Noite sem Fim
76 O início da missão derradeira - parte 2
Depois de ter conseguido entrar na companhia de eletricidade, Ryoma ficou percorrendo os corredores do local até achar uma sala vazia e lá pega seu celular e liga para Natsume.
RYOMA – Sou eu. Já estou dentro.
NATSUME – Ozai deve chegar a qualquer momento.
RYOMA – Entendido.
NATSUME – Escute, Ryoma. Ninguém pode desconfiar de que você não é seu irmão.
RYOMA – Não se preocupe. Cuidei dele e da minha cunhadinha também. Quando acharem os corpos já será tarde demais.
NATSUME – Ótimo. Está tudo dentro do horário. Cuide de tudo por aí.
RYOMA – Ok! Tenho que desligar.
Ryoma percebe a aproximação de outros funcionários e encerra a ligação para voltar a circular pela companhia e enquanto isso no departamento de polícia de Tóquio, Koharo, depois de arrumar seus pertences, estava de saída quando avistou Gakusajin e Botan adentrando o local. Eles foram diretos para a sala de Azuma, onde estavam, além do capitão, Sango e Guy. Eles se surpreendem com aquela visita inesperada.
AZUMA – Senhor Gakusajin?!
GAKUSAJIN – Precisamos conversar, capitão.
AZUMA – Sobre?
BOTAN – A morte da minha irmã. Ela não pode ter a reputação manchada com essas mentiras.
GAKUSAJIN – Por isso estamos aqui. Preciso que me informe os detalhes da investigação.
AZUMA – Com todo respeito, senhor. Não é mais prefeito, portanto não tenho que lhe informar coisa nenhuma. (ele olha para Botan) – E quanto á senhorita, só posso dizer que estamos fazendo de tudo para esclarecer os pontos nebulosos desse caso. Se encontrarmos algo, lhe avisaremos e...
BOTAN – Já chega dessa conversa fiada! A minha irmã não tinha caso com ninguém e armaram isso para encobrir algo. Seja o que for, eu quero saber.
SANGO – Escute, Botan. Eu também acredito que houve uma armação contra sua irmã, pois caso não saiba Takeshi está morto.
BOTAN – O que?! Está falando do pai biológico de Momiji?
GUY – Sango.
SANGO – Botan precisa saber a verdade. Ela tem direito.
GAKUSAJIN – Conte essa história, detetive.
Sango olha para Azuma, que nada fala e apenas balança positivamente sua cabeça dando permissão para que Sango contasse tudo que sabiam sobre a morte de Takeshi e sua provável ligação com a morte de Momiji e enquanto isso na companhia de eletricidade, Ryoma estava checando o painel de controle até que um dos funcionários entrou na sala.
FUNCIONÁRIO – Roji. (ele não sabia que era Ryoma)
RYOMA – Sim?
FUNCIONÁRIO – Tem alguém lá fora querendo falar com você. Disse que é urgente.
RYOMA – Ok. Eu vou lá ver o que é. (ele sorri) – Pode ficar aqui tomando conta?
FUNCIONÁRIO – Claro. (ele vê Ryoma se afastando e acaba se manifestando) – Ei, Roji.
RYOMA – O que foi agora?
FUNCIONÁRIO – Achei que não viria hoje. Então pegaram seu irmão?
RYOMA – Isso eu não sei, mas a Agência Imperial me liberou, mas tem dois agentes que ficaram com a minha esposa.
FUNCIONÁRIO – Espero que peguem o canalha do seu irmão.
RYOMA – É. Eu vou indo.
Ryoma, um pouco irritado com aquele comentário do colega do irmão, saiu da sala e foi ver a pessoa que o estava chamando. Ele sabia que devia ser o informante de Natsume com as coordenadas necessárias para sua missão. Ao sair da companhia ele vê Ozai esperando por ele.
RYOMA – É o homem de Natsume?
OZAI – Sim. (ele entrega o pedaço de papel) – Aqui estão as coordenadas e a hora da execução de sua missão.
RYOMA – Está bem.
Ryoma olha com muita atenção para o que está escrito no pedaço de papel para em seguida pegar um isqueiro. Ryoma o usou para queimar o pedaço de papel. Ação que surpreendeu Ozai.
OZAI – O que está fazendo?
RYOMA – Estou garantindo que ninguém mais saiba dessa informação. Por que acha que Natsume pediu que alguém entregasse essa informação pessoalmente em vez de falar pelo celular?
OZAI – Eu não sei. Por que?
RYOMA – Tenho certeza que a Agência Imperial está monitorando as chamadas de celular. Não podemos arriscar. (ele encara Ozai) – Você viu o que estava escrito?
OZAI – Claro que não! Recebi ordens expressas de não ler seu conteúdo.
RYOMA – Ótimo. Eu sei que trabalhava no jornal para espionar Sesshoumaru e Momiji. Não precisa mais voltar para lá. Arrume suas coisas e suma.
OZAI – Ok. Entendido.
Ozai se afasta de Azuma que sorri malignamente para depois voltar ao interior da companhia e enquanto isso na promotoria de justiça, Midoriko, observada por Miroku, finalmente consegue a localização do verdadeiro endereço de Ozai.
MIDORIKO – É esse. (ela mostra a tela de seu computador)
MIROKU – Estou vendo. (ele reconhece a região do endereço) – A casa de Sesshoumaru fica mais perto do que aqui. Ligue para ele e conte o que descobriu. Diga também que estou indo para lá.
MIDORIKO – Claro.
MIROKU — Obrigado, promotora. Sei que está se arriscando muito.
MIDORIKO – Não mais do que você e seus amigos se arriscaram esses anos todos.
Miroku sorri diante daquelas palavras e em seguida sai da sala e no caminho para sair do prédio ele usa seu celular para ligar para Koharo, que naquele momento já estava dentro de um táxi em movimento.
KOHARO – Alô.
MIROKU – Koharo, sou eu. Ainda está no departamento?
KOHARO – Acabei de sair. Estou indo ao encontro de você para vermos o supletivo de Soten e...
MIROKU – É por isso que estou ligando. (ele entra no elevador para chegar ao estacionamento) – Eu quero que cuide disso sozinha.
KOHARO – Ok, mas aconteceu algo?
MIROKU – InuYasha e Sesshoumaru pediram minha ajuda para investigar uma pista que pode nos levar ao paradeiro de Natsume. Não posso contar os detalhes, mas estou indo me encontrar com eles. Não sei se isso vai demorar ou não.
KOHARO – Está bem. Eu cuido de tudo, mas vou precisar que Soten esteja presente.
MIROKU – Ela ainda deve estar no parque de diversões com Tamira. (ele sai do elevador) — Ela está com os documentos necessários.
KOHARO – Ok. (ela fala em um tom mais baixo para que o taxista não ouvisse) – Já que ligou tem que saber que Takeshi está morto.
MIROKU – O que?! (ele para de andar ao ouvir aquilo) — Tem certeza?
KOHARO – Tenho. Eu ouvi isso de Sango quando ela falou isso para Botan. Eu sinto muito, Miroku. Sei que gostava dele.
MIROKU – Embora esteja triste, não estou surpreso. (ele volta a andar) — Desde o momento em que se deixou levar pelo grupo de Natsume, Takeshi sabia que não sairia vivo disso. (ele chega no carro) — Só lamento que ele não conseguiu o que queria. (ele abre a porta do veículo) — Proteger a filha. (ele entra em seu carro) – Cuide de tudo, Koharo.
Mesmo triste com aquela notícia, Miroku precisava se concentrar na pista que descobriu e assim ele liga seu carro para sair dali para ir até ao endereço onde ficava a casa de Ozai e enquanto isso Sesshoumaru batia na porta do quarto de Satsuki, abrindo-a em seguida.
SESSHOUMARU – Querida. Quero que me faça um favor. Tome conta de Sara se ela acordar.
SATSUKI – Claro, pai. (ela sorri) — Rin já tinha me pedido isso.
SESSHOUMARU – Claro. Estou dizendo isso só para reforçar o pedido.
SATSUKI – O senhor vai sair?
SESSHOUMARU – Sim. Eu e seu tio vamos investigar uma coisa por isso quero que tome conta de sua irmã, esta bem?
SATSUKI – Está bem.
Satsuki sorri meio triste o que acaba chamando a atenção de seu pai, que deduziu que aquela tristeza era fruto do resultado da reunião familiar que tiveram mais cedo.
SESSHOUMARU – As coisas estão acontecendo muito rápido para você, Satsuki. (ele se aproxima dela) — Embora não fosse do jeito que sonhei, você vai começar a construir sua própria família. (ele coloca a mão na barriga dela)
SATSUKI – Pai...
SESSHOUMARU – Tudo bem, Sat. (ele beija a testa dela) – Eu sempre estarei aqui se você precisar.
SATSUKI – Obrigada, pai.
SESSHOUMARU – Eu tenho que ir. Seu tio está me esperando.
SATSUKI – Espero que consigam encontrar o que procuram.
Ao ouvir aquelas palavras, Sesshoumaru apenas sorri para depois sair do quarto da filha e ir ao encontro de InuYasha, que o esperava, impacientemente, na sala.
INUYASHA – Não vamos ficar perdendo tempo, Sesshoumaru.
SESSHOUMARU – Já podemos ir.
INUYASHA – Tenho uma arma no porta luvas do meu carro.
SESSHOUMARU – Acha que isso é necessário, InuYasha? Ozai é só um velho.
INUYASHA – Sesshoumaru. Estamos lidando com bandidos. Seja quem for esse Ozai é um sujeito perigoso.
SESSHOUMARU – Mas deixa que eu falo com ele primeiro.
INUYASHA – Ok, mas vamos no meu carro para ganhar tempo.
Depois dessa concordância, Sesshoumaru abre a porta para ele e InuYasha saírem e acaba dando de cara com Maya, que parecia ter acabado de chegar.
SESSHOUMARU – Maya?!
MAYA – Oi senhor Sesshoumaru. (ela olha para InuYasha) – Oi. (depois volta olhar para o pai da amiga) – A Satsuki está?
SESSHOUMARU – Está no quarto dela. Pode subir até lá.
MAYA – Obrigada, senhor.
INUYASHA – Não vamos perder tempo, Sesshoumaru.
SESSHOUMARU – Com licença, Maya. Precisamos ir.
Maya adentra na casa e fica observando Sesshoumaru e InuYasha entrando no carro do segundo. Depois ela fecha a porta e vai até o quarto de Satsuki, que já aguardava sua chegada.
SATSUKI – Oi Maya. (ela fecha a porta do quarto) — Que bom que veio.
MAYA – Oi amiga. Vim assim que pude. (ela se senta na cama) – O que houve depois que seu pai soube da gravidez?
SATSUKI – Eu vou ser direta. (ela se senta ao lado dela) – Shippou me pediu em casamento.
MAYA – Sério?!
SATSUKI – Sim. Ele disse isso em uma reunião familiar mais cedo. Fez isso na frente dos meus pais e dos dele. Disse que faia isso não apenas para assumir sua responsabilidade, mais também porque me ama e quer viver comigo. Tanto que ele deve estar falando com um antigo chefe para que possa trabalhar em tempo integral.
MAYA – Ele fez tudo isso mesmo sabendo que não é o pai de seu filho?
Diante daquela pergunta, Satsuki se levantou da cama para ficar de costas para a amiga, que entendeu perfeitamente o recado.
MAYA – Você não contou?
SATSUKI – Não.
MAYA – Mas por que não?
SATSUKI – Não sei. Eu fiquei com medo, acho. E também acho que ele será um bom pai para meu filho e...
MAYA – Satsuki! Ouça o que está falando! Você está, deliberadamente, mentindo para o cara que diz que ama. E não é uma mentira qualquer. Isso é errado.
SATSUKI – Eu sei que é errado, mas se eu contar a verdade, ele me desprezará e voltará para os braços de Soten. Sabia que ela ainda é muito apaixonada por ele. Você tem que me ajudar nisso e...
MAYA – Eu não tenho que te ajudar nada.
SATSUKI – O que?!
MAYA – Uma coisa é fingir que ele é o pai de seu filho quando ia fazer um aborto. Mesmo errado aquele assunto morria ali, mas eu não posso te ajudar a encobrir isso.
SATSUKI – Maya.
MAYA – Satsuki. Eu vou falar como uma amiga que te conhece bem e quer o seu melhor. Essa mentira vai te martirizar para sempre. Seu casamento com Shippou está fadado ao fracasso. Sim, é bem capaz que ele te despreze, mas será pior se ele descobrir depois, pois acredite nisso amiga. O Shippou não é bobo. Um dia ele descobre.
Mesmo sabendo que no fundo Maya estava certa, Satsuki ficou um pouco revoltada com o que ela chamou de ‘ausência de solidariedade’ por parte da amiga.
SATSUKI – Você se recusa a me ajudar, mas se fosse para ajudar o marginal do seu namorado, não pensaria duas vezes.
MAYA – Não estamos falando do Xolan.
SATSUKI – Mas eu estou falando agora. O Shippou ajudou o Xolan mesmo sabendo que ele fez era errado. Se fosse o contrario, Xolan deixaria Shippou morrer atrás das grades e não faria nada. Eu vivo dizendo que o Xolan não é boa influência para ti, mas você não de dá ouvidos e...
MAYA – Meu caso com Xolan é diferente! O passado dele não afeta os outros. Só a mim. Sem falar que ele está mudando, não está mais envolvido com negócios escusos. Hoje temos uma relação transparente. Ele me conta tudo.
SATSUKI – Te conta tudo?! (ela sorri) – Então é ingênua bastante para acreditar em um marginal e...
MAYA – Já chega, Satsuki! (ela a encara) – Eu tolerei seus insultos contra meu namorado porque o próprio Xolan me aconselhou e também porque você é minha amiga que está passando por um momento difícil na vida, mas agora eu me cansei de agüentar sua prepotência. Tchau.
Depois dessas palavras, Maya sai do quarto para ir embora da casa, mas Satsuki a segue até a sala, pois ainda estava inconformada com a atitude da amiga.
SATSUKI – Prepotência?! Acha-me uma pessoa prepotente?
MAYA – Sim e sabe o que acho?
SATSUKI – Tenho certeza que vai me dizer.
MAYA – Não passa de uma garota preconceituosa, esnobe e mimada que foge de todas as suas obrigações. (ela se afasta) – Agora vejo isso perfeitamente.
Satsuki ouviu calada todo aquele desabafo de Maya. A filha de Sesshoumaru sabia que era merecedora de todos aqueles adjetivos, mas ainda sim mantinha o olhar reprovador á amiga pelo fato desta ter recusado ajuda-la.
SATSUKI – Melhor ir embora mesmo.
MAYA – Eu vou. (ela vai até a porta) – Eu ainda queria ser sua amiga, mas não posso tolerar que ofenda meu namorado.
SATSUKI – Mas é claro. (ironia)
MAYA – E não se preocupe, Satsuki. Não vou contar nada ao Shippou, mas não é porque eu concorde com o que está fazendo, pois não concordo e sim porque você vai se arrepender muito quando ele descobrir a verdade. (ela abre a porta) — Vou assistir sua ruína de camarote.
Depois dessas palavras, Maya sai da casa e Satsuki, irritada, bate a porta com certa violência ao ver a amigar, ou ex-amiga, ir embora. Ela encosta na porta e começa a chorar, pois Maya era amiga á anos. Era muito tempo de amizade para se jogar no lixo, mas foi o que ela fez. A filha de Sesshoumaru estava atordoada pelo sentimento de culpa pelas constantes mentiras.
SATSUKI – O que eu fiz? (coloca as mãos no rosto) – Briguei com minha melhor amiga. Minha única amiga.
Com lágrimas nos olhos, Satsuki não conseguia acreditar no que tinha acabado de fazer e naquele momento ela avista a pequena Sara, já acordada. Concluiu que ela deve ter acordado por causa da discussão de agora pouco. Isso faz com que a jovem se levante do chão, normalize a respiração e enxugue as lágrimas para começar a subir as escadas a fim de ir até a irmã mais nova.
SATSUKI – Ta acordada muito tempo?
SARA – Um pouco. A briga me acordou e...
SATSUKI – Não houve nenhuma briga, Sara. Eu e Maya apenas falamos um pouco alto demais. Coisas de adolescente. Um dia vai saber o que é isso.
Satsuki tentava não revelar á irmã a existência da briga dela com a amiga, mas sentia que não conseguia convencer a pequena Sara, que embora fosse muito novinha não era boba e naquele exato momento o telefone começa a tocar fazendo com que Satsuki atendesse o aparelho.
SATSUKI – Alô.
RIN – Satsuki, sou eu. Queria saber se a Sara ainda está dormindo.
SATSUKI – Ela acabou de acordar. (vendo a irmã voltando para o quarto) – Quer falar com ela?
RIN – Não é necessário. Já estou voltando para casa. O seu pai ainda está aí?
SATSUKI – Ele não está aqui não! Ele saiu com o tio Inu. Pareciam bem apressados e não me disseram aonde iam. Deve ser algo relacionado com a tal Natsume.
RIN – Pode ser. (ela fica pensativa) – Agora tenho que desligar.
SATSUKI – Ta.
RIN – Satsuki. Ainda temos que ter uma conversa sobre sua gravidez.
SATSUKI – O que quer falar sobre ela?
RIN – Quando eu chegar aí, nós conversamos, está bem?
SATSUKI – Claro.
Satsuki coloca o telefone de volta no gancho e fica pensativa sobre o que a madrasta queria falar sobre a gravidez. Imaginou que pudesse ser sobre a realização de exames de pré-natal ou coisa assim. Nem imaginava qual era o verdadeiro assunto e enquanto isso, em uma sala do prédio onde ficava a sede do comete eleitoral, Rin estava decidida a ter uma conversa séria com a enteada, mas naquele momento estava apreensiva com aquele repentino sumiço do marido e do cunhado. Rin nem percebeu a chegada de Kagome.
KAGOME – Tudo certo, amiga. O partido não colocou obstáculo. Você será minha porta-voz, mas você ainda vai ter que fazer um esboço do que pretende fazer.
RIN – Que bom que conseguiu? (sorrindo forçadamente) – Muito bom.
KAGOME – Aconteceu alguma coisa? Parece meio distante.
RIN – Eu acabei de falar com a Satsuki que me disse que Sesshoumaru saiu com InuYasha e não disse aonde ia.
KAGOME – Eles certamente descobriram algo que nos levará ao paradeiro de Natsume.
RIN – É que estou com um mau pressentimento.
KAGOME – Não pense assim, amiga. InuYasha e Sesshoumaru sabem se cuidar.
RIN – Antes de ir quero ligar para ele a fim de me tranqüilizar.
KAGOME – Mas não demore. Os outros membros estão esperando.
Rin apenas sorri para Kagome ao vê-la se afastando e assim ela pega seu celular e começa a discar para o numero do celular do marido, que naquele momento estava sentado no banco do carona do carro guiado por InuYasha. Ambos estavam indo para o endereço onde se localizava a casa de Ozai, espião no jornal. Sesshoumaru atende o aparelho.
SESSHOUMARU – Alô.
RIN – Sou eu, amor. Onde você está?
SESSHOUMARU – InuYasha e eu estamos á caminho da casa de Ozai. Ele é espião de Natsume e certamente sabe onde ela está.
RIN – Ozai?! Está falando do faxineiro que trabalha no jornal?
SESSHOUMARU – Sim, ele mesmo. Deve ter sido por causa dele que Momiji foi assassinada.
RIN – Isso é bom, mas amor, isso está ficando perigoso. Não acha melhor entregar essa informação á polícia? Sango pode resolver isso e...
SESSHOUMARU – Sango e o departamento de polícia estão sobrecarregados. Não podemos confiar na Agência Imperial. Por isso vamos ter que agir nós mesmos. Nossas famílias nunca dormiram em paz. Sem falar que Ozai é só um velho. Duvido que ele represente algum perigo para nós.
RIN – Eu sei, eu sei, mas estou apenas pedindo que tenha cuidado. Pense nas suas filhas e em mim.
SESSHOUMARU – Em penso em vocês o tempo todo. Vocês são a razão da minha vida. Terei cuidado.
RIN – Ok. (ela respira fundo) – Avisarei a Kagome que vocês estão bem. Ligue-me se souber de algo. Eu te amo.
SESSHOUMARU – Também te amo.
Depois de falar com a esposa, Sesshoumaru desliga seu celular. Ele estava muito ansioso para que Natsume fosse capturada.
SESSHOUMARU – Ainda falta muito?
INUYASHA – Já estamos quase lá. (ele faz uma pausa antes de voltar a falar) – Ainda acha que Ozai não é perigoso?
SESSHOUMARU – É eu acho. Aposto que Natsume não esperava que qualquer um de nós soubesse de Ozai tão rápido.
INUYASHA – Mesmo assim melhor nós termos cuidado. Já vi muita coisa surpreendente nesses dias.
Embora estivesse ansioso, Sesshoumaru parecia mais tranqüilo do que InuYasha e enquanto isso no departamento de polícia, Botan tentava processar as informações de acabara de receber de que, provavelmente, sua irmã tenha sido morta por uma conspiração. Ela era amparada por Gakusajin sob a observação de Sango e Azuma.
BOTAN – Vocês não sabem de mais nada?
SANGO – A única coisa que sabemos é que a cabeça dessa conspiração é Natsume, ex. amante de Naraku.
AZUMA – E com Ling morta não temos pista nenhuma.
BOTAN – E vocês não estão fazendo nada para capturar essa bandida?
AZUMA – Infelizmente não podemos fazer nada, pois a Agência Imperial assumiu o caso. Se quiserem saber de alguma informação, só com eles.
GAKUSAJIN – Entendo. (ele se aproxima dos policiais) – Sei que vocês têm muito trabalho. Não vamos mais atrapalha-los. (ele estende a mão para um cumprimento) – Obrigado pela atenção.
AZUMA – Claro, senhor. (aceitando o cumprimento) – Se soubemos de algo, o senhor será informado.
BOTAN – Obrigado.
Gakusajin e Botan saem da sala deixando Azuma e Sango a sós. Eles não podiam deixar de sentir pena da irmã de Momiji e naquele momento Guy entra na sala.
GUY – Vocês não sabem da novidade.
AZUMA – O que foi, Guy?
GUY – Eu acabei de receber uma ligação da Agência Imperial pedindo mais detalhes sobre a morte dela.
AZUMA – Por quê?
GUY – Eles não estão convictos de que Ling se matou.
SANGO – Vamos até lá. Podemos ajudar na investigação e...
AZUMA – Sango! Esse pedido é algo burocrático. Essa investigação é da Agência Imperial. Se eles quiserem nossa ajuda irão nos chamar.
SANGO – É por isso que não devemos perder tempo. Você não entende? Se Ling não se matou é porque ela foi morta. Precisamos saber em que circunstâncias isso aconteceu.
AZUMA – Você não pode aparecer por lá de repente. Não vão deixá-la entrar. Vou ligar para Abi e argumentar que sua presença pode ajudar.
SANGO – Eu vou com você.
GUY – Ah sim! Capitão. Tem um rapaz querendo falar com você. Ele disse que veio á pedido da sua esposa.
Os três vão a porta e olham um rapaz que aparentava ter uns 20 anos de idade. Ele estava sentado aguardando ser chamado.
AZUMA – Deve ser o rapaz que Ayumi me falou. Ela me indicou através da Eri. Ele é filho de uma cliente dela. (ele olha para Guy) — Ele está aqui para fazer o serviço que era de Koharo.
GUY – Entendo.
SANGO – Azuma! Esse rapaz é confiável?
AZUMA – Eu chequei o histórico dele, liguei para alguns conhecidos meus e todos falaram bem dele.
SANGO – Não é que não confio em você, Azuma, mas eu mesmo quero investigar o histórico desse rapaz.
AZUMA – Não acho isso necessário, pois ele só vai fazer trabalhos burocráticos.
SANGO – Ainda sim prefiro investigar. Não quero arriscar.
AZUMA – Como quiser. O nome dele é Nomer. (ele olha para Guy) – Guy, volte a examinar a lista de suspeitos do caso do estrangulador, já que Sango investigará Nomer.
GUY – Já estou indo.
Guy e Sango saem da sala e observam Nomer que naquele momento foi chamado por Azuma para que entrasse na sala dele e enquanto isso Ozai, de carro, se dirigia para sua casa. Ele falava ao telefone com Natsume.
OZAI – Tem certeza que minha missão acabou?
NATSUME – Tenho sim. Você já foi de grande ajuda com Momiji sem falar que levou as coordenadas para Ryoma.
OZAI – E como vou saber que as agências de investigação não têm meu nome?
NATSUME – Você era um simples faxineiro. Não tem como ligá-lo á mim, sem falar que a polícia não sabe nada de você, mas mesmo assim, antes de fugir, melhor será você destruir todas as evidências de sua estada no Diário da manhã.
OZAI – E depois disso eu quero sair o mais rápido possível do país. Ainda mais depois que você conseguir cumprir sua missão.
NATSUME – Como quiser.
Ozai desliga seu celular. Ele estava um pouco nervoso como se estivesse com a sensação de que estava prestes a ser desmascarado. Ele finalmente estaciona seu carro ao chegar na sua residência, mas o que ele não sabia era que, dentro de um carro ali perto, InuYasha e Sesshoumaru estavam observando-o.
SESSHOUMARU – É ele.
INUYASHA – Não vamos mais perder tempo. (ele pega sua arma no porta luvas)
SESSHOUMARU – Acha mesmo isso necessário? (vendo o revolver)
INUYASHA – Eu duvido que ele vá falar a localização de Natsume por livre e espontânea vontade.
Depois desse argumento InuYasha saiu do carro e Sesshoumaru fez o mesmo e assim ambos foram até Ozai que se surpreendeu com aquela visita tão inesperada. Ainda mais com InuYasha lhe apontando uma arma.
OZAI – O que é isso?
INUYASHA – Você sabe muito bem o que é. Nós já sabemos para quem trabalha.
OZAI – Senhor Sesshoumaru, eu...
SESSHOUMARU – Já sabemos de tudo, Ozai. Sabemos da conta com o dinheiro que recebeu de Natsume. Acabou para você, meu velho.
Ozai estava apavorado. Ele sabia que tinha sido apanhado, mas mesmo assim não daria o braço a torcer.
OZAI – Eu não sei do que estão falando e...
INUYASHA – Já chega! (ele aponta a arma contra a cabeça de Ozai) – Onde está Natsume?
OZAI – Eu não vou falar nada.
INUYASHA – A corja para quem trabalha tentou matar minha esposa, portanto não pense que não tenho coragem de atirar, pois eu tenho.
OZAI – Querem saber a verdade? Vocês todos merecem o que está acontecendo e vão se arrepender muito mais ainda. Vocês e suas famílias.
SESSHOUMARU – O que pensam em fazer com nossas famílias? (ele o agarra pelo colarinho) – Vai falar o que sua chefa quer tanto com a gente.
OZAI – Não vou falar nada.
INUYASHA – Isso é o que vamos ver. (ele abaixa a arma)
SESSHOUMARU – InuYasha. Ele deve ter algum computador em casa onde ele guarda os registros de todas as transações que fez. Shippou pode dar uma olhada.
INUYASHA – Boa idéia. (ele da a arma para Sesshoumaru) – Fique de olho nele enquanto ligo para Shippou.
SESSHOUMARU – Ok. (ele aponta a arma contra Ozai) – Vamos logo.
InuYasha observa o irmão levando Ozai para a entrada da casa enquanto pega seu celular para ligar para Shippou a fim deste olhar o computador do espião, mas antes que ele pudesse começar a discar a casa de Ozai explode jogando o mesmo e Sesshoumaru longe, ambos desacordados. InuYasha como estava um pouco mais distante não sofre nada, mas se desespera ao ver o estado do irmão.
Próximo capítulo = O início da missão derradeira – parte 3
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