Noite sem Fim
31 Revelações - parte 2
Sem saber os detalhes do que sua chefe estava fazendo, Tanuki acabara de chegar á sede do partido trabalhista e logo de cara é recepcionado por uma, debochada, Botan.
BOTAN – Ora! Ora! Ora! Veio sozinho?! Não falou que Kagome tinha recebido alta?
TANUKI – E recebeu, mas ela teve que resolver outros assuntos. (ele continua andando e ela vai atrás)
BOTAN – Os vereadores que apóiam a candidatura dela, podem não gostar dessa ausência, pois mostra total falta de comprometimento por parte dela com o partido.
TANUKI – Isso não é verdade e você sabe disso.
BOTAN – O que eu sei é que essa é uma reunião onde todos os vereadores do nosso partido decidiram o que fazer sobre o projeto do novo plano diretor que Ryukosei apresentou semana passada. (ela olha para ele) – E que Kagome não está aqui! O que pode ser mais importante do que isso?
Depois dessa rápida conversa, Botan foi se juntar á Gakusajin, que estava conversando com alguns vereadores favoráveis á sua candidatura, deixando Tanuki á sós com seus pensamentos, onde tentava imaginar o que Kagome estava fazendo e naquele momento o seu celular começa a tocar, ao ver no visor do aparelho o numero do celular de Kagome, ele procura um lugar mais isolado para assim atender.
TANUKI – Kagome! Ainda bem que ligou! Precisa vir agora mesmo para a sede do partido e...
KAGOME – Eu já disse que estou ocupada.
TANUKI – Mas precisa vir! Todos os vereadores do partido estão reunidos, inclusive aqueles que te apóiam. (ele olha para Gakusajin e Botan conversando com outros vereadores) – Se quer manter a mínima chance de sair candidata, tem que vir agora, pois estão discutindo a posição do partido sobre o projeto do plano diretor de Ryukosei.
KAGOME – É por isso mesmo que estou te ligando, Tanuki.
TANUKI – Quer que eu fale por você?
KAGOME – Provavelmente o partido deve fechar posição contrária ao projeto, por isso quero que assim que isso for anunciado, entre em contato com Ryukosei e marque uma reunião com ele.
TANUKI – O que?! Mas por quê? Aonde quer chegar?
KAGOME – Faça isso, Tanuki! Depois eu te ligo explico.
TANUKI – Mas...
KAGOME – Confie em mim, Tanuki! Eu sei o que estou fazendo.
TANUKI – Ok! Vou fazer o que me pediu.
KAGOME – Obrigada.
Depois de falar com seu assessor, Kagome, que estava no banco do carona do carro que Souta guiava, desliga seu celular deixando o irmão curioso com o que ouviu.
SOUTA – No que está pensando, Kagome? Por acaso pensa na idéia de pressionar Ryukosei com as informações que conseguir sobre uma eventual ligação entre ele e esse Zuza?
KAGOME – E se for? (ela olha para ele) – Qual é o problema?
SOUTA – Qual é o problema?! Eu digo! Provavelmente Ryukosei não irá ceder á sua pressão e assim você imediatamente denunciará tudo á policia, que não fará nada, pois não tem provas e Ryukosei dirá que é mais uma denúncia em época eleitoral e por isso sairá ileso.
KAGOME – Política é mais complicado do que você imagina. (ela sorri) – Eu sei bem o que fazer e tenho os meus objetivos.
Depois de ouvir aquilo, Souta para bruscamente o carro que dirigia para encarar a irmã, que ficou surpresa coma atitude dele.
KAGOME – Por que parou? Já estamos perto e...
SOUTA – Será que não pode pensar simples para variar?
KAGOME – Do que está falando?
SOUTA – Ryukosei pode se safar disso, mas não acontecerá o mesmo comigo e com a mamãe, pois depois que a poeira baixar, ele vai se vingar na gente, principalmente na mamãe.
KAGOME – Não vai acontecer assim.
SOUTA – Não mesmo?! E quem me garante?
KAGOME – Vai ter que confiar em mim.
SOUTA – Confiar em você?! Depois do que mandou o brucutu do seu marido me bater? A única coisa que confio em você é em suas novas tendências sádicas, maninha. (ele volta a dar partida no carro) – Acho que você quer que eu e mamãe sejamos mandados para a cadeia, não é?
KAGOME – Hunf! (virando o rosto)
SOUTA – Poxa Kagome! Você é mesmo muito leal á sua família. (irônico)
KAGOME – Leal?! (ela olha para ele depois de ouvir aquela ironia) – Como pode exigir lealdade de mim depois do que fizeram?
SOUTA – Você ainda vai se arrepender do que está fazendo.
KAGOME – Isso é o que veremos. (ela nota que estavam chegando ao seu destino) – O quartel é logo ali.
Souta estaciona seu carro e logo depois Kagome desce do veículo e assim ela e o irmão entram no quartel e enquanto isso InuYasha e Shiori chegavam ao Hospital Memorial e logo na entrada avistam Rin e Sara.
SHIORI – Eu tenho que falar com o médico responsável por você, assim deixo vocês conversarem.
INUYASHA – Ok! (ela ia se afastando até que ele se manifesta) – Shiori.
SHIORI – Sim?
INUYASHA – Tudo vai acabar bem! Você vai ver.
SHIORI – Espero que sim.
Depois disso, Shippou volta a andar, passa por Rin e Sara, a quem cumprimenta rapidamente e segue seu caminho, assim a esposa de Sesshoumaru foi falar com o cunhado.
INUYASHA – Olha se não é a minha cunhada favorita.
RIN – Isso não vale, pois eu sou a única.
INUYASHA – Por isso mesmo.
SARA – E eu, tio? Sou sua sobrinha favorita?
INUYASHA – Bem. (sorrindo e depois acariciando a cabeça da sobrinha) – Não posso falar o mesmo de você, princesa, pois eu estaria sendo injusto com Satsuki.
RIN – Obrigada pela parte que me toca. (ela percebe que ele andava) – Você voltou a andar mesmo.
SARA – Viemos ver a tia.
RIN – Eu viria mais cedo, mas tive que passar no departamento de polícia para entregar Tamira á Sango que depois me pediu para levá-la até a casa dela onde a babá estava esperando, portanto deixei com ela.
INUYASHA – Agora que Sango voltou a trabalhar no departamento, precisará da babá mais do que nunca.
RIN – Eu sei, mas vamos falar de coisa boa. (ela abre um sorriso) – Eu soube que voltou a andar graças á jóia de quatros...
INUYASHA – Não Rin! (ele olha ao redor para se certificar que ninguém ouviu a frase dela) — Não deve falar dessa jóia em publico.
RIN – Desculpe-me, InuYasha! Eu me esqueci, mas o que os médicos disseram sobre sua recuperação?
INUYASHA – Eles acham que foi um milagre! Melhor assim! Isso evita perguntas que não poderei responder. (isso o faz lembrar de algo) – Por falar na jóia, fique sabendo que contei á Kagome a participação do pai dela naquele negócio da fabrica que resultou na infertilidade dela.
RIN – E como ela reagiu?
INUYASHA – Chorou muito e depois foi atrás do irmão para obrigá-lo a contar a verdade. (ele da um leve sorriso) – Sabia que ela me pediu para dar um soco no irmão? Queria que Souta tivesse a certeza de que ela não estava brincando.
RIN – Pobre Kagome! Não queria estar na situação dela. (ela fica pensativa o que acaba chamando a atenção de InuYasha)
INUYASHA – Aconteceu alguma coisa? Parece pensar em algo.
RIN – Sim. (ela pega Sara no colo) – O que Kagome está passando, me fez pensar em mim. (ela olha para o cunhado) – Percebo que os problemas que estou enfrentando são pequenos comparados com os de Kagome.
INUYASHA – Você e Sesshoumaru ainda não se acertaram?
RIN – Isso não é tão fácil e...
Rin para de falar ao olhar alguém entrando no hospital, estranhando o comportamento da cunhada, InuYasha olha para onde ela estava olhando e percebe que a pessoa a quem ela viu era Momiji, colega de Sesshoumaru e pivô da crise do casamento dela.
RIN – O que ela faz aqui?
INUYASHA – Provavelmente veio marcar uma entrevista com Kagome.
RIN – Melhor eu encarar de uma vez.
INUYASHA – O que?!
RIN – Tome. (ela passa Sara para o colo de InuYasha) – Cuide dela por enquanto.
INUYASHA – O que vai fazer, Rin?
RIN – Só vou conversar.
Rin se afasta de InuYasha, que temia por algum escândalo que a cunhada pudesse fazer, mas Rin foi calmamente se aproximando de Momiji, que só notou sua presença quando ela ficou bem á sua frente.
MOMIJI – Olha! Eu vim á trabalho e não quero confusão.
RIN – E por que acha que quero confusão?
MOMIJI – Deixe-me ver. (ela se faz de sonsa) – Não é por que seu marido me beijou um dia desses?
Momiji sorria quando falava aquilo o que deixava Rin furiosa por dentro, mas ela conseguiu se controlar para não perder a compostura, pois sabia com que objetivo o marido tinha feito aquilo.
RIN – Eu só vim falar com você para que me tirasse uma dúvida; por que uma mulher bonita como você daria em cima de um homem casado?
MOMIJI – Primeiramente obrigada pelo elogio e quanto a outra questão, poderia me fazer de santa dizendo que foi seu marido que deu em cima de mim, mas não estaria sendo sincera. (ela respira fundo) – Não me orgulho de dar em cima de um homem casado, mas ao que parece esse é o estado civil dos melhores partidos e não controlamos o que sentimos.
RIN – Não precisa dizer isso á mim! Eu sei que não controlamos o que sentimos, mas controlamos nossas ações.
MOMIJI – Rin é seu nome, não é? Olha Rin! Eu não tenho nada contra você! Se está preocupada se vou dar em cima do seu marido de novo, pode ficar despreocupada, pois não tenho mais intenção de ter algum relacionamento pessoal com Sesshoumaru.
RIN – Por que está me dizendo isso?
MOMIJI – Agora é você que está se fazendo de sonsa! Sabe muito bem que seu marido me beijou porque queria saber quem era a minha fonte! O mistério é saber o motivo de ele querer saber disso. (ela olha para o lado) – Mistério para mim, pois acho que você sabe.
RIN – Quer saber o que acho? (ela sorri) – Acho que precisa arrumar um homem, pois está começando a ficar paranóica.
Depois de dizer tudo aquilo, Rin, triunfante, se afasta de Momiji para voltar á companhia de InuYasha e de Sara. O cunhado percebe o sorriso no rosto dela.
INUYASHA – Pelo sorriso, acho que se sente melhor, não é?
RIN – Bem melhor. (ela pega a filha de volta) – Vamos para casa, meu amor.
SARA – Ta! Mas quando vamos ver a tia?
RIN – A gente a vê depois. (ela volta a olhar para o cunhado) – Á noite nós aparecemos por lá.
INUYASHA – Ta!
Rin, com Sara no colo, se afasta de InuYasha para ir embora do hospital e assim, Momiji aproveita a oportunidade para falar com o marido de Kagome.
MOMIJI – Pode dizer-me onde está sua esposa?
INUYASHA – Ela foi resolver um assunto particular que aposto que logo, logo você saberá. (ele se afasta) – Com licença.
MOMIJI – Hei. (ela nota algo) – Desde quando voltou a andar?
INUYASHA – Por que não procurar saber com suas fontes, hein?
InuYasha foi ao encontro do seu médico, deixando Momiji ainda mais intrigada com tudo aquilo e enquanto isso Ryukosei estava no gabinete da prefeitura conversando com seu secretário de segurança, Rakusho.
RYUKOSEI – Ouviu, Rakusho? Quero que use alguns de seus contatos dentro da Agência Imperial a fim de saber do seqüestro de Yura.
RAKUSHO – Ainda acha que isso tem haver com o desaparecimento de Gatenmaru?
RYUKOSEI – Claro que tem! Por que outra razão, alguém seqüestraria uma bandidinha como Yura?
RAKUSHO – Então deixa comigo, mas acho que deveria relaxar, pois fiquei sabendo que InuYasha lutou com o mascarado que raptou Yura, portanto o grupo dele não pode estar por trás do seqüestro dela e nem do desaparecimento de Gatenmaru.
RYUKOSEI – Não fale bobagens, Rakusho! Essa luta do InuYasha contra aquele mascarado pode ter sido armado para nos despistar e mesmo que seja verdade o que disse, devo me preocupar ainda mais, pois tem mais gente atrás da informação que Gatenmaru tem de mim.
RAKUSHO – Eu não tinha pensado nisso, senhor.
RYUKOSEI – Percebei! É por isso que sou o comandante e você um mero subordinado.
Naquele momento a conversa dos dois é interrompida pela súbita entrada de Elisa, que se dirige imediatamente ao marido.
RYUKOSEI – O que foi, querida?
ELISA – Melhor ver o noticiário, amor.
Nisso, Ryukosei pega o controle remoto e liga a TV que mostrava a cena de Gakusajin anunciando que o partido trabalhista votaria contra o projeto do novo plano diretor da cidade em um claro ato político.
RYUKOSEI – Mas que desgraçado!
RAKUSHO – Ele está muito desesperado por causa das pesquisas e vai tentar de tudo para te sabotar.
ELISA – Por que esse novo plano diretor é tão importante assim?
RYUKOSEI – Porque foi uma promessa de campanha e também porque vai mostrar a minha força política dentro do meu partido. (Elisa fica sem entender e Rakusho percebe isso)
RAKUSHO – A primeira dama não sabe, mas Ryukosei estava enfrentando oposição dentro do próprio partido.
ELISA – Mesmo?! Mas por que vereadores aliados estão contra esse projeto?
RAKUSHO – Por revanche! Esses vereadores aliados, são ligados ao Primeiro Ministro e como você mesmo sabe, eu não era a primeira escolha dele para receber apoio.
ELISA – Entendi! Fogo aliado! Política é uma coisa muito complicada.
RAKUSHO – Sem falar também que a mudança do plano diretor enfrenta muitos interesses, pois alguns imóveis iram se desvalorizar com a medida.
RYUKOSEI – Com a decisão do partido trabalhista em votar inteiramente contra, há um enorme risco do projeto não ser aprovado e...
Naquele momento o interfone começa a tocar fazendo Ryukosei atender imediatamente, pois era sua secretária particular, Ling.
RYUKOSEI – O que foi, Ling?
LING – O assessor da vereadora Kagome está querendo falar com o senhor.
RYUKOSEI – Tanuki?!
LING – Ele mesmo, senhor! Posso passar?
RYUKOSEI – Passe.
Com a permissão de Ryukosei, Ling aperta um botão o qual permite que Tanuki fale com o prefeito, que estava bastante curioso para saber o motivo daquilo.
TANUKI – Senhor Prefeito.
RYUKOSEI – Estou ouvindo.
TANUKI – Caso não saiba, meu partido fechou questão na votação sobre o projeto do plano diretor.
RYUKOSEI – Eu fiquei sabendo! Isso é uma grande patifaria! Estão fazendo isso para tentar me sabotar.
TANUKI – O meu partido tem o direito de votar como quiser, senhor prefeito.
RYUKOSEI – Chega de papo furado! Por que me ligou?
TANUKI – Eu quero que o senhor agende uma reunião com minha chefe, hoje mesmo.
RYUKOSEI – Reunião comigo?! O que Kagome quer?
TANUKI – Eu não sei, mas tenho certeza que é do seu interesse.
RYUKOSEI – Espere.
Ryukosei aperta um botão do interfone para que Tanuki não ouvisse a conversa dele com os demais presentes da sala.
RYUKOSEI – O que acham?
ELISA – Não sei o que pensar.
RAKUSHO – O senhor está com medo de que ela tenha descoberto algo ou pior, que esteja com Gatenmaru e Yura, não é?
RYUKOSEI – Pode ser.
RAKUSHO – O que pensa em fazer?
RYUKOSEI – Eu cheguei muito longe para voltar atrás! Vou pagar para ver. (ele aperta de novo o botão do interfone e volta a falar com Tanuki) – Tanuki! Está me ouvindo?
TANUKI – Sim! Qual é a decisão?
RYUKOSEI – Peça para sua chefe vir á prefeitura por volta de sete da noite.
TANUKI – Ótimo!
RYUKOSEI – Caso ela não apareça, a reunião está cancelada.
TANUKI – Ela vai aparecer, senhor prefeito! Obrigado pela atenção e tenha uma boa tarde.
Ryukosei aperta um botão desligando o interfone para em seguida ficar pensando o que Kagome poderia querer com ele e enquanto isso, Kagome estava mexendo no computador da sala de arquivos para descobrir mais informações sobre o ex. agente a CIA que matou Bankotsu e Jakotsu enquanto Souta só observava.
KAGOME – Achei. (ela olha atenta a tela) – Aqui está dizendo que John, o ex. agente da CIA, foi expulso do departamento por insubordinação, trafico de influência e traição.
SOUTA – Achou alguma ligação dele com Zuza?
KAGOME – Estou procurando. (ele volta a digitar até aparecer outra coisa na tela) – Achei uma ligação.
SOUTA – Qual?
KAGOME – John era um agente infiltrado no sanatório de Urasue nos EUA, o qual Zuza era paciente, mas a CIA descobriu que foi ele quem avisou Urasue que estava sendo investigada e por isso ambos fugiram.
SOUTA – Mas você não conseguiu nada que prove a ligação de Ryukosei com Zuza.
KAGOME – Mas eu tenho uma ligação dele com um ex. agente fugitivo e para mim é o suficiente.
Kagome digita algo no computador para que este comece a baixar aqueles arquivos num CD, deixando Souta nervoso com aquela situação.
SOUTA – Essa informação vai me comprometer, pois fui eu quem acobertou.
KAGOME – Você fez sua ‘cama’, agora ‘deite-se’ nela.
Depois de perceber que o computador abaixou todos os arquivos que queria, Kagome ignorou os apelos do irmão e assim retirou o CD de dentro do computador, guardando-o em seguida dentro de sua bolsa e quando se virou para ir embora, viu alguém quem não esperava ver tão cedo.
KAGOME – A senhora aqui, mãe?
HIGURASHI – Precisamos conversar, filha.
KAGOME – Já entendi. (ela olha para o irmão que se juntou a elas) – Você telefonou para ela quando foi buscar o cartão de acesso, não é?
SOUTA – Eu chamei a mamãe para ver se ela bota algum juízo na sua cabeça.
KAGOME – É bem típico seu, Souta! Quando o negócio aperta, chama a mamãe! É por isso que nunca vai se tornar um homem de verdade e...
HIGURASHI – Chega de insultos, Kagome!
KAGOME – E a senhora?! Ainda tem coragem de me encarar depois do que me fez?
HIGURASHI – Você precisa ouvir meus argumentos, filha e...
KAGOME – Já ouvi desculpas o bastante! Vim aqui atrás de provas que botem Ryukosei na cadeia.
SOUTA – Não é só isso, mamãe! Ela também quer me ver na cadeia.
HIGURASHI – Por favor, Kagome! Estamos falando de cadeia, prisão. (ela coloca as mãos no ombro da filha) – Ele é seu irmão, Kagome.
Kagome tira as mãos da mãe de seus ombros e a encara de maneira decisiva e quando estava prestes a dizer algo á ela, seu celular começa a tocar e ao ver no visor que era o numero do celular de Tanuki, ela atende imediatamente enquanto era observada pela mãe e pelo irmão.
KAGOME – Alô Tanuki! Já saiu a decisão do partido?
TANUKI – Sim! Aconteceu o que você previa! O partido fechou questão contrária ao projeto de Ryukosei.
KAGOME – Então entre em contato com Ryukosei e...
TANUKI – Eu já fiz isso, Kagome! Ele quer que você apareça na prefeitura hoje mesmo ás sete da noite.
KAGOME – Ótimo! Eu vou estar lá! Quero falar algumas verdades á ele. (ela nota a expressão de pavor da mãe e do irmão) – Eu tenho que desligar.
TANUKI – Você ainda tem tempo para dar uma passada aqui.
KAGOME – Ta! Até mais.
Kagome desliga seu celular enquanto Souta e senhora Higurashi se entreolhavam depois de saberem que Kagome iria se encontrar com Ryukosei ainda hoje.
HIGURASHI – Não faça isso, filha! Não vá ao encontro desse homem.
KAGOME – Agora o chama ‘desse homem’?! Tenho absoluta certeza de que ele a ajudou financeiramente nesses últimos cinco anos, não é mesmo?
HIGURASHI – Não vou negar, mas fique sabendo que não conhece a história toda.
KAGOME – Eu conheço o suficiente para saber que faço parte de uma família doente: meu pai era um cúmplice de terrorismo; meu irmão um manipulador de marca maior e minha mãe é um individuo que vende sua alma em por alguns trocados e...
SOUTA – Não insulte mais a mamãe, Kagome!
HIGURASHI – Deixe-a, Souta! Ela tem o direito. (ela volta a olhar para a filha) – Eu só te peço que poupe seu irmão, não o jogue na cadeia.
KAGOME – Esse esquema da fabrica de chocolate não afetou somente eu e minhas colegas! Eu soube que os chocolates foram consumidos por outras pessoas! É possível presumir que possam existir outras e...
HIGURASHI – Não existem!
KAGOME – Eu não acredito na senhora.
HIGURASHI – Não precisa acreditar em mim.
A senhora Higurashi tira um papel de dentro de sua bolsa e depois o entrega para a filha, que não estava entendendo aquilo, pois aquele papel continha uma lista de nomes.
KAGOME – O que é essa lista?
HIGURASHI – É uma lista ultra-secreta do governo japonês, que quis catalogar todas as pessoas que consumiram o chocolate sob os efeitos da jóia a fim de controlar o processo. (ela respira fundo) – O governo deu assistência médica á essas pessoas! Matá-las não era o objetivo e sim ver seus efeitos.
KAGOME – Sei.
HIGURASHI – Mas aí descobriram que você e suas colegas comeram aqueles chocolates dados por Kim e a operação com a jóia teve que ser interrompida e posteriormente a jóia foi roubada.
KAGOME – Sim! Por Kageroumaru, que posteriormente a vendeu á Juroumaru e aí começou a história que conhecemos.
HIGURASHI – Exato!
Embora não quisesse acreditar na mãe, Kagome viu que o papel tinha o selo do exercito japonês, portanto era verdadeiro, mas ainda havia uma dúvida.
KAGOME – As pessoas nessa lista têm os mesmo problemas que eu e minhas colegas?
HIGURASHI – Não, pois os chocolates que essas pessoas consumiram tinham uma quantidade controlada da essência da jóia, ao contrario dos que você e suas amigas consumiram.
KAGOME – Menos mal.
Kagome respirou fundo e olhou para os dois, primeiro para a mãe e depois para o irmão. Sabia que se mostrasse o que descobriu, seu irmão certamente iria para a cadeia. Por isso ponderou muito sobre o que fazer e foi aí que se lembrou de uma conversa que teve com Miroku no quarto de motel quando eles armaram um álibi, pois tinham ajudado InuYasha a fugir da cadeia.
FLASH BACK DE CINCO ANOS
Depois de ajudar InuYasha, dando a chave da casa de Sango, onde o marido iria se esconder, Kagome estava de volta ao quarto de motel com Miroku, onde eles tinham decidido a falar de política.
KAGOME – Desculpa, Miroku, mas acho que não tenho estomago para essas coisas.
MIROKU – Eu sei que pode parece meio sórdido! Acredite! Eu também já pensei assim, mas foi aí que descobri que não devemos lutar contra o sistema e sim usá-lo a nosso favor.
KAGOME – Como assim?
MIROKU – Na política, poucos são imaculados e por isso devemos usar essas fraquezas. (ele se senta ao lado dela) – Quando você descobre um ‘podre’ de alguém, o certo seria denunciá-lo, mas ás vezes isso não leva a nada, portanto devemos usar essa informação de outra maneira.
KAGOME – Você está falando em chantagem?
MIROKU – Chantagem é uma palavra muito forte! Eu prefiro pressão psicológica.
KAGOME – Sei não! Isso não me parece correto.
MIROKU – Eu vou te dar um exemplo que você mesma depois pode checar com Sango. (ele se levanta e fica de pé diante dela) – Um policial faz uma batida em algum estabelecimento onde o dono vendia, ilegalmente, armas, mas ao invés de prendê-lo, o policial deixa-o solto para que ele seja uma fonte para pegar um bandido maior.
KAGOME – Um acordo.
MIROKU – Isso! Essa é a palavra correta! É simplesmente um acordo! Isso pode ser usado em vários aspectos da vida e na política não é diferente. (ele volta a se sentar ao lado dela) – Eu, como advogado, uso esse método o tempo todo.
KAGOME – É, faz sentido.
MIROKU – Claro que tem! Olha Kagome! Eu só estou te convidando para entrar na política não porque é minha amiga e sim porque vejo potencial em você! Você tem uma mente jovem com idéias arejadas! Tem jogo de cintura para sair de situações complicadas! Sabe administrar e tomar decisões em momentos críticos e acima de tudo, você é a pessoa mais incorruptível que conheço.
KAGOME – Obrigada pelo elogio, mas eu não estou muito a fim não.
MIROKU – Tudo bem, mas pense com carinho na minha proposta. (ele se levanta novamente) – Acredite Kagome! Você fora da política é um desperdício de talento.
Kagome retribuiu com um sorriso os elogios do amigo e assim eles esperaram mais algumas horas para saírem dali.
FIM DO FLASH BACK
KAGOME – Está bem, mamãe! Eu não vou denunciar ninguém, mas não faço isso por vocês e sim por mim.
SOUTA – Por você?
KAGOME – Claro! Se essa história vier á tona, vai prejudicar minha carreira política.
HIGURASHI – Agora que as coisas foram resolvidas, preciso te contar outra coisa e...
KAGOME – Agora não! (ela se afasta deles) – Preciso ir á sede do partido trabalhista! Tenho muito que fazer antes de falar com Ryukosei.
SOUTA – Eu levo você até lá.
KAGOME – Não! Vá com a mamãe para o hospital para que dêem uma olhada em seu nariz. (ela já estava um pouco longe) – Eu pego um taxi.
Kagome sai da sala no quartel deixando a sua mãe e seu irmão sem entenderem o que pretendia fazer.
SOUTA – Acha que ela vai me denunciar.
HIGURASHI – Não! Kagome não mente! Se ela diz que não vai te denunciar é porque não vai. (ela fica com um olhar perdido) – Mas ainda tenho que falar com ela.
SOUTA – A senhora vai falar aquela história do papai?
HIGURASHI – Sim.
SOUTA – Mas ela vai odiá-la ainda mais.
HIGURASHI – Não me importo mais, mas não posso permitir que ela pense que o pai é um quase genocida. (ela abraça o filho) – Vamos para o hospital.
Souta leva sua mãe até o carro para irem ao hospital e seja qual for esse último segredo de família, era bastante grave.
Próximo capítulo = Revelações – parte 3
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