Notas iniciais
Eu planejava deixar a cena MuraHimu mais pra frente, mas como nos comentário pediram pela explicação do que ocorreu com eles no passado, ai está! Boa leitura!

– Comporte-se bem — avisou Himuro, arrumando o uniforme de seu pequeno. Noa bocejou, preguiçoso. Odiava acordar cedo, mas esta vez não reclamaria: era o dia do passeio e seus pais o tinha levado pra escola. Seu pai conversava com a professora Momoi, enquanto sua mãe continuava a dar-lhe avisos que certamente esqueceria ao entrar no ônibus. — Vai sentar com Masaki?


– Não. Eu vou com Hika-chin. Masa-chin vai com Seita-chin. E Yoshi-chin vai com Kouta-chin — contou o menor, prestando mais atenção agora.


– Lembre-se que você é mais forte que seus coleguinhas — avisou Himuro.


– Vou tomar cuidado, mama-chin. Se eu machucar alguém, Masa-chin também vai brigar comigo — o maior riu, pensando em como a relação entre Masaki e Noa era idêntica à de Akashi e Atsushi. Nesse momento a professora chamou os alunos para fazerem uma fila com suas respectivas duplas. Noa recebeu um beijo de despedida de sua mãe e um abraço de seu pai, antes de ir se juntar aos seus colegas. Himuro se aproximou de Furihata, que sorria ao lado de Akashi.


– Supresa vê-lo aqui também Akashi — comentou o moreno.


– Masa-chin começou a aceitar Aka-chin? — perguntou Atsushi e o ruivo assentiu.


– Ele ainda está desconfiado, mas ultimamente me permite conversar diretamente com ele — Akashi nunca pareceu tão radiante por uma conquista, sorria com verdadeira felicidade. Murasakibara e Himuro se sentiram bem ao vê-lo assim, mas Furihata não parecia tão confortável assim.


– É melhor eu ir embora — disse o outro, acenando para Masaki e se virando para ir embora.


– Masaki ainda não entrou no ônibus, Kouki. Porque quer ir agora? — perguntou Akashi, segurando-o pela mão.


– Masaki está se sentindo inquieto conosco aqui — explicou ele e, quando o ruivo olhou para o filho, percebeu que o castanho tinha razão. Como ele tinha percebido algo tão sutil assim? — E eu preciso arrumar minha mala. Vou aproveitar que Masaki não está e ir dormir no orfanato.


– Quer que eu durma lá também? — perguntou Himuro.


– Não, não. Hoje é seu dia de folga, bá aproveitá-lo. Eu gosto de dormir lá quando Masaki dorme fora, porque minha casa é um pouco grande pra mim sozinho — Akashi soube de imediato que Furihata estava mentindo, mas Himuro assentiu, sorrindo e acreditando naquilo.


– Acho melhor eu ir embora também, então. Noa parece bem feliz com seus colegas — foi a resposta do moreno.


– Eu te levo, Muro-chin — disse Murasakibara e o outro assentiu. Acenaram para Sakurai, que tinha trazido Hikaru e Yoshiki e também para Kasamatsu, que acabava de chegar com Kouta e Seitarou. Despedindo-se, os dois saíram caminhando enquanto Akashi pedia para levar Kouki para casa. Este também aceitou e ambos entraram no carro do ruivo. — Muro-chin, posso comprar doces antes de irmos?


– Claro, Atsushi. Eu te espero aqui — observou como Atsushi entrava na loja de conveniências e ele ficou ali, encostado no carro, pensando nas coisas que vinham acontecendo. Tinha se tornado o melhor amigo de Furihata e começara a ter contato com Sakurai, Kasamatsu e Takao, quem sempre encontrava quando levava seu Noa pra escola. De vez em quando, um amiguinho de Noa ia brincar com ele, em especial Masaki. Murasakibara agora frequentava sua casa, ficando até tarde para colocar Noa pra dormir ou indo cedo para acordar o pequeno. Noa, por sua vez, esperava as visitas de seu pai com emoção e sempre agradecia por terem voltado pro Japão. Não apenas por seu pai, mas também pela quantidade de amigos que tinha agora. Seu pequeno estava tão feliz... Mas agora Himuro estava caindo num poço sem fundo.


Nas últimas três semanas, tinha se aproximado mais de Atsushi e isso era um erro fatal. Deixar aquela paixão reacender seria sua perdição e seu coração não estava conseguindo manter aquela armadura que antes mostrava a qualquer um que tentasse se aproximar sentimentalmente dele. Estava tão perdido em pensamentos que só ouviu que alguém o chamou na terceira vez que pronunciaram seu nome.


– Tatsuya! Is really you? — "Tatsuya! É você mesmo?" perguntou um homem loiro, alto e robusto, com um sorriso grande e olhar interessado. "Ah, não".


– Ah, hello, man. What are you doing in Japan? — " Ah, oi, cara. O que você está fazendo no Japão?" Respondeu o moreno, em inglés e olhando ao redor. Tinha que sair de perto daquele homem imediatamente!


– Work, you know, I only travel when I need to do somenthing. Are you living here? — "Trabalho, você sabe, eu só viajo quando preciso fazer algo. Você está morando aqui?"


– Yeah, I comeback one month ago — "É, eu voltei há um mês".


– I see. Wanna go to somewhere else? To talk and remember our time in New York... — "Entendo. Quer ir pra algum outro lugar? Conversar e lembrar nosso tempo em Nova Iorque" o homem segurou o moreno pelo braço e se aproximou de sua orelha. — I missed your body and your moans in my bed... "Senti falta do seu corpo e gemidos na minha cama..."


– Shut the fuck up! I don't wanna go out with you! — "Cale a porra da boca! Eu não quero sair com você!" Himuro tentou se soltar, mas o aperto em seu braço aumentou. — Are you crazy? Let me go now! — "Está louco? Me deixe ir!"


– How you dare to tell me "no", little bitch? Or is this a new game of yours? I remember that you like it rough... "Como se atreve a me dizer não, seu puto? Ou este é um novo joguinho seu? Lembro que você gosta bem rude..."


– Go fuck yourself! I don't do this things anymore! — "Vá se fuder! Eu não faço mais essas coisas!" o moreno disse, esta vez mais alto e chamando a atenção das pessoas que andavam na rua e que não entenderam bem o que se passava ali.


– No, thanks. I prefer to fuck you and... Ah! — "Não, obrigado, eu prefiro fuder você e..." o braço de Himuro foi solto e o moreno se surpreendeu porquê: Murasakibara estava segurando o cara no ar pelos cabelos loiros e encarando-o.


– Don't touch my Muro-chin. And go away — "Não toque meu Muro-chin. E vá embora" sentenciou Atsushi jogando o cara na calçada. Este não duvidou em sair correndo sem olhar para trás. Ninguém em sã consciência tentaria brigar com Murasakibara, muito menos quando este mantinha aquela expressão ameaçadora em seu rosto. Himuro estava envergonhado. Claro que estava e não apenas por ter sido protegido pelo maior. Pelo visto, Atsushi tinha aprendido inglés e talvez tivesse ouvido a conversa quase toda. — Muro-chin, você está bem? Aquele maldito te machucou?


– Ahn? Ah! Não, Atsushi. Você chegou antes de que ele pudesse fazê-lo, obrigado — agradeceu o moreno, olhando para baixo e com uma mão no lugar onde o cara tinha apertado. Estava doendo um pouco, mas a situação na qual se envolvera era bem pior que o normal. — Quando aprendeu inglés?


– Minha pastelaria tem filiais no exterior e às vezes viajo com o Aka-chin a trabalho — explicou o arroxeado. — Muro-chin, quem era aquele homem? — o maior viu como Himuro estremecia e corava, extremamente envergonhado.


– Este não é um bom lugar pra conversar, Atsushi.


E de fato não era. As pessoas ainda os olhavam, curiosas, e ali no meio da rua não teriam privacidade alguma. Atsushi entrou no carro, seguido por Himuro. Não trocaram palavras ali dentro, o clima pesado e tenso era quase palpável. Himuro estava internamente desesperado, tanto que só percebeu que tinha sido levado para a casa de Atsushi quando pararam na frente dela. Oh, não. Seria muito pior se fosse na casa dele... Murasakibara o levou para dentro e o guiou até a sala. A casa tinha um teto bem alto e um bom espaço entre os móveis.


– Parece que esta casa foi feita pra você... — sussurrou o moreno, se sentando no sofá.


– Eu mandei construir assim. Era dificil ficar batendo a cabeça no batente das portas — explicou o maior, se sentando de frente para ele. — Muro-chin, eu não perguntei antes porque Noa-chin sempre estava por perto, mas agora eu posso perguntar. O que aconteceu durante estes anos, Muro-chin? — ao não receber resposta, Atsushi acabou se ajoelhando na frente de Himuro, segurando suas mãos para dar-lhe confiança. — Muro-chin, eu preciso saber. Desde que você desapareceu, eu me perguntava toda noite o porquê, tentava achar motivos, isso quando não saía pelas ruas procurando alguma informação sua. Eu estava apaixonado e você simplesmente foi embora. Porquê, Muro-chin? Porquê foi embora com o Noa-chin dentro de você?


Tatsuya olhou para o outro, vendo o quanto Atsushi sofria por não saber nada. Precisava lhe contar... Mas era tão difícil. Após alguns segundos, decidiu contar o que ocorrera seis anos antes.


– Eu estava com medo, Atsushi. Naquela semana você me disse que viajaria com Akashi por dias e eu fiquei com medo. Decidi ir embora porque eu me sentia apavorado que você me abandonasse, me trocasse ou me traísse. Decidi ir embora antes de você escolhesse Akashi e eu acabasse ficando como o tolo que tinha se apaixonado por você, mesmo sabendo que toda sua lealdade e amor pertenciam a outro. Eu sempre soube que você tinha se apaixonado por Akashi na Teikou e que cedo ou tarde ele perceberia o quanto você é maravilhoso. Era só ele estalar os dedos que você se jogaria aos pés dele e me abandonaria. Era nisso que eu acreditava, Atsushi, e foi por isso que eu fui embora: para deixar você e ele serem felizes — a confissão foi feita olhando nos olhos dele, mas antes de continuar, Himuro desviou o olhar para um ponto qualquer.


– Quando eu voltei pra América, eu ainda não sabia que estava esperando um filho seu. Só fui saber disso quase um mês depois de me instalar num quartinho alugado com o pouco dinheiro que eu tinha. Procurei por Alex e ela me ajudou durante toda a gravidez, mas depois que Noa nasceu, eu não permiti que ela continuasse a me ajudar, então aluguei um apartamento pequeno e coloquei Noa numa creche, para poder trabalhar e nos sustentar. As coisas normalmente iam mal e eu sequer podia comprar algum doce para Noa. Só o essencial, foi o que tivemos quando estávamos lá. Aguentei todos estes anos sacrificando muita coisa por meu filho, mas chega uma hora que tudo passa a ser demais para aguentar. Noa às vezes me perguntava quando conheceria você ou quando eu poderia ter mais tempo para ele. Alex tentava me ajudar e aconselhar, mas eu me negava, ela já tinha feito muito por mim. Eu já não aguentava mais aquele estilo de vida, foi quando eu decidi voltar pro Japão com minhas poucas economias. Achar um apartamento em Tóquio, uma escola decente para Noa e um trabalho digno para mim, eram esses meus objetivos. Pouco depois de me mudar, eu fui no parque com Noa e lá encontrei o Kou-chan com Masaki... E a partir dali, você sabe o que aconteceu.


Muitos detalhes omitidos e por sorte Atsushi não perguntou sobre eles. Apenas ficou ali, ajoelhado, olhando para Himuro enquanto tentava imaginar tudo aquilo acontecendo. Tatsuya, por sua vez, se levantou, soltando-se facilmente das grandes mãos do outro e atravessando a sala em direção ao corredor que levava para a saída.


– Eu... — Himuro se deteve ao ouvir a voz, mas não se virou. — Eu amava o Aka-chin. Ele parecia pequeno e frágil quando o conheci, mas logo aprendi que ele era muito forte e confiante. Aka-chin parecia um morango e eu acabei sentindo vontade de ter aquele delicioso morango pra mim. Mas eu fui um idiota e acabei me enfrentando a ele para satisfazer uma vontade minha. Eu quebrei o Aka-chin e até hoje me sinto culpado por isso. Foi por isso, foi por esse arrependimento que jurei a ele toda a minha lealdade. Mesmo hoje, se o Aka-chin me ordenar matar alguém, eu não hesitarei em fazê-lo. Eu faço tudo pelo Aka-chin e se ele me quisesse, realmente bastaria ele estalar os dedos para que eu largasse tudo e todos para ser dele e de ninguém mais — Murasakibara suspirou antes de continuar. — Mas o Aka-chin nunca me amou e nem vai me amar, não nesse sentido. Eu aprendi isso nos últimos anos que convivi com ele e, hoje, eu vejo o Aka-chin como um irmão mais velho, quem eu devo ajudar e obedecer. Ele é muito especial para mim e eu acabei transformando aquele amor de moleque em um amor fraterno. Aka-chin é parte da minha família e meu melhor amigo.


Himuro não se virou, mas sentiu como a mão de Murasakibara pousava em seu ombro. Ele tinha vontade de chorar, de sair gritando ou bater no idiota do Atsushi, mas em vez disso apenas permaneceu parado, esperando que o arroxeado continuasse. E alguns segundos depois, ele continuou.


– Você esteve certo ao desaparecer. Não vou negar que eu ainda amava e desejava o Aka-chin quando namoramos, mas quando eu voltei daquela viagem e não te encontrei mais... Eu me desesperei. Até Mine-chin me ajudou a te procurar, mas não achamos nada sobre você. Foi quando eu percebi o que eu tinha perdido, Muro-chin. Só depois de muitas noites desejando você ao meu lado na cama que eu percebi que tinha me apaixonado por você. Me apaixonei de um jeito tão natural, Muro-chin, que quando você foi embora foi como se o ar fosse tirado de mim. Eu fiquei perdido e não conseguia dormir sem sonhar contigo. Aka-chin teve que morar comigo por quase um ano porque tinha medo que eu fizesse alguma besteira durante as noites. Mido-chin me aconselhou a ter um negócio, assim me distrairia, então eu montei uma pequena pastelaria. Fiquei completamente obcecado com a pastelaria e em dois anos fiquei conhecido mundialmente por meus bolos e doces. Agora, sou rico, dono de uma pastelaria internacional muito premiada ao redor do mundo, tenho uma escola que oferece cursos de pastelaria profissional, moro numa casa feita sobre medida pra mim e janto com pessoas da alta sociedade. Mas eu estava infeliz, eu continuava chamando por você durante a noite. Muro-chin foi o único que amei em todos esses anos.


Murasakibara virou Himuro pelos ombros, encarando-o. O menor tremia, lágrimas caindo por seus olhos. Seria tudo aquilo verdade? Atsushi o amava e o procurara? Os sentimentos se dividiam dentro do peito de Tatsuya e ele ficou completamente confuso.


– Muro-chin, eu amo você. Eu sempre, sempre amei. Agora, que eu sei que temos o Noa-chin conosco... Eu o amo ainda mais, Muro-chin — o maior segurou o rosto do moreno entre suas mãos. — Muro-chin, fique comigo. Eu vou cuidar bem de você e do Noa-chin. Você não precisará mais trabalhar e poderá ficar sempre com Noa-chin e comigo. A gente pode ir viajar sempre juntos, nós três. Eu darei a você tudo o quiser e vou te abraçar todas as noites. Ninguém mais vai lhe incomodar como aquele cara na rua, porque sempre estarei com você, Muro-chin.


– Você... Não, Atsushi. Você não me ama — a alma de Himuro começou a entrar em desespero. Aquilo era perfeito demais, belo demais para ser verdade. — Você me amou, Atsushi, amou quem eu era antes. Eu... Eu mudei. Mudei muito e você não vai continuar a me amar. Vai acontecer a mesma coisa que aconteceu com Akashi, você vai perceber que eu não sou a pessoa certa pra você...


– Se Muro-chin está me dizendo isso porque teve outros namorados, eu não me importo.


– Você não sabe nada sobre mim agora, Atsushi. Não tem noção do que eu tive que passar para conseguir criar o Noa!


– Então me fale, Muro-chin!


– Não é da sua conta! — nenhum dos dois percebeu, mas já estavam gritando um com o outro.


– Claro que é da minha conta! Foi pelo meu filho! — as mãos do arroxeado seguraram com força os ombros de Himuro.


– Ele sobreviveu e sempre esteve a salvo! Só isso que você precisa saber! — replicou o moreno, chorando tanto que sua voz quebrava entre os gritos.


– No que você se meteu, Himuro?! — Murasakibara estava irritado, triste e curioso, tudo ao mesmo tempo. — O que você teve que passar pra criar nosso filho?!


I became a bitch!– o grito em inglés mostrava que moreno estava a beira de um colapso nervoso e o maior ficou paralisado. Agora, que o pior tinha saído de sua boca, as palavras brotaram como numa nascente de um forte e devastador rio. — Trabalhar... Com dignidade não estava sendo suficiente. Eu não ganhava o bastante para pagar o aluguel e ainda tinha um bebé para cuidar. Pensei tantas vezes em abandonar Noa na porta da casa de uma família capaz de cria-lo, mas eu sempre me arrependia logo depois e passava horas chorando e pedindo desculpas pro meu pequeno. Foi quando meu chefe me ofereceu dinheiro em troca de uma noite comigo. Ele disse que eu era atraente e sedutor e, segundo ele, me pagaria o que fosse. O valor era muito maior que meu salário e eu acabei cedendo. Depois disso, a quantidade de homens e mulheres que me procuraram foi absurda, mas aceitei cada um deles em troca do valor que me ofereciam. Com o dinheiro eu cuidava de Noa e pagava as contas da casa, guardando um pouco para o caso de emergência. Mas eu odiava fazer aquilo. Sempre odiei, mas continuava fazendo. Pelo meu pequeno Noa... Por ele, eu mato e morro. Entende agora, Atsushi? — finalmente levantou o olhar e encarou Murasakibara. — Eu já não sou o garoto que você conheceu. Eu sou um puto que só sabe fugir daquilo que não suporta mais. Já não sou eu que você ama, esse Tatsuya que você ama...


– Está aqui, na minha frente — Himuro calou-se. — Ninguém mais vai tocar em você se você não quiser, Muro-chin, nem sequer eu. Eu te amo, Muro-chin, e eu sei que tudo isso foi por amor ao Noa-chin. Você disse, podia ter abortado ou até abandonado nosso filho, mas você o amou a ponto de se vender a qualquer pessoa que lhe desse o que você precisava. Eu me sinto horrível por não ter te amado como devia antes e ter feito você ir embora por causa disso. Nunca vou lhe abandonar, Muro-chin, nunca mais você vai duvidar do meu amor. Nunca, nunca mais alguém vai humilhar você. Eu prometo, Muro-chin.


– Atsushi... — Himuro escondeu o rosto no peito largo de Murasakibara e chorou.


Chorou de humilhação. Chorou de alegria. Chorou de emoção. Chorou por amor.


Chorou por um longo tempo, acomodado nos braços quentes de Atsushi, que o consolou em silêncio, culpando-se internamente por ter sido um idiota e só perceber que amava aquele em seus braços depois que ele desapareceu. Se tivesse percebido antes, nada daquilo teria acontecido nem com ele nem com seu Muro-chin. Mas era tarde demais para se arrepender. Tudo que podia fazer agora era amar e proteger Himuro e Noa de qualquer mal, mesmo que o moreno não o aceitasse mais.

Notas finais
Este capítulo ficou muito mais longo que o normal, mas eu não podia deixar passar nada. Himuro levou a pior nessa história, será que ele vai aceitar o Murasakibara depois de tudo isso? Espero que tenham gostado!