Noite sem Fim
47 O dia seguinte - parte 3
No saguão do aeroporto, Rin, que estava com Sara e Genku, observava o avião, em que estavam InuYasha e os outros, aterrissando na pista.
GENKU – Aquele é o avião em que está a mamãe, tia Rin?
RIN – Sim, Genku. Eles logo vão descer.
SARA – Me pega no colo, mamãe.
RIN – Mas como você é preguiçosa, hein?
Rin pega a filha no colo ao mesmo tempo em que olha os vários agentes imperiais, que também estavam aguardando a chegada de Kagome. Aquilo tudo era devido á ameaça a sua vida com a revelação de que Miroku estava vivo. Naquele momento Rin percebe a chegada de Sango no local passando no meio dos vários agentes imperiais.
RIN – Olá, Sango.
SANGO – Oi. (ela olha para as crianças) – Oi.
GENKU – Onde está Tamira.
SANGO – No departamento. Com Koharo.
GENKU – Ah ta. (meio triste)
SANGO – Ta mesmo. (ela volta a olhar para Rin) — Ainda bem que cheguei á tempo.
RIN – Pensei que estava de serviço e que não poderia vir.
SANGO – Eu e Guy estávamos falando com alguns suspeitos aqui perto e por isso resolvi dar uma passada. (ela fica com um olhar triste) – Eu tenho que dar a notícia para Kagome.
RIN – Sei.
Rin sabia que era difícil para Sango admitir que Miroku estivesse querendo matar Kagome, mas a amiga precisava saber disso por ela e assim elas voltam suas vistas para a pista do aeroporto onde vários passageiros já tinham descido do avião. Elas procuravam, com os olhos, os amigos até que os avistam chegando ao saguão carregando algumas malas, mas algo chamou a atenção de todos.
GENKU – Quem é aquela moça de mãos dadas com o mano Shippou?
RIN – Não sei. (não reconhecendo a moça)
SANGO – Isso não importa. Vamos até lá.
Sango fala com o líder dos agentes imperiais para que tivessem permissão de se aproximar de Kagome e contar a história para ela e assim Genku logo vai correndo para abraçar Kagome.
GENKU – Eu senti saudades, mamãe.
KAGOME – Mas foi só um dia, Genku. Não foi tanto tempo.
GENKU – Mesmo assim. (InuYasha passa a mão na cabeça do menino)
INUYASHA – E aí, Genku? Se comportou enquanto estivemos fora?
GENKU – Pergunte para a tia Rin. (eles olham para Rin, Sara e Sango)
RIN – Se comportou sim.
Rin sorri e depois coloca Sara no chão para em seguida abraçar Kagome e InuYasha enquanto eram observados por Sango um pouco mais distante.
RIN – Espero que tenham feito uma boa viagem.
KAGOME – Fizemos sim.
INUYASHA – Temos muitas novidades para contar. (sorrindo e depois percebendo Sango) – Sango?! Quase não te vi.
SANGO – Oi. (meio sem graça)
KAGOME – Tem uma enorme surpresa para você.
SANGO – Eu também tenho uma surpresa para você, Kagome. E das grandes.
KAGOME – Mas duvido que seja maior que a minha. (ela olha para trás e chama o filho) – Vem cá, Shippou.
Shippou, que tinha ficado um pouco para trás devido ás malas que carregava, atendeu ao chamado da mãe adotiva e se aproximou de mãos dadas com uma jovem que chamou a atenção de Sango e Rin.
SHIPPOU – Não a estão reconhecendo? Faz cinco anos que não a vêem. (a detetive reconhece)
SANGO – Soten?! É você mesma?
SOTEN – Oi. (ela se curva) – Faz tempo que não nos vemos.
RIN – Poxa! Ela já está uma moça.
SHIPPOU – Genku. (ele olha para o irmão) – Você não vai se lembrar dela, mas Soten já foi sua babá e por algum tempo cuidou de você.
GENKU – Mesmo? (depois olhando para Soten)
SOTEN – O Genku já está um rapazinho. (ela acaricia a cabeça dele) – Isso me traz tantas lembranças.
Depois das devidas apresentações, Kagome explicou para Sango com eles tinham encontrado Soten na China e explicando também que não era ela que fornecia as mensagens para Shippou.
SANGO – Isso é uma pena.
KAGOME – Mas com Soten aqui, você poderá usar o dinheiro para operar Tamira.
SOTEN – Eles me contaram que essa minha irmãzinha tem uma saúde frágil e por isso pode contar com minha colaboração. (sorrindo)
SANGO – Irmãzinha? (depois ela se toca) – Mas é claro! Você foi registrada como filha de Miroku. Eu tinha me esquecido.
SOTEN – Por falar nisso, você deve ter sofrido muito com a morte dele, não?
A pergunta feita por Soten deixou Sango sem palavras e com um olhar triste o que chamou a atenção de InuYasha, Kagome e Shippou.
KAGOME – O que foi, Sango?
SANGO – Eu tenho que contar algo á vocês. Principalmente á você, Kagome. (ela olha para a amiga) – O aparecimento de Soten é realmente uma grande surpresa, mas a minha é ainda maior. (ela olha para Rin) – Pode ficar com as crianças?
RIN – Ta.
SOTEN – Pode deixar que fico de olho nelas e...
SANGO – O assunto diz respeito á você também, Soten.
Entendendo o recado, Rin fica com Sara e Genku enquanto os outros vão para um local mais afastado onde Sango conta que não só Miroku está vivo, mas que ele é o mascarado que lutou contra InuYasha e Shippou.
INUYASHA – Do que está falando, Sango? Miroku está morto. O carro, onde ele estava dentro, explodiu.
SANGO – As digitais conferem e o tumulo dele está vazio. Foi difícil também para eu admitir, mas é o Miroku.
KAGOME – Mas isso não faz sentido. Por que Miroku se escondeu durante esses cinco anos? E por que quer me matar sabendo quem é Zuza?
SANGO – Eu não sei, mas sei que essa lista que tem, InuYasha, é inútil, pois sabemos quem é o mascarado.
INUYASHA – É por isso que o mascarado tinha a mesma técnica de luta. Miroku usou os ensinamentos do Mestre Zhi.
KAGOME – É por isso que tem esse batalhão de agentes?
SANGO – Sim. Eles sabem que é hoje que você participa da convenção do partido trabalhista.
KAGOME – E estou meio zonza. Ainda tenho que assimilar essa informação.
INUYASHA – Você não acha melhor desistir dessa campanha e...?
KAGOME – Não! Eu não vou me abater por isso. (ela fica com um olhar firme) – Miroku fazia parte do partido trabalhista, portanto tenho que ir para lá e ver como isso afeta a convenção.
SHIPPOU – Nós vamos com você e...
KAGOME – Não! Eu vou com os agentes. Vocês voltem para casa e vejam como está o restaurante.
INUYASHA – Mas...
KAGOME – Isso não é um debate, InuYasha. Agora vão e levem as malas.
Sabendo da urgência em se reunir com o partido trabalhista devido á aquela revelação, Kagome não tinha mais tempo a perder e por isso se juntou aos agentes imperiais para ser escoltada até a sede do partido deixando os outros para trás. Nesse momento Rin e as crianças já tinham se juntado ao demais.
INUYASHA – Eu queria ficar com Kagome nessa hora.
SANGO – Ela está protegida com os agentes imperiais, mas se querem proteger mesmo Kagome é melhor descobrirmos onde estão Natsume, Kageroumaru, Zuza e... E Miroku.
SHIPPOU – E como vamos fazer isso?
SANGO – Eu quero que vocês falem com Onigumo. Ele conseguiu algumas informações sobre uma conta secreta do extinto Grupo Naraku que provavelmente está sendo usada por Natsume para financiar essa conspiração. Vocês podem ajudá-lo a descobrir alguma pista que nos leve até eles.
INUYASHA – Também vamos investigar a origem do telefonema que eu recebi na China, mas é provável que ela veio daqui do Japão.
Sango percebe que Soten ainda não tinha se manifestado depois da revelação de que Miroku ainda estava vivo. A detetive concluiu que a jovem ficou abalada com a notícia.
SANGO – Você está bem?
SOTEN – Eu não sei o que dizer. Eu não sei o que pensar. Primeiro eu o odiei por pensar que tinha me abandonado no templo, mas depois soube que ele tinha morrido e por isso não apareceu, mas agora vem você e me diz que ele está vivo e que enganou todo mundo esse tempo todo.
SANGO – Não foi fácil para mim também.
SHIPPOU – Soten! Você sabe que temos que pegá-lo antes que ele machuque Kagome, não é?
INUYASHA – Ela sabe, Shippou, mas isso não torna as coisas mais fáceis.
InuYasha olha com um pouco de pena para Soten e depois coloca a mão no ombro de Sango. Ele sabia que para a detetive aquilo não era fácil.
INUYASHA – Vamos para casa e depois contamos o que descobrimos.
SANGO – Ótimo. (ela olha para o relógio de pulso) – Eu tenho que voltar ao departamento. O pior é ter que deixar Tamira com Koharo.
RIN – Eu poderia ficar com ela, mas tenho uma sessão com a doutora Nodori.
SOTEN – Eu poderia cuidar dela se você quiser, Sango.
SANGO – Sério?!
SOTEN – Claro! Apesar de tudo, ela é minha irmã agora.
SANGO – InuYasha! Shippou! A Soten vem comigo então. (ela segura a mão da jovem) – Vamos, pois não temos tempo a perder.
SOTEN – Mas e as minhas coisas?
SANGO – Eles levam para meu apartamento depois.
Soten fazia sinais de despedidas para os outros enquanto era praticamente arrastada por Sango para fora do aeroporto.
GENKU – Eu ouvi direito ou essa moça chamou a Tamira de irmã.
SHIPPOU – Isso mesmo, mas a gente fala nisso depois. (ele olha para as várias malas que pertenciam á Soten e Kagome) – Sobrou para nós mesmo.
INUYASHA – E acha que não percebi. (ele olha para Rin) – Pode deixar o Genku com a gente, Rin e obrigado por tomar conta dele.
RIN – De nada e... (ela se lembra de algo) – Ah sim! Shippou.
SHIPPOU – Sim? (já com as malas á mão)
RIN – Satsuki pediu para falar com você.
SHIPPOU – Satsuki quer falar comigo? Achei que nunca mais queria ver minha cara.
RIN – Eu só passei o recado. (ela pega a filha no colo) – Você vai?
SHIPPOU – Se ela quer tanto falar comigo, que vá à minha casa e...
RIN – Ela foi hospitalizada ontem, mas ela está bem. Já está lá em casa. (ela respira fundo) — Esse é uma coisa que ela te explica quando falar com ela pessoalmente.
SHIPPOU – Ta. Eu apareço por lá depois.
RIN – Então eu vou indo.
Rin, carregando Sara no colo, se afasta dos dois que ficaram para carregar as malas.
SHIPPOU – O que acha que aconteceu com Satsuki?
INUYASHA – Eu não sei, mas ouviu Rin. Ela está bem, portanto você pode vê-la depois. Vamos ir para casa e em seguida falar com Onigumo.
SHIPPOU – E Miroku? (falando baixo para Genku não escutar)
INUYASHA – Ele deve ter treinado duro, esses cinco anos. Ele está incrivelmente forte. Precisamos tomar todo cuidado e proteger Kagome.
InuYasha estava muito preocupado com a vida da esposa ainda mais agora que sabe que Miroku está por trás disso e enquanto isso no complexo militar, Ryoma era recebido por Natsume enquanto eram observados por Kageroumaru.
RYOMA – O que quer de mim afinal de contas?
NATSUME – Eu preciso dois favores.
RYOMA – Favores?! Meus favores custam caro.
KAGEROUMARU – Ora seu! Nós te tiramos da cadeia. Depois que fizer o serviço, ficará livre, pois não é um foragido. Você ganhou uma liberdade oficial.
RYOMA – Mesmo assim eu quero ser pago. Eu sei que querem muito meus serviços. Ou me pagam ou nada feito.
KAGEROUMARU – Nós deveríamos matá-lo e...
RYOMA – Mas não vão, pois precisam de mim. (ele volta a olhar para Natsume) – A questão é para que?
NATSUME – Você sempre foi esperto, Ryoma. (ela sorri) – Tudo bem. Será pago. O preço é baixo se comparado ao benefício.
RYOMA – Agora estamos falando a mesma língua. Dinheiro. Quais são os favores?
NATSUME – O primeiro é se passar por um agente imperial e conseguir o registro telefônico de um banco. (ela dá um pedaço de papel) – Esse é o dia e a hora exatos do telefonema. É de um homem chamado Gatenmaru. Quero saber para quem ele ligou.
RYOMA – A Agência Imperial ainda não teve acesso á esse registro?
NATSUME – Ainda não, mas segundo minhas fontes, isso não vai demorar a acontecer. Por isso quero que pegue esses antes deles.
RYOMA – Isso vai ser fácil desde que me forneça documentos falsificados.
NATSUME – Isso será providenciado.
RYOMA – E o outro favor que quer de mim?
NATSUME – Complete primeiro essa missão e depois falarei. (ela o encara) – Nem seja bobo de tentar fugir, pois sabe se eu consegui te tirar da cadeia, consigo ir atrás de você.
RYOMA – Ok.
NATSUME – Ótimo. (ela olha para Kageroumaru) – Leve-o para se preparar para a missão.
KAGEROUMARU – Sim senhora.
Kageroumaru leva Ryoma para outro lugar enquanto Natsume vai para uma sala onde estão Zuza e Miroku. Ela da um celular para Miroku.
NATSUME – Tome.
MIROKU – Ainda fica verificando as ligações que faço?
NATSUME – É precaução. Não quero nenhuma surpresa. Se ligar para alguém, eu vou saber.
ZUZA – E Kagome?
NATSUME – Minhas fontes informaram que Kagome acabou de retornar á Tóquio. Ela está indo para a sede do partido trabalhista.
ZUZA – Mas está cercada de agentes imperiais. (irritado) – Como pensa em matá-la, Miroku?
MIROKU – Eu já disse para você que quanto mais gente estiver protegendo Kagome, mais fácil será matá-la. É tanta gente que eles nem vão perceber a minha presença.
NATSUME – Acho bom mesmo, Miroku. Não fazia questão da morte de Kagome, mas ela é necessária para que Zuza colabore com meu plano, por isso se falhar, sua filha pagará com a vida.
MIROKU – Não precisa repetir isso toda hora.
NATSUME – Mas nunca é demais avisar. (sorrindo) – Vá na frente, pois ainda quero falar algo com Zuza.
Miroku sai da sala deixando Natsume e Zuza á sós. Zuza ainda não confiava em Miroku.
ZUZA – Espero que ele mate Kagome.
NATSUME – Se ele quiser a filha viva, vai fazer o que quisermos, mas para evitar surpresas, você estará presente no local para certificar de tudo.
ZUZA – Ótimo.
Natsume e Zuza discutiam os últimos detalhes do plano e enquanto isso, na saída do complexo militar, e enquanto isso no departamento de polícia, Guy conversava com Koharo sobre o corte da lista de nomes dos suspeitos de ser o estrangulador já que Azuma estava ocupado com as presenças de Ryukosei, Rakusho e Akin em sua sala.
KOHARO – Como conseguiu isso? (observando Tamira pintando algo na mesa)
GUY – Eu eliminei os solteiros da lista. Notei uma marca no rosto de uma das vítimas e fizemos um exame que comprovou que era a marca de uma aliança. Provavelmente desferida por um soco do estrangulador.
KOHARO – E só você percebeu isso?
GUY – Não quero me gabar, mas sim. (sorrindo de orelha a orelha)
KOHARO – Eu sabia que ia provar seu valor, Guy.
GUY – Receber um elogio seu é o maior dos valores para mim.
Koharo fica meio corada diante daquele elogio. Ela sabia que Guy gostava dela, mas ela não negava que ainda se sentia ligada á Miroku e isso aumentava vendo a filha dele em sua frente.
KOHARO – Você não desiste de dar em cima de mim, não é?
GUY – Não! (ele olha para Tamira) – Ainda está ligado á ele, não? Falo do pai dela. Ainda mais que sabe que ele está vivo.
KOHARO – Eu não quero falar nisso, está bem?
GUY – Ta! Então vamos falar de nós. Faz tempo que estou tentando te convidar para sair e você recusa todos meus convites.
KOHARO – Olha Guy! Eu...
Koharo para de falar ao ouvir o toque do seu celular e ao ver o numero no visor, ela sabe perfeitamente de quem se tratava.
GUY – Não vai atender?
KOHARO – É particular.
GUY – Ah sim! Entendi. Desculpe-me.
Por achar que devia ser algum namorado, Guy se afasta um pouco irritado e apesar de ficar um pouco chateada com a reação dele, Koharo ficou aliviada por ele se afastar e assim poder atender o aparelho, falando em um tom baixo.
KOHARO – Alô. Estou ouvindo.
MIROKU – Sou eu. Fique sabendo que hoje é o dia.
KOHARO – Tem certeza que sabe o que está fazendo?
MIROKU – Tenho. (ele olhava ao redor para ter certeza que não vinha ninguém) – Tem que levar Tamira para aquele homem que falei.
KOHARO – Claro. (ela olha para Tamira pintando algo na mesa) – Ela está na minha frente agora. Miroku! Ela é linda. Não quer falar com ela?
Miroku, que estava na saída do complexo militar, estava louco para ouvir a voz de sua filha, mas percebeu a aproximação de alguém.
MIROKU – Não posso. O tempo está acabando. Já que está com ela, será mais fácil. Kagome tem uma agenda cheia. Não podemos fazê-la esperar mais.
KOHARO – Tenha fé, Miroku. Esses cinco anos de martírio estão com os dias contados.
MIROKU – Espero.
Miroku desliga seu celular e depois tira da base dele um objeto antes que Zuza pudesse ver. O que ele viu foi Miroku com o celular na mão.
ZUZA – Nem pense em utilizar esse aparelho. Natsume me explicou tudo. Ela pode rastrear, em tempo real, toda ligação que fizer.
MIROKU – Não precisa repetir o que já sei.
ZUZA – Vamos lá, Miroku. (ele joga a chave do carro) – Você dirige.
Zuza entrou sorridente no carro e nem percebeu o objeto que Miroku escondeu no bolso da calça. O objeto era um filtro que ao ser utilizado no celular, broqueava por um minuto as chamadas, impossibilitando de ser rastreado. Foi assim que Miroku se comunicava com Koharo durante esses três últimos anos. Antes de entrar no carro, Miroku olha para a janela da cela onde Takeshi estava e isso o faz recordar.
FLASH BACK DE TRÊS ANOS
Já havia dois anos que Miroku era prisioneiro de Natsume, não tinha esperança de fuga e assim, depois de uma sessão de treinamento baseados nas técnicas de luta que aprendeu com Mestre Zhi, ele estava de volta á sua cela e de repente Natsume aparece com um homem idoso.
NATSUME – Acho que o reconhece, não é, Miroku?
MIROKU – Senhor Takeshi.
TAKESHI – Há quanto tempo, Miroku?
NATSUME – Vou deixá-los na mesma cela até arrumarmos um local maior.
Natsume praticamente empurrou Takeshi para dentro da cela e depois a trancou deixando os dois prisioneiros á sós.
MIROKU – Como é que conseguiram te encontrar? Eu achei que o esconderijo era perfeito e...
TAKESHI – E era Miroku.
MIROKU – Não entendi.
TAKESHI – Natsume e os outros pensam que me encontraram, mas fui eu que deixei ser encontrado.
MIROKU – Está falando que fez isso de propósito?
TAKESHI – É isso aí! Eles querem saber o que tenho contra Ryukosei, mas só vou entregar essa informação no tempo certo, não antes.
MIROKU – E acha que vai conseguir controlar as coisas daqui de dentro?
TAKESHI – Posso controlar mais do que pensa. (ele tira algo do bolso) – Esse é um filtro obstrutor. (ele sorri) – Acho que sabe o que é.
MIROKU – Claro que sei. Com ele embutido no celular, você pode falar por um minuto e meio sem ser rastreado. Por que está me mostrando?
TAKESHI – Não estou só mostrando e sim dando. Ele será mais útil para você do que para mim.
Takeshi entrega o filtro para Miroku, que começaria a traçar um plano para sair daquela situação.
FIM DO FLASH BACK
Miroku olhava a janela até aparecer Takeshi, que também o observava. Era como se ambos desejassem sorte em suas respectivas missões.
MIROKU – “Espero que Kami me perdoe pelo que vou fazer” (pensando)
Miroku pensava na possibilidade de matar Kagome para salvar sua filha. Zuza chama sua atenção, tirando-o daqueles pensamentos.
ZUZA – Vamos logo, Miroku.
MIROKU – Não enche.
De posse da chave do carro, Miroku sobe no veículo e da a partida para que ele e Zuza saíssem do complexo militar e enquanto isso no departamento de polícia, mais precisamente na sala do capitão, Rakusho e Ryukosei tentavam saber, através de Akin, alguma pista sobre Natsume.
AKIN – Eu já disse mais de mil vezes! Eles colocaram vendas nos meus olhos e não sei onde eles me prenderam.
RYUKOSEI – Tudo bem, Akin. Já nos ajudou muito. (ele olha para Rakusho) – Pode levar seu neto.
RAKUSHO – Vamos embora, Akin. Seu pai quer muito te ver.
AKIN – Eu também quero muito vê-lo.
AZUMA – Se o secretário quiser, podemos providenciar uma escolta e...
RAKUSHO – Não será necessário, capitão. Natsume já conseguiu o que queria. Não vai nos perseguir.
Rakusho e Akin saem da sala do capitão Azuma que fica a sós com Ryukosei, que ainda estava inconformado com o fracasso do seu plano de descobrir o esconderijo de Natsume.
RYUKOSEI – Tudo isso serviu para nada. (ele olha para Azuma) – Os policiais não conseguiram nenhuma pista?
AZUMA – Infelizmente não, senhor. Foi impossível segui-los sem o rastreador.
RYUKOSEI – Droga! Estávamos tão perto de acabar com isso. (socando a mesa) – Fazer o que?
Muito irritado, Ryukosei sai da sala de Azuma para ir embora do departamento de polícia e naquele exato momento Sango e Soten adentravam no local e chegaram a passar pelo prefeito. A detetive não fez uma cara boa por isso.
SOTEN – Quem era aquele homem?
SANGO – Ele é o prefeito dessa cidade. Há cinco anos era ministro da defesa. Acho que não se lembra dele, mas ele estava envolvido na conspiração que matou meu irmão.
SOTEN – Sei.
Sango, sendo seguida por Soten, vai direto á mesa onde estavam Koharo e Tamira. A menina, que estava sorrindo, ficou ainda mais feliz ao ver a mãe.
TAMIRA – Mamãe. (estende os braços para Sango)
SANGO – Você está bem, meu amor?
TAMIRA – Sim. Essa moça me deu um papel para desenhar. (ela aponta para Koharo) — Olha só o desenho que fiz. (ela pega o papel e o mostra á mãe)
SANGO – É lindo, filha.
TAMIRA – Nós já vamos para casa, mamãe?
SANGO – Não, filha, pois temos que passar em outro lugar. Zakira vem nos pegar e...
KOHARO – Eu mudaria de planos, pois Azuma quer falar com você e Guy. Acho que deixar sua filha comigo mais um pouco.
SANGO – É aí que se engana. (ela mostra Soten) – Lembra-se de Soten?
Koharo ficou surpresa pela presença de Soten, pois nem tinha notado que Sango estava acompanhada da jovem. Segundo as conversas com Miroku, a jovem devia estar na China.
KOHARO – Claro que me lembro! Como vai, Soten?
SOTEN – Bem. (sorrindo) – E você? Está trabalhando aqui?
SANGO – Ela está sim, Soten, mas não confie nela. Ela é uma traidora. Está trabalhando aqui para me vigiar á serviço de Ryukosei.
SOTEN – Eu não estou entendendo. Achei que fossem amigas e...
SANGO – Éramos! Mas ela nos traiu, pois passava informações para Ryukosei. Só deixei Tamira com ela, porque não tinha mais ninguém, mas agora tem você, Soten.
KOHARO – O que?! Vai deixar Tamira com Soten.
SANGO – Sim. (ela pega a filha no colo) – Olha Tamira! Essa é Soten. Ela é sua irmã.
TAMIRA – Irmã?! Eu tenho irmã?
SANGO – Fique com ela, Soten. Vão para a minha mesa e depois eu volto.
Sango coloca a filha no chão para depois observar Soten pegar na mão da menina para irem até á mesa dela. Depois Sango vai até á sala de Azuma que estava conversando com Guy sobre a investigação sobre o estrangulador.
AZUMA – Que bom que chegou, Sango. Guy confirmou o corte da lista de suspeitos.
SANGO – O mérito é todo dele. (Guy agradece com um sorriso) – Koharo disse que quer falar comigo.
AZUMA – Você e Guy vão interrogar todas essas pessoas na lista. Quero saber onde estavam nas horas dos crimes. Saber seus álibis. Tudo.
SANGO – Mas eu disse á você que iria levar Tamira para ser examinada por um médico.
AZUMA – Você tem trabalho, detetive. Deixe que Koharo a leve então e...
SANGO – Nem pensar. (contrariada) – Já foi muito deixar minha filha sob os cuidados dela.
GUY – Acho que está sendo injusta com Koharo. A sua filha foi bem cuidada e tratada. Não tem do que se queixar.
SANGO – Pode ser, mas sabe que não gosto dela. (ela volta a olhar para Azuma) – E por falar em gente que não gosto, eu passei por Ryukosei. Cheguei a ver Rakusho com um rapaz. Deve ser o neto dele, sinal de que o seqüestro acabou.
AZUMA – Vejo que Sesshoumaru falou com você. (ele parecia resignado) – Sim, Sango. O seqüestro acabou.
SANGO – Me fale, Azuma. O que deram para pagar o resgate?
Azuma se sentou á mesa e ficou pensando se seria bom revelar á Sango que Ryoma, um homem que ajudou no plano o qual Kohaku seria preso, foi ‘moeda de troca’ com Akin, neto de Rakusho, á pedido de Natsume.
Próximo capítulo = Agonia do terror – parte 1
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