Notas iniciais
Bem, se vocês ainda lembrarem de mim depois de tanto tempo, eu os saúdo. É sério. De coração.

Capítulo 5 – Insanidade

Purple Guy entrou em casa, sorrindo consigo mesmo. Tirou de si uma longa capa negra, e sentou-se no chão. Que sensação boa, sentir o medo de outros, poder controlá-los. Seu sorriso aumentou quando puxou uma faca da capa; seu sorriso cresceu até que ele se lembrou que seu trabalho não estava ainda terminado. Amaldiçoou silenciosamente os guardas da Fazbear’s, que pareciam que ignoravam todos os seus avisos e continuavam no serviço. Seu segredo sempre ficava à beira de ser descoberto, então ele obrigava os animatronics a dar um fim ao guarda. Se eles não fossem capazes de fazê-lo, ele mesmo os visitava. Mais uma vez, amaldiçoou os guardas, mas em seguida abandonou esse pensamento, dizendo a si mesmo que isso o divertia profundamente, brincar de gato e rato. Tinha sempre uma semana para impedir que o guarda descobrisse seu segredo, caso contrário ele lidaria com algo mais difícil. Lembrando dos animatronics, sorriu loucamente, lembrando-se do dia em que ele os deu vida. Que patéticos; chorando antes que ele fizesse qualquer coisa; e tão facilmente enganados – uma promessa de uma pizza fora o suficiente para atraí-los para um quarto dos fundos. Haviam dias em que ele chorava e sentia um desespero profundo, um vazio. Haviam dias, entretanto, em que ele ria sem parar, divertindo-se com a vida de outros. A própria semana era um interessante teste psicológico. Haviam guardas que simplesmente não aguentavam toda a pressão. E o mais divertido era que, como segurança diurno, ligava à noite para os seguranças noturnos, apenas para, hipocritamente, afirmar que não havia perigo, e, logo em seguida, fingir que havia morrido; isso causava um abalo mental e emocional gigantesco na maioria de suas vítimas; à esse ponto, os mais fracos já desistiriam; e Purple Guy, com tudo isso em mente, sorriu mais uma vez; de fato, era abençoado e amaldiçoado pela sua decisão de tanto tempo atrás – “nunca se pode”, pensou ele, “ter apenas uma coisa.” Acariciando a faca lentamente, prometeu que daria um jeito de arranjar mais um guarda para aliviar a alma de suas pequenas marionetes, na pizzaria. Sorriu mais uma vez e levantou-se. A noite era longa, e as possibilidades, infinitas.

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Mike e Lucas resfolegavam, encostados à parede; apesar de todos os esforços, o tempo parecia simplesmente não passar, e a bateria os lembrava constantemente de que estavam andando em uma corda bamba, apostando a vida – qualquer erro, por menor que fosse — manter as portas fechadas por tempo demais, não olhar a câmera certa, deixar Foxy sair – poderia muito bem significar uma morte violenta e dolorosa, manchando o escritório de sangue. Por esse motivo, medir corretamente as possibilidades era essencial. Um telefone no canto do escritório apertado havia tocado no início da noite, mas Mike e Lucas não haviam dado atenção a esse fato, e agora, olhando o relógio pela décima quarta vez, Mike checou que ainda eram 03:45. Com a bateria em 37%, Mike começou a escrever em um pedaço de papel as circunstâncias que o levaram até ali, e como os animatronics pareciam ter vida própria; apesar do que dissera o dono do estabelecimento, Mike duvidava muito de que fosse um simples erro de programação. Lucas olhou para o papel com olhos selvagens de desespero, e em seguida sorriu de uma maneira completamente louca, enquanto checava as câmeras mais uma vez, e Mike questionou-se sobre o que ele poderia ter visto na primeira noite, porque já na segunda demonstrava sinais de desequilíbrio mental. Mike riu de si mesmo e ignorou o fato. Apenas terminou de escrever e posicionou o papel sobre a mesa – caso algo acontecesse, a perícia com certeza acharia e a sua morte não teria sido completamente em vão. Falando consigo mesmo mais uma vez, Mike questionou-se do porquê estar ali, e se sequer sobreviveria mais alguns minutos. Ignorando esse pensamento mais uma vez, apenas decidiu concentrar-se, e silenciosamente desejou que aquele papel não precisasse ser lido.

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Kaneki, Kate, Liz, Alex e William se reuniram ao redor da mesa da casa de um. Alex, com os olhos cheios de animação, exclamou:

—É isso! Não podemos deixar essa oportunidade escapar! Precisamos investigar imediatamente a Fazbear’s! Faz tempo que eu não vejo uma história com tanto potencial!

Kaneki, mais calmo, inteligente e reservado, observou:

— Alexander, vá com calma. Não sabemos nada sobre isso, todos os arquivos foram queimados, e mesmo as supostas mortes e desaparecimentos, que seriam nossas provas definitivas, nunca foram confirmadas oficialmente.

— Ah, Kaneki, não seja estraga-prazeres. Você sabe muito bem que oportunidades como essas são raras e tem que ser aproveitadas ao máximo.

—É verdade, mas, ainda assim, você já pensou que isso pode ser perigoso? Se realmente ocorreram assassinatos, não acha que o espírito do assassino pode voltar a nos perseguir? – terminou ele, com um leve toque de ironia.

—Medo? Claro que não! Como eu posso ter medo diante de uma oportunidade incrível como essa?

Os outros balançaram a cabeça, concordando. Subjugado pela maioria, Kaneki apenas deu um sorriso frio, não disse mais nada.

Veremos onde isso vai dar” – era o seu único pensamento.

Enquanto todos se divertiam, uma cabeça negava veementemente do lado de fora, da janela.

Não...

Não...

Não.

Enquanto os quatro repórteres mirins “sortudos” riam e comemoravam, Jeremy recebia uma estranha mensagem em seu celular.

Ela dizia apenas três palavras:

“Eu vejo você.”

Notas finais
Bem, eu gosto de vocês ainda. Lembro de todos vocês. Espero que não me abandonem, agora que estou de volta à vida. "Bons pesadelos..."
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.