Noite sem Fim
3 Recomeçar é preciso - parte 3
Ainda um pouco preocupada com o comportamento da enteada, Rin telefonou para Nodori, sua antiga terapeuta, pois ela era esposa de Menoumaru, terapeuta de Satsuki, seus consultórios ficavam no mesmo prédio.
NODORI – Ela está aqui sim, Rin! Pode ficar tranqüila.
RIN – Desculpe-me por ligar! Cheguei a pensar que Satsuki não estivesse aí! Foi bobagem minha.
NODORI – Você parece-me meio abatida, está tudo bem, Rin?
RIN – Você me conhece mesmo, doutora Nodori! Já alguns anos que não a vejo e mesmo assim ainda consegue perceber certas coisas sobre meu comportamento.
NODORI – Foram anos cuidando de você! Você tinha dezoito anos quando seu pai foi assassinado.
RIN – Sim! Foram tempos difíceis.
NODORI – Já que percebi seu abatimento, por que não volta a se consultar comigo? Sempre é bom desabafar com alguém.
RIN – É o caso para se pensar! As minhas melhores amigas andam meio ocupadas e também me sinto meio deprimida por não trabalhar. (ela olha para Sara e Tamira brincando) — Ser mãe foi uma dádiva! A minha filha tem apenas três anos e precisa de mim, mas, ás vezes, me sinto uma inútil.
NODORI – Não tem que se sentir inferior por ser dona de casa, mas se isso te incomoda, devia conversar com seu marido.
RIN – Como se ele ouvisse! Olha doutora! Já que Satsuki está aí, me sinto mais segura e quanto a sua proposta de voltar a consultá-la, vou pensar com carinho.
NODORI – Faça isso! Então tchau.
Rin coloca o telefone de volta no gancho para em seguida ir á direção de Sara e Tamira, ao se aproximar das meninas, Rin percebe que a filha de Sango não comeu o pedaço de torta.
RIN – O que foi querida? (acariciando a cabeça de Tamira) – Não gosta de torta.
SARA – Se ela não come, eu como.
Sara pega o pedaço de torta que era de Tamira, que ao ver aquilo fica um pouco triste e olhando para o chão, Rin se agacha para olhar nos olhos da filha de Sango até que esta se manifesta.
TAMIRA – Torta me faz vomitar.
RIN – Isso é sério?!
TAMIRA – Minha mãe disse.
RIN – Meu Deus! Eu não sabia disso, querida! (ela se levanta) — Mas por que a Sango não me falou nada?
Rin olhava para o rostinho triste de Tamira, ela não podia deixar de sentir um pouco de pena da menina, sabia que a filha de Sango estava sempre adoentada, mas não sabia que a coisa chegava ao ponto dele não poder comer um pedaço de torta.
RIN – Tamira! Você pode tomar algum suco?
TAMIRA – Isso eu posso. (sorrindo)
RIN – Então vem comigo e eu preparo algo gostoso para tomar.
SARA – Eu também quero, mamãe!
RIN – Ta bom! Ta bom! Vem você também! Mas que coisa hein!
Rin leva as meninas para a cozinha onde a esposa de Sesshoumaru faria um suco para elas e enquanto isso no departamento de polícia, Sesshoumaru acabara de chegar ao local, o detetive Guy vai falar com ele.
GUY – Eu já sei o que quer, Sesshoumaru, mas não falarei nada.
SESSHOUMARU – Não se preocupe, detetive! Não vim falar da incompetência da polícia, que não consegue pegar esse estrangulador.
GUY – Não tem o direito de falar isso! Estou trabalhando feito louco para capturar esse maníaco.
SESSHOUMARU – Acho que não está trabalhando suficiente, mas como disse, não vim aqui falar sobre isso e... (Jinenji se manifesta)
JINENJI – Guy! Acho que tem trabalho a fazer! Melhor ir de uma vez.
GUY – Sim capitão!
O detetive Guy se afasta de Sesshoumaru para sair do departamento de polícia a fim de seguir as pistas para pegar o estrangulador das meias de nylon, assim Jinenji chama Sesshoumaru com gestos para que este o seguisse até a sua sala.
JINENJI – Não devia criticar tanto o Guy! Ele é um bom detetive.
SESSHOUMARU – Tenho que fazer meu trabalho, capitão, mas a de concordar que estou pegando leve! O fato da polícia não conseguir pegar esse maníaco é algo que ninguém pode ignorar, mas estou mais preocupado com o senhor, capitão.
JINENJI – Comigo?! Por quê?
SESSHOUMARU – Tenho informações de que Ryukosei está sendo pressionado a trocar o comando do departamento! Ainda mais que é ano de eleições municipais.
JINENJI – Eu tenho consciência disso, Sesshoumaru! Quanto á isso nada posso fazer, a não ser continuar trabalhando para auxiliar todo corpo de detetives.
SESSHOUMARU – Só vim aqui por isso! Já vou indo.
JINENJI – Sesshoumaru! Conseguiu algo sobre o LPAP?
SESSHOUMARU – Não devemos discutir isso aqui, capitão! Falamos disso na reunião de amanhã.
Sesshoumaru sai da sala de Jinenji, que, igualmente a InuYasha, sabia do LPAP que Juroumaru mandou para Natsume e enquanto isso no corredor do prédio onde ficava seu consultório, Nodori vê Satsuki e Menoumaru saindo do consultório dele que ficava ao lado do dela.
NODORI – Vai continuar se consultando com meu marido.
SATSUKI – Sim doutora! Nós combinamos um novo horário não é doutor?
MENOUMARU – Isso mesmo.
SATSUKI – Então já vou indo! (ela olha para Nodori) — Tchau doutora. (depois olha para Menoumaru) – Tchau doutor.
Sorridente, Satsuki segue seu caminho deixando Nodori e Menoumaru a sós, o casal de psicólogos começa a conversar.
NODORI – Ela me parece bem.
MENOUMARU – E por que não estaria?
NODORI – A madrasta dele me ligou! Queria se certificar de que a enteada estava aqui mesmo.
MENOUMARU – Ah sim! Está falando de Rin! Mas ela não tem com que se preocupar! Os problemas de Satsuki são típicos da adolescência, mas ela é forte! Nisso ela puxou a mãe.
NODORI – Isso é bom levando em conta quem era a mãe dela?
MENOUMARU – Sim! Porque ela puxou a parte boa da mãe! Ser forte! Satsuki é uma garota muito forte mentalmente.
NODORI – Mas não quero falar de pacientes! Quero saber de nós.
Menoumaru e Nodori se beijam, eles já estavam casados há mais de quinze anos e se conheciam desde a que cursaram psicologia na faculdade e enquanto isso o carro que levava Kagome e Tanuki acabara de chegar á sede do partido trabalhista, assim, eles saíram do veículo, na entrada do prédio, Botan já os aguardava.
BOTAN – Espero que tenha feito uma boa viagem, vereadora.
KAGOME – Fiz sim! Obrigada por perguntar! Soube que quer falar comigo.
BOTAN – Sim! Tenho uma proposta que pode lhe interessar.
TANUKI – Melhor conversarmos lá dentro, não acham?
BOTAN – Claro! Tem um lugar reservado onde podemos conversar á vontade! Vamos.
Botan, Kagome e Tanuki entram no prédio e nem percebem que estavam sendo vigiados por Zuza que estava dentro de um carro há alguns metros dali, ele havia seguido Kagome desde os EUA, ele tinha algum interesse na esposa de InuYasha, ao vê-la entrar no prédio, Zuza imediatamente pega o celular e liga para Kageroumaru, antigo parceiro de Juroumaru, que se encontrava no Japão.
ZUZA – Ela entrou na sede do partido trabalhista! Isso é ótimo! A morte dela será bem simbólica.
KAGEROUMARU – Confesso que ainda não entendi essa sua ira, afinal Kagome não fez nada para você.
ZUZA – Fez sim! Ela e os amigos dela foram responsáveis pela morte de Kikyou e vão pagar por isso.
KAGEROUMARU – Como quiser! Cada um com sua cisma! Se está tão convicto, saiba que o suplemento que me pediu já está sendo enviado até aí.
ZUZA – Ótimo! Isso vai ser um acontecimento que nunca esqueceram! E o melhor é que a culpa recairá sobre Ryukosei, que é outro que merece ser punido.
Zuza desliga o celular, por alguma razão, ainda desconhecida, ele culpa Kagome, InuYasha e seus amigos pela morte de Kikyou, a quem conhecia há muito tempo e enquanto isso, dentro da sede, Botan falava para Kagome e Tanuki de sua proposta para que a esposa de InuYasha fosse a vice na chapa de Gakusajin.
BOTAN – O que acham?
KAGOME – Não sei o que dizer! Não esperava essa proposta.
BOTAN – Não vai me dizer que essa história de abandonar a política é verdade?
KAGOME – Isso é fofoca da sua irmã.
BOTAN – Momiji! Não sei de onde ela tira essas coisas.
TANUKI – Botan! Por acaso o senhor Gakusajin lhe pediu que fizesse essa proposta?
BOTAN – Não! Ele falou que a escolha do vice é um dever do diretório e que ele aceita qualquer nome, mas na minha modesta opinião, seu nome na chapa iria ajudá-lo e muito. (ela se aproxima de Kagome) – Olha vereadora! Sei que muito em cima da hora, mas peço que pense com carinho nessa minha proposta.
KAGOME – Mas...
BOTAN – Ainda temos uma hora até o começo da convenção! Até lá pense na proposta.
Depois de dizer isso, Botan se afasta de Kagome, que imediatamente olha para Tanuki, que balançava a cabeça.
KAGOME – Confesso que não esperava por isso.
TANUKI – Nem eu! O que pensa em fazer?
KAGOME – Nada mudou! A decisão que tomei já está tomada. (ela sorri) – Vamos até o fim.
Tanuki retribui aquele sorriso com outro sorriso e assim os dois vão até a sala onde o diretório municipal do partido estava reunido e enquanto isso, dentro de um táxi que estava á caminho da sede do partido trabalhista, InuYasha e Shippou conversavam no banco de trás, Genku que ficava no meio deles, dormia.
INUYASHA – Não tenho a menor idéia do que Kagome pretende.
SHIPPOU – Será que ela vai desistir da política?
INUYASHA – A voz dela no telefone não era de alguém que faria isso e... (ele para de falar ao notar a expressão triste do filho) – O que houve, Shippou?
SHIPPOU – Eu vi a Satsuki! Ela estava na loja onde a Maya trabalha.
INUYASHA – Vê-la ainda te machuca, não é?
SHIPPOU – Sim! Ainda mais porque não sei o motivo da nossa separação! Isso é tão frustrante.
INUYASHA – Não seria o caso de ‘partir para outra’?
SHIPPOU – Sim InuYasha, mas falar é mais fácil do que fazer! Como vou tirar Satsuki do meu coração?
INUYASHA – Eu sinto por você, filho! Queria poder fazer algo.
SHIPPOU – Não esquenta. (Genku acorda)
GENKU – Já chegamos?
INUYASHA – Ainda não!
GENKU – Acabei dormindo. (esfregando os olhos)
SHIPPOU – Isso é o que dá jogar vídeo game até tarde. (sorrindo)
GENKU – Vê se não enche.
INUYASHA – Sem briga, vocês dois! Já estamos chegando.
De fato o táxi estava estacionando perto do prédio que era a sede do partido trabalhista, nisso Shippou foi o primeiro a descer do veículo para que em seguida uma rampa a fim de InuYasha a sair também, o táxi era adaptado para transportar pessoas com deficiência, Genku saiu em seguida.
INUYASHA – Tome isso, amigo. (pagando ao taxista)
TAXISTA – Foi um prazer, senhor.
O taxista volta para seu veículo e logo sai dali, InuYasha notou o olhar surpreso de Genku diante da grandiosidade do prédio e falava algo com o garoto, Shippou prestava atenção naquela cena, mas de repente outra coisa chama sua atenção, um caminhão bege com o número cinco estampado nele, de alguma forma Shippou já tinha visto aquele caminhão e não era bom sinal, InuYasha percebeu a expressão preocupada do filho.
INUYASHA – O que foi, Shippou? Aconteceu algo.
SHIPPOU – Não foi nada! (ele volta a olhar para InuYasha) – É que eu acabei me lembrando que tenho que levar um livro para Xolan.
INUYASHA – Shippou! Kagome quer a presença de todos! Não pode entregar esse livro amanhã?
SHIPPOU – Infelizmente não (ele começa a se afastar) – Tenho que ir! Volto assim que puder.
Shippou, de posse de uma mochila, sai correndo dali, InuYasha observava o filho sumir de suas vistas e não deixava de pensar que ele escondia algo, mas ele não tinha tempo para descobrir o que era.
INUYASHA – Sua mãe deve estar nos esperando.
GENKU – Então não vamos fazê-la esperar mais. (sorrindo)
INUYASHA – Espero que esse prédio tenha rampas de acesso para portadores de deficiência! Vamos lá.
InuYasha aciona sua cadeira de rodas motorizada para que, junto com Genku, entrasse no prédio e enquanto isso, perto dali, Zuza vai até o caminhão visto por Shippou e fala com o motorista.
ZUZA – Está tudo aí?
MOTORISTA – Veja você mesmo. (Zuza vai até a traseira do caminhão, abre a porta e sorri com o que vê)
ZUZA – Ótimo! Vou começar a preparar o ‘pacote’.
Zuza entra pela traseira do caminhão sem perceber que Shippou o observava de longe e enquanto isso, dentro da sede do partido trabalhista, mais precisamente dentro de uma das inúmeras salas do prédio, Botan observava uma lista com os nomes dos membros do diretório do partido, ela verificava quantos deles poderiam ser influenciados á indicar Kagome para ser vice na chapa de Gakusajin.
BOTAN – “Se eu conseguir convencer Gakusajin a pressionar o diretório talvez seja capaz de Kagome ser indicada.” (pensando)
Botan estava, fervorosamente, tentando encontrar alguma forma de conseguir aquele objetivo, naquele momento Momiji entra pela porta, o que faz Botan para com o que estava fazendo.
MOMIJI – Maninha! O que está fazendo?
BOTAN – Isso não é da sua conta! O que faz aqui?
MOMIJI – Sou jornalista, se esqueceu? (se sentando na cadeira) – Vim fazer a cobertura par o jornal sobre a indicação do vice de Gakusajin! Seja quem for, as chances dele vencer Ryukosei e voltar á prefeitura são remotas.
BOTAN – Não conte com isso, Momiji.
MOMIJI – Acha que se Kagome aceitar ser vice dele irá ajudá-lo? (Botan fica surpresa com o fato de a irmã saber daquilo) – Sou uma jornalista, se esqueceu? Tenho minhas fontes! Até mesmo aqui.
BOTAN – Escuta aqui, Mom...
Botan para de falar ao ver Gakusajin, de forma repentina, adentrar a sala, ele parecia muito nervoso e irritado como se algo o deixasse bastante contrariado.
GAKUSAJIN – A culpa é sua, Botan! Foi você que a convenceu a entrar para a política.
BOTAN – Senhor! Do que está falando?
GAKUSAJIN – Veja você mesmo no painel eletrônico.
Botan estranhou o comportamento de Gakusajin e por isso saiu da sala, Momiji, curiosa, foi atrás da irmã, ao saírem da sala, ambas vêm no painel os nomes de Gakusajin e Kagome, mas não era a definição de chapa e sim a realização de uma prévia, ou seja, Kagome se tornou candidata á candidata á prefeita, ela iria disputar a indicação do partido com Gakusajin.
MOMIJI – Isso que é uma notícia bomba. (rindo)
BOTAN – Kagome perdeu o juízo! (depois ela olha para Gakusajin na porta da sala) — Não é a toa que Gakusajin está tão irritado.
MOMIJI – Tchau maninha! Tenho uma coluna para escrever.
Momiji, muito sorridente, se afasta de Botan, que não podia acreditar no que estava acontecendo, mas quem realmente não acreditava era InuYasha, que junto com Kagome e Genku estava em uma das salas do prédio, Kagome tinha acabado de contar o que tinha feito.
INUYASHA – Candidata á prefeita?! Você fez isso mesmo, Kagome? Era essa a grande novidade que tinha para contar?
KAGOME – Sim!
INUYASHA – Não percebe o que isso vai significar em nossas vidas?
KAGOME – Eu sei que você não gosta de políticas e...
INUYASHA – Sim, eu não gosto de política, mas nem é esse o problema! A partir do momento que souberem que você é candidata, a mídia vai revirar sua vida á procura de algum podre! Não só sua vida, mas a minha, a de Shippou e até a de Genku! É isso que vai acontecer.
KAGOME – Eu fui candidata á vereadora quatro anos atrás e não ouve nada disso.
INUYASHA – Ora Kagome! Da um tempo! Sabe muito bem que uma coisa é concorrer a uma vaga á vereadora, são vários candidatos e não há confronto direto, o contrário da vaga para a prefeitura. (ele se aproxima da esposa) – Por favor, querida! Desista disso! Nossas vidas se tornarão um inferno.
KAGOME – Desculpe amor, mas minha decisão já está tomada. (ela fica de costas para ele) – Achei que me apoiaria.
INUYASHA – Kagome, eu...
KAGOME – Eu não sei o que mais me chateia se é sua reprovação com minha decisão ou a indiferença de Shippou.
INUYASHA – Eu já disse que ele teve que levar um livro ao amigo e...
KAGOME – Da para ver que isso é mais importante do que um pedido meu.
Kagome respirava fundo, se sentia frustrada com a reação do marido, InuYasha, percebendo isso, se aproxima da esposa e segura a mão dela.
INUYASHA – Kagome! Me desculpe, mas tem que entender o meu lado! Eu fiquei surpreso, não esperava por isso. (ele beija a mão dela) – Dê um tempo para que eu possa assimilar essa notícia.
KAGOME – Ta! (ela olha para Genku) – E você rapazinho? O que acha da mamãe ser prefeita?
GENKU – Acho legal.
KAGOME – Só legal! (ela abraça e beijava o menino) – Esperava mais de você.
Kagome fazia cócegas em Genku, que não parava de rir, ver aquela cena fez InuYasha abrir um enorme sorriso, apesar de ainda ser contra o que ela fez, ele não podia deixar de admirá-la e naquele momento Botan entra na sala e Kagome sabia o motivo dela ter vindo.
KAGOME – InuYasha! Por que não vai até a outra sala e mostre para Genku os brinquedos que trouxe dos EUA?
INUYASHA – Ta! Vem Genku.
GENKU – Oba! Finalmente chega dessa conversa chata, vou ver os brinquedos.
Genku senta no colo de InuYasha que aciona sua cadeira motorizada e ambos saem da sala sob o olhar de Kagome, que sorria com a alegria de Genku, mas esse sorriso sumiu quando voltou a olhar para Botan.
KAGOME – Acho que já sabe de tudo?
BOTAN – Sim! Eu gostaria de entender uma coisa Kagome! Por que fez isso? Gakusajin está muito contrariado.
KAGOME – Eu sinto muito por Gakusajin! Tenho um enorme respeito por ele, mas fiz isso porque quero dar aos correligionários uma opção.
BOTAN – Não percebe o que fez? Essa prévia só vai atrasar o início da nossa campanha! Só está ajudando Ryukosei! Precisamos de um nome para agora e o melhor nome é Gakusajin.
KAGOME – Pode ser, mas estou pagando para ver.
BOTAN – Você é uma novata na política! O que está fazendo terá um custo político enorme! Vai receber pressão de muitos políticos nacionais caso essa prévia prejudique a campanha de Gakusajin, pois vai ser Gakusajin o nome escolhido! Ou acha que tem alguma chance de vencê-lo?
KAGOME – Tudo pode acontecer.
BOTAN – Olha Kagome! Sou fã da sua virtude moral e fico orgulhosa de ser a que te convenceu a entrar no partido há cinco anos, mas saiba que ficarei do lado de Gakusajin.
KAGOME – Eu sei Botan! Você trabalha com Gakusajin há anos! Nunca lhe pediria para ficar contra ele, mas ao mesmo tempo tem que entender as minhas razões! Apesar de ser boa pessoa, o partido não pode ficar refém da imagem de Gakusajin.
BOTAN – Estou vendo que é inútil tentar convencê-la a desistir! (ela respira fundo) – Então se prepare para a pressão que virá, pois vem pressão das grandes em cima de você. (ela se afasta para ir até a porta) – Quero ver se agüenta.
Depois de dizer isso, Botan sai da sala deixando Kagome sozinha com seus pensamento, a esposa de InuYasha tinha total consciência do desafio que aceitou e nem por isso iria recuar e enquanto isso no lado de fora do prédio, Zuza e o motorista do caminhão conversavam enquanto o primeiro estava montando algo com os componentes trazidos pelo segundo.
MOTORISTA – Isso é uma bomba?
ZUZA – Mais ou menos! È um pequeno artefato que é capaz de causar uma explosão que irá destruir tudo em um raio de três metros.
MOTORISTA – O alvo é aquela moça, mas tem algo que na entendo! Por que só agora que vê-la morta?
ZUZA – Eu já queria vê-la morta faz tempo, mas eu ouvi uma conversa dela com aquele assessor onde dizia que ela ia ser candidata a prefeita! Foi aí que vi a chance de executar meu plano! A culpa irá cair ou em Gakusajin ou em Ryukosei. (ele acaba de montar) – Pronto! Só falta instalar o cronômetro. (ele começa a instalar)
MOTORISTA – Onde vai colocá-la?
ZUZA – No carro dela! (ele acaba de instalar o cronômetro) – E vai ser agora.
Zuza pega a bomba, que era bem pequena, do tamanho de um estojo, e a leva consigo para à frente do prédio onde ele avistou o carro que trouxe Kagome, chegando perto do veículo, Zuza olha para os lado e quando se certifica que ninguém o observava, ele coloca a bomba colada embaixo do carro e se afasta á uma distância segura de que não ia ser atingido pela explosão, naquele exato momento ele avista Kagome saindo do prédio junto com InuYasha e Genku.
ZUZA – Kagome! Kagome! Chegou sua hora de tocar harpas com os anjos.
Kagome, InuYasha e Genku se aproximam e posteriormente entram no carro oficial do partido, que os levariam para casa, vendo isso Zuza ia apertar o detonador, mas antes que pudesse fazer isso, ele é acertado com uma ‘voadora’ desferida por um mascarado, fazendo Zuza cair no chão e consequentemente largando o detonador.
ZUZA – Quem é você? (olhando para o mascarado)
????? – Não vai usar essa bomba
O mascarado vê o detonador no chão e por isso foi pegá-lo, mas antes que conseguisse, ele é agarrado pelo motorista do caminhão, que o joga contra a parede do beco, mas o mascarado consegue, facilmente, dominá-lo, tirando-o do caminho, só que depois disso ele vê Zuza de posse do detonador.
????? – Essa não!
ZUZA – Essa sim! (ele aperta o detonador) – Melhor correr.
O mascarado sai correndo do beco deixando Zuza e o motorista, livres para fugir.
ZUZA – Hei você. (falando com o motorista) – Já fizemos o que era para ser feito! Agora temos que fugir.
MOTORISTA – Ta!
Zuza e o motorista correram para o caminhão e assim saíram do local e enquanto isso já dentro do carro oficial, Kagome, InuYasha e Genku não tinham percebido que estavam em cima de uma bomba.
KAGOME – Eu quero ver a desculpa que o Shippou vai me dar por não ter comparecido, pois essa história de devolver um livro não está bem contada.
INUYASHA – Também acho.
GENKU – Papai! Mamãe! Olhem só aquele mascarado correndo para cá.
INUYASHA – Mascarado?
KAGOME – Do que está falando, menino?
Kagome e InuYasha olham para fora do carro, mais precisamente para onde Genku estava apontando, de fato eles viram o mascarado, que lutou com Zuza, correr na direção deles.
????? – Esperem! Não vão embora! Tem uma bomba nesse carro.
Kagome, InuYasha e Genku ficaram assustados com o que ouviram, assim como as pessoas em volta do prédio, o que provocou perplexidade das pessoas ali por perto, mas fora o susto, o que chamava a atenção de InuYasha era a roupa do mascarado que era muito similar ao seu disfarce de Motoqueiro Noturno, similar não, era idêntica.
INUYASHA – “Mas não pode ser!” (pensando)
Admirado com aquilo, InuYasha observava o mascarado tirando a bomba debaixo do carro, ao fazer isso ele nota que o cronômetro indicava dois minutos para a detonação, o que provocou uma muvuca, um corre-corre das pessoas, nisso o mascarado tirou de um de seus bolsos um estojo com ferramentas, ele as usou na bomba para desarmá-la e com incrível precisão, e também muita frieza, ele conseguiu seu objetivo.
????? – Consegui! (respirando mais aliviado) – Graças a Deus!
O cronômetro tinha parado a contagem regressiva e quando todos em volta perceberam isso, houve um alívio geral, inclusive com Kagome e InuYasha que olhavam a bomba nas mãos do mascarado.
KAGOME – Era uma bomba mesmo!
INUYASHA – Essa foi por pouco, querida! (beijando a esposa)
GENKU – Olha o mascarado indo embora.
O que Genku disse chamou a atenção de Kagome, que imediatamente saiu do carro ao ver o mascarado sair correndo do local.
KAGOME – Eu nem tive a chance de agradecer. (dentro do carro InuYasha se manifesta)
INUYASHA – Garanto que vai ter essa oportunidade, Kagome, mas agora seria melhor chamar a polícia, não acha?
KAGOME – Tem razão.
Mesmo ainda muito assustada com aquilo Kagome pegou seu celular e ligou para a polícia.
MEIA HORA DEPOIS
O esquadrão anti-bombas da polícia tinha acabado de examinar a bomba desativada pelo misterioso mascarado, o líder do esquadrão foi falar com kagome, que permanecia no carro junto com InuYasha e Genku.
LÍDER – Senhora! A bomba era verdadeira.
KAGOME – Meu Deus! Sério, senhor?
LÍDER – Sim! É sério sim! Seja quem for que fez essa bomba, tem um alto conhecimento tecnológico! Precisamos saber mais sobre esse mascarado.
INUYASHA – Foi esse mascarado que salvou nossas vidas, senhor! Não acho que ele tenha colocado a bomba no carro.
LÍDER – Mesmo assim isso deve ser investigado.
KAGOME – Podemos deixar isso para outro dia! Estou vindo de uma longa viagem! Preciso descansar um pouco.
LÍDER – Claro! Estão liberados.
INUYASHA – Obrigado. (ele olha para a esposa) – Vamos, querida.
InuYasha e Kagome vão para o carro oficial onde Genku estava na companhia de um policial, que sai imediatamente depois da chegada deles, já dentro do veículo, eles conversam sobre o acontecido.
KAGOME – Eu não acredito que estou vivendo esse pesadelo de novo. (com as mãos no rosto) – Atentados! Bombas! Mortes! Pensei que isso tinha ficado no passado.
INUYASHA – Mas parece que não! E isso não é o pior! Essa bomba foi feita para você.
KAGOME – Para mim?
INUYASHA – Claro! Quem quer que tenha colocado a bomba devia saber que esse era o carro que te trouxe.
KAGOME – Acha que isso tem haver com minha decisão de concorrer á prefeitura?
INUYASHA – Eu não sei Kagome! Agora estou ainda mais preocupado com você! Acho que tem que desistir e...
KAGOME – InuYasha! (ela o abraça) – Eu não vou desistir da minha decisão! Mesmo com medo.
Com o abraço, InuYasha percebeu que a esposa estava tremendo, aquilo tinha a assustado por demais, isso fazia InuYasha se sentir ainda mais inútil naquela cadeira de rodas, ele pensava que se estivesse bem, poderia ter feito algo, que poderia proteger sua amada esposa, mas no estado em que se encontrava, pouco podia fazer.
GENKU – A senhora ficou com medo, mamãe?
KAGOME – Fiquei sim, amor! Fiquei com medo do que podia acontecer com você e com InuYasha, mas agora está tudo bem.
INUYASHA – Isso mesmo! (sorrindo tentando mostrar otimismo) — Vamos para casa.
KAGOME – Ta! (ela olha para o motorista do carro) – Podemos ir, Oli.
OLI – Sim senhora.
Oli da a partida no carro e eles saem dali sem falar com a imprensa que já se aglomerava diante do acontecido e um pouco longe dali, mais precisamente no topo de um prédio, Zuza observava, através de um binóculo, o trabalho do esquadrão anti-bomba ao mesmo tempo em que falava com Kageroumaru por celular.
ZUZA – O meu plano falhou.
KAGEROUMARU – Deu para ver isso nos noticiários! Você fracassou Zuza.
ZUZA – Da próxima vez vai dar certo e...
KAGEROUMARU – Não vai haver próxima vez, Zuza!
ZUZA – Mas...
KAGEROUMARU – Não tem mas! Você já se expôs demais! Desse jeito vai acabar prejudicando a operação.
ZUZA – Eu quero ver Kagome morta! Você e Natsume me devem isso.
KAGEROUMARU – Não se preocupe! Você a verá morta, mas não pode mais se envolver diretamente.
ZUZA – O que quer dizer com isso?
KAGEROUMARU – Recebi instruções de Natsume para que você não faça mais nada! Nós assumimos daqui para frente.
ZUZA – Acho bom mesmo que cumpra sua palavra, Kageroumaru! Não vai me querer como inimigo, pode se arrepender.
KAGEROUMARU – Você não me assusta, Zuza! Da próxima vez que me ameaçar, não serei eu que irei me arrepender.
Depois de ouvir aquele ultimato, Zuza desliga o seu celular para em seguida ir até ao helicóptero que estava pousado no topo do prédio, a aeronave estava pronta para voar e Zuza entrou nela para ir á um local desconhecido.
Próximo capítulo = A aniversariante – parte 1
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