Noite sem Fim

12 Segredos de família - parte 5


Ainda alheio á tudo que estava acontecendo, Ryukosei acabava de chegar á um prédio onde ele iria participar de uma reunião com empresários do setor automobilístico, ele estava acompanhado de Elisa, sua esposa.

ELISA – Eu tenho mesmo que participar dessa reunião chata?

RYUKOSEI – Tem sim! Sabe muito bem que preciso convencê-los a financiar minha campanha! Você como primeira dama não pode ficar ausente em uma hora dessas.

ELISA – Ta bom! Ta bom! Não precisa falar mais nada! É isso que mereço por me casar com um político.

Depois dessas palavras cheias de ironia Elisa beija o marido e antes que eles pudessem entrar no prédio, são interceptados por Ling, secretária do prefeito.

LING – Com licença senhor. (ela segurava um celular na mão direita)

RYUKOSEI – O que foi, Ling?

LING – É para o senhor. (mostrando o celular)

RYUKOSEI – Seja quem for, peça para ligar depois! No momento estou muito ocupado.

LING – Mas senhor...

ELISA – Não ouviu o meu marido?

LING – Sim, mas é a senhora Higurashi.

RYUKOSEI – Ela?! O que ela quer?

LING – Eu não sei ao certo, mas disse que é urgente e caso não queira falar com ela, disse que o senhor vai se arrepender.

Depois do que Ling relatou aquela ameaça, Ryukosei e Elisa se entreolharam como se temessem por algo pior, por isso o prefeito pegou o celular das mãos de sua secretária para atendê-lo.

RYUKOSEI – Quem você pensa que é para me ameaçar?

HIGURASHI – Uma mãe que ama sua filha! Como pode fazer isso? O senhor prometeu que não faria nada contra minha filha.

RYUKOSEI – Estou prestes a participar de uma reunião importante! Não tenho tempo para charadas! O que houve com sua filha?

HIGURASHI – O senhor deveria saber, afinal alguém matou um homem chamado Kin em sua loja! Kagome foi até lá e a loja explodiu.

RYUKOSEI – O que?! Kin está morto?

HIGURASHI – Claro que está! O senhor mandou matá-lo e...

RYUKOSEI – Eu não fiz nada! Eu não mandei matar ninguém! Escute senhora! O que eu ia ganhar matando sua filha?

HIGURASHI – Ela estava chegando perto da verdade.

RYUKOSEI – Olha! Eu sei quem é esse Kin e garanto que ele não sabe de nada sobre o que era feito naquela fabrica! Não sabe da jóia de quatro almas! Não sabe dos seus poderes! Ele não sabe de nada! E é por isso que ele estava vivo até agora.

HIGURASHI – Mas alguém matou Kin! Alguém explodiu aquela loja.

RYUKOSEI – Eu vou investigar isso e enquanto isso a senhora não faça nada que possa se arrepender.

HIGURASHI – Se acontecer algo com minha filha, eu...

RYUKOSEI – Não me ameace, senhora Higurashi! Pode não acontecer nada com a senhora, mas o seu filho está na reta e o nome do seu falecido marido será jogado na lama! É isso que quer?

HIGURASHI – Não.

RYUKOSEI – Então não faça nada! Vou ver o que houve.

Ryukosei desliga o celular em seguida ele olha para Elisa que tinha escutado a conversa, o prefeito parecia tenso e preocupado, a esposa percebeu isso.

ELISA – Acha mesmo que ela não vai contar nada?

RYUKOSEI – Não acho! Tenho certeza! Ela não vai querer o filhinho dela na cadeia, pois é isso que vai acontecer se ela contar tudo para a polícia. (ele respira fundo) – Não é isso que me preocupa! O que me preocupa mesmo é saber o que aconteceu.

ELISA – Alguém trabalhou nas suas costas! Simples assim.

RYUKOSEI – Já sei! Rakusho! Tenho certeza que isso tem dedo dele! Ele apareceu mais cedo na prefeitura todo amedrontado com o fato de Kagome querer falar com suas antigas colegas.

ELISA – E o que vai fazer?

Ryukosei nada respondeu á esposa e simplesmente usou novamente o celular para ligar para a secretaria de segurança publica onde estava Rakusho.

RAKUSHO – Alô.

RYUKOSEI – Onde estava com a cabeça quando mandou matar Kin.

RAKUSHO – Mas senhor.

RYUKOSEI – E nem tente negar! Sei perfeitamente que foi você! Como ousa a trabalhar nas minhas costas.

RAKUSHO – Eu fiz isso porque o senhor estava ignorando o perigo! Kagome estava muito perto da verdade! Não podemos nos dar ao luxo de arriscarmos tudo agora que estamos tão perto.

RYUKOSEI – Eu não arrisquei nada, seu idiota! Kin era importante em uma parte do meu plano.

RAKUSHO – Do que o senhor está falando?

RYUKOSEI – Foi Kin que descobriu que Kageroumaru é quem deu a jóia de quatro almas para Juroumaru! Ele não sabia de nada sobre as atividades que fazíamos lá dentro.

RAKUSHO – E por que o senhor o manteve vivo esses anos todos?

RYUKOSEI – Por alguns anos não soube da localização de Kin, pois ele tinha sido ajudado pela mesma rede secreta que Miroku fazia parte, mas consegui encontrá-lo com a ajuda da minha adorável esposa Elisa! Eu o deixei vivo na esperança de que ele se encontrasse com alguém ligado á rede secreta e assim chegar até Takeshi, mas agora que Kin está moto, meus planos falharam e tudo é por sua culpa.

RAKUSHO – Perdoe-me senhor! Eu não podia imaginar que ele era importante e...

RYUKOSEI – Cale-se! Sorte sua que tenho uma ‘carta na manga’ para reverter a sua asneira.

RAKUSHO – Tudo bem senhor, mas caso ainda não saiba, o senhor tem outro problema. (ele olhava para a TV)

RYUKOSEI – O que foi desta vez?

RAKUSHO – É Gakusajin! Ele está nos noticiários agora.

Ryukosei desliga o celular e imediatamente entra no prédio onde irá acontecer a reunião com os empresários, mas ele ainda não vai, ele fica na recepção olhando os noticiários pela TV que tinha lá, ele vi atentamente o pronunciamento de Gakusajin que culpava Ryukosei pela onda de insegurança que se abatia na cidade de Tóquio ao mesmo tempo em que isentava os policiais dizendo que a força policial era sabotada pela fraca administração do prefeito e enquanto isso Shiori e InuYasha, já de volta ao restaurante dele, assistiam ao mesmo pronunciamento de Gakusajin pela TV até que InuYasha resolve desligar o aparelho.

INUYASHA – É por isso que não gosto de política! Esse não era assunto para políticos.

SHIORI – Tem razão. (ela olha para ele) – Bem, eu já vou indo.

INUYASHA – Obrigado por ter me levado até o escritório de Sango.

SHIORI – De nada! Foi um prazer. (ela ia se afastando até que resolve ficar para falar algo) – InuYasha.

INUYASHA – Sim?

SHIORI – Você vai contar para Kagome?

INUYASHA – Vou! Eu sei que ela vai ficar chocada com essa revelação, mas ela tem direito de saber sobre sua família e...

SHIORI – Não é disso que estou falando! (ela fica corada diante dele) – Estou falando do beijo que dei em você.

INUYASHA – Ah então é disso que está falando?

Shiori ficou um pouco desapontada pelo fato de InuYasha nem ter dado importância para aquele beijo, tanto que ele tinha quase se esquecido do ato, mas Shiori ainda estava preocupada pelo seu deslize.

SHIORI – E então? Vai contar?

INUYASHA – Vou sim.

SHIORI – Mas não acha melhor deixar isso para lá e esquecermos tudo?

INUYASHA – Não! Não acho! E você deveria fazer o mesmo em relação á Souta! Acha que ele e Kagome merecem isso?

SHIORI – Claro que não, mas é que não quero colocar seu casamento em risco por um deslize meu e...

INUYASHA – Não! Não! Meu casamento estará em risco se eu começar a esconder coisas da minha esposa! Acredite, Shiori! Contar a verdade é o melhor caminho, pois se ela soube do que aconteceu através de outra pessoa, aí sim vai ficar mal para mim.

SHIORI – Entendi o recado! Devo ser sincera com Souta. (ela sorri singelamente) – Contarei tudo á ele.

INUYASHA – Está certo! Se ele te ama de verdade, irá te entender.

SHIORI – Sabe InuYasha? Você e Kagome têm sorte de terem um ao outro! Vocês são demais. (ela acena) – Tchau.

Embora fosse apaixonada por InuYasha, Shiori não deixava de admirar as qualidades de Kagome e isso só a fazia se sentir ainda pior por sua atitude e isso piorava quando se lembrava de Souta, ela tinha que contar esse segredo ao namorado e por isso depois de sair do restaurante enquanto entrava em seu carro, ela ligou para o celular dele.

SHIORI – Alô Souta?

SOUTA – Shiori?!

SHIORI – Sim sou eu! Eu liguei porque precisamos conversar e…

SOUTA – Agora não é uma boa hora, Shiori! Aconteceu uma tragédia

SHIORI – O que foi Souta? Sua voz está estranha.

SOUTA – É Kagome! Ela está mal! Aconteceu uma explosão! Ela pode morrer.

SHIORI – O que?! Explosão?! Do que está falando?

SOUTA – Olha Shiori! Kagome está no hospital nesse momento, mas eu não sei se vai sobreviver.

SHIORI – Souta! Só me conta onde vocês estão.

SOUTA – Ainda estamos em Yokohama! Ela está muito mal, Shiori! Eu não sei o que fazer! Minha irmã pode morrer e...

SHIORI – Não fale isso, Souta! Kagome é uma mulher forte! Tenho certeza que ela irá sobreviver. (ela respira fundo) – Já falou com sua mãe?

SOUTA – Já! Ela está vindo para cá.

SHIORI – Certo! Olha Souta! Não se preocupe! Tudo vai acabar bem.

SOUTA – Venha para cá também, Shiori! Eu preciso de você.

SHIORI – Eu também preciso de você! Já estou indo para aí.

Shiori desliga o celular para em seguida olhar para o interior do restaurante, ela sabia que teria que contar para InuYasha o estado de Kagome e isso não seria nada fácil e enquanto isso, sem saber de nada, Shippou estava em seu quarto deitado na cama e tentando descansar, tentando, pois não podia em virtude das traquinagens de Genku, que não parava de mexer com o irmão.

GENKU – Vai Shippou! Deixa de ser chato! Vamos brincar um pouco. (mexendo com ele)

SHIPPOU – Eu estou ‘quebrado’, Genku! Dar voltas e voltas no parque me tirou as forças.

GENKU – Sem falar que levar um chute da namorada não deve ser nada bom. (rindo)

SHIPPOU – Isso não é assunto para moleques. (jogando o travesseiro no irmão menor) – Me deixa em paz.

GENKU – Eu vou falar para mamãe que você me bateu.

SHIPPOU – Ah Genku! Estou tão cansado que nada vai me tirar dessa cama, portanto saia e...

Ele para de falar em virtude da voz de InuYasha pedindo que ele descesse, ele fazia isso insistentemente até que Shippou resolve se levantar para a alegria de Genku.

GENKU – Nada vai tirá-lo da cama, é? Sei. (sorrindo)

SHIPPOU – Não enche.

Shippou sai do quarto e desce as escadas, um pouco contrariado com o pai, mas ao ver a expressão aflita de InuYasha ao lado de Shiori, essa contrariedade se transforma em preocupação, ele acelera os passos para chegar mais rápido.

SHIPPOU – InuYasha! O que houve?

INUYASHA – É Kagome! Ela está em um hospital em Yokohama.

SHIPPOU – O que?! Do que está falando? O que houve com ela?

SHIORI – Não sabemos ao certo, Shippou! Saberemos mais detalhes quando chegarmos lá.

SHIPPOU – Então o que estamos esperando?

INUYASHA – Quero que arrume Genku! Vamos todos juntos! Nessa hora Kagome precisa da família toda.

SHIORI – Eu levo vocês de carro.

INUYASHA – Obrigado novamente, Shiori.

Mais uma vez InuYasha precisava da ajuda de Shiori e enquanto isso no corredor do hospital em Yokohama, Souta estava sentado em uma cadeira esperando por notícias da operação de Kagome e naquele momento Azuma se aproxima dele.

AZUMA – Você está bem?

SOUTA – Minha irmã está em uma sala de operação correndo risco de vida! Acha que estou bem?

AZUMA – Foi uma pergunta estúpida, me desculpe. (ele olha para algum ponto) – Eu liguei para o policial que cuidará da investigação a fim de me deixar a par do progresso da mesma.

Naquele exato momento Ayumi e Eri aparecem na entrada do hospital e ao ver isso, Azuma vai até a esposa que o abraça.

AYUMI – Como estão Kagome e Yuka?

AZUMA – Ainda não sabemos! Estamos esperando notícias.

ERI – Mas como uma coisa destas foi acontecer?

AZUMA – Isso será investigado! Pode acreditar.

AYUMI – E o senhor Kin? Ele morreu na explosão?
AZUMA – Não! Ele já estava morto quando chegamos lá. (começa a se afastar) – Com licença! Preciso fazer um telefonema.

Azuma se afasta para ligar para alguém e enquanto isso os outros esperavam por notícias de Kagome e Yuka.

TRÊS HORAS MAIS TARDE

De volta á redação do jornal Diário da manhã depois de fazer a matéria jornalística sobre o aparecimento do corpo de outra vítima do estrangulador, Sesshoumaru foi até a mesa de Momiji para encará-la.

SESSHOUMARU – Eu vi o que Gakusajin disse na TV e tenho certeza que você falou com sua irmã sobre o corpo, não foi?

MOMIJI – Para que vou esconder? Eu telefonei mesmo para minha irmã.

SESSHOUMARU – Engraçado! Achei que não se dava bem com ela.

MOMIJI – Ah Sesshoumaru! Você não é tão esperto quanto pensei. (balançando negativamente a cabeça) – Acha mesmo que fiz isso para ajudar minha irmãzinha? (rindo)

SESSHOUMARU – Então por que fez isso? Por que a avisou sobre o corpo?

MOMIJI – Infelizmente não posso dizer, mas acredite que tenho os meus motivos.

SESSHOUMARU – Você não me diz por que ajudou sua irmã, você não me diz por que me entregou aqueles documentos e nem por que não posso divulgá-los! Você é uma mulher de muitos segredos.

MOMIJI – Eu sei! (ela se levanta e fica bem em frente dele) — E é isso que é o meu charme, mas nem tente tirar nada de mim.

SESSHOUMARU – Por que não?

MOMIJI – Porque posso ser muito perigosa quando tentam isso.

SESSHOUMARU – Talvez eu goste do perigo.

Claramente Sesshoumaru estava flertando com Momiji, ele sabia que a fonte que a colega tinha deveria ser a chave para a solução de vários mistérios que atormentavam ele e seus amigos, por isso estaria disposto a entrar naquele jogo de sedução para ganhar a confiança dela, mas naquele momento o seu celular começa a tocar quebrando o clima instantaneamente, pois era o numero de Rin que aparecia no visor.

SESSHOUMARU – É minha esposa.

MOMIJI – É! Melhor atender antes que sua esposa se canse.

Sob o olhar faminto de Momiji, Sesshoumaru voltou até a sua mesa para atender o celular.

SESSHOUMARU – Oi amor.

RIN – Oi! Eu liguei em uma má hora?

SESSHOUMARU – Não! Claro que não. (ele olhava para Momiji que acenava para ele) – O que foi?

RIN – Eu tenho uma má notícia! InuYasha me ligou dizendo que Kagome foi parar no hospital devido á uma explosão.

SESSHOUMARU – O que?!

RIN – Eu não sei ao certo, mas seja o que for, ela está no hospital e muito mal.

SESSHOUMARU – Isso é horrível.

RIN – Eu sei! InuYasha está indo para Yokohama! Ele me ligou para que eu te avisasse que deixou no restaurante uma pasta! Eu não sei bem do que ele está falando e...

SESSHOUMARU – Mas eu sei! Obrigado por me ligar, querida.

RIN – Sesshoumaru! Eu não preciso dizer que não deve falar nada do que aconteceu com Kagome para sua colega! Eu vi que língua de trapo ela é! Eu sei que a irmã dela trabalha para Gakusajin.

SESSHOUMARU – Até parece que não estudou jornalismo! O grupo de Gakusajin ia saber disso mais cedo ou mais tarde. (ele respira fundo) – E minhas filhas?

RIN – Satsuki não deu as caras! Ela ligou mais cedo dizendo que ia á outro lugar! Já a Sara, eu estou indo buscar na creche, ou seja, acabou o meu sossego. (sorrindo)

SESSHOUMARU – Ora, mas não dizem que ser mãe é padecer no paraíso? (sorrindo também)

RIN – Na maioria das vezes, mas têm momento que ser mãe é passar uma estadia no inferno, mas isso logo passa quando vejo o sorriso da nossa filha.

SESSHOUMARU – Eu sei! Eu te vejo mais tarde, amor! Tchau.

RIN – Tchau.

Rin coloca o telefone de volta no gancho e foi nesse exato momento que Satsuki adentrou pela porta da casa, a filha de Sesshoumaru parecia meio tensa.

RIN – Satsuki! Que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?

SATSUKI – Nada! Não aconteceu nada.

RIN – Tem certeza?

SATSUKI – Tenho sim, Rin! Obrigada por perguntar.

RIN – Eu achei que ia voltar mais tarde! Estou indo buscar sua irmã, quer vir comigo?

SATSUKI – Não obrigada! Vou para meu quarto estudar um pouco, o vestibular está chegando.

RIN – Ah sim! Antes de ir para seu quarto devia saber que Kagome está no hospital.

SATSUKI – O que?! A tia Kagome?! Como?

RIN – Eu não sei ao certo, mas acho que seria bom depois você ligar para Shippou e prestar sua solidariedade.

SATSUKI – Claro.

Satsuki subiu as escadas que davam acesso ao andar superior onde ficava seu quarto, ao entrar nele a filha de Sesshoumaru imediatamente usa seu celular para ligar para o ex. namorado, que naquele momento estava no carro de Shiori junto com InuYasha, eles acabavam de chegar à cidade de Yokohama.

SHIPPOU – Alô.

SATSUKI – Oi Shippou.

SHIPPOU – Acho que já sabe o que houve com Kagome, não é?

SATSUKI – Sim! Eu soube! Vocês já chegaram ao hospital?

SHIPPOU – Ainda não, mas já estamos na cidade de Yokohama! Logo, logo chegaremos.

SATSUKI – Você vai ver, Shippou! Vai dar tudo certo! Nada de ruim vai acontecer com a tia Kagome.

SHIPPOU – Obrigado por ligar! Significa muito para mim.

SATSUKI – Eu não podia deixar de ligar, então até mais.

SHIPPOU – Até mais.

Shippou, no banco de trás do carro junto com Genku, desliga o seu celular e volta a falar com InuYasha que estava sentado do lado de Shiori na parte da frente, ele queria saber mais detalhes sobre os documentos que estavam na pasta, os três podiam conversar livremente sobre o assunto, pois Genku estava dormindo.

SHIPPOU – Acha que o que aconteceu com Kagome tem haver com aqueles documentos?

INUYASHA – Eu acho que não! Se fosse isso iriam atacar a mim, que estava com os documentos e não Kagome.

SHIPPOU – Eu ainda não posso acreditar que a família dela tenha feito isso.

INUYASHA – Lembre-se Shippou! Kagome é sua mãe, portanto é sua família também.

SHIPPOU – Mas deixarão de ser se por acaso tiverem por trás de tudo isso.

INUYASHA – Olha Shippou! Não vamos tirar conclusões precipitadas! Primeiro devemos nos preocupar com o bem estar de Kagome! O resto, a gente vê depois.

SHIORI – InuYasha tem razão, Shippou! Kagome vai precisar de todos nessa hora difícil.

SHIPPOU – Tudo bem.

INUYASHA – Entendeu não é Shippou? Certamente a mãe de Kagome também vai estar lá, portanto nada de hostilidade.

SHIPPOU – Pode deixar.

Eles seguiram viagem pela cidade de Yokohama e enquanto isso no hospital da cidade a senhora Higurashi e Houjo acabavam de chegar ao local, ao ver a mãe, Souta vai até ela para abraçá-la.

HIGURASHI – Viemos o mias rápido possível.

SOUTA – Ainda bem que está aqui, mãe.

HIGURASHI – Tem alguma notícia de Kagome?

SOUTA – Até agora nada.

HOUJO – Mas que tragédia.

SOUTA – É sim.

HOUJO – Eu soube que Yuka também se feriu, como ela está?

SOUTA – Ela já está bem, embora ainda debilitada! Ayumi e Eri estão com ela.

HOUJO – Eu vou lá.

Houjo se afasta dos dois e vai até o quarto onde Yuka estava internada, ao entrar lá ele encontra Ayumi e Eri e logo vai falar com as antigas colegas.

AYUMI – Oi Houjo! É bom vê-lo! Pena que foi nessas circunstâncias.

HOUJO – Eu sei. (ele olha para Eri) – Oi Eri.

ERI – Oi. (depois ele olha para Yuka)

HOUJO – Oi Yuka! Há quanto tempo hein?

YUKA – Oi Houjo! Eu não queria que me visse assim. (ela tentava tampar o rosto) – Eu devo estar horrível.

HOUJO – Claro que não! Você está ótima. (sorrindo)

YUKA – Kagome salvou minha vida! Ela podia ter saído sem mim, mas ela preferiu perder tempo em me buscar.

HOUJO – Kagome é assim mesmo! Ela é uma pessoa nobre.

YUKA – Se ela morrer, eu vou sentir-me tão culpada, pois foi eu quem a levou até lá! A Kagome está assim por minha culpa.

HOUJO – Não fale assim, Yuka! Você não podia imaginar que isso poderia acontecer.

Houjo segura a mão de Yuka para consolá-la e enquanto isso, naquele exato momento, InuYasha, Shippou, Genku e Shiori adentram o hospital e logo encontram a senhora Higurashi e Souta.

SHIORI – Eu vim o mais rápido que pude. (abraçando Souta)

SOUTA – Que bom que está aqui, meu amor.

InuYasha e Shippou olhavam com alguma indiferença para Souta e sua mãe devido aos documentos da pasta, mas aquele não era um momento para confronto, ainda mais que perceberam que o sofrimento deles não era fingimento.

INUYASHA – Senhora! Tem alguma notícia de Kagome?

HIGURASHI – Ainda não, InuYasha! Estamos todos esperando por notícias. (ela coloca a mão no rosto enquanto se sentava no banco) — Mas por que isso tinha que acontecer com minha filha?

INUYASHA – Nos preocupamos com isso depois.

Azuma e Ayumi que estavam ali perto foram até InuYasha e Shippou para se solidarizarem com sua dor.

AZUMA – Você deve ser InuYasha, marido de Kagome.

INUYASHA – Sim! Quem é você?

AZUMA – Meu nome é Azuma! Sou marido de Ayumi.

INUYASHA – Ah sim! Você é uma das antigas colegas de Kagome.

AYUMI – O que houve com Kagome foi uma fatalidade.

INUYASHA – Eu não diria isso.

AZUMA – Está enganado InuYasha!

INUYASHA – Por que diz isso?

AZUMA – A explosão foi para encobrir um assassinato! Acontece que a pessoa que foi morta era um conhecido de Kagome a quem ela foi visitar.

AYUMI – Sim! Um homem chamado Kin.

SHIPPOU – E por que ela foi visitar esse homem?

INUYASHA – Esse é Shippou! Filho de Kagome.

Ayumi contou á InuYasha e Shippou que Yuka se lembrou de Kin em uma loja e como Kin era a única pessoa viva, fora Ryukosei, Takeshi e Kageroumaru, que trabalhou na misteriosa fabrica de chocolate, por isso Kagome achou que talvez Kin soubesse alguma ligação da infertilidade dela com a fabrica.

INUYASHA – Mas que droga! Eu disse para ela vir para casa.

AZUMA – Eu sou policial e prometo deixá-lo informado de tudo.

INUYASHA – Eu agradeço senhor.

Naquele momento todos avistam o médico responsável pela operação de Kagome, assim vão imediatamente até ele para ter notícias.

MÉDICO – Alguém aqui é parente da senhora Kagome?

HIGURASHI – Eu sou a mãe dela.

INUYASHA – Eu sou o marido! Como ela está, doutor? Ela vai ficar bem?

MÉDICO – Temos que esperar! Deixamo-la em um coma induzido para controlarmos o coagulo na cabeça.

Ao ouvirem a frase ‘coagulo na cabeça’, todos tiveram o medo invadido seus corações, um medo de que a vida de Kagome se esvaísse a qualquer momento, Souta e sua mãe não puderam conter as lágrimas, InuYasha tentava me controlar, mas por dentro estava era um turbilhão de sentimentos, só que ainda sim acreditava na força da esposa, Shippou pensava o mesmo.

SHIPPOU – Doutor! Eu quero ver a minha mãe.

MÉDICO – Claro, mas só dois por vez, entendido?

INUYASHA – Sim! Shippou e eu vamos primeiro.

GENKU – Eu também quero ver a mamãe.

INUYASHA – Depois você vai, Genku. (depois de convencer o filho postiço ele olha para o médico) – Podemos ir, doutor.

MÉDICO – Sigam-me.

O médico começou a andar e Shippou empurrava a cadeira de rodas de InuYasha para que ambos o seguissem até o quarto onde Kagome estava, ao entrarem no quarto, eles vêem a jovem vereadora totalmente inconsciente, com uma atadura em volta da cabeça.

MÉDICO – Vou deixá-los a sós.

O médico se retira ao mesmo tempo em que InuYasha se aproximava da cama onde a esposa estava deitada, ver aquela cena, fez InuYasha finalmente derramar lágrimas, não só pelo estado dela, mas pelo sentimento de impotência.

INUYASHA – Eu devia estar com você, amor! (ele bate forte em suas próprias pernas) – Se eu não tivesse nessa cadeira de rodas, eu estaria com você e certamente isso não aconteceria.

SHIPPOU – Não se culpe, InuYasha! Ela vai ficar boa.

INUYASHA – Espero que sim. (enxugando as lágrimas) – Se eu pudesse andar, iria atrás desse pilantra.

SHIPPOU – Deixa isso comigo. (ele coloca a mão no ombro dele) – Pai.

Era a primeira vez que Shippou chamava InuYasha de pai, desde a época em que descobriram o surpreendente parentesco eles mantiveram um acordo de não obrigatoriedade de se chamarem pelo parentesco até que se sentissem prontos, aquele era o momento e InuYasha entendeu que se tinha uma pessoa no mundo que ele poderia confiar a segurança de Kagome, essa pessoa era Shippou, seu filho.

INUYASHA – Eu não me importo se o que aconteceu com Kagome tem haver com a tentativa de atentado que ela sofreu anteontem, pegar quem fez isso passou a ser seu trabalho também, Shippou.

SHIPPOU – Claro! E pode dobrar a carga de treinamento se achar que é o melhor! Preciso estar pronto o quanto antes.

INUYASHA – É assim que se fala, garoto! Vamos atrás de quem fez isso com Kagome.

InuYasha e Shippou estavam decididos a acharem o responsável pelo estado de Kagome e enquanto isso nos EUA, Zuza e Natsume conversam enquanto caminham por um corredor de uma espécie de esconderijo.

ZUZA – Está falando sério?! Kagome está em um hospital?

NATSUME – De acordo com Zakira, sim! Ele foi informado através de Sango, portanto vai ser mais fácil ‘cuidar’ de Kagome.

ZUZA – Espero mesmo, pois se querem minha ajuda, preciso que Kagome esteja morta.

NATSUME – Eu sei! É por isso que vamos usar a arma X.

Natsume e Zuza entram em uma sala e contemplam um homem mascarado que estava no local, esse homem estava em posição de lótus, como se meditasse.

ZUZA – Ele está pronto?

NATSUME – Sim e bem motivado para a missão. (ela olha para o homem) – Não é, arma X?

X – Sim! Eu vou cuidar de tudo.

Diante daquela resposta, Zuza abre um sorriso maligno, pois tinha plena confiança que aquele homem mascarado mataria Kagome.

Próximo capítulo = Arma X – parte 1