Noites de Outono
8 Você é lindo.
Notas iniciais
Tenho tanto pra dizer, que nem sei se vou lembrar de tudo... Ok, vamos lá:
*Sim, eu fiquei um bom tempo afastado do Nyah!. Tem todo aquele lelelê de falta de criatividade e etc, além do que eu não estava enxergando bulhufas. Ia alegar falta de horário, mas o engraçado é que agora, que estou na faculdade, sinto muito mais vontade de escrever.
Não vou prometer datas; o que posso prometer é que vou escrever sempre com carinho e tentar driblar o máximo a preguiça. Esse capítulo (o 8) eu escrevi em quatro noites.. Cada dia eu fazia um pedacinho, e como eu disse para algumas pessoas, ele é meu favorito.
*Sobre o capítulo: primeiro, sim, vai ter lemon. Eu me descobri um grande fã de lemon, mas não consigo fazer algo muito sensual... Sei lá, o porquê é que eu prefiro focalizar todo o ambiente e os sentimentos. Falando em sentimento, esse capítulo tá diabético, então... Não vou ficar me desculpando: isso aqui é uma fanfic, logo os autores podem fantasiar e fazer estórias com seus personagens favoritos. De fato, acho que eu fugi um pouco das personalidades, mas NÃO ME ARREPENDO. Bom, enfim..
*Ah, tive que postar pelo notebook porque esse fim de semana não deu pra eu ir pra minha casa... É meio ruim de ver e o texto fica com alguns errinhos; qualquer coisa eu mudo depois, não precisam entrar em desespero! hahahaha
*Obrigado pelas recomendações, pelas mensagens de apoio... Pelos reviews e pelo carinho. É muito bom ter uma válvula de escape tão legal e com tanta gente maneira. Espero que vocês gostem do chapter! BEIJO!!
Sanji tomou o controle e beijou Zoro; após o loiro ter tomado a iniciativa, o marimo se entrega ao desejo e passa a tornar o contato um pouco mais... Sensual. Suas mãos começaram a passear pela nádega alheia, apertando com desejo o músculo, ainda por cima da cueca. O cook, não se fazendo de rogado também aproveita o momento, mesmo sendo tudo uma grande novidade.
Aos beijos e abraços o fumante é carregado pro velho conhecido dos dois: o colchonete. Riu internamente ao saber que sua primeira vez com um cara seria tão banal, num colchonete imundo! Se bem que... não que esperava algum jantar de velas ou algo do tipo.
No decorrer da situação começa uma viagem introverissímil em sua cabeça. Encontrava-se levemente sob efeito do álcool, mas estava totalmente ciente de suas ações; o curioso era que a presença do marimo era agradável para si. Enquanto os beijos continuavam e Zoro prensava Sanji na parede, o loiro num rápido movimento desvencilhou-se e parou de frente para o esverdeado:
– Sabe Zoro... É engraçado, eu e você aqui, fazendo esse tipo de coisa. O destino é um tanto quanto brincalhão, não acha? -
– Oe, que assunto é esse numa hora dessas? Não vai me dizer que tá querendo voltar atrás e dar chilique! –
– Ah, mas você é um dinossauro mesmo! É estranho, eu estou bem aqui, nos seus braços. Nos braços de um cara! Pra mim, sua presença sempre foi insuportável, mas aqui, agora, está tão bom... –
– Não estou entendendo aonde você quer chegar. –
– Eu me pergunto se você sempre foi aconchegante assim. Sabe, se a gente poderia ter tido algum tipo de contato antes... –
– Oe, o sakê afetou seu cérebro? –
– Na verdade, não, não poderíamos ter tido. Como eu conseguiria manter contato com um inútil, preguiçoso, mal humorado, dorminhoco que vive com a cara fechada? Que pessoa mais insuportável! –
– Ehhhh? Você tá querendo briga ero-cook? –
– O pior é que eu não quero! Como disse, é um pouco estranho. Eu sinto vontade de ter me aproximado mais, de ter conhecido um pouco mais você. Mas não sei o porquê disso, numa hora dessas... –
– Eu juro que não estou te entendo! Oe, quem é você e o que fizeram com o Sanji ero-cook arruaceiro dessa tripulação?
– Haha... Sabe Zoro, eu não sei o quê o amanhã nos reserva. Quero te dizer o que eu penso hoje, agora: Eu acho você... Tão... Lindo. –
– Ei, que boiolisse é essa ero-cook? –
– Cala a boca e presta atenção seu idiota, essa oportunidade é única. Vou te dizer tudo o que eu penso de você desde que estamos na mesma tripulação. –
O marimo estava confuso. Esse ataque de “carinho” vindo de Sanji não era natural, talvez de fato, fosse o sakê. Mas, seguindo a orientação do outro, se deixaria levar pelo momento e pagaria pra ver onde tudo isso iria dar. Deu o poder de narração para o amante e agora era um mero expectador da situação. Abriria seus sentimentos e aceitaria de coração o que estava por vir, porque excepcionalmente nessa noite, selada por uma promessa, todas as palavras que viriam seriam sinceras.
– Sabe – começou o loiro – Esse seu olho, ele me incomoda. Por que você não usa um tapa-olho? –
– Não preciso disso. –
– Na verdade, eu queria saber como ele é aberto. –
– Horas, é melhor não. Deixa esse assunto pra lá e vamos voltar para o que interessa. –
– Eu insisto. –
– Não Sanji, já disse que é melhor não. –
– Você está me chamando pelo nome, isso é muito bonito – disse, beijando a bochecha do moreno – Já que teve essa consideração, por que não faz o que estou lhe pedindo? –
– Ah, tudo bem! Se você faz tanta questão eu mostro. Só não reclame depois. –
E abriu o olho direito. A cena era um pouco chocante: o olho era “claro”, na verdade não haviam resquícios da íris. As bordas do corte feito pelo babuíno se destacava levemente na orbe branca. Ao fitar aquela anormalidade, Sanji se assustou e levou a mão pra boca. Teve que virar o rosto, pra disfarçar seu espanto.
– Você... Ficou com nojo né? É normal, eu ainda não me acostumei muito bem a olhar ele no espelho. Mas tudo be.. –
– Mas você é... Lindo! Cada vez eu tenho mais certeza! –
– ..? –
– Como eu disse, quero conhecer sua história, e seu olho está incluso. Na verdade era só uma curiosidade infantil, fiquei um pouco assustado mas isso não muda nada. Você-é-lindo. – Disse, depositando um selinho na região. – Ainda dói? –
– Quando esfria, as vezes... –
– Se doer de novo, eu vou cuidar até parar.
– É uma promessa? –
– Sim. –
Ainda de frente ao marimo, fitava seu rosto. Como era bom mimar aquele Zoro, nu de sua armadura de dinossauro. Ter seu carinho correspondido era uma sensação um pouco quanto rara para o cook. Justo ele, que cuidava e mimava tanto as damas. Nada vai de mão única, ser correspondido é muito necessário.
Passeava com as mãos pelos ombros do outro. Seus trapézios já estavam saltados e mesmo assim o marimo não dava folga pras malhações.
– Oe, você não malha demais? – Perguntou, apertando aquela região.
– Ah, assim é bom, eu gosto de massagem! E não, não malho demais. Preciso estar em forma para proteger nossos nakamas, inclusive você. – Respondeu, colocando o dedo sob o nariz do cook.
– Ei, eu sei me virar muito bem sozinho! – replicou.
– Então está dispensando minha proteção? – perguntou Zoro, fingindo estar ofendido.
– Hum.. Não; acho que ela pode ser útil as vezes. Haha. –
– Você é um traste mesmo! – disse Zoro, passando a mão pela cintura do loiro e trazendo-o para si.
– Oe, espere, eu ainda não acabei. –
– Haja paciência... Mas hoje, tenho toda paciência do mundo. –
– Não reclama, seu folgado! –
– ... –
– Eu gosto do seu corpo, sabe. Ele é forte. Seus braços são grandes, eles passam confiança –
– Eu nunca percebi que você reparava tanto em mim. –
– Nem eu. –
– Acho que agora é minha vez... Eu adoro sua comida e acho muito legal sua pose acendendo o cigarro. Suas roupas são impecáveis e cheirosas, e sua barbicha por fazer é um tanto quanto atraente. Seus sapatos estão sempre brilhando, e quando você sorri, tudo em volta brilha também. –
– É, eu também nunca percebi que você reparava tanto em mim –
– Qual é, passamos um bom tempo como arqui-inimigos! É como diz o ditado: “conheça bem os seus amigos, e melhor ainda seus inimigos”. –
– Passamos um bom tempo? Quer dizer que agora não sou mais inimigo? –
– Er, imagino que não. –
– E pra você, o que eu sou agora? –
– Você é Sanji. Você é você, só isso e nada mais. Você é especial somente por ser você.
– Quem diria que Roronoa Zoro, o “Caçador de Piratas” seria tão romântico assim, estou começando a estranhar!
– Não é só romântico que eu posso ser. – disse, voltando a apalpar a nádega do cozinheiro.
– Então não queres mais saber de conversa, Romeu? – retribuiu, mordendo o queixo do marimo.
– Prefiro falar com o corpo, se é que você me entende. – e olhou para uma certa parte de seu corpo que dava sinal de vida.
Sanji, entendendo o recado passa as mãos pelo ombro do moreno e o beija, ternamente. Agora, mais preparado pelo que havia por vir, aceitava melhor o “destino”: estava ansioso e ao mesmo tempo muito excitado.
Começou a guiar o ato, coisa que surpreendeu o samurai. Mordiscava seu pescoço, trapézio, ombros, tudo em sequência enquanto Zoro ansiava pelo grande final. Voltou ao rosto e começou a passar a mão no membro do esverdeado; nesse momento, é importante destacar a presença do olho no olho. Sim, mesmo concentrado em outra coisa, os olhares se cruzavam, se desafiavam e não ousavam sair da mesma órbita. Foi muito importante pra afirmar o carinho e fortalecer a confiança do casal pré-formado.
Zoro foi o primeiro a desviar, pois não aguentava mais o ritmo devagar que as coisas estavam levando. Mesmo ambos sendo adultos e “entendidos”, havia nele também a ansiedade da primeira vez. Não imaginava que em sua vida faria sexo com uma pessoa que sentia... Amor? É, de alguma forma estranha podemos afirmar que sim, era amor. Mesmo com a paciência em limites, sua tentativa de tomar o controle foi frustrada; ah, que cook mais egoísta. Empurrou o espadachim na parede e, mordiscando sua orelha, pediu pra ele se acalmar. Claro que isso estava fora de cogitação e Sanji estava sendo um p*ta dum sádico! O quê alegrava o moreno era que a vingança viria logo.. Ô se viria!
Agora o loiro começa a descer pelo abdômen, tão torneado que realmente, poderia lavar roupa. Sua mão ficou estacionada sobre o membro de Zoro, enquanto começou a chupar seus mamilos. Ah, a cara do samurai corado e latejando era impagável; ficava delicioso! Abandonando aquela região, rija, denunciando o estado do moreno, começa a beijar cada pedaço de sua barriga, dirigindo ao tão esperado cálice.
Decidiu parar com a brincadeira e tirou a cueca do esverdeado, que colaborou e se despiu na velocidade na luz. É, de fato, Zoro era mais “homem” que ele. Era uma coisa bem... Grande e proporcional?..
“É lindo, até aqui!”, pensou.
– Chame pelo meu nome –
– Pra que isso numa hora dessas, cook? –
– Eu quero ouvir, meu nome saindo da sua boca. – disse, começando a sugar a glande. -
– Ahh.. Ahh..-
– Chame! –
– San... San.. Sanji! Tá muito bom Sanji! –
Continuou os movimentos de sucção por todo corpo, passando a mão nas veias saltadas, e de forma intercalada o masturbava também. Começou a dar atenção para aquela parte debaixo, que sem pudores começou acariciar e a chupar. O barulho que fazia era engraçado... O marimo, já quase no ápice o interrompe, sendo isso necessário para a boa continuação daquela noite. Se seguisse naquele ritmo, logo logo acabaria alcançando o orgasmo.
Virou, num movimento brusco, e prendeu Sanji na parede.
– Minha vez! – disse.
Começou a beijar de forma feroz o loiro, fazendo de um jeito que combinasse com sua personalidade. Claro que tudo devagar poderia ser mais romântico, mas dessa vez precisava do cook com urgência, não tinha tempo para mais demoras. Soltou o amante do beijo, passou a mão por seus cabelos e sentiu o cheiro.
– Você, tinha curiosidade sobre o olho, certo? Eu queria saber qual o cheiro do seu cabelo. –
– Hoje é um dia de muitas revelações mesmo! –
– Eu sempre achei que cheirasse alho queimado ou algo do tipo... –
– OE, VOCÊ QUER MORRER? É? É ISSO? DIGA LOGO QUE EU FACILITO O CAMINHO! ESCREVO NOBORU NA SUA TESTA COM MEU PÉ! –
– Mas o cheiro é gostoso... Parece doce! – replicou, beijando a testa do loiro.
– Maldito... – disse, escapando um sorriso do canto da boca.
Saindo do clima romântico, a luxúria voltou a bater na porta; os beijos voltaram a ser ferozes e as mãos não paravam de caminhar sobre o corpo alheiro. Sanji começou a arranhar as costas do marimo, que ao invés de dor, só sentia mais tesão.
Descendo pra sua barriga, não pode se controlar com o que via: o Kuroashi era tão branquinho, mas tão branquinho que PEDIA pra ser marcado. Pensou que talvez o loiro ficasse com raiva quando visse, mas autocontrole nunca foi lá sua grande especialidade.
– Sabe Sanji... Só nunca se esqueça que você é só meu, tudo bem? –
– Então quer dizer que você faz a onda de cara possessivo é? –
– Não. Porque eu sou só seu também. –
– Combinado. –
Mal sabia o cook que ao dizer essas palavras, assinara um contrato verbal consentindo que amanheceria todo roxo. O espadachim começou a chupar, com força mesmo, toda extensão de sua barriga. As costelas, o peito, os mamilos, a clavícula... Em cada “gominho”, tão bem desenhados devido à sua magreza, agora havia uma pequena marca.
Segue para o baixo ventre: o “caminho da felicidade” era tão saltado que parecia uma flecha em alto relevo. Seu nome não era esse à toa, porque sim, no seu final havia a felicidade... E no seu percurso, encontrava-se um recém formado hematoma.
Não teve tempo para tirar a cueca, puxou com força e a rasgou em duas. Quando o loiro reclamou sobre ela ter sido cara, disse que a compraria outra, assim como muitos outros presentes.
Chegando ao pênis, oh meu Deus, que coisa mais linda! Nem parecia um chin*o! De fato, Sanji não era um cara muito “grandão”, mas era tão bonitinho e tão rosadinho que dava vontade de criar para estimação. O esverdeado olhava para aquilo e riu com carinho.
– Oe, tá rindo do que, seu idiota? – disse o cook, corado.
– Nada não... É que é tão bonitinho que eu estou pensando em cortar e levar embora. –
– Claro que eu iria te matar, mas devo te informar que ele aí, no lugar dele, pode ser mais útil pra todo mundo.
– Ah é? – perguntou, colocando o membro na boca.
– Si... Sim...! Ah! –
Zoro seguia chupando por toda extensão do membro, e às vezes depositava pequenos selinhos no falo. Com a mão livre, brincava com os testículos do loiro. Manteve esse ritmo até Sanji começar a arfar, anunciando o pré-gozo.
– Oe... Zoro... Eu... Não vou... –
O Marimo percebeu o recado e tirou o músculo da boca, que após alguns segundos já jorrava um líquido branco. Seu coração disparou de alegria, sabendo que Sanji estava gozando pensando em si. Falando em si, agora era sua vez de aproveitar a situação. Esperava o outro se recompor pra tocar no assunto, mas já imaginava que seria delicado. Toda essa história de uke e de seme poderia dar uma grande dor de cabeça.
Após o cook acalmar a respiração, Zoro o chamou com o braço, mostrando que ainda estava “esperando”. O loiro olha torto, um pouco quanto nervoso, mas logo depois muda de expressão... Algo como aceitação.
– É, parece que não tem jeito – disse, coçando a cabeça.
– Vou devagar, eu juro – respondeu corado.
– Mas que droga hein marimo, vai com calma que se não eu te arrebento! –
– Ah, sim... –
Zoro voltou a ter um ataque de ansiedade. Esperava que tudo fosse especial, afinal, ultimamente percebia um instinto protetor dentro de si, mirado para o ero-cook. Mesmo que tudo tenha acontecido rápido, sentia-se vivo e queria manter essa sensação para sempre. Virou Sanji de costas, sendo que ele “soltou” o corpo e deixou as rédeas na mão de Zoro. Foi procurar um lubrificante em alguma gaveta, mas não tinha nada do tipo por perto; sair do cômodo e quebrar o clima era totalmente fora de cogitação. Aliás, até a camisinha estava difícil de encontrar:
– Oe, eu não estou achando a camisinha! –
– Mas é um cabeça de vento mesmo! Como você sai com alguém e nem ao menos tem uma camisinha? -
– Mas eu não esperava que as coisas fossem... Ficar assim, desse jeito. –
– Você não tem nenhuma mesmo? –
– Não.
– E se eu falar pra fazer sem? –
– Por mim sem problema, mas não. Eu te respeito muito pra fazer isso. –
– Isso aí, seu marimo de merda! Gostei de ver, hehe. Vai na minha calça, abre minha carteira e pega uma lá. –
– Salvou o mundo! –
– Espero não me arrepender... –
Zoro foi procurar o preservativo na carteira, e quando abriu viu uma foto de todos juntos; O cook podia se fazer de durão, mas pelo visto valorizava seus nakamas.
Voltou pra Sanji e perguntou se ele estava pronto. O outro assentiu e começaram: mesmo com vergonha, Zoro explicou o que seria necessário fazer pela ausência do lubrificante. Começou a beijar o pescoço do loiro e descendo as costas, deixava uma trilha de roxos por onde passava. Mordiscava e puxava a pele, enquanto o loiro soltava gemidos abafados. Chegando à nádega, apalpava com força aquele músculo, tão definido devido às várias atividades do cook envolvendo os membros inferiores. Até que, chegou o grande momento:
Ainda com vergonha, lubrificava a entrada do loiro com a língua; nunca tinha feito coisa do tipo, mas imaginava que o estava fazendo certo. O da frente grunhia, parecia estar gostando muito do que se passava. Após algum tempo inseriu o primeiro dígito com a mão esquerda, enquanto a outra se ocupava com o membro do amante, semiacordado. Esperou o que julgou necessário e inseriu o segundo, começando a mover ambas mãos devagar. Nesse segundo ato Sanji se incomodou com aquela presença nova, mas aos poucos seu membro reacordado tomou toda sua atenção. Zoro, que agora se achava pronto, pede pro loiro rasgar a embalagem e colocar a camisinha em si. Desvencilhou ambas as mãos e ficou de frente para o fumante, que em seguida vestiu o preservativo no moreno.
O samurai beijou a testa do amante e deu-lhe um derradeiro sorriso. “Aqui vou eu” foi a última frase sã que rondou o ambiente.
Com a proteção devidamente colocada e Sanji devidamente preparado, a conjunção carnal deveria começar. Zoro se projetou na entrada do menor, que retesou toda a coluna. Por mais que o esverdeado tenha preparado o menor, demorou um pouco para a penetração começar. Doía, doía muito. Sanji arfava e socava a parede, na tentativa de amenizar a dor. O espadachim não fazia nenhum movimento, esperando o outro se acostumar, e em poucos minutos o outro já se mostrava mais receptivo. Esse momento foi o ápice da noite; mesmo com o orgasmo de ambos que estava por vir, essa hora foi a mais especial: nela a DOR, o PRAZER, a VERGONHA e a CONFIANÇA eram uníssonas.
Agora, começam os movimentos de vai-e-vem. Com a mão livre o moreno masturbava o cook, esse com o coração tão disparado que em alguns intervalos de silêncio podia ter seus batimentos ouvidos.
O loiro põe a mão na parede. O outro põe sua mão em cima.
Zoro segue em movimentos rápidos e descontrolados. Beijava o pescoço, seguia acariciando e mordiscando o cook enquanto faziam sexo...
Em pouco minutos ambos atingiram o pré-gozo; foi rápido pois estavam muito ansiosos, porém rápido não quer dizer “diferente” de bom. Quando o espadachim anunciou que ia gozar, o loiro o envolveu e o beijou. Mesmo com o pouco fôlego que restava, chegaram ao ápice pela mão do outro. E foi alucinante.
O espadachim pega uma toalha, se limpa e limpa Sanji também. O cook observava se cima, enquanto mexia com o cabelo de marimo. Ergue o rosto do mesmo e diz que estava... Feliz. Voltaram ao colchonete imundo e se ajeitaram juntos. O esverdeado agarrou as costas marcadas com seus braços fortes, e pensou em nunca mais soltá-lo. Mas não é bem assim que funciona.
Xx
Quando por fim caíram no sono o sol já estava nascente. Era por volta das nove horas quando Zoro despertou: começara um barulho infernal na parte de baixo da academia, e não conseguindo mais dormir optou por levantar. Observou que Sanji ainda estava desacordado, então movimentou-se de forma que não o incomodasse. Beijou-lhe a testa, acariciou seus cabelos e desceu.
– Ohayo Zoro – disse Luffy – Eu já estava subindo lá pra perguntar pelo Sanji! Quero comida, estou morto de fome!! –
Estava acompanhado do seu mais novo chaverinho, o tal de Law. Os dois agora viviam grudados, provavelmente até para ir ao banheiro!
Ficou feliz do capitão não ter subido, porque poderia ser um pouco... Constrangedor.
– Sanji ainda está passando mal desde ontem. A gente vai ter que se virar com a comida por hoje. –
– Nhaaaah, mas ninguém sabe cozinhar tão bem como ele! Preciso da comida do Sanji. – disse o Mugiwara, subindo em direção a academia.
– Sanji não está bem hoje! – vociferou o marimo, segurando Luffy pelo braço.
– Oe Zoro, você está machucando meu braço! –
– Ah, gomen Luffy, é que realmente o cook não está bem – se desculpou, coçando a cabeça. -
– Ah, ok... Vamos ver quem pode cozinhar... -
Saíram de lá e rumaram para a cozinha. No cômodo mais tripulantes esperavam, direcionando olhares indagadores para o samurai:
– Yo, galera, o cook não vai poder cozinhar hoje. Ele está muito ruim desde ontem. Larguem de ser vagabundos e se virem. –
– Quem você está chamando de “vagabundo”, seu maldito? – replicou Nami.
– É modo de dizer, Nami-chan – ironizou – de qualquer forma, vamos ter que comandar a cozinha hoje.
– fufufufu, tudo bem. – sorriu Robin.
Com a distribuição das tarefas, logo tudo ficou pronto. Optaram pelo café da manhã ocidental, visto que com os ingredientes que tinham, esse daria menos trabalho. Aliás, tudo já estava previamente pronto na geladeira. A refeição foi a base de pães, apresuntados, queijos, geleias, iogurtes... Tudo bem simples, porém bastante gostoso.
Ao final da refeição, Zoro esperou todos saírem e foi para cozinha, buscar uma bandeja para levar comida para Sanji. Tentou ir disfarçado mas encontrou Robin no caminho:
– fufufufu, quem diria que você vai levar café na cama pro Sanji-kun.
– É, ele realmente está mal... –
– A noite... Foi boa? Deu tudo certo? –
– Como assim, deu tudo certo? –
– Oras, Sanji-kun não estava bêbado? Deu muito trabalho? Fufufufu –
– Ah sim! Bom, deu tudo certo no final. Tive que dar banho e colocar pra dormir. –
– Entendo... fufufufufu... Bom, tenho muitas coisas pra fazer. Boa sorte! –
– Obrigado. –
Xx
Sanji acordou com um barulho infernal no convés. Ao perceber onde, e com quem estava, se virou e fingiu estar dormindo. Percebeu que sua movimentação despertou Zoro, que logo após levantou. Sussurrou um “bom dia”, beijou-lhe a testa e desceu. Estava com fome, e ainda um pouco confuso.
A noite anterior fora excelente, porém agora, a realidade bateu à porta. É muito fácil dizer coisas quando se está bêbado e excitado, mas sustentar elas quando o amanhã chega... Isso não é fácil.
Se levantou pra ir ao banheiro. Observou seu corpo, e ao invés de manifestar ódio, deu risada... Que situação mais humilhante: todo cheio de roxos e com uma baita dor na coluna. Se sentia um puto barato de algum filme. Acendeu seu cigarro e o fumou quase que inteiro numa tragada só. Não acreditava na loucura que havia feito. De agora em diante, perdera uma grande pilar de sua personalidade; era difícil pensar no que acreditar... Sempre fora um gentleman, mas olha a situação que se encontrava.
Sentia... Mágoa de Zoro. Não só de Zoro, mas sim de si próprio. Desejava que aquela última noite nunca tivesse acontecido. Por hora voltaria a fingir que estava dormindo, enquanto procurava uma saída para esse problema.
xX
– Oe, hora de acordar – disse o Marimo, acariciando o rosto de Sanji. –
– Ehhhhhhhhhhhhhhhh? O que estou fazendo aqui? –
– Como assim “o que estou fazendo aqui?” –
– Eu lembro que eu bebi pra caramba a noite passada, mas como eu vim parar aqui? Por que meu corpo tá cheio de roxos? –
– Mas você parecia estar sóbrio... –
– Hã? O que você fez comigo seu pervertido?! –
– Quer dizer que você não se lembra de nada? – Perguntou Zoro, olhando em seus olhos com uma expressão... Triste? –
– Nã-não. – gaguejou.
– Ah, entendi...
Você...
Você...
Você é um monstro. –
Deixou a bandeja e saiu de lá. Aquela última frase repercutiu na cabeça do ero-cook, fazendo com que ele sentisse remorso: agora desejava voltar no tempo, pra não ter que ver aquela expressão na cara do marimo nunca mais.
Observou a bandeja que o outro deixara lá: tudo tão bagunçado e assimétrico; Zoro com certeza nunca poderia servir num restaurante... Mas mesmo naquela bagunça podia sentir as intenções do outro, fazendo com que a sua última frase voltasse a martelar na sua cabeça.
Voltou ao colchonete, onde sabia MUITO bem o que haviam feito. Deitou lá, cobriu seu corpo, deixando somente a cabeça a mostra. Aliás, a cabeça parecia que ia explodir devido às bebidas. Acendeu seu segundo cigarro do dia enquanto pensava na noite passada. Era uma batalha interna entre aceitar ou manter seu pilar de personalidade; tinha medo de jogar tudo pro alto e não saber mais onde se apoiar. Pode parecer drama, mas não é nada fácil ter que deixar tudo que você manteve e acreditou para trás. Parecia um bipolar, que hora sentia vontade de pular dali e pedir PERDÃO para Zoro, e outrora ficava feliz de ter acabado assim, só esperando o tempo passar pra apagar essa memória; depois viveria como se a noite de ontem nunca tivesse existido.
– Toc toc –
– Sanji-kun, você está melhor? – perguntou Nami.
Sanji ainda estava um pouco ressentido com ela: um motivo era o fora humilhante que havia levado; outro era que, se não fosse por ela, nada daquilo tivesse acontecido. Nesse segundo motivo, ainda encontrava-se no limite entre feliz ou magoado.
– Não muito. – respondeu ele, sequer virando para ela. Estava em seu terceiro cigarro. –
– Você está magoado por ontem? –
– Não. – respondeu seco.
– Ah, está sim... –
– Tudo bem. Preciso ficar sozinho, só isso. – respondeu seco novamente. De fato estava um pouco chateado, mas o que precisava agora era pensar. –
– E se eu te mostrasse meus peitos, hein? – perguntou Nami brincando, tentando amolecer o cook. –
– Nami-swan, eu realmente preciso ficar sozinho, por favor... –
– Ok, o negócio é sério mesmo. Me desculpa por qualquer coisa! – e saiu, com a consciência levemente pesada, se sentindo culpada por aquela situação.
Seguido de Nami, veio Chopper desesperado para analisar Sanji. Mesmo o cook insistindo que estava bem, que somente era uma ressaca, o doutor só se acalmou quando o loiro concedeu permissão para ser analisado. Mas já avisou desde princípio que não ia levantar do colchonete; havia algo que o prendia lá.
– San-Sanji!!!! O que são esses roxos? Você caiu enquanto estava bêbado?! AHHHHHH?! –
– Érr.. Sim. Mas tudo bem, eles não doem. Por favor, não comente com ninguém, sim? – respondeu indiferente. –
– Mas eles não são normais e... –
– Tudo bem Chopper. –
– Se você diz... – respondeu com a voz chorosa.
Mediu a pressão e a temperatura do cook: de fato, era só uma ressaca mesmo.
– Você devia fumar menos, sua pressão está meio alta. –
– Não tem problema. – replicou, tragando o quinto cigarro.
– Sanji-kun... Tem alguma coisa te incomodando? –
– Nã-não! Por quê?
– Você parece estranho hoje. Mas fique aí repousando, amanhã você já deve estar bom. –
– Tudo bem, obrigado. –
– Ah, que isso. Espero que... –
– SANJIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII –
– Oe Luffy, não grite! Sanji está meio ruim! –
– Sanji, comidaaaaaaaaaaaaaaaa! –
– Lu, se acalme, ouça o doutor Chopper! – disse o chaveiro, vulgo Trao.
– Amanhã eu volto a cozinhar. – respondeu Sanji, sem ânimo algum na voz. Ah sim, cozinhar, só pra isso que ele servia. Ele que se explodisse com seus problemas. –
– Sanji.. Você não está bem mesmo? – choramingou Luffy. –
– Preciso ficar sozinho, por favor, vão embora. -
Todos se retiraram, menos Law. Explicou que queria dar uma palavrinha como médico para com o loiro. Claro que, por experiência própria, sabia muito bem o que estava acontecendo:
– Você ainda está aqui? – perguntou o cook, irritado.
– Queria te deixar um conselho como médico. –
– Chopper já me atendeu e disse que está tudo bem. -
– Será mesmo? Tudo bem com o seu coração? –
– Você não tem liberdade para conversar assuntos pessoais comigo. –
– Quem disse que eram sobre problemas pessoais? –
– Oras, vá embora! –
– Não tem problema. Sabe... Às vezes, o que parece “jogar tudo pro alto” é apenas jogar fora um peso das costas.. Se cuide. –
E logo após saiu. O cook ficou surpreso com o comportamento direto de Law, que nunca havia trocado alguma palavra consigo. Continuou deitado na posição inicial e nesse tempo já terminara o primeiro maço de cigarros. Nem sequer levantou para colocar suas roupas; ficou lá, deitado a manhã inteira pensando no que deveria fazer. Pensava, fumava, pensava, fumava... Seu estômago começou a doer e ele se sentiu enjoado. Na hora do almoço sentiu seu coração acelerar, pensando que talvez Zoro trouxesse sua comida. Mas não, quem trouxe foi Chopper; ao ver a pequena rena, foi nítida sua cara de desapontamento. Disse para o doutor que comeria depois, mas nem tocou na refeição.
De tarde acabou caindo no sono, e quando acordou o sol já começava a se por. Levantou para colocar as roupas e logo depois a rena retornara. Brigou com Sanji por não ter almoçado, mas o cook o ignorou e disse que iria para vigília, pois hoje era sua noite. Se encontrava no segundo maço de cigarro e sem nenhuma solução. Ao tentar ser impedido reagiu violentamente, e Chopper, magoado, assentiu com que ele continuasse.
Subiu ao corvo, sozinho, e nesse momento o sol tocava o horizonte. Junto com as primeiras estrelas, vinha o terceiro maço. Sentou-se no banco enquanto sua mente continuava em chamas, lembrando então que, exatamente naquele mesmo lugar, há três dias atrás, ocorrera todo o início daquela enorme confusão.
Acendendo o enésimo cigarro do dia, observava o pôr do Sol: que momento bonito de se ver, desde que fosse com alguém importante... O fim do dia era muito triste, pra não dizer cruel, com uma pessoa sozinha. Parece que nós humanos somos fotossensíveis: com a ida da luz solar, nosso corpo fica mal; porém tudo pode ser secundarizado desde que haja alguém que te ilumine mais forte do que a Lua. O cook em particular jamais gostou desse momento, que para si era agonizante.
Toda essa situação melancólica e auto piedosa trouxe de volta o maldito dilema do dia: talvez a hora do ocaso fosse menos dolorosa se Zoro tivesse ali. Já havia assistido a chegada da noite com inúmeras pessoas, mesmo aquelas que julgava ser perdidamente apaixonado... Porém nenhuma delas pôde tirar aquela sensação ruim que a paisagem no céu lhe trazia.
Ao acender novamente um cigarro, pediu para si mesmo um tempo. Um tempo pra não pensar em nada; um tempo pra tentar relaxar desde que acordou; um tempo pra esquecer o remorso; um tempo pra si. Seu dia estava muito estressante e a vigília poderia ser seu ponto de fuga: se o Sol poente era um veneno para seus sentimentos, o cair da Lua era um remédio; ainda mais em Noites de Outono, onde o leve frio com as estrelas brilhantes poderia inspirar até o mais desacreditado dos humanos.
E sim, a permissão foi concedida.
Deitou no banco e ficava olhando para cima. Seu primeiro pensamento foi a necessidade de uma companhia para apreciar o céu, mas seu cérebro mudou o rumo dos pensamentos para não voltar ao ponto de partida. Percebeu que estava morrendo de fome pois não havia almoçado ou comido nada a tarde toda. Começou a sentir meio enjoado devido à sensação de estômago vazio; mas tudo bem, não estava afim de descer a escada de cordas para buscar algo. Ficou deitado, esperando o tempo passar.
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– Oe Chopper, o que aconteceu? – perguntou Zoro.
– Sa-Sanji *sniff* -
– O que tem ele? –
– E-le não quis almoçar *sniff* -
– E por que você tá chorando?! –
– Porque ele ficou irritado *sniff* quando eu insisti pra ele comer... –
– Ele não quis comer nada? –
– Não... Parecia estar em outro mundo*sniff* -
– Oe, vem cá... Tudo bem – disse o marimo, acariciando a cabeça da rena. – Eu levo comida pra’quele idiota. Sanji é meio cabeça dura, não fica chateado! –
– Ah!! Obrigado Zoro!! – replicou, com um largo sorriso. –
– Não há de que! –
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Zoro dirigiu-se a cozinha e se viu preparando alguma coisa. Ainda estava muito magoado mas algo o guiava até lá. Sabia que Sanji estar totalmente no mundo da Lua talvez fosse importante. O problema era que não sabia cozinhar nada! Procurou, procurou, procurou mais, mas nos armários o que encontrou de mais viável foi um lámen instantâneo. Sabia que o cook poderia reclamar e até jogar fora a comida, porém queria tentar uma última vez; precisava confirmar com seus próprios olhos se tudo que foi dito na noite passada não teve significado algum para o loiro. De novo seu coração batia mais rápido.
Colocou a água pra ferver e tentou adicionar alguns pedaços de carne e legumes, pra ver se o prato ficava mais atraente. Com a panela levantando fervura, adicionou os ingredientes e tratou de procurar algo pra beber. Sabia que Sanji gostava de chá e todas aquelas frescuras, mas chá com lámen não podia dar certo! Mesmo assim, insistiu em fazer um pouco, se esforçando pra agradar. Era um completo desastre na cozinha e não tinha o mínimo de delicadeza para preparar um chá: acendeu a água e a deixou ferver; colocou mais erva do que deveria; errou no tempo de infusão; adicionou açúcar demais... Por aí vai. Mas pelo menos tentou. Colocou o chá numa garrafa térmica e levou o lámen ainda no chawan, mesmo que fosse um sacrifício subir para o corvo. Quando estava pronto para sair da cozinha, sentiu seu coração bater mais forte. Achou a situação ridícula, afinal não era nenhuma colegial apaixonada pelo seu senpai; enfrentara a morte várias vezes e agora, precisava descobrir de uma vez por todas se ainda era capaz de ter sentimentos. Preparou o espírito pro caso de não: se isso acontecesse e Sanji optasse por continuar ignorando o que se passou, aceitaria sua decisão e nunca mais tocaria no assunto; perceberia que amar não era possível para um assassino como ele e viveria o resto de seus dias sozinho, treinando com o foco somente em seu objetivo final. Agora... Se descobrisse que ainda era capaz de sentir... Bom, daí não saberia o que fazer.
Saiu da cozinha e rumou para o convés. Subiu as cordas com maestria de gato e chegou ao corvo. Viu Sanji olhando para as estrelas, como uma sensação serena:
– Chopper... Me... Ah, me obrigou a trazer isso. –
– Ãh? O que você está fazendo aqui? –
– Está surdo ero-cook? –
– Ah, Chopper! Ficou me enchendo o saco pra comer, já disse que não estou com fome... roooooooooooooooonc –
– Come logo essa porcaria. –
– Ah, quer saber, passa pra cá.
Começou a comer e percebeu quão horrível aquilo estava. Queimaram o lámen instantâneo! Isso é humanamente possível?! Os vegetais estavam molengas e o tempero (que já vem pronto) estava um lixo!
– Oe, quem fez essa droga? Tá tentando me matar? –
Mal terminou de falar e percebeu o olhar de mágoa do espadachim. É, Sanji e sua boca enorme.
– Bom, fui eu quem fiz – disse, se virando de costas. Sua voz estava turva. –
– Mas você não disse que Chopper o obrigou a trazer?! –
– Sim, mas quem fez “essa droga” fui eu! –
– Zoro, você... –
Fechou a boca e se pôs a comer. O gosto estava realmente horrível, mas não pararia de comer enquanto o chawan não estivesse vazio. Mastigar aqueles vegetais muxibentos estava sendo um sacrifício, mas ele o fazia com devoção. Após ver o fim da tigela, sentiu-se orgulhoso. Abriu a garrafa térmica e decidiu tomar o chá também; era óbvio que vomitaria tudo, ainda mais quando aquele chá era açúcar puro, mas tudo bem, o tomou.
– Gochisousama. –
– Ah, agora que você já comeu eu posso ir embora – disse o marimo. Parece que já tinha sua resposta e o jeito era seguir ignorando, mas tudo bem, era adulto e poderia lidar com isso... Só que doía. Mas conseguiria superar com o tempo. –
– É, nã-não. –
– Por que não? –
– Hum, na verdade eu não terminei de tomar todo o chá. –
– Não tem problema, eu sei que tá uma droga. –
– Não tá não, eh-eh... –
– Depois você leva então, preciso descer. –
– Nã-não. –
– ? –
– Fica aqui –
– Por quê? –
– Por favor. –
O samurai se sentiu confuso. Agora parecia que sua resposta poderia mudar. Deitaram cada um num banco e passaram a olhar o céu. Ficaram mergulhados em seus próprios pensamentos, sendo esses iguais em cabeças diferentes.
– Você... Não lembra de nada mesmo? – o espadachim cortou o silêncio –
– Que direto. –
– Responde, por favor. –
– Eu me lembro, de tudo. –
– E por que disse que não lembrava? –
– Porque ainda não tenho certeza se quero ter lembrado ou não. –
– Você não acha isso um pouco cruel? –
– Talvez... –
– Hm... –
– Mas, e se eu te disser que sim, quero ter lembrado e quero guardar pra sempre na minha cabeça? -
– Não sei se posso confiar mais em você. O que foi prometido ontem, já não está mais valendo hoje. –
– E se eu te pedisse perdão, aqui, na frente das tripulações, na frente do mundo inteiro? – disse o cook, se levantando.
– Aí a situação mudaria... Mas eu sei que isso é impossível. –
– Por que impossível? –
– Porque esse não é o Sanji que eu conheço. Lembra... Eu disse que você era especial só por ser você, nada mais. –
– Então... Você me perdoa? –
– Talvez sim, talvez não... –
– Não seja cretino! –
– Tudo bem, dessa vez sim. Somente dessa vez, com uma condição: você vai dormir comigo. –
– Oe, larga de ser pervertido! Minha bunda ainda está doendo! –
– Você que é pervertido. Eu só disse dormir! E.. Tá doendo? –
– Se for só dormir mesmo, talvez eu o faça. E vai se f*der, de quem você acha que é a culpa?! –
Rumou para o banco oposto ao seu original e deitou-se ao lado de Zoro. Ficaram ambos de barrigas para cima, e em pouco tempo o marimo virou-se de lado para dormir. Agora, Sanji sentia que tirava um peso enorme de suas costas: olhava as estrelas e esse momento não poderia ser mais especial. E justo.. Naquele mesmo lugar! Pelo visto o corvo esconderia mesmo segredos valiosos. Sustentaria sua promessa, e assim como Zoro sugeriu, manteriam confidência de seu caso. Estava cansado e logo o sono o acometeu. Virou para o amante e sussurrou baixinho:
– Você é lindo. Por dentro e por fora. –
Dormiu logo em seguida, sem poder ver o sorriso que Zoro esboçava em seu rosto.
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