Noiva Em Fuga
12 Capítulo 11-Se tem uma segunda... tem uma terceira
Notas iniciais
– Ei, Shizuo. Você anda bem irritado ultimamente. – disse Tom – Mais que o normal.
Era verdade. Shizuo estava mesmo mais irritado que o normal. Só naquela semana havia mandado vinte e uma pessoas para o hospital, todas inconscientes, e ainda faltavam dois dias para acabar a semana!
– Hm? Acha mesmo? – pôs um cigarro na boca e o acendeu.
– Algum problema com o seu irmão?
– Não. Kasuka está bem.
Também era verdade. Haviam almoçado juntos na semana anterior, durante o seu dia de folga e conversaram por horas.
– Está precisando de dinheiro?
– Não.
Tom pôs a mão no queixo e pensou por alguns instantes.
– Então, só pode ser falta de sexo!
– Não. Não é.
Isso era mentira. Shizuo não fazia sexo há um mês e meio, desde o dia em que um certo informante simplesmente apareceu em seu apartamento para ser fodido e de quebra, acabou fodendo com a sua vida!
– Então, sinceramente eu não sei o que pode estar te irritando tanto. Normalmente eu diria que é por causa do Izaya, mas ele não tem aparecido por Ikebukuro ultimamente, não é?
– Hm. – jogou o resto do cigarro no chão e apagou com o sapato.
– Deve estar feliz por ele não vir mais até aqui te provocar!
– Claro.
Isso também era mentira. “Feliz”, era a única coisa que ele não estava por causa dessa nova ausência do informante. Sabia que tinha feito besteira quando transou com ele pela primeira vez e quando transou pela segunda, decretou sua própria ruína! Não deveria ter sido tão bom fazer sexo com outro homem, principalmente sendo Izaya este outro homem. Por que justo aquela pulga tinha que ser tão sexy e provocante à ponto de excitá-lo com uma simples lembrança?
– Ainda vai precisar de mim, Tom-san?
– Não. – olhou as horas no relógio de pulso, 11:37 da noite – Nossa, já é tarde! Pode ir, Shizuo, e tire uma folga amanhã. Descanse um pouco, talvez assim sua irritação diminua!
– Estou indo então.
– Até mais.
Shizuo acendeu outro cigarro e começou a andar, não iria pra casa agora, talvez caminhar por algumas horas o fizesse se acalmar um pouco, já que só havia um jeito de resolver o seu problema e infelizmente só havia uma pessoa que poderia resolvê-lo! Constatar esse fato não tinha sido nem um pouco agradável para o loiro, que inclusive, havia saído com algumas mulheres durante as últimas semanas. Havia sido uma tentativa falha de se convencer de que o sexo com Izaya não havia sido nada de mais e que com qualquer outra pessoa seria ainda melhor. Ele queria que isso fosse verdade. Queria muito! Muito mesmo! Mas seus encontros só duraram até o jantar. Não que suas companhias não fossem interessantes ou bonitas, elas eram, mas simplesmente não despertaram qualquer desejo nele.
Aquele um mês e meio de abstinência estava sendo horrível para ele, não pelo tempo, já havia ficado sem sexo por muito mais, a diferença era que nas vezes anteriores quando fazia sexo, estava sempre se controlando pra não usar demais sua força e acabar machucando a garota, e então, havia transado com Izaya e se deixado levar pura e simplesmente por seus instintos, sem se preocupar se o machucaria ou não, e o fato de o moreno também não se importar, só fazia com que se excitasse ainda mais e perdesse totalmente o controle.
“Se é assim que você quer... Até mais, Shizu-chan!”
Maldito Izaya! Por que logo agora havia resolvido lhe dar ouvidos?!
*** *** ***
– Merda! – Izaya disse irritado.
Pegou o celular no criado-mudo ao lado da cama e olhou as horas, 2:15 da manhã. Suspirou, não estava conseguindo dormir de jeito nenhum, mas a sua falta de sono não era necessariamente por causa de insônia... Ela tinha nome, sobrenome e morava em Ikebukuro!
– Maldito Shizu-chan!
Levantou-se e foi tomar um banho frio, estava começando a ficar excitado, isso vinha acontecendo muito ultimamente e era tudo culpa daquele loiro estúpido! Estremeceu de leve quando a água fria tocou seu corpo, detestava banho frio, mas ultimamente, era o que ajudava a amenizar seu problema. Estava enlouquecendo, precisava urgentemente de algumas horas de sexo selvagem, mas não era tolo de achar que qualquer pessoa serviria... tinha que ser “ele”!
Estava pensando seriamente em voltar atrás no seu objetivo de fazer o loiro vir atrás dele à procura de sexo. Achou que seria bem mais fácil transformar Shizuo em seu ‘brinquedo sexual’, já que na última vez que se encontraram, só precisou dizer que queria ser fortemente fodido por ele e num passe de mágica, o loiro já estava excitado e o prensando contra a parede! Depois disso, achou que seria uma questão de dias até Shizuo aparecer em Shinjuku com uma desculpa qualquer sobre matá-lo, o prensasse contra a superfície mais próxima e o fodesse com força, por horas e horas... Mas como sempre, o loiro tinha que sabotar os seus planos!
Mesmo estando longe de Ikebukuro, Izaya sabia de tudo o que Shizuo havia feito nas últimas semanas, sabia inclusive dos encontros e isso não o deixou nem um pouco feliz. Sem a menor dúvida, o loiro estava tentando se convencer de que o sexo com ele não fora nada de mais. Hmph! Até parece que “aquelazinhas” seriam melhores do que ele! Mas Shizuo estava demorando demais pra aceitar a verdade e isso estava acabando com a sanidade do informante, ele só esperaria por mais um dia, depois disso, iria até Ikebukuro, arrastaria o loiro até a cama mais próxima e o manteria lá até que estivesse plenamente satisfeito!
Terminou o banho e se secou rapidamente antes de voltar para o quarto. Vestiu uma calça e uma blusa pretas, calçou seus sapatos e pegou seu casaco favorito antes de sair do apartamento. Iria caminhar um pouco pelas ruas, estava precisando de um pouco de ar fresco.
“Maldito Shizu-chan! O que ele está esperando? Um convite formal pra vir até aqui me comer?!”
*** *** ***
Aquilo não estava dando certo.
Shizuo já estava caminhando há horas e sua irritação não tinha diminuído um milímetro sequer, na verdade, podia-se até dizer que ela estava aumentando, já que a única coisa em que conseguia pensar era naquele verme desgraçado, também conhecido como Izaya!
Terminou o cigarro e logo pegou outro, o último, teria que comprar outro maço antes de ir pra casa. Pôs o cigarro na boca e pegou o isqueiro no bolso da calça para acendê-lo, sua mão já estava na metade do caminho quando o viu do outro lado da rua, tão perplexo quanto ele próprio.
Os dois permaneceram assim, parados, surpresos e olhando fixamente um para o outro por um certo tempo, até que um deles resolveu se pronunciar:
– Ora, ora! O que temos aqui?! – Disse Izaya, no seu típico tom de voz debochado.
– O que está fazendo aqui, Izaya? – guardou o isqueiro e seu último cigarro e permaneceu com as mãos dentro dos bolsos da calça.
Izaya arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto.
– Eu é que deveria fazer essa pergunta, Shizu-chan... – alargou o sorriso – Já que estamos na minha cidade!
Shizuo franziu o cenho e começou a prestar atenção ao seu redor, arregalando um pouco os olhos quando percebeu que realmente não estava mais em Ikebukuro. Estava tão imerso em pensamentos que nem percebeu que havia andado até Shinjuku.
– Ficou com tanta saudade que resolveu vir até aqui me visitar?
Tudo bem que só de ver o informante seu corpo já havia ficado quente, mas não significava que iria admitir isso pra ele!
– Por que eu sentiria saudade de um verme como você?
Izaya sorriu, como se soubesse exatamente no que ele estava pensando. Atravessou a rua e parou bem na frente do loiro.
– Porque você está morrendo de vontade de se enterrar no corpo desse “verme” aqui!
Shizuo sentiu sua cueca ficar apertada, só de ouvir aquelas palavras. Por que ele tinha que dizer aquelas coisas daquela forma tão sexy?
– Não me provoque, pulga!
O sorriso do moreno aumentou e seus olhos brilharam em divertimento. Pegou seu inseparável canivete e fez um corte no braço de Shizuo, logo se afastando.
– Tente me pegar se puder, Shizu-chan! – virou-se e saiu correndo.
– Izaya! – gritou irritado e saiu correndo atrás do outro – Eu vou acabar com você, seu verme!
– Estou contando com isso!
O moreno correu por algum tempo e depois virou à direita, entrando rapidamente num prédio. Nem se incomodou em chamar o elevador, foi de escada mesmo, subindo correndo de dois em dois degraus. Já estava com as chaves na mão quando chegou ao seu andar, mal tendo tempo de abrir a porta antes que Shizuo o alcançasse e o segurasse pelo pescoço.
– Quais são suas últimas palavras?
– Me faça gritar bem alto, Shizu-chan... – disse de forma pervertida, mordendo o lábio inferior de um jeito bastante sensual.
– O que está pretendendo, Izaya? – intensificou o aperto no pescoço do informante. Sua excitação se sobrepondo à raiva.
– O que eu pretendo? – ergueu a perna direita até que ela pressionasse de leve o membro totalmente desperto do loiro – Pretendo passar as próximas horas abrindo as pernas pra você encima de uma cama!
Shizuo gemeu com o contato e empurrou a porta para que ela se fechasse e bateu as costas do informante com força nela.
– Eu não vou ser bonzinho como da última vez!
– Eu não estou pedindo pra você ser!
Depois disso, Shizuo o beijou quase com brutalidade, praticamente esmagando os lábios do moreno com os seus e pondo uma perna entre as dele enquanto juntava seus corpos, fazendo o informante gemer em meio ao beijo.
– E então, Izaya... – chupou com vontade o pescoço do moreno – Aonde fica a tal cama em que você pretende abrir as pernas pra mim? – apertou a cintura dele e deu uma forte mordida em seu ombro.
Izaya gemeu alto, jogando a cabeça pra trás e segurando fortemente nos ombros de Shizuo. Precisou de alguns segundos para responder:
– Segundo andar... segunda porta à direita.
O loiro o beijou de novo e o ergueu um pouco, fazendo-o rodear sua cintura com as pernas e começando a subir as escadas. Chutou a porta do quarto para abri-la e jogou o informante de qualquer jeito sobre a cama, afastou-se um pouco e começou a se despir, peça por peça, sob o olhar luxurioso do moreno.
Izaya ficou ainda mais excitado ao ver o loiro se despir, tirou rapidamente as próprias roupas e se deitou de costas na cama, apoiando-se nos cotovelos e abrindo bem as pernas enquanto um sorriso malicioso brincava em seus lábios. Shizuo o olhou como se quisesse devorá-lo pedaço por pedaço e isso causou um arrepio no moreno, que inclinou um pouco a cabeça para o lado e passou a língua pelos lábios de forma bastante sedutora. No segundo seguinte Shizuo já estava sobre ele, encaixando o membro em sua entrada e penetrando-o tão profundamente que sua próstata foi acertada logo de primeira. O prazer foi tão intenso que Izaya mal sentiu a dor, seu corpo tremia de leve e sua respiração estava tão ofegante que tinha sérias dúvidas de que algum dia pudesse respirar normalmente de novo.
Shizuo logo começou a se mover, dando estocadas rápidas e certeiras no moreno até que ele gozasse, gritando alto o nome do loiro, mas mesmo assim não parou, continuou estocando-o até que ele próprio chegasse ao orgasmo. Saiu de dentro do informante e começou a beijar seu pescoço, logo descendo para os mamilos e chupando-os com força, fazendo o moreno arquear as costas e se excitar novamente, gemendo alto. Tocar aquele corpo e ouvir aqueles gemidos era como um afrodisíaco para o loiro, que não demorou a ficar duro de novo. Fez com que Izaya virasse de bruços e o penetrou, deitando-se sobre ele e puxando fortemente seus cabelos pra trás para que pudesse beijá-lo enquanto se movia, não tão rápido quanto antes, mas ainda assim, de forma profunda. Continuaram naquela posição por um tempo, depois Shizuo o virou novamente e pôs suas pernas nos ombros, penetrando-o e aumentando a velocidade a cada estocada.
Chegaram ao ápice quase ao mesmo tempo, acabando por ficarem deitados um ao lado do outro enquanto tentavam normalizar suas respirações. Izaya foi o primeiro a se mover, subiu encima do loiro e começou a beijá-lo enquanto passava suas unhas curtas por seu abdômen, arranhando-o de leve. Logo passou para o pescoço, onde mordeu e chupou com vontade, até deixar marcas que poderiam ser vistas de longe e com certeza demorariam dias pra sumir. Distribuiu beijos e mordidas pelo abdômen do loiro até chegar à virilha, passando a língua por toda a extensão do pênis totalmente ereto e colocando-o inteiro na boca, chupando-o forte e arrancando um gemido longo do guarda-costas.
Ter aquela boca macia e quente chupando-o tão intensamente, estava levando Shizuo à loucura. Nunca um sexo oral havia sido tão prazeroso pra ele. Acabou gozando na boca do informante sem se preocupar em avisar, mas o moreno não pareceu se importar com isso. Ergueu o corpo até ficar sentado na cama e puxou Izaya para o seu colo, beijando-o e sentindo o seu próprio gosto. O moreno passou a masturbar os dois membros juntos até que o do loiro ficasse duro novamente, então se posicionou sobre ele e desceu bem devagar, proporcionando um enorme prazer à ambos. Izaya logo começou a se movimentar, subindo e descendo de forma rápida e sendo ajudado por Shizuo, que o segurava firmemente pelo quadril. O loiro foi o primeiro a gozar, mas ainda assim continuou impulsionando o moreno a subir e descer com uma das mãos, enquanto que com a outra o masturbou até que ele também gozasse.
Shizuo se jogou pra trás, deitando-se novamente e levando Izaya consigo enquanto saía de dentro dele. O informante apenas se acomodou melhor sobre o loiro e respirou fundo algumas vezes para recuperar o fôlego.
– Você não acabou comigo como disse que faria, Shizu-chan! – disse com uma voz manhosa.
– Tsc. E quem disse pra você que acabou?! – abriu um sorriso sádico e inverteu as posições, ficando por cima do informante e lambendo o seu pescoço.
Izaya riu alto e prendeu Shizuo com suas pernas, enquanto o loiro dava uma forte mordida em seu pescoço.
Aquela noite ainda seria longa...
Notas finais
Comentários são muitíssimo bem-vindos, ok!!!
Bjs e até mais!!!! *-* !!!!
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