Noites com Sol
2 Decepção
Notas iniciais
N/A: A pedidos dos leitores que mandaram reviwes. A continuação ;*
Após ter subido até o andar de meu apartamento, procurei as chaves da porta. Como minhas mãos estavam tremulas, demorei até encontra-las e abrir a porta. Quando entrei, não fiz menção alguma de virar-me e fechar a porta. Somente a chutei, e ainda consegui chutar errado e machucar o pé.
Sai gritando mil palavrões em todas as línguas que era fluente. Me joguei no sofá e deixei o rosto contra uma almofada. Comecei a gritar o quanto meus pulmões conseguiam aguentar. O som saia abafado, duvidaria que alguém ouvisse.
Quando pude sentir a ira de meu corpo cessar. Levantei do sofá e fui andando até o banheiro, deixando as peças de roupa fazendo uma trilha no chão. Abri o chuveiro e me pus debaixo da água morna. Era convidativo demais para que eu pudesse me dar ao luxo de mudar a temperatura. Nada mais em mim me obedecia.
Depois de algum tempo, comecei a sentir algo escorrendo pelo meu rosto, e não era a água do chuveiro. Percebi que eram lágrimas, e que estar, vinham em alta quantidade. Perguntei a mim mesmo porque eu chorava tanto sendo que, isso já havia acontecido várias vezes? Comecei a socar a parede, me lamentando por ser o que era. Mas com certeza, isso iria mudar.
Saí do chuveiro somente quando meu corpo começou a enrugar. Submeti meu corpo a passar frio, somente com a toalha presa sob a cintura. Fui para a varanda da sala, onde de lá, podia-se ver a rua. Meneei a cabeça quando vi o carro de Yuu estacionado lá. “Ele ainda está aqui” pensei comigo mesmo.
Fui para o meu quarto lentamente, o corpo estava curvado e mórbido. Sem vida. Me joguei na cama de barriga para baixo, cruzando os braços à minha frente e, sem demorar muito, meu celular começou a tocar. Musiquinha do inferno! Peguei o celular e vi quem era. A luz azul batia em meus olhos e atrapalhava a visão, já que, só tinha aquela luz sob a casa toda. Vi quem estava me ligando. Resolvi atender.
-Oi Taka. -Disse em tom seco.
-Oi Uru. Me diz, posso subir ai? Não estou afim de ir para minha casa.
-Ok. Pode vir, a porta está aberta.
Deslisei a parte superior do telefone, o desligando. Meti a cabeça sob os braços e respirei fundo. Takanori era um dos caras que eu mais gostava, sem dúvidas. Alem de ser vocalista ainda tinha dotes de piscologo. Mesmo com aquele jeito extravagante dele, valia a pena ouvi-lo.
Ouvi a porta se fechar na sala. Esperei que as luzes fossem acesas e meus olhos arderem levemente por causa da claridade. Ele chegou em meu quarto e acendeu a luz. Sentou-se ao meu lado, esticando as pernas sob a cama.
-Conta para mim, a sua versão.
Senti o cheiro de cigarro invadir o quarto. Fazia algum tempo que eu não segurava em um. Mas, de repente, uma vontade louca subiu, e não neguei a sentar-me na cama abrir a gaveta do meu criado-mudo e puxar um maço. Pedi emprestado o esqueiro dele e comecei a tragar.
-Minha versão sobre o que, Taka?
-Do ocorrido. Soube pelo Yuu, agora quero ficar sabendo por você.
-Não tem mais o que falar, ele já te contou tudo. -Suspirei. Queria terminar logo aquele dialogo chato. Voltei a tragar até a metade do cigarro.
-Uruha. Ouve ele, entende o lado dele, o que aconteceu foi um mal entendido.
-Ah sempre é um!
Puxei o cinzeiro e apaguei a bituca do cigarro. Levantei da cama e retirei a toalha do corpo, joguei ela contra a cadeira e abri o guarda roupa. Vesti minha roupa íntima e uma calça. Voltei para cama e me cobri com o cobertor até a cabeça.
-Quando sair apague a luz. Tem comida na geladeira e o video game, bom, a maioria tá com o Yuu.
-Porque você não vai lá pegar suas coisas?
-Amanhã..
…..........
Acordei para lá do meio dia. Vi o sol bater em meu rosto com força, assim mal pude abrir os olhos. O celular estava jogado ao meu lado com duas ligações perdidas de .. Aoi. Tinha uma foto gravada para quando ele ligasse. Estávamos abraçados sorrindo para o outro.
Levantei da cama lentamente, puxei uma roupa e vesti. Como não estava frio, não me preocupei em pegar qualquer coisa que pudesse me fornecer calor. Fui para a cozinha ver se Takanori tinha deixado algo para comer. E a resposta.. não. Fui até a sala e ele estava lá, estirado no sofá dormindo. Desliguei a tv e passei por ele silenciosamente. Peguei as chaves de casa e da minha moto.
Não ia demorar muito tempo para que chegasse ao apartamento dele. Os faróis pareciam colaborar com a minha ida. Peguei praticamente todos abertos. Virei uma das esquinas e estacionei na calçada. Sorri para o porteiro que logo me retribuiu o gesto e abriu o portão. Retirei os óculos escuro do rosto deixando-o sob a cabeça.
-Veio ver o namorado?
-Não sei mais se posso chamar ele de namorado, Jack. Mas, de qualquer forma. Eu vou lá. Tenha uma boa tarde.
-Para você também Takashima.
Fui até o elevador e esperei calmamente ele abrir. Adentrei este e apertei o ant-penúltimo andar. O elevador parou algumas vezes, mas continuou subindo. Chegou rapidamente até o decimo sétimo andar. Andei até a porta dele e.. hesitei em bater. Toquei a campainha e esperei.
Esperei.. Esperei.. Apertei novamente e lá estava ele, girando a maçaneta da porta. Respirei fundo e coloquei as mãos no bolço da calça. Fitei o chão e deixei com que meu rosto ficasse sério. Assim que ele abriu a porta, o encarei.
-Yuu.
-Uru.. Han, quero dizer Takashima.
-Vim pegar algumas coisas de volta.
-Ah claro, entre.
Ele me deu espaço para entrar. Estranhei na hora o jeito que ele se encontrava. Ele praticamente acordava impecavelmente bem. Hoje, estava com olheiras, cabelos bagunçado e pijama. Procurei com os olhos meus DVD\'S, minhas revistas, meus CD\'S de jogos.
-Então.. Está tudo acabo mesmo?
-O que você quer que eu diga?
-Que não..
Olhei para ele o fitando. Yuu estava encostado na parede de braços cruzados me olhando com os olhos de cachorro molhado e sem dono. Deixei minhas coisas em cima do sofá e me aproximei dele. Deixei que um dos meus braços ficasse contra a face dele na parede.
-Como, não? Você sabe o que você fez. E você acha que eu vou perdoar fácil e que vai ser tudo um mar de rosas sem espinhos?
-Não Uru.. Não faz assim.. -Ele descruzou os braços e me abraçou. -Desculpa! Deixa eu me explicar, deixa eu contar o que aconteceu... Por favor..
Não retribui o abraço. -Então, conte..
-Eu fui na casa dele só para pegar o endereço de um restaurante que ele conhecia, eu queria levar você para lá. Mas ele acabou tropeçando e caímos no chão. Então, sem querer.. ele me beijou e...
-E você retribuiu..
-Não foi porque eu quis Uru ! Entende! -Ele me soltou, me fitando longamente.
Eu me afastei dele e fui até o quarto dele, procurando uma mochila minha que estava por lá. Assim a peguei e coloquei minhas coisas na mesma. Fechei o zíper e sentei na cama. Suspirei baixinho e olhei para baixo. Eu ainda o amava, era fato. Ainda chorava por nosso relacionamento ter terminado. Mas... Meus pensamentos foram cortados.
-Yuu.. o que foi?
Ouvi uma voz conhecida na sala, era o Kai. Me levantei e coloquei a mochila nas costas. Fui até a sala e, quando me deparei com ambos. Eles estavam perto demais para ser somente um simples abraço. Meus olhos encheram-se de lágrimas, para variar. Corri para fora do apartamento de Aoi, sem esperar o elevador, fui direto pelas escadas. Ao longe pude ouvir os gritos de Yuu, pedindo para que eu voltasse.
…................
-...E foi isso que aconteceu.
-Uruha, acho que você precisa esfriar a cabeça meu irmão. -Taka apagou seu cigarro e puxou outro.
-Tanto faz. Eu só sei que eu ia falar com ele, e tentar resolver, mas, no fim das contas.. Tsc..
Parei de falar assim que ouvi meu celular tocar. Era um numero desconhecido. Atendi.
-Alô?
-Takashima Kouyou?
-Sim. Quem fala?
-É do Hospital YunaHura.... Você é parente de Shiroyama Yuu ?
Notas finais
N/A: Continua E novamente, fic não betada, por isso qualquer erro, desculpem =x Criticas serão bem vindas.
E só para constar, não sei se depois do terceiro cap. eu vou continuar, pode ser que acabe no próximo ç.ç' :*
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