Noite sem Fim
77 O início da missão derradeira - parte 3
Devido à explosão da casa, InuYasha estava telefonando para a emergência a fim de que viesse o mais rápido possível para que socorressem Sesshoumaru e Ozai. Depois disso ele foi até o irmão, que estava muito ferido, mas consciente.
INUYASHA – Calma Sesshoumaru. A ajuda está á caminho.
SESSHOUMARU – Eu...
INUYASHA – Não fale, Sesshoumaru. Poupe suas forças.
Imediatamente InuYasha pega seu celular para ligar para o serviço de emergência e naquele exato momento um carro estaciona ali perto. Era Miroku, que desce do veículo assim que avista InuYasha ao lado de seu irmão.
MIROKU – Por Kami, o que houve aqui?
INUYASHA – Tentaram matar Ozai. Estou chamando a emergência.
Enquanto InuYasha ligava pedindo que uma ambulância fosse ao local, Miroku avista olha para Ozai que, assim como Sesshoumaru, estava ferido gravemente, ainda sim consciente. Depois Miroku observou a casa totalmente destruída. Aquilo era obra de Natsume sem dúvida nenhuma.
INUYASHA – Já chamei ajuda. Eles logo estarão aqui.
MIROKU – Ótimo, mas me explica agora como isso aconteceu.
INUYASHA – Nós interceptamos Ozai antes que ele entrasse e aí eu fiquei aqui fora para ligar para Shippou enquanto Sesshoumaru levava Ozai para dentro. Certamente o grupo de Natsume implantou um mecanismo de autodestruição que deve ter sido ativado ao abrir a porta.
MIROKU – O que significa que queriam matar Ozai.
INUYASHA – Significa bem mais do que isso. (eles vão até onde Ozai estava caído) — Significa que ele tem uma informação importante.
MIROKU — Talvez a localização do esconderijo de Natsume.
Tanto InuYasha quanto Miroku se agacham para poder falar com Ozai, que estava deitado e muito ferido.
INUYASHA – O senhor não é bobo. Sabe muito bem que foi Natsume que provocou essa explosão. Não vai querer que ela se de bem depois disso, não?
OZAI – O... que... quer... saber?
MIROKU – Onde é o esconderijo de Natsume?
OZAI – Eu... não... sei.
INUYASHA – Está mentindo! Natsume tentou te matar porque tinha uma informação valiosa que não queria que caísse em outras mãos. Só pode ser o esconderijo dela.
OZAI – Deve ser... (ele tosse sangue) – O que... levei á Ryoma... (tossindo ainda mais)
INUYASHA – O que você levou á Ryoma?! Anda! Fale!
MIROKU – Ele está entrando em choque.
INUYASHA – Ele está quase falando. (ele volta a olhar para Ozai) – Me diga o que levou a Ryoma.
OZAI – 7... 6... 4... 6... 5... 9... 6... 0...
INUYASHA – O que são esses números?
OZAI – Coor...de...na...das...
INUYASHA – Coordenadas?! São coordenas? Mas de coordenas de que? Fale.
Infelizmente Ozai estava perdendo a consciência e naquele exato momento chegou uma ambulância e de dentro delas saíram vários para-médicos que logo foram tratar tanto de Sesshoumaru quanto de Ozai.
PARAMÉDICO – Preciso que os dois se afastem, sim.
InuYasha e Miroku se afastam um pouco para que os para-médicos trabalhassem. O marido de Kagome pegou novamente seu celular deixando o amigo curioso.
MIROKU – Vai ligar para Rin e contar o que houve com Sesshoumaru?
INUYASHA – Vou ligar sim, mas não agora. Estou ligando para outra pessoa.
MIROKU – Ok. Enquanto faz isso, vou verificar o carro de Ozai antes que a polícia chegue.
INUYASHA – Boa idéia. Faça isso.
Discando seu celular, InuYasha estava ligando para o numero do celular de Shippou, que naquele momento estava saindo de uma escola de informática onde pretendia trabalhar como supervisor.
SHIPPOU – Alô.
INUYASHA – Shippou, sou eu.
SHIPPOU – Oi InuYasha. Fique sabendo que consegui convencer meu antigo patrão a me contratar. Ele sabe da minha competência.
INUYASHA – Fico feliz por você, filho. Shippou, preciso que faça um favor para mim.
SHIPPOU – Pode falar.
INUYASHA – Está com seu laptop?
SHIPPOU – Não! Eu o deixei em casa.
INUYASHA – Ok, quero que volte para lá imediatamente. Preciso que verifique uma coisa para mim e...
SHIPPOU – Tem dois problemas, InuYasha. Um, eu estou sem transporte e dois, eu tenho que pegar o Genku na escola. Eu tenho que estar lá para assinar a liberação como responsável. Kagome conta com isso.
INUYASHA – Droga! Eu tinha me esquecido completamente disso.
SHIPPOU – Mas eu não. O que quer que eu faça?
INUYASHA — Aguarde
Sem desligar o celular, InuYasha vai até Miroku, que ainda não tinha começado a vasculhar o carro de Ozai.
INUYASHA – Miroku, eu preciso que o Shippou verifique as coordenas no laptop dele, mas ele o deixou em casa e nesse momento ele está em uma escola de informática.
MIROKU – É só manda-lo voltar.
INUYASHA – Não dá. Ele precisa pegar o Genku na escola e precisa ir antecipadamente para assinar como responsável para poder pegá-lo. Isso vai levar muito tempo, talvez um tempo que não temos. Precisamos verificar essas coordenas imediatamente. Você não tem alguma idéia.
MIROKU – Na verdade tenho sim. Pode falar para o Shippou ir para casa. Eu cuido do resto.
InuYasha não perguntou como Miroku iria resolver aquilo, mas mesmo assim informou á Shippou que ele poderia voltar imediatamente para casa e enquanto isso no departamento de polícia, Guy foi falar com Sango, que naquele momento estava sentada á sua mesa mexendo no computador.
GUY – Tenho novidades.
SANGO – O que foi?
GUY – Finalmente consegui confirmar que todas as vítimas do estrangulador realizavam encontros pela internet.
SANGO – E isso ajuda como?
GUY – Eu enviei esses dados á Segurança Interna a fim de que eles façam o cruzamento das informações. Eles tem mais recursos que nós. Podem fazer uma pesquisa bem mais detalhada. Daqui á uma hora eles me entregam uma lista de suspeitos.
SANGO – Isso é muito bom. Espero que dê certo. Precisamos livrar as mulheres indefesas desse lunático assassino.
GUY – Concordo. (ele olha para a tela do computador) – Conseguiu descobrir algo de errado sobre o tal Nomer?
SANGO – Tudo que o Azuma disse, confere. (ela se levanta) – Ele só é um jovem estudante cursando a universidade.
GUY – Verificar o histórico desse rapaz foi mesmo necessário?
SANGO – A conspiração de Natsume envolveu até meu ex. noivo. Não vou cometer um novo erro.
Sango falava isso ao mesmo tempo em que observava a sala de Azuma onde estavam o próprio capitão e Nomer. A detetive vai até lá e quando entra na sala faz um sinal de positivo para Azuma. Sinal que não é visto por Nomer já que este estava de costas para Sango.
AZUMA – Nomer, essa é a detetive Sango. Ela trabalha nesse departamento.
NOMER – Muito prazer, detetive.
SANGO – Prazer é meu. (ela olha para Azuma) – Guy tem novidades sobre o caso do estrangulador.
AZUMA – Eu verei isso mais tarde.
Depois de falar isso, Sango sai da sala e deixa Azuma á sós com Nomer, que parecia bem ansioso por trabalhar naquele lugar.
AZUMA – Nomer, eu quero que saiba que não está trabalhando aqui só porque minha esposa pediu, mais também por suas qualificações.
NOMER – Obrigado, capitão.
AZUMA – Como é civil vai apenas fazer trabalhos burocráticos e com pouco acesso á informações das investigações.
NOMER – Claro. Entendi perfeitamente senhor.
AZUMA – Ótimo. Agora vá ao RH no andar debaixo e regularize sua situação.
Nomer se levanta de sua cadeira para fazer o que o capitão lhe pediu. Ao observar o rapaz se afastando, Azuma pensou o quanto ele seria útil o que o fez lembrar de como o trabalho de Koharo fazia falta e enquanto isso no comitê eleitoral do partido trabalhista, Kagome e Rin estavam de saída depois do fim da reunião.
RIN – Onde está Tanuki? Pensei que ele ia ficar para me dar uma carona para casa.
KAGOME – Não sei onde Tanuki está, mas eu estou com o carro oficial do partido. Posso te dar uma carona.
RIN – Mas isso não vai atrapalhar sua agenda de candidata?
KAGOME – Não atrapalha em nada. (ela sorri) — Daqui para frente será assim. Coisas da política.
RIN – Por falar em política, é bom ter cuidado com aquele seu vice.
KAGOME – Eu terei.
Kagome sorria para a amiga tentando demonstrar que não era nenhuma ingênua e sabia da situação em que estava e naquele exato momento em que ambas estavam prestes a entrar no elevador, Ungai aparece diante delas.
KAGOME – Senhor Ungai?!
UNGAI – Podemos conversar?
KAGOME – Mas...
UNGAI – Não vai demorar nada
KAGOME – Está bem. (ela olha para Rin) – Vá à frente, Rin. Depois te alcanço.
RIN – Estarei esperando lá embaixo.
E assim Rin entra no elevador deixando Kagome na companhia de Ungai, o vice da chapa dela. A esposa de InuYasha estava curiosa para saber o assunto.
KAGOME – O que quer, senhor Ungai?
UNGAI – Eu fiquei sabendo que a senhora se recusa a usar o envolvimento da secretária de Ryukosei na morte da irmã de Botan contra a candidatura dele.
KAGOME – Correto!
UNGAI – Eu acho que isso é um erro estratégico da senhora. Temos uma bomba contra nosso inimigo e devemos usar e...
KAGOME – O envolvimento do prefeito não está claro, senhor Ungai. (ela respira fundo) – E além disso fazer ataques pessoais não faz meu estilo.
UNGAI – Eu fiz uma consulta com os membros do comitê e a maioria tem uma opinião parecida com a minha.
KAGOME – Mas acontece que eu sou a candidata. É minha opinião que conta. (ela o encara) – Senhor Ungai. Sei perfeitamente que ficou inconformado com a minha indicação. Sei que sua pretensão era de substituir Gakusajin nas prévias, mas isso agora é passado e não pode ser mudado.
UNGAI – Eu sei disso e é por isso que, como partidário, quero o melhor para nosso partido. Precisamos retomar o controle da cidade.
KAGOME – Estamos juntos nessa, senhor Ungai, mas a minha decisão é irreversível.
UNGAI – Estou desapontado, mas não surpreso com essa sua decisão, portanto não se surpreenda se houver conseqüências.
KAGOME – Isso é uma ameaça, senhor Ungai?
UNGAI – Senhora Kagome, eu não faço ameaças. Só digo como as coisas realmente são.
Depois dessas palavras, Kagome se dirige para o elevador se afastando de Ungai, que ficou visivelmente irritado e contrariado com a atitude da candidata oficial do partido. Chegando ao estacionamento, Kagome vê uma cena que chama sua atenção. Era Rin, visivelmente perturbada e aos prantos, falando no celular. Ela foi até a co-cunhada que tinha acabado de desligar o aparelho.
KAGOME – O que foi, Rin?
RIN – Kagome, eu preciso que me leve ao Hospital Memorial.
KAGOME – Mas o que houve?
RIN – É o Sesshoumaru. (ela tentava controlar o choro) – Meu marido está mal. No caminho eu conto os detalhes, mas não vamos perder tempo.
E sem perder mais tempo Kagome ordenou ao motorista, de seu carro oficial, que as levassem para o Hospital Memorial. Rin tinha recebido uma ligação de InuYasha que contou á ela o ocorrido no local. Naquele momento InuYasha acompanhava os para-médicos levando Sesshoumaru na maca onde o mesmo estava imobilizado.
INUYASHA – Sesshoumaru! Eu já falei com Rin e ela está indo te encontrar e...
PARAMÉDICO – Ele não pode te ouvir. Nós tivemos que seda-lo. Os ferimentos são graves. Sinto muito.
INUYASHA – Claro. A esposa dele já está indo ao hospital.
Totalmente impotente, InuYasha observava os para-médicos colocando o irmão na ambulância e naquele momento Miroku se aproxima dele.
MIROKU – Espero que seu irmão fique bem.
INUYASHA – Eu também espero. Eu iria com ele, mas acho que minha presença é mais importante aqui. Tenho certeza que se Sesshoumaru estivesse consciente, pensaria igual.
MIROKU – InuYasha.
INUYASHA – O que foi?
MIROKU – Ozai não resistiu. Ele está morto.
INUYASHA – Entendo. (ele respira fundo e olha ao redor) – Acha que isso aconteceu porque o pressionamos muito?
MIROKU – Provavelmente sim, mas não temos tempo de aplacar nossas culpas.
INUYASHA – Concordo.
MIROKU – E por falar em Ozai, eu vasculhei o carro dele e achei isso.
Sem chamar a atenção dos para-médicos, que levavam o corpo inerte de Ozai, Miroku mostra a InuYasha um pedaço de papel que na verdade era uma multa por estacionamento em local proibido.
INUYASHA – É só uma multa. Qual a relevância disso?
MIROKU – Preste atenção na data e hora. Ele é de hoje e foi á uma hora.
INUYASHA – Sesshoumaru disse que Ozai não apareceu no jornal então quer dizer que ele estava fazendo algo importante para Natsume.
MIROKU – Sim e provável que Ryoma e as coordenas que Ozai deu tem relação com esse local.
INUYASHA – Vamos pedir ao Shippou para checar isso também e...
MIROKU – Isso desnecessário, meu caro.
Depois de falar isso, Miroku pega seu celular e começa discar para o numero do celular de Sango, que naquele momento estava mostrando á Nomer a sala onde ele iria trabalhar.
SANGO – Como Koharo fazia um trabalho extra-oficial e você veio substituí-la, vai trabalhar em um local improvisado, ok?
NOMER – Tudo bem. A rede de informática desse departamento não suporta unidades remotas mesmo.
SANGO – Parece que você entende de informática. (ela percebe que seu celular estava tocando)
NOMER – Eu quero fazer doutorado nessa área.
SANGO – Parece que vai ser de grande ajuda. (ela olha o visor do seu celular) – Com licença. (ela sai da sala e atende o aparelho) – Miroku?! Aconteceu algo com Tamira?
MIROKU – Não, claro que não! Tamira está bem. Eu a deixei sob os cuidados de Koharo, pois tive que ajudar InuYasha com uma pista.
SANGO – Que pista?
MIROKU – Vou tentar resumir. InuYasha e Sesshoumaru descobriram a identidade de um espião no jornal Diário da manhã e foram até a casa dele, mas ao tentarem entrar a casa explodiu. Ozai, o espião, e Sesshoumaru acabaram se ferindo gravemente. InuYasha não foi atingido e eu cheguei ao local depois da explosão. Ozai acabou morrendo e Sesshoumaru foi levado ao hospital.
SANGO – E lógico que foi Natsume que explodiu a casa.
MIROKU – Exato.
SANGO – Por Kami, mas que loucura. (ela se refaz da notícia) – Então vocês ficaram sem pistas?
MIROKU – É por isso que te liguei. No carro de Ozai encontrei uma multa de estacionamento em local proibido com data e hora muito recente. Quando ainda estava vivo, Ozai mencionou o nome de Ryoma.
SANGO – Você quer o local onde a multa foi aplicada, certo?
MIROKU – Isso, pois provavelmente é o local onde Ryoma deve estar.
SANGO – Tudo bem. Dê-me a data e hora da multa e mais o numero da placa do carro.
Sango pega um pedaço de papel em cima de sua mesa e começa a anotar as informações necessárias para atender ao pedido de Miroku. Depois de tudo anotado, voltou a falar.
SANGO – Esse tipo de informação pode demorar um pouco. Você tem pressa?
MIROKU – Não! Só faça com que essa informação não chegue á Agência Imperial, mas caso precise de urgência pode pedir ajuda a promotora Midoriko.
SANGO – Midoriko?! Confia nela?
MIROKU – Confio. Foi graças á ela que conseguimos identificar o espião no jornal.
SANGO – Pode deixar. Eu cuido de tudo.
MIROKU – Ok, a gente se fala depois e...
SANGO – Miroku! Antes de desligar queria saber como foi o encontro com Tamira.
MIROKU – Eu não pude passar muito tempo com ela, mas pelo pouco que a vi é uma menina adorável. E não estou falando isso porque ela é minha filha. Tamira é uma menina muito inteligente.
SANGO – Ela tem muito de você.
MIROKU – Pelo que eu vi, ela tem muito mais de você. O que é uma boa coisa.
SANGO – Obrigada, não só por esse ultimo elogio, mas por ainda confiar em mim para pedir ajuda.
MIROKU – Não podia pedir isso a outra pessoa. Então até mais.
SANGO – Até.
Miroku desliga seu celular e InuYasha fica olhando bem para o amigo, deixando-o curioso pelo motivo daquele olhar.
MIROKU – O que foi?
INUYASHA – Olha Miroku, eu não tenho nada com sua vida, mas saiba que Sango sofreu muito com sua morte. Ela nunca te esqueceu.
MIROKU – Mesmo?
INUYASHA – Mesmo. (ele coloca a mão no ombro dele) – Pense nisso. Talvez haja uma chance para vocês dois.
InuYasha e Miroku observavam a casa destruída onde não tinha nada o que investigar e enquanto isso Natsume, em seu esconderijo, estava em contato com Ryoma, que estava na companhia de eletricidade.
NATSUME – Meu contato me informou que Ozai foi atingido pela explosão junto com Sesshoumaru. Provavelmente ambos morreram, mas vai demorar um pouco para ter certeza. InuYasha estava com eles.
RYOMA – Não acredito que chegaram até Ozai tão rápido.
NATSUME – Eles só podem ter tido ajuda de alguma agência de investigação.
RYOMA – Isso atrapalha a missão?
NATSUME – De jeito nenhum! Mesmo que Ozai tenha visto as coordenadas, duvido que alguém consiga interpretar nossas intenções. (ela olha para um grupo de homens fortemente armados) – Estamos prontos para ir ao local. Quero cuidar dessa parte pessoalmente.
RYOMA – Já esperava por isso.
NATSUME – Certifique-se de cumprir sua missão.
Natsume, travestida com roupas de combate, desliga seu celular e se dirige ao encontro dos homens armados, que estavam esperando pelas ultimas instruções.
NATSUME – Bem cavalheiros, estamos perto de cumprir a parte mais importante da missão. O tempo é apertado e o risco é alto, mas os benefícios são recompensadores. Alguma dúvida? (os homens mexem negativamente a cabeça) – Ótimo! Aprontem-se.
Natsume sorri e começa a andar para um setor do esconderijo onde ficavam vários furgões que seriam usados como transporte a fim de cumprir a missão. Naquele exato momento, o celular de Natsume começa a tocar. Ao ver no visor ela sabe que se tratava de Elisa, que estava dirigindo um carro.
NATSUME – O que foi?
ELISA – Fiquei sabendo sobre o que fez com o mensageiro Ozai.
NATSUME – Ele era uma ponta solta que tinha que ser aparada.
ELISA – Mas fiquei sabendo que Sesshoumaru se feriu também. Ele e InuYasha sabiam que Ozai era espião. Como eles conseguiram essa informação?
NATSUME – Estou trabalhando nisso. Se eles tiveram ajuda de pessoas ligadas a alguma agência de investigação, eu saberei, mas saiba que não pode ter sido Gatenmaru. Ele não tinha conhecimento de Ozai.
ELISA – Eu sei disso. Ozai não era o mensageiro original, mas o fato deles terem descoberto a ligação de Ozai com você é algo intrigante. InuYasha e companhia devem estar tendo ajuda de alguém. Eu vou ter que verificar isso.
NATSUME – Ótimo. Também poderia cuidar do caso Gatenmaru. Eu mesmo cuidaria do caso, mas estou indo agora mesmo cumprir a ultima parte da missão. Mesmo que Gatenmaru conte algo, agora é tarde demais.
ELISA – Ok, estou indo ao encontro de Ryukosei na prefeitura e chegando lá entro em contato com Haruy e cuidarei disso.
NATSUME – Ótimo! Avise-me de qualquer progresso.
Natsume desliga seu celular e entra em um dos três furgões do local. Todos os veículos partem para o local da missão e enquanto isso, Koharo, dirigindo seu carro, levava Soten e Tamira com ela depois de pegar as duas no parque de diversões á pedido de Miroku.
SOTEN – Koharo.
KOHARO – Sim?
SOTEN – Você não sabe mesmo o que o senhor Miroku queria que o Shippou fizesse?
KOHARO – Primeiro, eu acho que você deveria chamá-lo de pai, pois é isso que ele é agora. Seu pai.
SOTEN – Eu sei.
KOHARO – Segundo, eu não sei mesmo o que Miroku queria que Shippou fizesse por ele. Só sei que é muito importante, tanto que ele pediu que Tanuki o levasse para casa e é por isso que estamos indo á escola de Genku para pega-lo.
TAMIRA – Pensei que a gente ia ficar com a mamãe.
KOHARO – Assim como seu pai, sua mãe também está muito ocupada, portanto acho que as duas ficaram um tempo comigo. (sorrindo ela estaciona o carro) – Chegamos.
Depois de estacionar o carro, Koharo sai do veículo assim como Soten e Tamira. As três andaram até a entrada da escola.
SOTEN – Por curiosidade, quando que vamos resolver aquela questão dos meus estudos?
KOHARO – Depois que pegarmos Genku, iremos resolver isso o quanto antes. (ela mexe na bolsa) – Tenho a documentação toda aqui.
SOTEN – Isso vai ser meio estranho para mim. Estudar depois de cinco anos.
KOHARO – Miroku está muito preocupado com seu futuro e por isso quer tanto que volte a estudar e... Droga!
SOTEN – O que foi, Koharo?
KOHARO – Eu não estou com a documentação necessária para sua inscrição no supletivo! (ela fica pensando) – Eu devo ter esquecido no departamento de polícia quando fui pegar minhas coisas.
SOTEN – Esperar a liberação do Genku pode demorar muito. (ela tem uma idéia) – Eu posso ir até ao departamento pegar essa documentação enquanto você fica. Depois você me pega no departamento. Assim não perdemos tempo.
KOHARO – Está bem.
TAMIRA – Eu também quero ir. Quero ver a mamãe.
SOTEN – Posso levá-la?
KOHARO – Está bem.
TAMIRA – Oba!
KOHARO – Que bom que gostou. (ela pega algum dinheiro na bolsa e o dá á Soten) – Vão de táxi para não perder tempo. Tem um ponto ali perto. Depois cobro seu pai.
SOTEN – Ta.
KOHARO – O capitão Azuma mostrará o local em que trabalhava. Agora vão.
Soten e Tamira se afastam de Koharo para irem ao ponto de táxi e enquanto isso em seu carro, Tanuki, dirigindo seu carro e acompanhado de Shippou, acabava de chegar á casa do rapaz.
SHIPPOU – Valeu, Tanuki. (saindo do carro)
TANUKI – De nada. Depois me avisa se conseguir alguma novidade.
Sem perder mais tempo, Shippou se afasta do veículo para adentrar á sua residência e com incrível velocidade chegou até seu quarto onde imediatamente pegou seu laptop e o abriu. Enquanto o aparelho carregava, Shippou usou seu celular para ligar para o celular de InuYasha, que estava com Miroku nas redondezas da casa de Ozai.
INUYASHA – Finalmente, Shippou.
SHIPPOU – Foi o transito. (ele arrumava as coisas) – Onde você está?
INUYASHA – Estamos na região sul investigando uma pista. Tanuki não contou?
SHIPPOU – Ele não contou muito, mas que falou o que aconteceu com Sesshoumaru. Ele vai ficar bem?
INUYASHA – Espero que sim. Rin e Kagome devem estar indo para o hospital nesse momento. Eu sei que é difícil, mas precisamos nos concentrar, Shippou. (ele olha para Miroku) — Eu estou aqui com Miroku. Vou colocar no viva-voz.
MIROKU – Shippou, você tem condições de localizar um local somente com as coordenadas?
SHIPPOU – Meu laptop tem um programa para isso. É só me dá os números.
INUYASHA – 7646 5960, mas eu não sei qual é a latitude ou longitude.
SHIPPOU – Não se preocupe. (ele digita os números) — Latitude é o primeiro numero. Não vai demorar muito para saber o local.
O programa de computador faz a busca e rapidamente chega á um resultado, que deixou Shippou muito intrigado.
SHIPPOU – Que estranho.
INUYASHA – O que foi, Shippou? Não houve resultado?
SHIPPOU – Não é isso. Chegou á um resultado sim, mas o local é uma reserva natural. Não tem casa, lojas ou qualquer outra coisa. Não há nada lá.
MIROKU – Esquece isso, Shippou. Dê-nos o endereço.
SHIPPOU – Ok! Antiga reserva federal ao norte da cidade, próxima á rua Viper 4887.
INUYASHA – Entendi. Valeu, Shippou.
SHIPPOU – Então nos encontramos lá.
INUYASHA – Não precisa ir e...
SHIPPOU – Não preciso, mas estou mais perto do que vocês.
INUYASHA – Eu não sei o que tem lá. Pode ser perigoso. Não quero você lá e...
SHIPPOU – Não vamos começar com essa história novamente. Eu já sou crescido. Precisa confiar em mim.
MIROKU – Tudo bem, Shippou, mas tem que prometer não fazer nada enquanto não chegarmos.
SHIPPOU – Ok, eu prometo.
MIROKU – InuYasha?
INUYASHA – Está bem,Shippou, mas tenha cuidado. Procure não chamar a atenção de ninguém.
SHIPPOU – Pode deixar.
Depois daquela conversa Shippou desliga seu celular, coloca seu laptop na mochila e vai para o local indicado enquanto InuYasha e Miroku vão ara seus respectivos carros a fim de fazerem a mesma coisa.
Próximo capítulo = A prisão escondida – parte 1
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