Notas iniciais
Oe gente lindo do meu coração, estão bem? Queria avisar que AMEAÇAS DE MORTE SÃO BEM VINDAS NESSE CAPÍTULO e LEONETTA ESTÁ CHEGANDO. Sério, vcs não sabem como eu estou ansiosa pra esse momento chegar. Tanto é que estou acelerando os bagui aqui.. Aaaa.. Não vejo a hora de escrever momentos leonettas. Queria agradeer a todas vocês que comentaram, sério, fiquei muito feliz com cada review.. I Love You.

Acordei umas sete horas da manhã, levantei-me e rumei para o banheiro. Fiz minha higiene matinal e voltei pro quarto. Quando sai do banheiro, duas mãos taparam minha visão. Não, não era Ludmila, pois suas mãos não são tão grandes como essa. Era uma mão macia e essas mãos eu conheço.

– León? – chutei (chutei de adivinhar e não de elevar minha perna para o alto. Ui que chique que eu falei). E acertei porque ouvi sua risada. Pois é, agora eu reconheço a risada do León.

– Olha, você acertou. – falou tirando suas mãos dos meus olhos. Virou-me e o encontrei com um sorriso estampado nos lábios.

– O que você está fazendo aqui? – indaguei estranhando o fato ele estar no meu quarto.

– Vim fazer uma coisa! – respondeu.

– O que? – dito isso ele me beijou. Sim, me beijou e (claro) eu retribui, passando meu braços por seu pescoço. Era um beijo calmo e ao mesmo tempo mágico. Sentindo um hálito de menta invadindo minha boca. Era uma sensação diferente, nunca havia sentido isso antes (lógico, nunca beijei ninguém). Ele pediu passagem com a língua e eu cedi, logo senti sua língua invadindo minha boca. Separamos porque o ar acabou, mas com muita dificuldade e contra gosto. Estava tão bom o beijo.

– O... O que foi... Isso? – perguntei ofegante e completamente confusa.

– Violetta, já faz um tempo que queria fazer isso, alias já estava ficando louco... E também preciso te dizer uma coisa... Violetta, eu estou completamente apaixonado por você. – falou olhando bem no fundo dos meus olhos. Deixei escapar uma lágrima, duas, três e logo meu rosto estava todo inundado. – Fala alguma coisa. – pediu.

Quando ia falar uma voz meia afeminada me cortou.

– Violetta... – me chamou, mas não era León. – Violetta... – meu corpo começou a se mexer involuntariamente, alias alguém estava me sacudindo.

Abri meus olhos, mas a claridade que estava no ambiente fez-me fechá-lo novamente. Abri meus olhos novamente, mas já acostumada com a claridade que estava originando-se da janela. Olhei pra cima e vi Ludmila com uma expressão confusa.

– Que foi Ludmi?

– Que foi digo eu. – respondeu rindo. – Depois eu que estou carente. – começou a rir mais ainda.

– Ludmila, pode me explicar, não estou entendendo nada. – minha primeira pergunta é: de onde Ludmila saiu? Eu só lembro-me de estar com León se declarando pra mim e... Ah, não. Não é o que eu estou pensando, né? Não acredito que foi tudo um sonho. Parecia ser tão real, o beijo parecia se real, ele pareia ser real...

– Primeiro você começou a murmurar algumas coisas sem sentidos, depois começou a beijar o travesseiro e do nada começou a chorar. – falou. Percebi que meu rosto estava todo molhado. — Acho que seu sonho foi cheio de emoções. – completou. E foi. O garoto pelo qual estou apaixonada se declarou pra mim, como isso não ia ser emocionante.

– Que horas são?

– Seis e meia. – disse voltando pra sua cama. – Vou voltar a dormir. Fui dormi tarde ontem.

– Ta. – falei, e já dava pra ouvir o ronco da Barbie.

Continuei deitada de barriga pra cima e fitando o teto. Aquele beijo parecia ser tão real, mas o problema era: ''com que cara eu vou olhar pro León sem agarrá-lo?''. E se eu falar que gosto dele? Melhor não, vai que ele não gosta de mim como algo a mais que amiga e eu acabo estragando nossa amizade. E esse sentimento vai ficar só comigo, guardadinho dentro de mim.

(...)

Eu e Ludmi descemos pra tomar café.

Esqueci de avisar, mas o acampamento prolongou o café da manhã devido muitas pessoas acordarem tarde de mais e perderem a primeira refeição e a mais importante do dia, como diz Diego. E quando eu digo muitas pessoas, é muitas pessoas mesmo.

Chegamos ao refeitório. Pegamos nossa bandeja e fomos procurar uma mesa. Acabamos encontrando as meninas, porém nenhum sinal dos meninos. Ou eles estavam dormindo ou estavam por ai. Zanzando.

As meninas começaram a conversar, mas eu nem estava prestando atenção. Estava lembrando-me de cada palavra dita por León naquele sonho. Isso fez com que eu me apaixonasse mais ainda por ele.

– Planeta Terra chamando Violetta. Repetindo, Planeta Terra chamando Violetta – falou Cami estalando os dedos na minha cara e tirando-me dos meus devaneios.

– Hum... É... Que foi?

– Em que planeta você estava, garota? — perguntou Fran.

No meu. No meu e do León – pensei, mas obvio que falei isso dentro da minha cabeça então só eu que ouvi.

– No... Planeta Terra. Oras. – falei disfarçando. Pelo menos tentando.

– Então o que você acha daquilo?

– Do que estávamos falando mesmo? – perguntei sem graça. Fran arqueou a sobrancelha esquerda. – Ta bom. Estava pensando na... Música que vamos cantar. — menti.

Elas olharam desconfiadas pra mim.

– E que conclusão você chegou? – Naty perguntou.

(...)

– Violetta, tem um garoto que não para de olhar você. Ele está atrás de você. – avisou Naty. Eu, na maior expectativa de ser o León, girei minha cabeça disfarçadamente e advinha quem eu encontro? Tomás.

– Ah não... Ele não. – reclamei, bufei, suspirei irritada.

– O que tem ele? Ele é mal gatinho. – falou Ludmi. Que inocente meu Deus. Daí conhecimento a essa pobre criatura.

– O que tem que ele é o maior babacão. É isso o que tem. – expliquei ainda irritada.

– Por quê? – indagou a pobre criatura inocente, mas ela não tem culpa, eu não falei que já ''namorei'' o Tomás.

– Depois eu explico.

(...)

Saímos do refeitório e fomos pro pátio principal. Lá é um lugar bacana.

Falei da música que ''criamos'' quando éramos mais novas, ficamos rindo com a história dela. Todas decidimos terminar essa música e cantar na competição. Agora ela faz mais sentido do que antigamente.

Não tivemos nenhum sinal dos meninos, estávamos muito preocupadas, principalmente Naty atrás do Maxi. Ela não desgrudava do celular um segundo, toda hora com ele na orelha. Eu liguei pro Fede, mas eu queria ligar mesmo pra alguém que começa com L e termina com Eón. Não que eu não me importe com meu maninho, mas sei lá, precisava ouvir a voz do meu melhor amigo pelo qual estou apaixonada.

– ... Maximiliano Ponte, você está muito encrencado... Não, não desculpo... Ta bom... Como assim? Vai ter próxima vez? É bom então você me avisar. Beijo... Tchau. – Obviamente era Naty falando com Maxi. Ou melhor, brigando.

– Onde eles estão? – perguntou Cami.

– Na sala de música dois, compondo. – respondeu Naty, eu pulei a parte chata da conversa dela com o Maxi.

– E não podiam avisar? – indagou Fran.

– Pois é. Acho que eles preferem deixar nós preocupadas. – falou Naty que fez todas rirem.

(...)

Fomos pra sala de música 1, porém eu queria ir fazer uma visita na sala 2. Ok, parei, vocês já perceberam que eu precisava ver o León, agarrá-lo, beijá-lo... CHEGA VIOLETTA, FOCO.

Nós dividimos as tarefas pra compormos a música. Como Cami, Fran e eu que iniciamos a letra, nós vamos terminar. Naty e Ludmi vão fazer a melodia e os arranjos.

Começamos a trabalhar. Ficamos dando ideias umas pras outras, Ludmi e Naty ficaram conversando sobre o que iam fazer.

Eu as meninas ficamos tentando construir mais frases pra poder enquadrar na música.

(...)

– Então é daqui que está vindo um som maneiro? – disse ele entrando. Assim que ele entrou, nossos olhares se cruzaram, minhas mãos começaram a suar e minhas pernas ficaram bambas. Isso nunca aconteceu antes... Alias, só quando nos abraçamos.

– Oi León. Oi meninos. – cumprimentou Ludmila. Os meninos estavam entrando atrás dele.

– Oi Ludmila. Oi meninas. – responderam. Menos León.

– Obrigado por avisarem a gente onde vocês estavam, nem ficamos preocupadas com vocês. – disse Naty irônica. Eu ainda estava olhando pro León e lembrando aquele sonho, como eu queria que fosse real. Todos começaram a conversar menos eu. ELE se virou pra mim e veio na minha direção. Parecia que meu coração ia abrir um buraco no meu peito e sair pulando por ai.

– Ta tudo bem comigo, Vilu? – perguntou. – Você não para de me encarar. – droga, ele percebeu. E agora, o que eu ia falar?

Primeiramente inspira, expira, inspira, expira.

– Oi Le-León. – comecei. – É... Hum... Ta sujo aqui. – inventei. Não me julguem, mas foi a primeira coisa que pensei.

– Aonde?

– Aqui. – falei, mas demonstrando no meu rosto. Ele mexeu no rosto dele.

– Saiu? – e não é que ele acreditou. Assenti. Na verdade não tinha nada mesmo.

– O casalzinho ai... – disse Marco chamando a gente. Deus te ouça Marco. – Vamos almoçar?

(...)

– Por que o Tomás não para de olhar pra você? – sussurrou León sorrateiramente enquanto todos estavam distraídos conversando. León sentou do meu lado. Não sei se fiquei feliz ou nervosa.

– Sei lá. – dei de ombros. De novo aquele idiota me olhando, que saco.

– Você ta diferente hoje. O que foi?

– Nada. To normal. – respondi.

– Não, você não está normal. Depois quero conversar com você. – coração indo embora em 3... 2... 1. Só sei que estava sentindo um frio na barriga e minhas mãos recomeçaram a tremer.

– Tudo bem. – eu ri.

– Eu concordo. – falou León entrando na conversa, eu nem sei o que eles estavam falando.

(...)

– Sorte que todos saíram e nos deixaram a sós sem desconfiar e nem falar nada.

– Pois é. Acho que devemos até anotar isso, porque foi histórico. – ele riu.

– Então, pra onde você quer ir? – perguntou.

– Tanto faz... Pode escolher. – dei de ombros.

– Ótimo, então vamos. – ele pegou minha mãe e saiu me puxando pra sei lá aonde.

Paramos em frente um muro, acho que o limite de onde chegava o acampamento (da nossa área).

– O que estamos fazendo aqui León?

– Vamos depositar nossos desejos no Muro das Lamentações. – falou irônico. Eu ri, foi engraçado, pelo menos pra mim. – Vamos pular o muro e ir pra um parque que tem aqui perto.

– E como você sabe que aqui perto tem um parque?

– Porque eu peguei meu iPad, liguei o GPS, pesquisei nossa localização, vi o que tinha em volta do acampamento e achei um parque.

– Quando foi isso? – ele nunca me falou nada a respeito, por isso perguntei, não tem nada haver com querer saber o que ele faz 24 horas por dia.

– Três dias depois que chegamos aqui. Sou uma pessoa curiosa, posso fazer nada.

– Ta bom.

– As damas primeiro. – disse fazendo uma careta com um sorriso, eu ri de novo. Ele me ajudou a subir em cima do muro. Keep Calm gente, eu estava de short.

– Como você vai subir? – nem deu tempo dele responder. Tinha uma árvore perto do muro, ele subiu nela e não sei como, veio parar do meu lado. Só vi um vulto.

– Pronto. Vou descer, ai eu te pego. – nisso ele pulou. – Vem. – disse já lá embaixo.

– León, estou com medo. – era muito alto. Não muito, mais ou menos uns 2,50 metros. Eu sou frescurenta.

– Confia em mim. Eu prometo que te seguro. – encorajou-me. Fechei meus olhos e pulei, só senti um ventinho e logo dois braços segurando meu corpo, um braço nas costas e o outro na parte de trás do joelho. – Viu? Eu disse que te pegaria. No bom sentido. – ele começou a rir. Deu um tapinha em seu ombro.

– Ta, agora me coloca no chão, por favor?

– Só vou colocar porque estou bonzinho hoje. – ele me colocou no chão. – Agora vem, não podemos demorar muito.

(...)

Logo estávamos caminhando no parque (de mãos dadas, para minha felicidade). O parque era lindo, e ficou mais perfeito com ele ao meu lado.

– Então, sobre o que você quer conversar? – perguntei, afinal foi ele quem me chamou pra conversar.

– Você está diferente hoje, está mais quieta, na sua. O que foi?

– Nada.

– Vilu, sou seu melhor amigo e viemos aqui pra conversar. Pode falar, sério. – esse era o meu medo, ele é meu melhor amigo e eu não queria estragar isso. Se eu falar que estou apaixonada por ele, só que ele não sente o mesmo por mim, com certeza vai ficar uma situação estranha entre nós. Acho que já falei isso. Pensei um pouco em o que falar sem me dedurar.

– Bem... – suspirei. – Estou confusa.

– Confusa como? Entre dois meninos? – perguntou. Eu juro que ele perguntou em um tom meio triste.

Notas finais
Pessoas, podem me matar eu deixo, até eu estava me matando por causa disso.. kkk Bem, eu dividi o capítulo em 2, porque está relativamente grande. Se tiver um número bom de review's eu posto amanhã, se não só na terça. É, sou do mal. Esses capítulos estão muito sentimentais, né? Sugestões? Criticas? Brigadeiro? Chocolate? Queria agradecer novamente aos review's e bem, continuem assim. Falou... peshos pra vcs.