Noite sem Fim
25 O retorno da detetive - parte 4
Enquanto Genku almoçava com satisfação uma comida feita pelo pai postiço, ele, InuYasha estava em seu quarto ao lado de Shippou em frente á um laptop onde podiam ver as mensagens enviadas por Soten.
INUYASHA – As mensagens são muito distorcidas e interpretativas.
SHIPPOU – Você entende por que fiz um fluxo de informação, pois não foi assim que recebi! Tive um trabalhão para decodificar todas essas informações.
INUYASHA – Está ótimo, Shippou.
SHIPPOU – Eu já verifiquei essas informações e não consegui encontrar nada.
INUYASHA – Eu sei, mas se compararmos com o relatório de Zuza, talvez nós possamos encontrar alguma pista do seu paradeiro. (ele da um CD ao filho) – Faça uma cópia.
SHIPPOU – Ta!
Shippou obedeceu InuYasha embora não parecesse muito entusiasmado com aquilo, ele tinha outras coisas na cabeça, mas ao virar o rosto, ele nota a presença de uma caixa onde estava guardada a jóia de quatro almas.
SHIPPOU – Eu não entendo por que mantém isso aqui.
INUYASHA – Você sabe muito bem os perigos que essa jóia pode provocar e...
SHIPPOU – Não estava me referindo á jóia e sim aos estudos de Tsubaki.
INUYASHA – Entendo. (sem olhar para ele vendo o laptop fazer a cópia)
SHIPPOU – Por que está com esses estudos?
INUYASHA – Por que ele é perigoso nas mãos erradas.
SHIPPOU – Deveria destruir isso.
InuYasha ignorou a argumentação de Shippou ao perceber que o laptop tinha acabado de fazer a cópia das mensagens de Soten, assim ele tira o CD do aparelho.
INUYASHA – Isso vai ajudar na reunião.
SHIPPOU – Eu não vou nessa reunião.
INUYASHA – Até quando vai fugir de Satsuki?
SHIPPOU – Eu não estou fugindo.
INUYASHA – Está sim! Mas eu não vou discutir isso.
SHIPPOU – Ótimo. (os dois saem do quarto e se juntam á Genku na mesa da cozinha)
INUYASHA – Que bom que está comendo tudo, Genku.
GENKU – A sopa de macarrão que o senhor preparou está uma delícia! A sua comida é melhor que a do restaurante.
INUYASHA – Muito obrigado! E por falar nisso, eu vou dar uma olhada para ver como vai o restaurante.
InuYasha deixou a cozinha para ir até a porta de saída, mas antes que pudesse abri-la, Shippou foi até ele e se manifestou.
SHIPPOU — Espere InuYasha.
INUYASHA – Sim?
SHIPPOU – Você contou á Kagome da surra que levei?
INUYASHA – Não! Eu não tive tempo e nem oportunidade! Ela ia ficar demasiadamente preocupada com seu bem estar.
SHIPPOU – Se ela souber, vai querer me impedir e...
INUYASHA – Pode esquecer, Shippou! Eu não vou mentir para Kagome! Ela vai saber de tudo, mas não se preocupe, pois se ela quiser te impedir, estarei do seu lado.
SHIPPOU – Mesmo?
INUYASHA – Sim.
Shippou sorriu para InuYasha em sinal de gratidão e naquele exato momento aquele clima é quebrado pelo som vindo do laptop de Shippou, assim ele e InuYasha vão até lá e vêem que era o aparecimento de uma mensagens na tela do laptop.
SHIPPOU – É mais uma mensagem de Soten.
INUYASHA – Tem certeza?
SHIPPOU – Tenho. (ele digita algo) – Vou ter que decodificar como as outras.
INUYASHA – E quanto tempo vai levar?
SHIPPOU – As outra eu levei mais de um dia, mas parece que essa é mais curta, portanto posso decodificá-la em algumas horas.
INUYASHA – Então está decidido! Assim que consegui decodificar as mensagens, me liga.
SHIPPOU – Ta.
INUYASHA – Eu e Genku vamos ao hospital! Acho que até chegarmos lá, ela já poderá receber visitas, depois vou direto para a casa de Sesshoumaru.
Deixando Shippou digitando no laptop, InuYasha volta a se juntar á Genku á mesa e enquanto isso Sango recebia a visita de Rin, a quem havia chamado por telefone para que cuidasse de Tamira.
RIN – Pode ir tranqüila, Sango! Eu fico com Tamira. (olhando Tamira brincando com Sara)
SANGO – Eu pediria para a babá ficar, mas ela já tinha marcado um compromisso e eu não sabia que ia voltar ao departamento e...
RIN – Eu já disse que pode ficar sossegada, Sango! Agora vá ao seu trabalho.
SANGO – Obrigada, amiga! (ela vai até Tamira) – A mamãe vai voltar a pegar homens maus, então fique com a tia Rin, ta bom?
TAMIRA – Ta.
Sango deu um beijo na filha e percebeu a menina meio abatida e por isso, antes de sair, quis falar algo com Rin.
SANGO – Qualquer coisa, tem o telefone do Zakira! Pode chamá-lo se Tamira ficar doente de novo.
RIN – Eu sei disso! Agora vá de uma vez.
Sango agradeceu sorrindo, voltou a olhar para filha e em seguida saiu do apartamento deixando a filha sob os cuidados da amiga e quando estava indo até o estacionamento, seu celular começa a tocar.
SANGO – Alô.
ONIGUMO – Sango! Sou eu, Onigumo.
SANGO – Que bom que me ligou! Tem que saber que foi marcada uma reunia e...
ONIGUMO – Eu já sei da reunião! Sesshoumaru me ligou, mas não é por isso que estou te ligando.
SANGO – Não?! Então o que é?
ONIGUMO – Você sabe que ainda estou trabalhando naquele assunto sobre a criar a fundação com o dinheiro da herança de Miroku, não é?
SANGO – Olha Onigumo! Estou com um pouco de pressa, pode ir direto ao assunto?
ONIGUMO – Ok! Durante esse trabalho descobri uma conta de Miroku no exterior, ela não foi registrada na herança por ter sido feita em uma negociação á parte e...
SANGO – Não está falando que isso foi um ato ilegal, ou está? (ela chega até seu carro)
ONIGUMO – Relaxe! Não se preocupe, foi tudo feito dentro da lei! Miroku era um brilhante advogado e sabia usar a lei á seu favor! São aplicações no mercado financeiro e coisas assim! Acho que ele começou a montar essa contar depois de se envolver com você.
SANGO – Acha mesmo? (ela entra no carro)
ONIGUMO – Pela data da abertura da conta, sim! Acho que depois de ter investido mais da metade de sua herança na luta contra Naraku, ele pensou no futuro de vocês.
SANGO – Eu entendo, mas eu ainda não entendi o que isso tem de tão importante agora.
ONIGUMO – A questão é que o dinheiro dessa conta você não precisa necessariamente pedir autorização da outra herdeira de Miroku, pois ela é regida por outra lei internacional, ou seja, você, como responsável por Tamira, pode usar esse dinheiro livremente.
SANGO – Mas eu não quero usar esse dinheiro e...
ONIGUMO – Mas não é para você e sim para sua filha! Ou você nunca pensou na possibilidade de levá-la para ser examinada por algum cirurgião fora do Japão a fim de ver o que ela tem de errado?
SANGO – Claro que pensei! Penso na saúde de minha filha mais do que qualquer coisa no mundo.
ONIGUMO – Então use esse dinheiro! Estou indo para a sede do americano onde essa conta está registrada, perto da estação Orion.
SANGO – Ok! Vou pensar no assunto, mas antes tenho que falar com Zakira sobre isso, ok?
ONIGUMO – Como quiser, a gente se vê na reunião e...
SANGO – Eu não vou mais para a reunião! Lá você descobre o motivo, portanto, tchau.
Sango desliga seu celular e em seguida da a partida em seu carro para ir ao departamento de polícia e enquanto isso na redação do jornal Diário da manhã, Sesshoumaru acabara de retornar depois de pegar o relatório de Zuza com Sango no departamento de polícia, ele vê Momiji digitando algo em seu computador, ele queria saber o grau de envolvimento dela com a morte misteriosa de Jinenji, por isso foi até ela.
SESSHOUMARU – O que está digitando?
MOMIJI – Estou escrevendo minha coluna sobre a recuperação de Kagome e a decisão do partido trabalhista em adiar a escolha do candidato. (ela continua digitando sem olhar para ele) – Deveria saber disso. (ela para de digitar ao perceber a permanência dele) – Quer alguma coisa?
SESSHOUMARU – Sim! (ele a encara) – Por acaso já ouviu falar no nome de um americano chamado Zuza?
MOMIJI – Zuza?! (ela fica pensativa) – Não! Mas por que o interesse nesse homem?
SESSHOUMARU – Por nada! É que você conhece tanta gente que talvez pudesse me ajudar, mas tudo bem.
Ele se afasta, voltando para sua mesa, Sesshoumaru concluiu que Momiji não sabia de nada sobre Zuza, mas Momiji ficou intrigada com aquela atitude do colega e por isso, ao ver Sesshoumaru indo para a sala do diretor, ela deixa de digitar no computador para usar seu celular e ligar para a primeira dama, Elisa, que estava acompanhando o marido em mais um comício.
ELISA – Alô.
MOMIJI – Sou eu! Precisamos conversar agora.
ELISA – Espere um pouco.
Elisa olha para Ryukosei em cima do palanque e percebe que ele está discursando para o publico, concluindo que ele estava muito ocupado para perceber sua ausência e assim ela vai para um canto isolado para pode falar com Momiji mais tranquilamente.
ELISA – Pode falar.
MOMIJI – Essa morte do Jinenji não estava nos planos! O que pretendem fazer?
ELISA – Escute Momiji! Quanto menos saber mais segura vai estar.
MOMIJI – Esqueceu? Sou jornalista! Saber de tudo é minha função.
ELISA – Então eu sugiro que se controle! Jinenji foi um obstáculo que tivemos que eliminar, melhor não saber de mais nada.
MOMIJI – Espero que isso não acabe em mim.
ELISA – Não vai! Não se preocupe.
MOMIJI – Eu liguei para saber de outra coisa... Já ouviu falar em um homem chamado Zuza? Ele é americano como você.
ELISA – Se for o mesmo Zuza que estou pensando, é um bandidinho de quinta categoria, por que pergunta?
MOMIJI – Sesshoumaru me falou desse nome e me perguntou se sabia de quem se tratava.
ELISA – Esquece isso também, Momiji! Concentre-se em minar a autoridade de Ryukosei.
Elisa desliga seu celular e volta para junto dos outros partidários de Ryukosei, que continuava a discursar no comício e enquanto isso, Sango chegou bem rápido ao departamento e se encontrou com Guy no corredor.
SANGO – Podemos ir ao local agora?
GUY – Houve uma mudança de planos! Azuma nos deixou encarregados somente do caso do estrangulador e...
SANGO – Isso eu não vou aceitar.
Sango se afastou de Guy e foi até a sala de Azuma, que naquele momento estava falando no telefone com Ayumi, ele nota a presença de Sango na sala e com gestos pede para ela aguardar e assim ele volta a falar com a esposa.
AZUMA – Eu já disse querida! Não posso sair agora.
AYUMI – Mas Eri ficará perdida! Há tempos não vem para Tóquio.
AZUMA – Eu não posso fazer nada, Ayumi! A culpa é sua por ter se esquecido de apanhar sua amiga na estação Orion como tinha combinado.
AYUMI – Eu sei, mas quando soube que Kagome estava acordada, até me esqueci de Eri! Eu estou no Hospital Memorial que é muito longe da estação Orion.
AZUMA – Mas eu não posso ir pegá-la, querida! Estou muito ocupado e... (ele para de falar ao perceber que Sango queria se manifestar) – Espere um pouco querida. (ele da atenção para Sango) – Não está vendo que estou ocupado?
SANGO – Eu posso solucionar esse problema seu com sua esposa.
AZUMA – Pode?! Por acaso você vai até á estação Orion para pegar Eri? Achei que queria trabalhar logo.
SANGO – Não sou eu quem vou e sim um conhecido! Onigumo.
AZUMA – Onigumo?! Está falando do antigo diretor financeiro do Grupo Naraku?
SANGO – Vejo que está bem informado.
AZUMA – Sim! Se não me enganar ele foi responsável por seu irmão passar um período na cadeia, mas vejo que o perdoou por isso.
SANGO – Isso é problema meu! O fato é que Onigumo está indo nesse momento para a região da estação Orion revolver um assunto do meu interesse, portanto ele pode pegar Eri na estação.
AZUMA – É uma solução! Peça isso a ele.
Sango se afastou um pouco para usar seu celular e ligar para Onigumo enquanto Azuma voltou a falar com Ayumi pelo telefone.
AZUMA – Tudo resolvido, querida! Um amigo de Sango irá pegar sua amiga na estação.
AYUMI – Amigo de Sango?! Você pediu ajuda á ela?
AZUMA – Não pedi nada! Ela ofereceu essa ajuda! Parece que o amigo dela está indo para a região da estação e vai aproveitar para pegá-la. (ele sorri) – Não fique com ciúmes.
AYUMI – Não estou com ciúmes!
AZUMA – Claro que não. (sorrindo ironicamente) – Já visitou Kagome?
AYUMI – Ainda não! Acho que Sango se esqueceu de me avisar que a segurança do hospital está impedindo qualquer aproximação ao quarto de Kagome.
AZUMA – Mas isso é natural, afinal ela é candidata á prefeita e também que sofreu uma tentativa de assassinato. (ele vê Sango, que faz um sinal de positivo, retornando á sala) – Eu tenho que desligar querida! O trabalho me chama.
AYUMI – Eu vou ficar aqui esperando a liberação para ver Kagome.
AZUMA – Ok! Até mais então.
Azuma coloca o telefone de volta no gancho e olha para Sango com um sorriso agradecido.
AZUMA – Obrigado por resolver esse pepino.
SANGO – Não fiz isso por você e sim porque Ayumi e Eri são amigas de Kagome! Só por isso.
AZUMA – Mesmo assim obrigado. (ele se levanta da cadeira) – Acho que sei o que a trouxe até minha sala! Quer saber o motivo de eu ter afastado você e Guy do caso da morte de Jinenji, não é?
SANGO – Isso mesmo.
AZUMA – O motivo foi uma ordem direta do prefeito que pessoalmente passou o caso para a Segurança Interna.
SANGO – Mas por quê? Esse é um caso típico para nosso departamento! Foi nosso capitão que foi assassinado.
AZUMA – Concordo com você, mas eu recebo ordens e devo segui-las embora não concorde com elas.
SANGO – Ryukosei deu algum motivo para tal ato?
AZUMA – Normalmente o prefeito não da satisfação de seus atos aos subordinados, mas acho que ele quer uma investigação independente, pois o anúncio da morte de Jinenji provocou uma queda em sua popularidade.
SANGO – Então é política?
AZUMA – Infelizmente sim! Ainda mais em ano eleitoral.
SANGO – E você não faz nada? Aceita isso e pronto?
AZUMA – Já disse! Sigo ordens superiores, coisa que deveria fazer também.
SANGO – Ora seu...
AZUMA – Mas já que me ajudou, eu posso fazer algo por você nesse caso.
SANGO – Vai peitar Ryukosei por mim?
AZUMA – Esse é seu problema, Sango! Você é muito direta! Não tem que enfrentar o sistema e sim saber usá-lo a seu favor.
SANGO – O que quer dizer com isso?
AZUMA – Simples! Eu vou passar esse caso para a Segurança Interna, mas como ele era, originalmente, nosso caso, eu posso obrigá-los a aceitar um membro escolhido por mim para supervisionar e até participar da investigação em conjunto com eles.
SANGO – E quem você vai escolher?! Eu?
AZUMA – Claro que não! Isso seria uma insensatez, sem falar que quero você aqui cuidando do caso do estrangulador.
SANGO – Então quem?
AZUMA – Você escolhe! Pode ser alguém de sua confiança que tenha trabalhado em algum órgão de investigação.
SANGO – Mesmo?! Posso escolher qualquer um? Mesmo que ele seja aposentado?
AZUMA – Sei em quem está pensando! Akira, não é?
Sango se surpreendeu com a afirmação de Azuma, pois foi realmente em Akira que ela estava pensando, Akira foi membro do serviço secreto japonês e serviu pessoalmente o Imperador e também ele era amigo do pai dela, sem falar que há dez anos, graças á ajuda de Akira, ela pode ajudar Miroku a descobrir mais sobre o passado de Kagura, incluindo o fato de ela ser mãe de Satsuki.
SANGO – Então se lembra do senhor Akira?
AZUMA – Claro que me lembro! Seu pai me apresentou á ele um dia e também soube que mantém contato com ele.
SANGO – Apesar de idoso, ele é a única pessoa a quem confio cegamente.
AZUMA – Essa foi uma indireta bem direta para mim! Tudo bem, você pode chamá-lo para supervisionar a investigação da Segurança Interna! Tenho certeza que eles não vão conseguir enganar um homem tão experiente como Akira.
SANGO – Realmente não tem problema eu indicar o Akira?
AZUMA – Já disse que não! É o mínimo que poderia fazer por você depois de ter me ajudado com Ayumi.
SANGO – Ok! (ela se afasta para sair da sala e ele se manifesta)
AZUMA – Sango.
SANGO – Sim?
AZUMA – Eu ainda não tinha dito isso antes, mas... Eu sinto muito pelo que aconteceu á Kohaku! Sei quanto amava seu irmão.
Sango nada fala e apenas abre a porta da sala para sair para que, junto com o detetive Guy, cuidasse do caso do estrangulador e enquanto isso, perambulando pela cidade, Satsuki de repente olhou para um casal de namorados que estavam se beijando em frente á uma fila de cinema, ao ver aquela cena, imediatamente vem á mente da filha de Sesshoumaru as lembranças dela junto com Shippou e principalmente os momentos íntimos que tiveram na noite anterior.
SATSUKI – “Pare com isso, Satsuki! Não vou permitir que homem nenhum comande minha vida”. (pensando)
Satsuki balançava rapidamente a cabeça como se quisesse tirar aquelas lembranças de sua mente, desde que transaram, ela começou a olhar o ex. namorado de maneira diferente, antes o achava até infantil e um pouco imaturo para um relacionamento mais sério. Depois de ver o casal de namorados se beijando, Satsuki se sentou no banco de uma praça, mas ela não conseguia parar de pensar em Shippou.
SATSUKI – Maya não pode estar certa! Isso não poderia ter acontecido! Isso só vai complicar mais as coisas.
Satsuki pensava nas palavras da amiga que dizia que ela, Satsuki, tinha voltado a se apaixonar por Shippou e naquele momento, seus pensamentos são interrompidos pelo som do toque de seu celular, ao ver no visor o número da celular do pai, ela até pensou em ignorar, mas se lembrou das palavras de Rin e decidiu parar de fugir e por isso atendeu o aparelho.
SATSUKI – O que o senhor quer, pai?
SESSHOUMARU – Ainda bem que você atendeu, filha! Precisamos ter uma conversa.
SATSUKI – Acho que não temos nada o que falar um com o outro e...
SESSHOUMARU – Não fale assim comigo, mocinha! Eu sou seu pai e não um amiguinho seu. (ele respira fundo) – E como seu pai, você tem pelo menos a obrigação de escutar as minhas justificativas.
SATSUKI – Ta pai! Estou ouvindo.
SESSHOUMARU – Não pelo celular! Quero que volte para casa! Hoje haverá uma reunião! Antes dela quero conversar com você.
SATSUKI – Que seja.
SESSHOUMARU – Então até lá.
Sentado em sua mesa na redação do jornal Diário da manhã, Sesshoumaru desliga seu celular depois de falar com a filha e assim se levanta de sua cadeira, chamando a atenção de Momiji.
MOMIJI – Já vai?
SESSHOUMARU – Sim! Tenho que ver algumas fontes. (ele pega sua pasta em cima da mesa) – Mas e você?
MOMIJI – Estou acabando de escrever minha coluna! Depois que eu acabar, vou para o Hospital Memorial para tentar marcar uma entrevista com Kagome.
SESSHOUMARU – Por que vai querer entrevistar minha cunhada? Falar com meu irmão não foi o suficiente?
MOMIJI – Não! Ele não é o candidato á candidato á prefeitura e sim a esposa dele.
SESSHOUMARU – Faça o que quiser, mas não conte mais comigo! Já fiz muito por você.
Sesshoumaru se retira da redação deixando Momiji com seus pensamentos, que eram nada amistosos em relação ao colega.
MOMIJI – “Sim querido Sesshoumaru! Você fez muito para mim e eu vou retribuir em dobro, mas antes vou cuidar dos meus objetivos! Espere e aguarde que sua hora vai chegar”. (pensando)
Momiji não tinha se esquecido da encenação de Sesshoumaru em sair com ela e que iria se vingar, mas antes tinha assuntos pendentes e enquanto isso Eri, uma das antigas colegas de Kagome, tinha acabado de desembarcar na estação Orion e estranhou não ter encontrado Ayumi, como elas haviam combinado.
ERI – Mas que droga! Não acredito que Ayumi me deu ‘bolo’.
Ainda com a esperança de encontrar a amiga, Eri olha ao redor da estação e de repente nota algo que chama sua atenção, era um homem de uns quarenta e cinco anos que segurava um cartaz com o nome dela, Eri ficou meio receosa, mas criou coragem e foi até ele.
ERI – O senhor está me procurando?
ONIGUMO – Se for Eri que é amiga de Ayumi e Kagome, estou sim.
ERI – Conhece as minhas amigas?
ONIGUMO – Na verdade só conheço Kagome. (ele abaixa o cartaz) – Eu vim aqui a pedido de uma amiga que trabalha com o marido de sua amiga! Nenhum dos dois pode vir buscá-la, já que Azuma está muito ocupado e Ayumi foi visitar Kagome que já acordou do coma.
ERI – Kagome acordou do coma?! Ela está bem?
ONIGUMO – Está sim! Eu te levo até lá.
Onigumo conduz Eri até o carro dele, ao entrarem ela nota algo que chama a atenção dela, era uma foto de Kikyou que estava pendurada no retrovisor interno do veículo.
ERI – Essa moça me lembra um pouco Kagome.
ONIGUMO – Elas têm algumas semelhanças e diferenças também. (sorrindo enquanto pegava a foto para olhar melhor)
ERI – Ela é sua esposa?
ONIGUMO – Eu queria que fosse, mas infelizmente não é.
ERI – Ela te deixou?
ONIGUMO – De certa maneira sim. (ele pendura a foto novamente no retrovisor) — Ela foi assassinada.
ERI – Ai eu sinto muito.
ONIGUMO – Eu também! Ela estava grávida de um filho meu! Eu perdi tudo naquele momento! Acho que Kami sama está me punindo pelos erros que cometi no passado! Nem pude ver o rosto do meu filho.
ERI – Poxa! Eu sinto mesmo! E eu que não posso ter filhos, nem posso imaginar uma situação dessas.
ONIGUMO – Eu fiquei sabendo que você e suas outras colegas são estéreis, assim como Kagome. (ele tenta sorri) – Mas não vamos falar de coisas tristes.
ERI – Ta legal.
ONIGUMO – Caso não se importe, eu preciso passar em um banco antes! Preciso resolver um assunto para essa amiga de quem falei! Depois eu te levo ao hospital para ver suas amigas.
ERI – Ok.
Eri, no banco do carona, sorriu para em seguida colocar o cinto de segurança e assim Onigumo da a partida no carro para que ambos saíssem da estação.
UM POUCO MAIS TARDE
InuYasha e Genku chegam ao Hospital Memorial e lá encontram Ayumi, que esperava ser liberada para poder visitar Kagome.
INUYASHA – Você é a amiga de Kagome, não é?
AYUMI – E você é o marido de Kagome! Nós nos vimos muito rápido no hospital de Yokohama! Kagome estava hospitalizada e não havia tempo para formalidades.
INUYASHA – Claro. (ela olha para Genku)
AYUMI – Esse é o filho de Kouga que Kagome toma conta?
INUYASHA – Isso mesmo.
GENKU – Papai! Essa moça conheceu meu outro pai?
AYUMI – Eu o conheci sim, Genku.
INUYASHA – Eu já falei isso com você! Sua mãe Kagome já foi esposa de Kouga, mas depois eles se separaram e então Kagome me conheceu assim com Kouga conheceu Ayame, sua mãe biológica.
GENKU – Eu já sei de tudo isso, papai, mas é que ás vezes é muita coisa! Eu tenho muitos pais.
Dizendo aquilo com toda a inocência de uma criança de seis anos, Genku fez InuYasha e Ayumi sorrirem até que naquele momento ele se lembrou de algo ao ver Ayumi sozinha.
INUYASHA – Onde estão seus filhos?
AYUMI – Ainda estão em Yokohama! Eu cuidarei da matricula deles, principalmente de Okko, antes de trazê-los para Tóquio.
INUYASHA – Entendo.
AYUMI – Meu marido foi convocado para cá, portanto temos que ir atrás.
INUYASHA – Por falar no seu marido, o conheceu em Yokohama mesmo?
AYUMI – Foi. (ela respira fundo antes de voltar a se manifestar) – Eu posso te fazer uma pergunta que pode parecer indelicada?
INUYASHA – Claro.
AYUMI – Você é amigo de uma policial chamada Sango?
INUYASHA – Sou sim! (ele fica sem entender) – Em que essa era a pergunta que poderia ser indelicada?
AYUMI – Não! Não! Era só para saber. (ela sorri e depois fica séria) – A pergunta é o seguinte, o que sabe da história dessa Sango com meu marido.
InuYasha percebeu que de algum jeito Ayumi ficou sabendo que Azuma e Sango foram namorados, mas ele não tinha muito que dizer.
INUYASHA – Se está me perguntando isso é porque já sabe que eles foram namorados tempos atrás.
AYUMI – Sim.
INUYASHA – Eu não posso falar muita coisa disso, pois isso aconteceu vinte anos atrás e eu só conheço Sango há dez anos, portanto nada sei dessa história. (ele se aproxima dela) – Seu marido nunca falou disso?
AYUMI – Não! Sabia que ele a convocou para voltar ao departamento.
INUYASHA – Sei sim! E isso tem algum problema para você?
AYUMI – Não sei o que pensar! O que me incomoda mesmo é que parece que eles têm uma questão a resolver, algo que ficou pendente. (ela respira fundo) – Ás vezes acho que meu marido me esconde algo e agora fiquei sabendo dessa história com essa Sango.
INUYASHA – Você diz que acha que seu marido lhe esconde algo?! Como assim?
AYUMI – Eu não sei dizer com exatidão, mas ás vezes me passa a impressão que ele me deixa de lado em certos assuntos e...
Ayumi tem a fala interrompida pela súbita aparição do médico responsável por Kagome, ele foi falar com InuYasha.
MÉDICO – Senhor InuYasha! Quem é essa moça?
INUYASHA – Ah sim, doutor! Essa é uma amiga de Kagome, veio visitá-la.
MÉDICO – Então chegou em boa hora! Ela está liberada para visitas.
AYUMI – Mas que boa notícia.
INUYASHA – Doutor! Ela ficará com alguma seqüela?
MÉDICO – Nenhuma! Pode ficar tranqüilo.
GENKU – A mamãe vai ficar boa?
MÉDICO – Vai sim, campeão. (o médico acaricia a cabeça do menino) – Pode ver sua esposa.
O médico se afasta para atender outro paciente e assim eles podiam visitar Kagome, mas InuYasha estava interessado naquela conversa de Ayumi de que o marido dela escondia coisas, pois isso dava sentido as desconfianças da esposa de que talvez Azuma esteja envolvido na conspiração.
Próximo capítulo = Voltar á andar – parte 1
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