Notas iniciais
Oi meus amores *~* tudo bem com vocês? Bem, eu amei as reviews deixadas no último capítulo, e tenho de falar que adoro responder todas elas, sem exceção!
Tenho uma coisa a falar: Minha estória está QUASE terminada. O que me deixa a maior vontade de postar capítulo todo o dia, mas para isso vocês precisam me deixar feliz, tenho muitos leitores que não deixam reviews... Enfim, vou deixar de ser chata e vamos ao capítulo? Nos vemos lá embaixo.

PS: Este capítulo está sem banner, eu só os faço por diversão, mas vocês preferem com ou sem? Vou seguir o que vocês quiserem!

POV Edward Cullen

- Quem é esse cara? – Peguntou o aparente “namorado” de Bella. Eu estava pedindo aos céus para que eu tivesse compreendido aquilo de forma errada.

- É Edward, o pai da Renesmee, meu irmão – Disse Alice.

Ainda com minha filha nos braços, encarei o sujeito que me olhava com revolta nos olhos até que se retirou da agência com passos largos e firmes no chão. Se eu tivesse entendido tudo da forma certa, ele estava namorando minha mulher e queria satisfações sobre alguma coisa, porém, como o real nome de Bella é Isabella, ela não iria deixar se envolver fácil assim. Lembrei-me de como era no começo com ela, mas depois... Depois que ela se permitiu me amar, não demorou muito tempo para eu estragar tudo.

- Cadê a mamãe? Ela precisa ver você! – Renesmee correu os olhos por todos os lados e não encontrou Bella.

- Ela saiu um pouquinho, bebê – Disse Rosalie.

- Você deveria ter avisado que viria aqui, Edward, está louco? Olha o jeito que a Bella saiu – Alice repreendeu-me discretamente.

- Eu não aguentei Alice, me desculpe. Eu primeiro te segui e fiquei pensando se entrava ou não, bem, aqui estou.

- Tia Alice, Tia Rose, olhem o meu PAI! – Disse Renesmee ainda em meus braços, agora alisando delicadamente o meu rosto e secando com a os dedinhos o rastro de minhas lágrimas.

- Estou vendo o bonitão aí! – Rosalie disse ironicamente me olhando de cima a baixo, mas eu sabia que não demoraria muito para ela deixar a armadura cair e pular em cima de mim da mesma forma que Alice fez, afinal, ela era minha melhor amiga quase irmã e quem havia me apresentado Bella.

- Precisamos muito trabalhar, Edward, nos fundos da agência temos um jardim enorme para eventos pequenos, vocês podem matar as saudades lá.

- Vem papai, eu te mostro!

Coloquei Renesmee no chão e ela me levou até o local, ainda assim quando sentamos em um dos bancos de madeira que tinha em meio ao jardim ela não soltou a minha mão e estava colada ao meu corpo, então a coloquei em meu colo para que percebesse que eu estava ali de verdade.

- Filha, você está tão grande, tão linda! A cara da sua mãe! – Eu disse correndo seus cabelos com as mãos, agora tão grandes.

- Uma vez a mamãe falou que eu sou uma mistura perfeita de vocês dois – Disse-me com um sorriso exibindo todos os seus dentes incrivelmente brancos.

- Bem, ela não está mentindo, você é perfeita, meu amor.

- Papai, você vai ficar bastante tempo não é? Não vai embora muito rápido não! A mamãe uma vez disse que você trabalha com música e por isso fica tanto tempo fora assim, mas se fosse só isso vocês ainda iriam ser namorados igual os pais da Annie.

- Nessie, eu não vou mais embora. Eu vou ficar aqui sempre e sempre, está bem?

Ela abriu a boca em um grande O e depois cobriu os lábios com as duas mãos, então ela começou a chacoalhar os braços.

- Você está falando a verdade verdadeira?

- Com mindinho e tudo! – Confirmei.

Entrelaçamos os nossos mindinhos e novamente ganhei um abraço da minha filha, de novo eu quis chorar. Felizmente eu consegui fugir do assunto de namorados com Renesmee, aliás, Bella estava com outro cara e eu não queria acabar com a vida dela novamente, por mais difícil que fosse para eu fazer isso.

- Você viu aquele moço lá, não viu?

- Eu vi – Não consegui fugir do assunto, 1x0 para Renesmee.

- Então, ele é o namorado da mamãe. Ela disse que fofoca é feio, mas agora você o viu, então não é fofoca mais.

- E eles estão namorando há quanto tempo, filha?

- Eu não sei o certo assim, certinho, mas não tem muito tempo não, tia Alice disse que eles não têm nem um mês.

- Ah... – Foi tudo o que eu consegui dizer.

- Eu queria a mamãe aqui – Fez bico – Todo mundo junto, sabe?

- Eu sei meu amor, eu também queria todo mundo junto aqui, eu, você e ela! Mas me fala, você gosta do namorado da mamãe?

- Nãaaaao! – Ela balançou a cabeça negativamente repetidas vezes – Ele é muito chato, hoje ele quis mandar na mamãe e ela não é “mandada”.

- Com certeza não. E ela está tão linda, você poderia me falar um pouco mais sobre a mamãe. Não é?

- Então, papai, a mamãe sabe desenhar muito bem, ela até me desenhou algumas vezes. Quase sempre na parte da manhã eu venho ficar aqui com ela e com as minhas tias, às vezes quando a vovó Esme ou o vovô Carlisle podem me levar na escola eu fico com eles, mas não é sempre. Aí de tarde eu fico na escola com a Annie e quando tá quase ficando escuro, a mamãe me pega, a gente brinca de noite e jantamos juntas, às vezes o namorado dela janta com a gente também.

- É? E ele passa a noite com vocês lá?

Eu sabia que era errado usa-la para conseguir informações sobre esse cara, mas se eu não podia mais ter Bella comigo eu precisava presar pela segurança da minha filha agora que eu estava de volta. Na verdade, eu não gostei nada da minha Isabella com ele, mas eu já errei muito e precisava tomar cuidado por onde eu pisava para não machucar mais gente ainda.

- Não, eu já vi Riley pedindo algumas vezes, mas a mamãe não deixa. Esses dias ele reclamou que nunca tinha tirado uma soneca com ela lá em casa.

Senti o meu maxilar trincar instantaneamente, era claro que Renesmee era nova demais para entender o que o idiota queria, mas eu tinha entendido muito bem.

- Tudo bem, papai?

- Tudo sim meu amor, eu só também não gosto de Riley. Mas você tem que me contar tudinho, como é a sua escola, seus amiguinhos e seus fins de semanas, a gente pode sair junto se a mamãe deixar.

- Jura?

- Juro!

E assim a nossa manhã passou voando, até o momento em que Alice pediu para levar Renesmee até Bella que estava esperando com o carro na frente da agência. “Eu posso tentar falar com ela!” Tentei argumentar contra Alice “Não mesmo, não agora, dê um tempo para ela, Edward”.

~

- Você. É. Um. Idiota! – Rosalie gritou ao mesmo tempo em que me abraçava forte, logo depois que Renesmee saiu para a escola.

- Esse é o elogio que mais tenho tomado nos últimos dias.

- Olha só o que você faz para depois tomar uma decisão dessas, você... Você é louco, retardado, idiota, um filho da puta! Ou melhor, Nessie tem um pai puto!

- Por que ela saiu daquele jeito? – Eu não precisava citar nomes para as duas saberem de quem eu estava falando.

- Não foi fácil Edward, os primeiros meses foram os mais difíceis – Alice disse com pesar – É claro que ela guarda mágoas de você.

- Mas Alice, eu sempre quis ficar com ela e isso não é segredo para ninguém. Ela não pode estar tão nervosa assim.

- Eu não vou entrar em detalhes para não magoar ainda mais você, Edward, mas você não poderia ter a deixado, poxa, Renesmee era um bebê. Era sua responsabilidade. Você tem ideia de como Bella ficou depois que ela percebeu que você realmente tinha ido embora, ou todas as vezes que Renesmee chorou querendo o pai e Bella não sabia o que fazer com Nessie? As duas só sabiam chorar!

- Eu quero mudar tudo isso, eu vou mudar o que eu fiz de errado. Eu só preciso que a Bella me dê uma chance, eu não voltei à toa, eu consegui o que eu procurava, mas desisti de tudo, eu não consigo viver...

- Você está querendo que Bella te dê outra chance? – Indagou Rosalie.

- Eu não quero estragar a vida dela de novo, eu detestei esse cara para falar a verdade, mas eu não vou empacar a vida de Bella nem que isso custe a minha felicidade. Eu só quero ao menos uma chance com Renesmee e mesmo que eu viva vendo Bella de longe... Eu não me importo, eu só preciso ver ela, entende? Mas, porra, é claro que eu quero Bella de volta! Ela é minha mulher, sempre foi.

- Possessão manda lembranças – Alice zombou.

- Eu nunca fui uma péssima cupida – Disse Rosalie –, e você acabou com a minha reputação e vai concertar isso porque estou mandando! Eu sei o que é melhor para a minha amiga, só não... Quebre Bella ao meio outra vez, senão eu te levo até um albergue daqueles filmes de terror.

- Vocês acham que eu tenho alguma chance com ela?

- A Bella é dura na queda, Edward, mas ninguém aqui pode negar que ela ainda te ama e muito; senão ela não teria fugido daqui como fugiu. Ela está sendo orgulhosa e covarde, mas, como a maioria dos homens são burros eu acho que você precisava desse toque, só não faça merda agora – Pediu Alice.

- Eu não vou fazer nada do tipo... Eu a amo demais para magoa-la outra vez.

~

POV Isabella Swan

- Ele está aí? – Liguei para Rosalie assim que Renesmee entrou na escola.

- Não, ele acabou de ir embora.

- Você tem certeza?

- Sim.

Eu reconhecia que estava sendo uma covarde, mas eu ainda não conseguia olhar para Edward como se nada tivesse acontecido. Eu tinha raiva, muita raiva por ele ter preferido a banda a mim, a quem ele jurava amar. Do que a filha, que ele jurava amar e proteger sempre. E ele esteve fora e voltou com a cara mais lisa de todas.

Para falar a verdade, eu ainda não acreditava que ele estava para ficar, mas depois que as mesmas palavras saíram da boca de Renesmee eu não tive como não acreditar, aliás, ele nunca havia mentido para ela antes. Não seria justo agora que ele fizesse isso. Era bom pensar com sanidade, agora.

Entrei em silêncio na agência e assim se passou o dia. Mergulhei a minha cabeça no trabalho para que assim eu não tivesse de pensar em Edward e nem no show que Riley deu na parte da manhã, ainda mais quando Renesmee estava aqui.

- Bella? Hm, então... Edward pegou o seu número de celular e o fixo também – Alice anunciou já sentindo que eu poderia explodir a qualquer momento.

- E quem deu os números para ele? – Perguntei entredentes.

- Eu... Agora que ele está de volta para valer tem Renesmee e ele me convenceu que seria necessário.

- Ótimo, ao menos assim não precisamos nos olhar cara a cara.

- Não seja tão dura, Bella.

- Não precisamos falar sobre isso Alice.

~

- Então o papai disse que nós podíamos passear juntos se a senhora deixar.

- Que educado da parte dele! – Respondi ironicamente.

- Claro que o papai é educado, bobinha. E ele disse que não vai mais embora, ele vai ficar agora.

- Que legal filha.

Renesmee se remexeu por cima de mim, nós estávamos numa posição um tanto engraçada no sofá. Eu deitada com algumas almofadas apoiando a minha cabeça e ela praticamente jogada por cima de mim desajeitadamente. Estaríamos assistindo a um filme de fadas se ela parasse de falar no pai.

- E você vai deixar, não é? Por favor!

Era claro que eu teria de deixar, mesmo se não quisesse. Para todos os efeitos Edward era o pai e eu seria taxada de todos os nomes possíveis se não permitisse o convívio de ambos. Não que eu ligasse muito para essas coisas, mas... Nem eu sei.

- Vou deixar sim.

- E você vai vir junto, não é? O papai disse que também queria você junto e eu quero uma foto da minha mamãe e meu papai comigo.

- Eu só acho que já hora de você estar pronta, seu avô já vem buscar você. Anda mocinha, você vai à frente – Desconversei.

Renesmee rolou os olhos e correu corredor adentro em direção ao seu quarto, e dessa vez, o celular tocou escandalosamente avisando que Edward estava ligando para ela. Carreguei o aparelho junto comigo e entreguei para ela, não demorou muito para que minha filha chamasse a minha atenção.

- Mamãe! O papai disse que vai ligar no seu celular!

- Diga para ele não fazer isso.

- Ih, ele já desligou.

Ela escolheu a própria roupa, uma blusinha e short acompanhado de uma sapatilha preta. Alguns toques à porta me fizeram sair da cozinha e anteder Carlisle que esperava por Renesmee.

- Oi Carlisle, entre, por favor!

- Boa tarde querida, está tudo bem?

- Sim, tudo ótimo – Eu menti e dei um sorrisinho amarelo, ele, claro, percebeu – Renesmee só está procurando as presilhas do cabelo, ela já vem.

- Sem pressa.

Durante alguns momentos Carlisle compartilhou comigo coisas sobre o seu trabalho – ele era diretor de um hospital – e eu fiz o mesmo, contando o quanto eu estava animada para o evento do dia seguinte, e que era um grande passo para a empresa organizar uma festa daquele porte.

- Eu vou ver o papai! Eu vou ver o papai! – Renesmee veio cantarolando e abraçou o avô.

- Até de noite, mamãe! – Recebi um beijo estalado na bochecha e fechei a porta assim que eles saíram.

A casa ficava estranhamente vazia sem Renesmee ali, mas sempre que ela ia passar o dia com os avós eu arrumava algo para fazer. Tratei de tomar banho – sem molhar os cabelos – e vesti um pijama surrado, passei roupa, fiz uma limpeza geral no banheiro e nos quartos, o que durou toda à tarde. No começo da noite, por volta das seis e meia eu me encaminhei para a cozinha e enquanto eu estava lavando a louça alguém tocou a campainha.

Imaginei ser Carlisle vindo trazer Renesmee cedo e sem hesitação eu abri a porta dando de cara com nada mais nada menos que Edward Anthony Masen Cullen. Tentei fechar a porta por puro reflexo, mas um pé surgiu rapidamente me impedindo de tal ato.

- Bella.

A voz de Edward pronunciando o meu nome foi como um choque me atingindo diretamente no coração, eu não soube definir se aquilo era bom ou ruim.

- Oi... Edward – Cumprimentei-o desviando o olhar para o tapete de entrada e olhando fixamente ali.

- Você está ocupada?

- Na verdade sim, eu estou lavando a louça.

Como uma imbecil, eu andei rapidamente até a cozinha e abri a torneira de uma vez só. A água bateu contra uma colher dentro da pia e espirrou para todos os lados, me fazendo fechar a torneira na mesma rapidez em que foi aberta. Eu estava molhada.

- Você precisa de ajuda?

“Merda”, eu pensei. Ele entrou e ainda por cima me seguiu até a cozinha. Como eu poderia pedir educadamente para que ele saísse do meu apartamento, quando na verdade mesmo tentando odiá-lo eu não queria realmente que ele fosse embora?

- Não, eu já estou terminando isso aqui – Minha voz falhou inutilmente, e me ignorando completamente Edward pegou um pano para secar a louça que eu deixava no escorredor de pratos.

Houve um silêncio gritante entre nós e o som que preenchia os nossos ouvidos era o da água se chocando contra a louça e depois o gotejar da torneira quando a louça suja infelizmente acabou. Cogitei a possibilidade de lavar tudo novamente, mas Edward foi mais rápido e tentou um diálogo.

- Renesmee está linda e tão grande.

- É verdade... Você deveria ir até a casa de seus pais, ela deve estar decepcionada por você não estar lá.

- Seria mais discreto você ter me mandado embora de uma só vez.

Desviei meu olhar para os olhos verdes que me encaravam com dor (?) e perdi a linha do raciocínio, quando por fim consegui falar.

- Você poderia ir embora, então?

- Bella... – Novamente ele disse o meu nome, e agora foi como se um vidro tivesse atingido o meu peito – Nós precisamos conviver juntos agora, mesmo você não querendo. Nós temos Renesmee.

- Edward, não jogue a culpa para cima de mim! As coisas não são fáceis assim! – Eu já estava alterada, mas ele tentou manter a calma.

- Eu sei que não, é por isso que eu estou aqui, nós precisamos conversar.

Ele deu dois passos em minha direção e eu recuei três, novamente nos encaramos. Era tão estranho estar em sua presença agora depois dele ter ido embora uma vez, e se ele fosse novamente e deixasse Renesmee, de novo?

- Você se lembra de tudo o que te falei? Quando eu fui embora?

Um maldito carro buzinava freneticamente em frente à pequena casa onde eu morava com Edward e Renesmee. “Anda logo”, Jacob gritou assim que Edward beijou a testa da pequena que estava adormecida em seus sonhos encantados.

- Eu vou voltar Bella, eu prometo. Eu só preciso que você esteja aqui quando eu voltar.

- Edward, se você entrar naquele carro eu só quero que você esqueça que eu exista, me risca da sua vida!

- É o meu sonho, ele pode dar certo, amor!

- Mas você tem uma família que precisa de você, não vá, eu te imploro.

Ele me tomou num abraço forte e apertado, minhas mãos rodearam seu pescoço e eu enterrei meu rosto na curva de seu pescoço, pedindo a Deus que ele resolvesse ficar comigo, com Renesmee. Porém, uma onda de raiva me atingiu e eu o afastei, esfregando as lágrimas com as costas da mão de meus olhos já ardentes e o soquei no peito com toda a força que eu pude. Edward me conteve facilmente e sem olhar para trás saiu apressado de encontro à voz que insistia em tirá-lo de mim. Dez segundos mais tarde eu atravessei a porta por onde Edward havia passado e consegui o encontrar na calçada, o puxei pela mão e novamente o abracei desesperadamente como antes.

- Eu amo você, por favor, não vai.

- Eu preciso ir linda. Por favor, me entenda.

- Você não precisa ir, o que eu vou fazer sozinha aqui? Eu não tenho meus pais Edward, sem você eu estou perdida, você não pode fazer isso comigo, fica, fica...

- Eu tenho certeza que a minha família e os nossos amigos vão cuidar de você e da nossa garotinha, vai dar tudo certo e eu vou voltar.

- Se essa loucura dar certo tudo só vai piorar e você vai ficar mais e mais ausente! Eu não quero isso para a minha vida, para nossa filha. Eu estou falando sério, se você for eu não vou estar aqui para você.

- Mas eu vou voltar, eu te amo meu amor.

Edward beijou delicadamente a minha testa e depois cada uma de minhas mãos. Quando ele entrou no carro e me lançou um último olhar, balancei a cabeça negativamente e ele sabia que havia acabado ali. Sentei-me na calçada ao chorar, enquanto o carro se afastava.

- Lembro.

- Bella... Eu só voltei agora porque eu pensei muito e... – Parou de falar e ficou encarando o piso claro sobre seus pés.

- Você voltou porque deu tudo errado, não é? – Acusei, subindo a voz – E disse para todos que a banda assinou e você preferiu voltar apenas para não ficar feio para o seu lado, estou mentindo?

Eu sabia que era injusto o acusar daquela forma depois de saber por Rosalie e Alice que a banda realmente assinou e ele havia voltado por opção própria, mas eu precisava despejar a minha angustia em alguém e essa pessoa era ele.

- Não deu tudo errado, deu tudo certo, Bella! Mas quando deu tudo certo – Ele passou a mão pelos cabelos, um sinal típico de nervosismo da parte dele – Eu não consegui ir à diante porque foi aí que eu soube que... Droga!

- Você não precisa mentir para mim! Eles continuam tentando, não é? Mas você cansou, foi isso. Você cansou e resolveu voltar para a sua vidinha sem graça e sem emoção que era e sempre foi! – À medida que minhas palavras escapavam da minha boca sem permissão a minha voz aumentava mais e mais, não me dei conta de que eu estava gritando.

- Não fale besteira! A melhor época da minha vida aconteceu com você e Renesmee! Você sabe disso! E eu não assinei porque eu percebi que não estava mais conseguindo viver sem você! – Ele gritou no mesmo tom; o que me fez recuar novamente para trás – E quando tudo desse realmente certo, a banda começasse a caminhar aí sim eu perderia você para sempre e eu não posso conviver com o fato de ter deixado você ir!

- Você está delirando, você está louco, eu não acredito em você! Era tudo o que você mais queria e nada ia te fazer voltar atrás, Edward!

Ele avançou novamente na minha direção, mas fui salva pelo congo e a campainha tocou. Caminhei rapidamente até a porta para receber quem quer que fosse.

- Eba! Meus pais estão aqui JUNTOS! – Renesmee disse em animação e me abraçou pelas pernas, ficando algum tempo indeterminado ali.

Carlisle me fitou com seus olhos grandes e azuis como se eu fosse uma completa aberração, e depois desviou o olhar para Edward.

- Ih, mamãe? Tá cortando cebola de novo? Seus olhos estão tão vermelhos!

Renesmee largou minhas pernas e se jogou em Edward, que a pegou no colo prontamente e a encheu de beijos.

- Eu acho melhor... Edward, vamos embora? – Chamou Carlisle.

- Nãaaao! Deixa o meu papai aqui comigo, vovô, só um pouquinho? – Ela fez bico e passou os braços em volta do pescoço de Edward, como se estivesse o segurando ali.

- Está tarde, Nessie. É melhor ele ir comigo.

- Mas a mamãe o deixa ficar, diz para o vovô, mãe!

Renesmee mantinha o beicinho minúsculo em seus lábios e mesmo a contra gosto eu fui praticamente obrigada pela sua expressão de cachorrinho sem dono a permitir a façanha que ela me pedira. Quando era que eu negava alguma coisa àquela menina?

- Não tem problemas, Carlisle – Disse eu.

- Mesmo assim... – Ele tentou.

- Pai, eu estou de carro. Estarei em casa em breve.

Carlisle se despediu de todos e foi embora. Fechei a porta e senti minhas mãos suarem e tremerem ao mesmo tempo, minha temperatura deveria estar gelada. Mas, como uma boa pessoa, eu ignorei tudo isso e tentei ser o mais casual que eu pude no momento.

- Papai, você tem de ver o meu quarto! Mamãe e a tia Alice que decoraram!

Renesmee o puxou pela mão e eles sumiram corredor adentro.

Notas finais
E então pessoal? Edward tentou agora e não deu certo... O que vocês acham da reação da Bella? Ela está na defensiva, porém, isso é certo ou errado? Quero saber!

Agora, um spoiler na narração do Edward!

- Ela está bêbada? Minha voz escapou automaticamente.
- Não é da sua conta se ela está bêbada ou não, o único vínculo de vocês por agora é a criança.
Senti o sangue subir por meu corpo e se concentrar inteiramente na minha cabeça. Ele estava mesmo achando que ditaria as regras para mim? Estava muito, mas muito enganado.