao meu redor chorando na hora pensei que minha filha não tinha aguentado e tinha ido a óbito antes mesmo de ser retirada de meu ventre. Mas não era meu querido Gus que tinha vindo ao óbito, durante minha cirurgia Augustos deve uma complicação e faleceu seu câncer tinha voltado novamente e ele não quis me contar.
Aquilo foi um baque para mim, meu mundo que tinha sido colorido e iluminado com a chegada da minha filha, foi destruído, arrasado pela perde de Augustos. Nossas famílias sofreram comigo, mas com o fato de termos a Sophia — como Augustos e eu tínhamos decidido chamá-la- para cuidar e ocupar cada minuto de nossas vidas, digamos que nos recuperamos rapidamente. "
Ele nunca seria esquecido, sua marca estava em todos os lugares, em cada canto da casa, na nossa filha e nas minhas lembranças que jamais seriam apagadas independente de quando tempo passasse. Ele havia deixado cartas para todos nós, pequenos presentes e a joia mais preciosa que poderia ter deixado.
Logo eu iria o reencontrar aonde quer que ele esteja, meu tratamento já não fazia efeito, eu me mantinha viva apenas por medo de deixar minha pequena mas sabia que ela estaria em boas mãos, seus avós a amam e cuidariam dela como se deve.
Fui caminhando lentamente e me apoiando na parede devido à fraqueza do meu corpo, para o quarto da minha filha, ouvindo seu choro cessar, quando cheguei em seu quarto a vi no colo de minha mãe, dei um leve sorriso quando vi sua cabeça virar para mim, me olhando com seus olhos inocentes de criança, sabia que estava em boas mãos então, lentamente fui voltando para meu quarto mas nunca cheguei a ele.
Augustos segurava minha mão enquanto nos caminhávamos em um lindo jardim cheio de árvores e flores, seu sorriso estava como eu me lembrava, sereno e puro, e eu estava feliz por estar ao seu lado novamente, olhando para minha filha pelo céu.
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