Notas iniciais
Eu ainda vou conseguir terminar essa fic, eu prometo xD Boa leitura!

A paz na casa dos Akashis era apenas superficial. Enquanto Masaki, Yoshiki e Kouta brincavam no jardim, Furihata se afastou da janela, arrumando o yukata bege que vestia. Sentando na escrivaninha de seu novo escritório, olhou para a tela do seu velho notebook.

Tudo aquilo estava errado.

Aomine e Kise não tinham voltado para casa ainda, Kasamatsu foi bem direto ao lhe dizer que queriam distância de seus maridos. Eles ficavam com as crianças em dias alternados, mas nunca se encontrando com seus parceiros. Pelo que viu quando levou as crianças para eles, Sakurai e Kasamatsu estavam ficando na casa do mais velho, os dois com a expressão cansada demais para toda a força que queriam mostrar. Já Aomine e Kise... Tê-los na mesma casa e em quartos próximos não os estava ajudando. Presos entre presente e passado, eles não conseguiam se decidir. Mesmo após um sermão de Akashi, ambos continuavam perdidos.

Como se não fosse o bastante, Takao estava desaparecido há três semanas. Midorima esperou a carta do tribunal, mas ela nunca chegou. Takao apenas sumiu, levando o pequeno Seitarou com ele. O medo que tinham de Midorima fazer uma loucura tinha os obrigado a trazer o esverdeado para morar com eles também.

— Se preocupa demais pelos outros, Kou-chan.

Ergueu o olhar da tela ao ouvir a voz de seu melhor amigo. Himuro fechou a porta com um sorriso e se sentou numa das poltronas dali.

— Não consigo ser diferente. Vejo tanto sofrimento nos olhos deles... Não consigo evitar não me preocupar — respondeu o castanho, suspirando. — E você...

— Não vim falar de mim, Kou-chan.

— Vai ter que me contar. Uma hora, você vai se cansar de aguentar sozinho. E vai me contar o que aconteceu entre você e Atsushi — as palavras de Furihata fizeram Himuro se levantar, irritado.

— Eu não sou fraco como pensa.

— Você sabe que eu não te chamei de fraco. Mas você não precisa aguentar sozinho. Quando perceber isso, que pode contar comigo, virá me contar.

O de cabelos pretos estreitou o olhar por alguns segundos, antes de suspirar.

— Maldito seja o momento em que você aprendeu a lidar com Akashi.

Ambos riram disso, dissipando o ar pesado que havia se instalado. Um par de batidas na porta fizeram Furihata responder, para então pequenos seres entrarem rindo ali.

— Mãe! Mãe!

Masaki subiu no colo de sua mãe, que beijou sua testa com um sorriso doce.

— Sim, meu pequeno?

— Nós queríamos viajar nas férias de verão! Ir para a praia!

— Oh, é verdade, suas férias começam semana que vem... O que acha, Tatsu? — Himuro pegou Noa no colo, com cara de pensativo.

— Bom, isso vai depender do que a Momoi-sensei disser sobre vocês na reunião dessa semana.

— Ahhhhh — as quatro crianças fizeram bico, saindo do escritório enquanto reclamavam daquilo. Os dois adultos, por sua vez, riram. Uma empregada entrou, oferecendo chá e os dois aceitaram, sentindo como o ambiente tinha se tornado muito mais agradável depois da interrupção dos pequenos.

Mas não demorou muito para tudo se tornar uma catástrofe outra vez.

Sem bater, um dos homens que trabalhavam para Akashi irrompeu no escritório de Furihata, com papéis nas mãos.

— Furihata-sama! Tinha razão! — O castanho se levantou, deixando a xícara em cima da escrivaninha. Pegando os papéis da mão deste, começou a ler, enquanto deixava o rapaz falar. — Procuramos informações locais ao invés de nacionais e encontramos o povoado em que ele morava. Conseguimos contato com o irmão e a ex-esposa e o que descobrimos...

A expressão do castanho se tornou cada vez mais horrorizada, alarmando Himuro, que se levantou também.

— AOMINE! Droga, AOMINE! — os gritos de Furihata alertaram a casa inteira, fazendo com que o chamado chegasse até Aomine, que se arrumava para trabalhar. Correndo, o azulado esbarrou em Kise e continuaram correndo juntos.

Quando chegaram ao topo da escada, Furihata jogava um punhado de papéis na cara de um confuso Akashi.

— ... E se você tivesse escutado seu filho não teríamos chegado à isso.

— Furihata, o que está acontecendo?

O castanho se virou para o maior, o olhar quase caindo em desespero.

— Abra uma busca por Takao e Seitarou. Eles não foram embora, estão sendo mantidos em cativeiro.

— O quê?

A voz de Midorima se ouviu do andar de baixo, alta como não se ouvia à semanas. Aomine não se demorou, correndo de imediato para fora, cumprir seu trabalho, enquanto o esverdeado subia as escadas, o corpo rígido e tenso.

— Shintarou...

— Calado, Akashi. Eu quero saber o que Furihata disse agora mesmo. Por acaso...

— Masaki desconfiava de Miyaji desde o início e começou a fazer pesquisas, mesmo quando eu não estava aqui. Depois que recebi alta, comecei a procurar informações também. Acabei de receber o resultado das pesquisas.

— O que elas diziam? — a essa altura, Himuro e Murasakibara já tinham aparecido no corredor e se entreolhavam preocupados.

— Encontramos a ex-esposa dele. Ela foi mantida em cativeiro logo depois de se mudar com ele, com seu pequeno filho de outro relacionamento. Miyaji é doente, possessivo, não aceitava que ela desse atenção à criança. Mantinha os dois trancados em quartos diferentes.

A cada palavra, todos sentiam como um bloco de ferro caíssem em seus ombros.

— O irmão mais novo disse que isso não é de hoje: Miyaji só se interessa por pessoas com filhos, para então separá-los porque não aguenta não ser o único — Furihata parou de falar por um momento. — Nós vamos achá-los, Midorima.

— Não precisa. Eu sei onde estão.

E, então, Shintarou desceu as escadas correndo. Akashi se recuperou rápido da surpresa.

— Maldição! Ryouta, ligue para Daiki agora! Atsushi, venha, vamos seguir Shintarou. Kouki... — os dois se olharam por um segundo. — Traga Masaki.

Notas finais
Já estou trabalhando nos próximos capítulos. Espero que tenham gostado, e até a próxima!