Nossa Segunda Chance
5 Recaída
Notas iniciais
POV Isabella Swan
Acordei com o despertador automático de meu celular e uma dor de cabeça insuportável, a sensação que eu tinha era de que meu corpo tinha passado em um moedor de carne e eu não queria levantar da cama por nada. Primeiro: Eu sentia que poderia vomitar a qualquer momento. Segundo: Também tinha certeza que não havia nada lá dentro pelo simples fato de sentir um buraco negro no lugar de meu estômago.
Espera... Meu Deus! Eu não me lembrava de nada sobre o que tinha acontecido na noite anterior depois de virar alguns copos. Eu era tão idiota! Não, eu obtinha doutorado em idiotice! Foi esse o meu escape depois de perceber que 99% das mulheres que estavam no evento comiam Edward com os olhos. Não entendi porque estava tão irritada com o fato, já que no passado em todos os lugares que íamos juntos era sempre assim. Passado. Eu não deveria agir daquela forma, afinal, a escolha se terminar com tudo foi minha. Sim, além de idiota eu tinha um atraso mental. E Edward, com certeza não percebeu nada já que estava paparicando a filha de todos os jeitos possíveis.
Meu Jesus! Renesmee! Eu sou uma péssima mãe, onde ela estava? Senti um gosto nojento na minha boca, mas me dirigi cambaleando até o quarto ao lado do meu. Paralisei com a cena por um momento. Ela dormia tranquilamente em sua cama enquanto Edward dormia desajeitadamente na poltrona logo ao lado. Voltei para o meu quarto e tentei a todo o custo lembrar-me da noite anterior, mas eu só conseguia me lembrar do álcool descer queimando por minha garganta enquanto eu observava as escondidas Edward e Renesmee ao longe. Como eu vim parar em casa?
Escovei os dentes e me assustei com o meu reflexo no espelho. Eu estava mais branca de que o normal, pálida era a palavra certa. Percebi um roupão sobre o meu corpo, mas quem havia me vestido num roupão? Onde estavam as minhas roupas? Edward não se atreveria, ou sim?
- Edward, acorda! Você precisa ir embora – Eu disse entrando no quarto e mexendo em seu ombro furiosamente.
- Ãn? – Indagou desorientado com os olhos alarmados.
- Eu disse que você precisa ir embora, agora.
Edward me encarou como se procurasse vestígios de fatos em meu rosto, o que será que aconteceu na noite anterior? Na verdade eu nem queria saber, ou sim? Ah! Eu estava confusa. Ele passou a mão entre os cabelos, parecia querer dizer algo, mas não disse.
- Anda! Eu preciso ir trabalhar! – Insisti segurando um choro idiota que eu nem sabia o motivo de ter se manifestado.
- Você está bem? – Perguntou, mas logo em seguida sussurrou para si mesmo – ... É claro que você não se lembra.
- Do que?
- Mamãe...
Renesmee sentou-se na cama e encarou a mim e seu pai com os olhinhos confusos e o rosto amassado.
- Edward, vai embora, logo!
- Não mande o papai ir embora, você não deve falar isso!
- Ele não deve dormir aqui sem a minha permissão, isso sim – Contra ataquei.
Renesmee ficou claramente emburrada, pois uma ruguinha surgiu em sua testa e ela mordeu o lábio ferozmente, cruzando os braços por fim. Antes de Edward sair ele disse que voltaria para vê-la e beijou-lhe a testa, então passou por mim sem dizer uma palavra sequer.
~
- Mamãe, a senhora não deveria ter mandado o papai embora!
Renesmee estava insistindo na ideia de que Edward deveria ter ficado, mas eu não dei ouvido e continuei a dirigir até a agência.
- Está me ouvindo? Não deveria mamãe, por que você fez isso?
- Nessie, eu estou dirigindo.
- Mas ele cuidou da gente quando o Riley estava lá! Você deveria agradecer o papai por isso.
Riley? Estava lá? Com Edward? Não deve ter saído boa coisa, mas como uma filha fiel é claro que não importa o que acontecesse, Renesmee ficaria ao lado de Edward em qualquer circunstância.
- É mesmo? – Comentei em vão, tentando não me importar com o acontecimento dos fatos.
- Sim, e eu vi o papai quase bater no Riley, porque parecia que ele ia machucar você! Mas aí você estava dormindo e não viu nada, ou estava acordada?
- Não fale besteira, Renesmee, Riley não me machucaria. E não faça fofocas.
- Eu não estou fazendo fofocas, você estava lá! Riley disse que papai era um infeliz e ia fazer da vida ele um inferno. Eu vi tudinho, você não viu? Eu vi tudo! – Exclamou.
- Você está inventando tudo isso, Renesmee?
Pude ver pelo retrovisor ela cruzar os braços, mas agora chorava e tentou abafar o choro com a mão na boca. Orgulhosa, como eu. Estacionei o carro na agência e quando soltei seu cinto de segurança ela entrou no estabelecimento sem ao menos esperar por mim.
- Tia ROSE! – Renesmee gritou.
- Bebê! Tudo bem com você? Por que está chorando?
- Por que a mamãe não acredita em mim, mas eu não minto para ela! Nunca menti.
- Em que ela não acredita? – Rosalie parecia preocupada com o estado de sua criança preferida no mundo, e até eu mesma estava começando a ficar. Renesmee não parava de chorar.
- Eu não vou dizer por que é fofoca e eu quero meu PAI!
Rosalie me olhou pedindo permissão com os olhos e eu assenti, não queria ser uma mãe chata para Renesmee.
- Seu pai foi em uma entrevista de emprego hoje amor, ele está procurando um trabalho. Vou mandar uma mensagem para ele, assim que estiver livre tenho certeza de que ele vem te buscar.
Renesmee pegou uma revista qualquer e se sentou no sofá cruzando as pernas, ainda sem olhar para mim. Tentei colocar na minha cabeça que era birra de criança e que logo, logo, ela estaria falando comigo novamente e me lançando os seus melhores sorrisos, mas isso não aconteceu até Edward a levar para um passeio.
- Bem, o que aconteceu, Bella? – Alice perguntou.
- Renesmee ficou falando coisas estranhas sobre Riley e Edward, é claro que ela quer a qualquer custo me juntar com Edward, eu preciso tomar providencias antes que ela comece a ficar rebelde, ela só tem quatro anos!
- Você deveria enxergar as coisas à sua volta, Isabella – Disse Rosalie quando Renesmee não estava mais conosco – Você acha mesmo que Renesmee mentiria para você?
- Nessa idade é normal crianças mentirem, eu não a culpo, mas está errado de qualquer forma.
- Argh! Eu não quero me meter, mas você sabe que Edward é o meu melhor amigo – Continuou Rosalie.
- E daí?
- E daí que você não pode acusar Renesmee de ser uma mentirosa quando você nem se lembra das coisas!
- E daí?
- E daí que ontem você saiu bêbada de um evento de sucesso, Riley te levou para casa e disse para Edward levar Renesmee com ele.
- Como? – Alice questionou. Então, nem ela sabia.
- Então Edward veio meio desesperado atrás de mim com Renesmee dormindo nos braços, foi até agência e pegou as chaves do seu apartamento com a minha autorização, antes de tudo. O idiota me deixou sem notícias, então eu liguei para ele de madrugada e fiquei sabendo que quando ele chegou ao seu apartamento você estava completamente embriagada e praticamente sem forças para falar.
Pisquei desorientada algumas vezes antes de Rosalie prosseguir.
- E foi aí que ele viu você e Riley discutindo mais uma vez! Aliás, esse relacionamento é feito em cima de brigas, Bella, não é possível que você se sinta bem com isso!
- Eu...
- E então você levantou a mão, mas não agredir Riley, é uma reação de bêbados... Alice já ficou assim – Nós três fizemos uma careta – Mas Riley segurou seu braço com força e depois apetou seu pulso. Renesmee acordou e viu Edward quase bater em Riley, pegaram uma discussão e então Riley foi enxotado. Você vomitou, Edward te cobriu com um roupão, eu acho, e limpou a nojeira que você fez. Mas okay, como você tratou Edward hoje quando o viu tomando conta de Renesmee enquanto você não tinha condições para levantar da cama?
- Ai, que merda! – Alice exclamou boquiaberta.
Instantaneamente meus olhos se encheram de lágrimas, eu definitivamente não ensinei minha filha a mentir, muito menos para conseguir o que quer e a tinha acusado injustamente.
Rosalie pegou as minhas mãos e olhou cada um de meus pulsos. Um deles estava com quatro marcas roxas, quatro dedos, até então despercebidos por mim.
- Eu praticamente o expulsei – Sussurrei envergonhada.
- Ai, que merda! – Foi vez de Rosalie exclamar e negou com a cabeça.
~
Eu não fiquei na agência, quando Edward trouxe Renesmee de volta Rosalie pediu para que ele a levasse para a escola. Assim que eu cheguei ao meu apartamento tentei me lembrar da noite passada, mas tudo o que eu consegui foram vultos que eu não conseguia distinguir exatamente o que era.
Não era fácil para eu lutar contra um sentimento tão forte que eu havia trancado no fundo do meu coração, a cada maldito dia que passava era como se ele inflasse mais dentro do meu peito e pedisse por liberdade, mas eu não me deixaria enganar novamente. Eu não sabia se eu podia confiar em Edward mais uma vez.
Durante a semana recebi várias ligações de Riley, mas nenhuma delas foi atendida por mim. Na verdade Rose estava certa dizendo que os nosso relacionamento era construído em cima de brigas, já que a coisa mais difícil do mundo para mim era estar de bem com Riley.
Eu havia pedido desculpas à minha filha e ficado frustrada pelo sumiço de Edward na minha vida durante aquela semana, porém, ele continuava o mesmo com Renesmee. Eu também me perguntei o que eu queria, por que eu estava achando ruim ter conseguido que ele se afastasse de mim, não era o que eu mais queria?
~
- Eu pedi para o papai vir aqui qualquer dia desses, ele disse que vem. Não tem problemas, não é? Eu percebi que você não gosta muito dele...
- Não é isso Nessie, é que... Aconteceram muitas coisas de gente grande, você não entende isso agora. Mas eu gosto dele.
- Mas eu não quero entender mamãe, eu só quero que vocês sejam amigos. O papai sempre pergunta de você, ele gosta de você, mamãe! Ele quer ser seu amigo, mas você não deixa!
- Olhe... Podemos marcar um dia no meio da semana e nós podemos, uh, almoçar todos juntos aqui em casa, o que você acha? Você só precisa faltar um dia na escola.
- Eu não posso deixar a Annie sozinha na escola e o papai não pode vir na semana, ele está fazendo residência no hospital há alguns dias. Ele só tem o domingo livre, mamãe, hoje! E o almoço já foi, precisamos fazer um jantar! – Disse batendo palmas como Alice e se levantou imediatamente.
- Hoje? Então podemos fazer no próximo domingo.
- Não! Hoje mãe, eu vou ligar para ele.
Renesmee saiu correndo até o telefone e discou o número que ela já sabia de olhos fechados. Como eu sabia que não conseguiria dobrar ela, me adiantei para a cozinha para tentar preparar alguma coisa a tempo. Minhas pernas tremiam involuntariamente.
- Ele disse que daqui a pouco vem mamãe! Eba! Eu nem acredito!
Duas horas mais tarde Edward bateu a minha porta. Eu já havia tomado banho, vestido uma roupa casual e estava com as mãos tremulas por saber que ele jantaria ali. E lá estava ele novamente, abraçando e beijando Renesmee que estava elétrica com a sua presença e dizendo a todo o momento que era o melhor dia da vida dela.
Como sempre, sua beleza incomum irradiava a sala. E como todas as outras vezes, seus olhos verdes penetraram os meus esperando pela minha próxima patada, confesso que eu me senti mal com isso.
- Eu e a mamãe fizemos salada, tem berinjela e lasanha!
- E desde quando você sabe cozinhar?
- Seu bobinho, eu não sei cozinhar. Eu só ajudo mamãe com os ingredientes e coisas do tipo. Ela faz tudinho.
Todo o jantar foi preenchido por conversas de Renesmee para todos os lados, algumas risadas da minha parte e muitas de Edward ao descobrir mais e mais sobre a personalidade forte que a nossa filha estava criando. Havia também muitos olhares trocados por nós que eu quebrava na primeira oportunidade.
- Eu queria te pedir desculpas por ter expulsado você daqui. Eu não deveria – Confessei com dificuldade quando Renesmee estava adormecida no sofá em frente à TV ligada. Eu lavava a louça da janta, e pedi para Edward me ajudar.
- Eu já fiz muita coisa pior – Disse simplesmente.
Fechei a torneira e sequei minhas mãos em um pano livre que estava em cima da mesa. Olhei mais uma vez em seus olhos e tive dificuldades para recomeçar meu pedido de desculpas.
- Eu... Fiquei sabendo o que aconteceu na noite anterior aquele dia, eu realmente não me lembrava. Mas nos últimos dias eu venho lembrando e eu realmente tenho de te agradecer muito por... Estar aqui àquela hora, Edward. Me desculpe.
— Só se você me desculpar por esses anos.
Olhei para o lado distraidamente e não disse nada, eu não sabia se ainda estava pronta para desculpá-lo por isso. Mas eu tomei a decisão de que iria tentar, mesmo que fosse difícil para mim. Era por Renesmee.
- Desculpe, eu joguei baixo – Disse ele.
“A banda ‘The Radioactive’ acaba de lançar o seu primeiro single, “My Only True Love”, e já está nas paradas da Billboard e iTunes! Jake, Jasper e Seth nos concedeu uma entrevista exclusiva à respeito do primeiro single de trabalho da banda já ser um sucesso nas paradas nacionais! Fique com o vídeo-letra oficial produzido pela gravadora da banda e nos dê a sua opinião sobre esse mais novo sucesso em nosso Twitter e Facebook. Semana que vem estaremos de volta no mesmo horário para o lançamento oficial do vídeo clipe!”
Ouvi a repórter anunciar na TV e eu sorri como uma idiota. Era impossível não me lembrar da primeira música que Edward escreveu para mim. A melodia doce e lenta entrou suavemente por meus ouvidos e eu fechei os olhos apreciando a letra. “Ainda temos muito chão pela frente, se eu errar, baby, vai ser pensando em você”.
- Eu deixei a música para eles.
- Isso é muito legal da sua parte.
- Na verdade eu deixei todas as músicas com eles, quando eu voltei conversei com o nosso empresário e eu não assinei o contrato como integrante da banda, mas sim um temporário como compositor. Estou fazendo o que gosto...
- Isso é bom, de qualquer forma... Eles aparentemente estão se dando bem, talvez você não tenha feito uma escolha certa voltando – Falei sinceramente – E eu prefiro a música na sua voz.
Amaldiçoei-me por confessar que eu preferia a música na voz dele. Vi de soslaio Edward sorrir torto antes de continuar a falar.
- Eu não poderia ter feito escolha mais certa, Bella. Foi muito difícil para eu ficar longe, você não pode imaginar o quanto. Muitas vezes eu quase desisti e voltei correndo para cá e eu juro que quando eu percebi que estávamos prestes a decolar, tudo ficaria mais difícil ainda com Renesmee e com... Você. Eu prefiro viver o sonho da minha família a viver o sonho da música, eu vejo isso agora.
Fiquei em silêncio apenas absorvendo as palavras que Edward acabara de dizer. Ele disse que foi difícil ficar longe e só voltou porque o sucesso iria afastar ele mais ainda de Renesmee... E de mim. Ele realmente falou sério da primeira vez, quando disse que me queria de volta?
“Quando eu digo que você é meu único e verdadeiro amor, é a mais pura verdade. Assim como as estrelas iluminam o céu, você ilumina a minha vida e seria tortura ficar sem você.”
- Eu fiquei sabendo que você está trabalhando, – mudei de assunto ao ouvir parte da música – Está fazendo o que?
- Estou fazendo plantões para depois tentar uma especialização em ginecologia.
- O que? – Virei-me bruscamente para Edward.
Ele novamente sorriu torto, mas logo em seguida gargalhou. Senti minhas bochechas ferverem furiosamente e me envergonhei, logo pensei em um plano para abrir um buraco no chão e me enfiar dentro. Mas, caralho, ele passava o dia inteiro olhando vaginas?
- Eu estou brincando. Eu preciso primeiro de plantões para fazer uma especialização, eu estava pensando em cardiologia, mas também gosto de obstetrícia... Se eu escolher essa área eu terei de passar pela ginecologia... Ajudei em alguns partos em plantões de emergência, é... Emocionante... E entra um dinheiro bom, eu também queria falar sobre isso com você.
- Você ainda é o mesmo idiota, – reclamei. Minhas bochechas ainda queimavam, porém senti um alívio com a sua confissão – o que é que você tem para falar?
- Eu quero ajudar com Renesmee, escola, despesas, essas coisas.
- Edward...
- Eu sou pai, não sou? O que eu não fiz nos dois últimos anos eu quero compensar, eu quero fazer tudo certo agora, Bella.
- Está bem, você tem razão – Cedi, sabendo que ele estava certo.
- Fico feliz que você entenda.
“E você, baby, é a melhor coisa que já foi minha.”¹ A TV soou novamente.
- Uh, você trabalha amanhã?
- Sim, logo cedo. Na verdade já está na hora de eu ir.
Senti uma pontinha de decepção com a despedida de Edward. Agora que eu havia me permitido um contato com ele, percebi o quanto eu senti a sua falta durante esses dois anos que mais pareciam dez se fossem vistos aos meus olhos.
Edward pediu permissão para que ele levasse Renesmee para a cama e depois que ela estava devidamente acomodada eu fui abrir a porta para que ele fosse embora. Ficamos nos encarando, esperando que algum de nós falasse algo, mas tudo o que se manteve entre nós fora a nossa famosa corrente elétrica que nos puxava um para o outro. E claro, o silêncio perturbador.
- Bella... Eu posso te dizer uma coisa?
Meu coração acelerou ferozmente, eu poderia jurar que naquele momento eu tive dificuldades para respirar, pois a falta de ar fora enorme em meu peito.
- Diga – Sussurrei.
Ele não disse nada, apenas se aproximou. E eu não o impedi. A cada passo que ele dava em minha direção eu levantava ainda mais meu rosto para enxergar a sua face agora tão próxima a minha, e minha respiração se acelerou consideravelmente. Edward pousou a mão direita em minha bochecha e acariciou o local, que causou arrepios por todo o meu corpo. Ao perceber que eu não hesitei ao seu toque ele aproximou seu rosto do meu e roçou nossos lábios um no outro. Automaticamente eu entreabri os meus e fechei os olhos, um convite claro que eu estava a sua mercê.
Edward me beijou demoradamente, agora com as suas duas mãos segurando o meu rosto para si, foi impossível não o retribuir. Minhas mãos migraram por vontade própria e enlaçaram seu pescoço trazendo-o para mim de forma desesperada. E as coisas começaram a desandar.
O beijo calmo já não era tão calmo assim, agora eu estava entre a parede com o corpo de Edward totalmente colado ao meu, sua boca beijava a minha ferozmente e eu o fazia da mesma forma. Nosso toque tinha um gosto evidente de saudade, desejo e mais saudades. Era tudo o que eu conseguia sentir no momento, uma saudade que me abraçava e tentava me afogar de maneira rude, dilacerando-me por dentro. “Onde há saudade, há amor”, quase escutei vovó Swan falar.
Eu não sei como, mas de repente minhas pernas estavam enlaçadas na cintura de Edward e nós caímos sob o sofá. Eu podia jurar que minhas mãos estavam tentando arrancar os seus cabelos, mas era só o meu desespero evidente. Ele deslizou a sua mão direita pela minha coxa e eu arfei ao seu toque, logo sentindo o seu volume evidente roçar a minha intimidade quando nossas pélvis se colocaram. Eu tentei sem sucesso segurar um gemido sofrido enquanto sua barba causava cócegas gostosas em meu rosto. Então, eu percebi que estava perdendo completamente o controle, totalmente a sanidade, e o afastei desesperadamente.
Eu tinha certeza que ele me olhava, sentia as esmeraldas verdes queimando sob mim.
- Eu quero dizer que eu amo você e para mim nada mudou. Eu te amo, Bella.
Permaneci de olhos fechados e fiquei muda. Talvez, percebendo que eu não sairia daquele estado tão cedo, Edward beijou minha testa demoradamente e depois deixou um selinho também demorado em meus lábios. Eles latejavam, denunciando que apenas com um beijo já estavam inchados.
Senti a ausência do calor do corpo de Edward e logo em seguida seus passos se distanciarem, por fim, a porta se fechou.
- Mas eu também te amo – Sussurrei com as mãos na boca.
Notas finais
E então, o que acharam? Quero saber, pessoal u_u
Spoiler no POV da Bella do próximo capítulo. O título é "Fúria", ele será definitivamente um furacão. Fúria por parte de Riley, Bella, Edward e... Alice...
- Eu estava tentando te deixar confortável e como sempre, você foi grossa comigo! Eu estou tentando, Bella, juro que estou!
- Isso não é desculpa Riley! Qual vai ser a próxima coisa a acontecer? Você vai me bater? E para eu me defender vou reagir e aí um de nós será preso por violência doméstica? Por que é isso que eu vejo!
- Bella, pelo amor de Deus! Não seja exagerada!
- Eu tenho uma filha, Riley, uma filha! Eu não preciso de alguém que tenta se livrar dela na primeira oportunidade. Eu acho que ela viu tudo aquilo, que exemplo eu vou dar para Renesmee se continuar eu com você? Isso foi baixo!
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