Noite sem Fim

110 Nascido livre - parte 3


Depois de ouvir as justificativas de Shippou sobre a posse dos relatórios confidenciais, InuYasha andava de um lado para o outro tentando processar toda aquela informação, pois havia outras ponderações a serem feitas.

INUYASHA – Se Jinenji deu isso á você porque Sango não falou nada?

SHIPPOU – Jinenji disse que não falou nem com ela e nem com o Guy, que era o responsável pela investigação, porque não queria constrangê-los. Ele estava muito pressionado pela falta de pistas.

INUYASHA – Então foi você que descobriu essa possibilidade do estrangulador ter um parceiro?

SHIPPOU – Sim, mas é mais que uma possibilidade. É um fato. Ele usou um sistema anonimizador de alto nível que nem eu e nem os técnicos do departamento conseguiram quebrar.

INUYASHA – Tudo bem, mas voltando á Jinenji. Você tem mesmo como provar que ele te pediu ajuda?

SHIPPOU – Não agora, mas Jinenji documentou esse pedido em um território informático secreto do sistema do departamento de polícia. Ele pode ser acessado do terminal central de lá. Está tudo bem, InuYasha.

INUYASHA – Espero que sim, Shippou. (ele fecha o laptop do filho) – Ainda sim é bom deixar isso com as autoridades competentes.

SHIPPOU – Mas, InuYasha...

INUYASHA – Nunca passei pelo que está passando agora, portanto não posso imaginar a dor que está sentindo, mas sei que mexer nesses relatórios não vai adiantar nada.

SHIPPOU – Pai, eu não sei o que fazer. Nunca me senti tão perdido.

InuYasha colocou a mão no ombro do filho em sinal de apoio, pois não havia nada o que fazer para diminuir aquela dor que o jovem sentia e enquanto isso no departamento de polícia, Sango, Azuma, Koharo e Nomer assistiam Elisa falar no celular.

KOHARO – Tinha que ser esposa do Ryukosei. Essa aí veio com muita posse.

SANGO – Embora ela tenha concordado com minha investigação, ela se mostrou muito arrogante. (depois ela olha para Nomer) – Você foi muito corajoso em nos defender, Nomer.

NOMER – Eu sei que coloquei em risco meu emprego, mas ela estava sendo injusta com vocês.

AZUMA – Não precisava se expuser assim, Nomer. A secretária só está fazendo o trabalho dela. Não é a primeira vez que nosso trabalho é colocado em cheque. E não vai ser a ultima.

SANGO – Quanto tempo ela vai ficar aqui?

AZUMA – Até capturarmos o estrangulador. Ela ficou com minha sala. Tentem fazer isso logo.

Sango, Koharo e Nomer sorriem diante da queixa de Azuma sobre a sala dele e naquele momento todos vêem Maya se despedindo de Guy depois do depoimento para ir embora. Depois disso Guy vai em direção á eles, mais especificamente á Nomer.

GUY – Preciso de sua ajuda.

NOMER – Minha?! No que?

GUY – Quero os nomes das pessoas que acharam os corpos das vítimas.

NOMER – Claro. (ele começa a digitar no computador) — Isso vai ser rápido.

SANGO – No que está pensando, Guy?

GUY – Te digo se confirmar as minhas suspeitas.

Sango e Koharo olham uma para outra sem entender o que o detetive estava tramando. Nomer consegue achar a lista e a exibe na tela do computador fazendo com que Guy examinasse os nomes um por um e naquele momento Elisa retorna á mesa deles.

ELISA – O que está acontecendo?

SANGO – Não sabemos e...

GUY – Aqui está! (ele olha para Elisa) – A senhora queria uma conexão entre Xolan e o estrangulador? Aqui está! Leia o nome da pessoa que encontrou a quarta vítima.

ELISA – Deixe-me ver. (ela busca e lê) – Tsurugi. Ele encontrou a quarta vítima em um matagal. Qual a ligação com Xolan?

GUY – Tsurugi é nada mais nada menos que o pai de Xolan.

SANGO – Isso não quer dizer nada.

GUY – O relatório diz que Tsurugi ficou no local da desova mais de uma hora até os policiais chegarem, tempo suficiente para anotar os detalhes no corpo da vítima.

ELISA – Como descobriu isso?

GUY – Eu questionei Maya sobre se ela ou Xolan conheciam alguém que poderia saber quem é o estrangulador e ela me falou que o pai de Xolan foi alguém que achou uma das vítimas.

ELISA – É. (ela respira fundo) – Ainda acho pouco provável que esse rapaz tenha algo haver com isso, mas essa evidência é algo que não posso ignorar. Fez sua parte, detetive. Conseguiu encontrar uma ligação entre Xolan e o estrangulador. Pode seguir com sua investigação. Tem meu apoio.

GUY – Obrigado, secretária.

Elisa se afasta para voltar á sala de Azuma enquanto Guy ia para a mesa dele, mas Sango foi atrás dele para buscar explicações.

SANGO – O que pensa que está fazendo, Guy?

GUY – Comandando uma investigação.

SANGO – Está dividindo a equipe. É isso que está fazendo.

GUY – Escute aqui, Sango! Sou eu quem devia estar chateado. Você ficou no comando de uma missão que era minha. Para mim foi injusto, mas acatei as ordens superiores.

KOHARO – Não deveriam discutir. Vocês são parceiros.

GUY – Não fala bobagens você também! Se ela fosse minha parceira de verdade, não aceitaria comandar essa missão. Agora podem me dar licença para que eu possa trabalhar.

SANGO – Como quiser.

Sango se afasta da mesa de Guy voltando para sua. Koharo observa Sango se afastando e em seguida olha incrédula para Guy, que percebeu a reprovação naquele olhar.

KOHARO – O que está acontecendo com você?

GUY – Estou fazendo o meu trabalho. (ele a encara) – Agora me deixe também.

KOHARO – Você pode e tem direito de ter raiva de mim, mas Sango não merece isso. É você que não está agindo como um parceiro.

Agora foi a vez de Koharo se afastar da mesa de Guy, que tentou disfarçar, mas não conseguiu esconder a irritação com aquela situação. Ainda sim ele estava convencido que havia uma discrepância na linha de investigação de Sango.

GUY – Não importa o que pensem. Vou fazer meu trabalho. Vamos começar com Xolan.

Ele se levanta á mesa para sair do departamento sob os olhares de Nomer e Koharo.

KOHARO – Eu nunca percebi, mas ele é muito cabeça dura.

NOMER – É impressão minha ou tem algo entre vocês dois?

KOHARO – O que?! Entre mim e Guy? Não fale bobagens.

NOMER – É bobagem mesmo? (sorrindo) — Sei não.

KOHARO – Não tenho que ouvir essas insinuações.

Diante da provocação de Nomer, Koharo vai para junto de Sango e Azuma para se preparar para a missão em que ia participar e enquanto isso no centro da cidade, mais precisamente em um apartamento no sexto andar de um prédio residencial, Bayashi, o principal suspeito de ser o estrangulador, estava almoçando com sua namorada Reiko e também com Yama, seu irmão menor dela, mas este, aparentemente, não estava querendo comer.

REIKO – Não está com fome, Yama?

YAMA – Tem pimenta no meu prato. Eu não como coisas vermelhas.

BAYASHI – Ok. (ele se levanta á mesa) – Deixe-me ver. (ele olha o prato do irmão) – Tem razão. (ele olha para a esposa) – Acho que alguém se esqueceu de tirar a pimenta.

REIKO – Mesmo? Desculpe-me, maninho.

YAMA – Bayashi sabe que não como coisas vermelhas. Não como vermelho. Devia saber e...

BAYASHI – A culpa não é da sua irmã, Yama. (ele tirou todos os pedaços de pimenta do prato) – Pronto. Agora come, hein.

YAMA – Bayashi cuida de mim. Bayashi me ama.

BAYASHI – A sua irmã também te ama. Agora como e deixe que eu lave a louça.

Enquanto Yama começou a comer, Bayashi recolheu o prato dele e de Reiko e os levou para a pia da cozinha. Reiko foi atrás dele e chegando lá da um beijo nele.

BAYASHI – Por que isso?

REIKO – Por tudo. Por ser tão paciente com meu irmão autista.

BAYASHI – Mas eu gosto muito do Yama.

REIKO – É disso que estou falando. Qualquer homem no seu lugar já teria me dispensado. Muitos se afastaram de mim só em saber que eu tinha um irmão autista, mas você não. Não apenas ficou comigo, mas faz questão de tê-lo trazido para almoçar.

BAYASHI – Não precisa falar dos outros, querida. (ele lava os dois pratos) — Foram eles que perderam. (ele seca as mãos) — Eles não sabem a pessoa maravilhosa que Yama é. Eu tenho muita sorte de conhecer você e seu irmão. Eu quero que sejamos uma família feliz.

REIKO – É por isso que eu te amo tanto.

Bayashi e Reiko voltam a se beijar apaixonadamente até ouvirem Yama dizer que já tinha acabado de comer, fazendo-os interromper o beijo.

REIKO – Já que vai lavou a louça, você cuida um pouco do Yama. Eu tenho que comprar uma coisinha.

BAYASHI – Tudo bem. Eu fico de olho nele.

Reiko da outro beijo em Bayashi para em seguida passar por Yama e dar um beijo no rosto dele e assim sair do apartamento deixando eles á sós. Bayashi vai até á mesa onde estava Yama para recolher o prato dele e o lava rapidamente.

YAMA – Posso mexer no seu computador?

BAYASHI – Claro. (ele seca as mãos de novo) – Mas antes quero que me faça um favor.

Bayashi leva Yama até o computador dele para que este pudesse mexer no aparelho, mas Bayashi estava mais interessado em determinado programa.

BAYASHI – Yama. Tem certeza que o programa que instalou no meu computador impede que alguém identifique a origem da mensagem?

YAMA – Sim. Eu consegui que espalhasse o processador identificador do Proxy para vários computadores em um sistema fechado.

BAYASHI – Ótimo, mas agora que falar da ultima mensagem que enviei. Alguém tentou rastreá-la?

YAMA – Não. Esta não foi não. (ele olha para Bayashi) – Então vai sair de novo hoje á noite? Toda vez que você me faz mandar uma mensagem que não é rastreada, você sai.

BAYASHI – Sim, eu vou sair, mas lembre-se do nosso acordo.

YAMA – Minha irmã não pode saber.

BAYASHI – É isso aí amigão. Isso é coisa de homens. Sua irmã não iria entender. Agora pode jogar, amigão.

Yama, todo feliz, começou a jogar e nem fazia idéia que era usado pelo namorado da irmã para organizar encontros secretos e enquanto isso no departamento de polícia, Elisa e Azuma estavam indo para o andar debaixo onde se encontrava Raita.

ELISA – Ele já foi deslocado para uma sala reservada?

AZUMA – Já e também um policial já retirou os pertences dele.

ELISA – Ótimo.

AZUMA — Tem certeza que quer falar com ele? Acho que Raita não a receberá.

ELISA – Receberá sim. Preciso saber o que ele pretende. De pendendo do que ouvir, tomarei medidas mais extremas ainda.

Elisa e Azuma chegam à sala indicada e ao entrarem nela, vêem Raita sentado em uma cadeira. Ao vê-los, ele se levanta raivosamente ao ver a primeira dama em sua frente.

RAITA – A senhora nisto?!

ELISA – Vejo que dispenso apresentações.

RAITA – Então foi ordens sua, não? Pegaram meu celular. Estou incomunicável. Isso foi um abuso. Saiba que meu leitores saberão do autoritarismo do departamento de polícia.

ELISA – Já acabou o discurso?

RAITA – Eu quero sair. Não tem o direito de me prenderem.

AZUMA – Ninguém te prendeu. Está aqui como convidado.

RAITA – Então eu posso sair?

ELISA – Pode, mas não agora. Quero ouvir de você o motivo para não publicar o assassinato de Satsuki.

RAITA – Não devo satisfação a nenhum de vocês.

ELISA – A captura do estrangulador é essencial para a segurança dessa cidade e é minha responsabilidade de evitar qualquer entrave no sucesso dessa missão, portanto o senhor permanecerá aqui.

RAITA – O que?!

AZUMA – O que?!

ELISA – Agora sim o senhor está preso. Depois nos falamos.

RAITA – Hei! Não podem me deixar aqui! Eu vou detonar vocês em todos os jornais. Serão destruídos.

Raita estava transtornado pela surpresa em saber que Elisa o prendera, ainda mais sabendo que eles tinham um acordo secreto. Elisa voltou para o andar superior acompanhada de Azuma que estava incrédula com a atitude dela de agora pouco.

AZUMA – Não podemos prender um jornalista. Eu não gosto dele também, mas isso é passar dos limites e...

ELISA – Capitão! Essa operação para capturar o estrangulador é de altíssimo valor.

AZUMA – Mas isso é um atentado a liberdade de expressão.

ELISA – Não vai ser não. Quero que divulgue o assassinato dela, mas não agora. Vamos fazer um pronunciamento bem na hora do encontro para vermos a reação do tal Bayashi.

AZUMA – Mas isso não pode assustá-lo?

ELISA – Se fosse antes do encontro sim, mas durante não. Olha capitão, sei que não concorda com minha atitude. Minha experiência na inteligência americana me diz que esse é o caminho. Depois que isso acabar, me responsabilizo pessoalmente pelo jornalista. Posso até registrar se o senhor quiser.

AZUMA – Seria bom.

ELISA – Agora se me der licença, tenho que avisar o prefeito. Depois encontro com o senhor.

Azuma consente com a cabeça para em seguida ir ao encontro de Sango, Nomer e Koharo e assim Elisa vai para a sala do capitão para ligar para Ryukosei, que naquele momento estava retornando ao gabinete da prefeitura.

RYUKOSEI – Alguma novidade?

ELISA – Sim. Eu tive que prender Raita.

RYUKOSEI – O que?! Ficou louca?! Ele é nosso aliado.

ELISA – Eu sei disso, mas a presença de Koharo na equipe de missão me obrigou a tomar essa atitude para manter o disfarce.

RYUKOSEI – Eu disse para não se preocupar com Koharo. Ela não sabe de seus objetivos. Como eu achava no passado, ela pensa que você é apenas a mulher do prefeito, a primeira dama.

ELISA – Ainda acho melhor eu ter tomado essa atitude. Não sei o que Raita pretende retendo uma informação assim. Melhor eu controlar a situação.

RYUKOSEI – Faça o que quiser, desde que não estrague tudo.

Ryukosei desliga a comunicação com Elisa para em seguida iniciar, em sua sala, uma teleconferência com vários colaboradores financeiros de sua campanha e muitos deles envolvidos na conspiração. Hank era um deles.

RYUKOSEI – Qual o motivo dessa reunião?

HANK – Bem, prefeito. Sem enrolação, vamos direto ao ponto. Nosso grupo realizou uma pesquisa sob as intenções de voto é prefeito e variantes sobre a mesma.

COLABORADOR#1 – Ela aponta uma possibilidade cada vez maior de um empate técnico entre o senhor e sua adversária. Algo impensado semanas atrás.

COLABORADOR#2 – E o senhor só terá relevância em nossa organização caso consiga ser reeleito.

RYUKOSEI – Não haverá empate técnico coisíssima nenhuma! Eu ainda estou em grande vantagem. O meu partido encomenda pesquisas diárias e todas elas me colocam bem á frente da minha adversária. Uma queda nas intenções de votos é algo esperado dada á repercussão da ‘traição’ de Rakusho.

HANK – Esse é outro ponto que temos que discutir. Por que resolveu indicar Elisa para a secretária de segurança publica sabendo que ela é uma peça chave?

RYUKOSEI – Porque acho que ela coordenando a captura do estrangulador, me dará dividendos políticos para garantir minha reeleição. Tenho informações de que a polícia conseguirá capturar o estrangulador.

COLABORADOR#1 – Mas as pesquisas apontam que o sucesso dessa missão não resultará em dividendos políticos, pois foi conseguida depois de muitas mortes. Acho que não devia contar tanto com esse caso.

RYUKOSEI – Escutem aqui! Quanto á reeleição, deixe que eu cuide dela. Vocês deveriam era cuidar de Kant. Já passou da hora.

HANK – Ela está ‘jogando’ e precisamos ser cautelosos, pois ela tem evidências que podem nos complicar. Já estamos cuidando disso.

COLABORADOR#2 – E quanto á Naraku? Não podemos esquecer-nos dele.

HANK – Esse é um mistério. Não sei o que pretende. Á princípio, ele só quer vingança, mas se por acaso o objetivo dele opor ao nosso, iremos eliminá-lo. Assim como você, senhor prefeito.

RYUKOSEI – O aviso está dado. Agora se me dão licença, tenho assuntos estratégicos com membros do meu partido, incluindo o primeiro ministro.

Ryukosei desligou sua comunicação saindo assim da teleconferência cuja reunião teve caráter de ultimato, pois embora demonstrasse otimismo com sua reeleição, no fundo o prefeito sabia que a disputa com Kagome podia ficar acirrada e que precisava de ‘uma carta na manga’ e enquanto isso o carro oficial, o qual estava Kagome, estaciona em frente à sede da Segurança Interna fazendo com que a esposa de InuYasha saísse do veículo e olhasse fixamente para o interior do prédio, mas antes que pudesse entrar, alguém toca seu ombro. Alguém conhecido.

MIROKU – Isso te traz lembranças, não?

KAGOME – Sim. Graças á você, há cinco anos, eu trabalhei aí. Aprendi muito naquela época.

MIROKU – Claro que sim. Tornou-se uma combatente vereadora e candidata á prefeita. E foi aqui que a idéia de entrar na política começou a germinar.

KAGOME – Eu sei. Nem acredito que passou cinco anos. Devemos aprender com o passado. Vamos entrar?

MIROKU – Ainda não. Rambari ainda não voltou do consulado americano. Parece que tem algo a ver com um prisioneiro que InuYasha ajudou a capturar.

KAGOME – Acho que ele chegou a comentar algo comigo e...

MIROKU – Isso não interessa! Temos outro problema. Vamos tomar um café e eu te conto tudo.

E assim Miroku e Kagome vão á uma cafeteria ali perto para conversarem com mais tranqüilidade e enquanto isso no departamento de polícia, Koharo já estava pronta e vestida para a missão.

KOHARO – Vocês arranjaram rápido esse vestido.

SANGO – Agradeça á Nomer. Ele arrumou o meu também.

NOMER – Não precisa agradecer. Já estava quase tudo pronto. Só pedi que trouxessem da loja. A polícia tem prioridade. (ele olha para as duas de cima á baixo) – Vocês duas estão muito bem.

KOHARO – Obrigada.

SANGO – Obrigada também. (ela volta a olhar para Koharo) – Não se preocupe, Koharo. Eu estarei por perto. Não lhe acontecerá nada.

KOHARO – Não estou preocupada. Confio em todos vocês.

AZUMA – E não se esqueça de usar o ponto eletrônico. Com ele estaremos sempre em contato para alertá-la.

KOHARO – Sei como agir. Isso não é tão novo para mim assim.

ELISA – E lembre-se. Não queremos heroísmos. Se sentir que ele vai fazer alguma coisa. Peça ajuda e nós abortamos a missão. Está claro?

KOHARO – Como água.

ELISA – A equipe de apoio te deixará á alguns metros do bar para não levantar suspeitas. (depois ela olha para Sango) – Quero que você entre primeiro e faça o reconhecimento.

SANGO – Pode deixar. Vamos?

KOHARO – Vamos.

Muito bem vestidas, Sango e Koharo saem para a missão ao mesmo tempo em que Xolan e seu pai, Tsurugi, e mais uma mulher bem vestida adentram o local chamando a atenção dos outros.

ELISA – Pensei que o detetive Guy ia atrás deles.

AZUMA – Ele os intimou

ELISA – Então onde ele foi?

AZUMA – Ele disse que ia conseguir novas evidências, mas que volta logo. Com licença.

Azuma se afasta de Elisa para ir até Xolan e Tsurugi para acompanhá-los até a mesa de Guy onde eles iriam esperar pelo detetive.

Próximo capítulo = A traição do amigo – parte 1