Noite sem Fim
95 Ligações genéticas - parte 2
Depois de algum tempo finalmente o banco enviou, por e-mail, a confirmação do deposito na conta de Runy, que sorri muito e depois entrega todos os arquivos de Yuri para Suke.
SUKE – Está tudo certo?
RUNY – Tudo certo. O dinheiro caiu na conta.
SUKE – Ótimo.
Depois disso Suke gesticula para um rapaz que imediatamente se aproxima da mesa onde ele e Runy estavam para entregar um pacote ao burocrata de Naraku. Suke por sua vez o entrega para Runy.
RUNY – O que é isso?
SUKE – Documentos falsos. Quero que leve isso para Hideki a fim dele começar uma nova vida.
RUNY – Isso tem a ver com a caixa de metal? Hideki falou o que é?
SUKE – Sim e sim.
RUNY – O que é essa caixa?
SUKE – Não é da sua conta. Já tem o dinheiro. Pode ir embora. Sua utilidade para mim acabou.
Runy ficou meio desconcertada com a grosseria de Suke, mas como ela já tinha o dinheiro resolveu não responder e apenas colocou o pacote dentro da bolsa e se afastou para ir embora e enquanto isso no prédio ao lado do clube, InuYasha e os agentes imperiais aguardavam novas ordens enquanto vigiavam a entrada do clube. Naquele momento InuYasha interpelou Zuko sobre uma movimentação.
INUYASHA – Zuko! Zuko! (olhando de binóculo) — A tal de Runy está saindo. (ele dá o binóculo para Zuko)
ZUKO – Ela está indo para o estacionamento. É o momento de segui-la e...
INUYASHA – Não! Precisamos seguir Suke. Ele é que pode nos levar até onde Naraku está escondido. Não podemos desperdiçar essa oportunidade e...
ZUKO – A nossa prioridade é Hideki. São ordens de Abi. Como agente imperial eu não posso desobedecer, mas...
INUYASHA – Mas o que?
ZUKO – Mas você não é. Você pode seguir Suke. Se quiser.
INUYASHA – Mas como? Você vai ficar com o carro.
ZUKO – Sinto muito. Não posso fazer nada. Tem certeza que não quer vir comigo?
INUYASHA – Tenho. Viro-me. Dou meu jeito.
ZUKO – Está bem. (ele aperta a mão dele) – Boa sorte.
Zuko entra no carro para seguir Runy deixando InuYasha sozinho. O marido de Kagome apenas observa o veículo do agente imperial indo embora e assim restou apenas voltar a vigiar a entrada do clube. Sorrateiramente ele se aproxima do local para olhar pela janela e percebe que Suke estava tomando um drink, assim InuYasha volta os olhos para o carro de Suke e ao tentar abri-lo nota que ele estava trancado, mas que o alarme não estava acionado.
INUYASHA – Ele deve se sentir seguro nessa região por achar que ninguém teria coragem de roubar seu carro. Isso é bom.
InuYasha olha ao redor e percebe que a segurança do local também era precária e assim ele tira um canivete do bolso e enfia na fechadura do porta-mala até conseguir abri-lo para em seguida entrar nele e fechá-lo. O que InuYasha não imaginava era que sua ação foi presenciada por Gatenmaru, que observou tudo do alto do prédio ao lado.
GATENMARU – Muito esperto, InuYasha. Isso é algo que devo reconhecer.
Gatenmaru falava isso para si mesmo em um tom bem baixo para que Haruy, que estava um pouco mais atrás atendendo um telefonema, não ouvisse. Gatenmaru queria ocultar a presença de InuYasha para Haruy como um elemento surpresa. Haruy falava, por celular, com Elisa naquele momento.
HARUY – Pode deixar, primeira dama. Se a identificação de quem tem essa memória digital estiver com Suke, eu a pegarei.
ELISA – Faça isso. Essa informação não pode cair nas mãos de Natsume de jeito nenhum.
HARUY – Então podemos deixar Hideki de lado?
ELISA – A princípio sim, mas posteriormente podemos usar o filho dele para localizar.
HARUY – E o que faço com Gatenmaru? (olhando para ele vigiando de binóculo)
ELISA – Continue usando-o para te ajudar. Depois pode se livrar dele, mas tenha cuidado. Ele é esperto. Ele também deve ter algum plano para fugir.
HARUY – Pode deixar.
Haruy desliga seu celular e volta para junto de Gatenmaru.
HARUY – Alguma novidade?
GATENMARU – Não. (ele mentiu ocultando InuYasha) – A tal Runy já foi e Suke ainda não saiu. Tem certeza que não deveríamos ir atrás de Hideki?
HARUY – Vamos atrás de Suke. Hideki não tem nada que nos interessa.
GATENMARU – Suke está saindo.
HARUY – Vamos.
Sem perder mais tempo, Haruy e Gatenmaru descem do topo do prédio para irem até o carro aguardando Suke, que entrou tranquilamente em seu veículo sem saber que era vigiado ou menos ainda que no porta-malas tinha InuYasha e enquanto isso Abi e a comitiva do exercito chegavam ao antigo laboratório de Kikyou. Sem perder tempo Abi foi falar com Baren.
ABI – Já está comparando o DNA?
BAREN – Sim. Demorou um pouco convencer a menina a dar uma amostra de sangue. (ele observada a pequena Yuri abraçada á mãe) – Agora é uma questão de tempo.
ABI – Ótimo.
Ao perceber a chegada de Abi ao local, Azuma e Onigumo vão até ela. Principalmente Onigumo estava interessado em saber o motivo de o laboratório ter sido tomado pelo exercito.
ONIGUMO – Pode me explicar o que está acontecendo?
AZUMA – Minha esposa também quer saber os detalhes de tudo isso.
ABI – Ok. Vou contar tudo com o auxilio dos generais.
Abi começa a explicar que Yuri, a antiga médica do exercito, era criadora de uma técnica que conseguia burlar o escaneamento dentro dos corpos, possibilitando esconder muitas informações secretas em chips implantados em pessoas especificas. Mas essa não era a única surpresa, pois descobriram que Yuri chegou a ficar grávida e que essa criança possivelmente seja a pequena Yuri, filha adotiva de Azuma e Ayumi.
AYUMI – Então tudo isso é por causa dessa mulher?
ABI – A senhora não confirma que colocou o nome de Yuri nessa menina a pedido da mulher que entregou essa criança?
AYUMI – Sim, mas foi tudo feito dentro da lei e...
AZUMA – Ninguém está questionando isso, querida. O que esse pessoal quer saber é se Yuri é filha biológica dessa mulher.
AYUMI – Mas e se for, o que pretendem fazer? Vão querer tirar ela de mim? Não vou permitir e...
ABI – Ninguém vai tirar ninguém de ninguém, senhora, mas se confirmar que ela é filha da Yuri, nós precisamos saber quem é o pai.
ONIGUMO – Mas se não me engano, essa Yuri era casada. O pai deve ser o tal de Konshu.
ABI – Acontece que Konshu era infértil. Não podia ter filhos. Por isso, depois da confirmação, vamos comparar o DNA de sua filha com as amostras de DNA de todos os envolvidos no exercito japonês durante a transferência de Naraku para uma prisão secreta nos EUA. Qualquer um que tenha trabalhado com Yuri pode ser o pai.
AYUMI – Ainda não entendi qual a importância disso. Essa Yuri pulou a cerca e não quis que o marido soubesse e...
ABI – Mas ele sabia. Não só sabia como ajudou a ocultar a gravidez. Todos nós trabalhamos com segredos militares. Se Konshu ajudou a esposa nisso deve ter um motivo forte.
AZUMA – Então a pessoa que matou Konshu pode ter também essa informação.
ABI – Sim. Hideki deve saber. Por isso mandei Zuko e InuYasha atrás dele. Precisamos pegá-lo vivo.
ONIGUMO – Hideki não é a única pessoa que sabe dessa informação.
ABI – Eu sei em quem está pensando, Onigumo. (ela se afasta indo até a um computador) – Rambari foi falar com Kanna. Afinal foi Yuri que fez o parto do filho dela. (ela observa a tela) – O que está fazendo com a imagem de Natsume?
ONIGUMO – Trabalhando em uma pista. Se eu identificar o tipo de formiga que aparece posso saber onde Natsume esteja agora.
ABI – Muito bom trabalho.
AZUMA – E quanto ao filho de Hideki?
ABI – O tal Ligun? Esqueça-o. Ele está desaparecido há anos. Talvez esteja morto.
AZUMA – Mas não conseguimos fotos dele. É como se ele fosse um fantasma.
ABI – Ele era um espião, capitão.
AZUMA – Então ainda está na ativa. Precisamos identificá-lo e...
ABI – Não precisamos não. Basta pegar o pai dele. InuYasha e Zuko já estão cuidando disso. Deveria cuidar do estrangulador, capitão. O prefeito deve querer sua cabeça.
AZUMA – Já tenho dois detetives competentes cuidando disso. Ainda acho que deveríamos encontrar o filho de Hideki.
ABI – Mas eu não e...
Naquele momento um general fala algo no ouvido dela. Seja o que for parecia algo grave para se resolver. Depois eles se afastam um pouco e conversam em tom baixo para que os outros não ouvissem.
GENERAL – A senhora está no comando. Qual o procedimento?
ABI – A irmã dele tem influência. Não deixe que ela seja informada. Pelo menos por enquanto. Descubra o que puder. Faça isso pessoalmente.
GENERAL – Sim senhora.
O general sai do laboratório para ir a outro local enquanto Abi voltou até Azuma para acabar com a conversa.
ABI – Olha capitão, se acha tão importante encontrar esse rapaz, tem total liberdade para fazê-lo, mas agora estou ocupada.
AZUMA – Pode ter certeza que vou.
ABI – Ótimo.
AZUMA – E o que o general queria? Onde ele foi?
ABI – Resolver um problema de ultima hora.
Depois de falar isso, Abi se juntou aos generais para irem até a outra sala do laboratório para acompanharem a comparação de DNA. Onigumo voltou ao seu trabalho de tentar identificar o tipo de formiga. Ayumi ficou com Okko e Yuri, que já estava mais calma, mas Azuma estava inconformado com a atitude de Abi em dar pouca importância a localização do filho de Hideki sem falar na desconfiança dele sobre essa ultima conversa, ao pé de ouvido, com o general. Mal sabia ele que aquilo se tratava de Souta, Shiori, Houjo e Yuka na base militar, pois os quatro foram detidos na base militar, mas Souta, como soldado, estava sozinho e isolado em uma sala até que outro homem, com roupa militar, adentrou o local. Souta de cara reconheceu a patente.
SOUTA – Sargento.
SARGENTO – Soldado.
SOUTA – Cadê minha namorada e meus amigos?
SARGENTO – Eles estão em outra sala. Não se preocupe, estão sendo muito bem tratados.
SOUTA – Por que devo acreditar em alguém que me seqüestrou? Isso é um abuso e...
SARGENTO – Não tem abuso nenhum aqui, soldado! (irritado) – Descobrimos o que fez e impedimos que falasse com sua irmã sobre isso.
SOUTA – Do que está falando?
O sargento mostra um sorriso e depois se aproxima de Souta para depois colocar a mão dentro do bolso da calça do irmão de Kagome e de dentro dele retira um CD.
SARGENTO – Isso é informação confidencial, soldado. Dependendo do que tem aqui você pode ir á corte marcial.
SOUTA – Se o senhor sabe o que tem nesse CD deve saber muito bem que não sou eu quem deve ir a corte marcial, não é mesmo?
SARGENTO – Tem razão. (ele se afasta) — Descobrimos uma falha nas imagens de segurança do interior da base. (ele fica de costas para Souta) — Alguém tinha apagado as imagens de acesso a sala de registros secretos, mas descobrimos depois que você conseguiu recuperar uma cópia dessas imagens que estão nesse CD. (ele se vira e exibe o CD) – Sinal de que não foi você quem apagou as imagens.
SOUTA – Isso mesmo, senhor.
SARGENTO – Você só conseguiu recuperar uma cópia porque deve ter visto a senha que o ladrão usou para apagar as imagens.
SOUTA – Sim.
SARGENTO – Sabemos que foi Rakusho. Você queria contar isso á sua irmã porque destruindo Rakusho destruiria Ryukosei, adversário dela, não é mesmo?
SOUTA – Isso não tem nada a ver com política e sim com um pagamento de divida. Eu tenho uma dívida moral com Kagome. Precisava fazer isso por ela.
SARGENTO – Eu compreendo sua posição, soldado. E até admiro, mas você se esqueceu de um pequeno detalhe. A exposição disso causaria um prejuízo na imagem do exercito japonês. Nosso dever é com essa instituição, soldado.
SOUTA – Mesmo que ela tenha gente como Rakusho, que desonra a farda que veste?
SARGENTO – Não discordo sobre o que disse sobre Rakusho. Ele será punido, mas da nossa maneira.
SOUTA – Eu sei de que maneira! Aposentadoria antecipada. Ele é um traidor desse país. Deveria estar na cadeia e...
SARGENTO – Mas não com a destruição do exercito japonês como preço. Eu sinto muito soldado. Não levará isso a ninguém. (ele mostra o CD)
SOUTA – O que fará comigo e meus amigos?
SARGENTO – Eu? Nada! O general dessa base estará vindo para cá é que cuidará do seu caso. Até lá você e seus amigos serão nossos hospedes.
O sargento, de posse do CD, sorri e sai da sala deixando Souta trancado e enquanto isso Kagome, ainda na sede do partido trabalhista, estava falando, pelo celular, com a mãe.
KAGOME – É isso mesmo, mãe. Não consigo falar com ele. Souta não atende o celular. Talvez ele ainda esteja na base.
HIGURASHI – Não Kagome. O turno dele acabou. Tem certeza que ele tentou te ligar?
KAGOME – Pelo menos foi o que Tanuki disse. Parecia urgente. Por isso estou preocupada.
HIGURASHI – Eu vou ligar para Houjo. Ele também está aí em Tóquio e talvez ele saiba de algo.
KAGOME – Está bem, mãe. Qualquer novidade não hesite em me ligar.
Kagome desliga seu celular e vai para junto de Miroku, que estava tomando com de Genku. A esposa de InuYasha estava intrigada com o fato de não conseguir falar com o irmão.
KAGOME – Minha mãe também não sabe de nada.
MIROKU – Talvez a bateria do celular dele tenha acabado. Segundo Tanuki ele ficou tentando muito ligar para você.
KAGOME – Mas eu estava no meio do discurso e esqueci o celular.
MIROKU – Foi apenas azar, Kagome. Logo ele vai ligar.
KAGOME – É, mas se isso acontecer será no meio da reunião. Espero que ela não demore muito e...
MIROKU – Pode esquecer isso. Ungai quer cuidar de todos os detalhes ainda hoje, porque não podemos mais perder tempo.
GENKU – Mamãe! Nós vamos para casa?
KAGOME – Infelizmente não, amor. A mamãe vai ter que ficar mais um pouco. (ela fala em um tom baixo para Miroku) – Isso pode varar a noite.
MIROKU – Não duvido disso.
KAGOME – Mesmo que tenha gente para isso não gosto que Genku tenha que ficar aqui. Isso não é ambiente para uma criança. InuYasha e Shippou estão ocupados e...
MIROKU – Então deixe que eu ligue para Soten. Ela tem mesmo que tomar conta de Tamira. Genku pode ficar junto.
KAGOME – Não vai ser muito trabalho para ela? Não quero abusar.
MIROKU – Não vai abusar. (ele sorri) — Além disso, você vai pagar por isso.
Miroku coloca a mão no ombro de Kagome para depois se afastar e ir a outro local do prédio e enquanto isso Soten e Nomer continuam com o passeio no museu de história americana.
SOTEN – Não sabia que entendi tanto de história americana.
NOMER – Não entendo, apenas me interesso mais do que a média. Ainda tenho desejo de um dia morar na America. Tem um mundo enorme fora do Japão.
SOTEN – Eu já morei fora do Japão, mas não conta muito porque fiquei praticamente cinco anos enclausurada em um templo budista na China.
NOMER – Você sofreu muito com isso?
SOTEN – Eu sofri pelo afastamento das pessoas de que eu gostava, mas aprendi muito lá. Talvez um dia eu faça uma visita aos monges. (sorrindo)
NOMER – Isso é bom. Estar cercado de pessoas de que você gosta. Duvido que haja algo mais importante do que ficar com quem se gosta.
Nomer olhava fixamente para Soten, que olhava para um ponto vazio como se pensasse em algo ou alguém, mas ela ainda sim sentia que era observada e por isso tinha a necessidade de esclarecer as coisas.
SOTEN – Escute, Nomer. Não quero que crie esperanças e...
NOMER – Eu sei onde estou pisando, Soten, mas eu sou paciente porque um dia você vai ter que deixar essa paixão que sente por Shippou no passado, já que ele vai se casar.
SOTEN – É. (meio triste)
NOMER – Demore quanto quiser. Leve o tempo que precisar. Eu estarei esperando por você.
Soten ficou comovida com aquelas palavras de Nomer, pois nunca sentiu essa dedicação por parte de Shippou no período em que eram namorados. Nomer percebeu que um clima tinha sido criado e que era propício para um beijo. Ambos olhavam fixamente um para o outro e essa cena era vista por Shippou, que ainda estava seguindo os dois e também percebeu o clima da situação.
SHIPPOU – “Será que ela está gostando dele? Ela nem conhece ele direito e...” (pensando)
Os pensamentos de Shippou foram interrompidos quando ele olhou para o relógio de pulso se dando conta de onde estava e, principalmente, de onde deveria estar.
SHIPPOU – Satsuki!
Sem perder mais tempo, Shippou saiu do local mesmo incomodado com o clima entre aqueles dois, mas Shippou estava mais incomodado por ter esquecido o encontro com a noiva. Saindo correndo do museu, Shippou não soube que o clima entre Soten e Nomer foi quebrado pelo toque quase que simultâneo dos celulares de ambos.
SOTEN – É o meu celular.
NOMER – O meu também está tocando. (ele olha o numero no visor) — Eu vou ali e já volto.
Nomer sorri para em seguida se afastar de Soten a fim de atender o seu celular já sabendo quem era no outro lado da linha.
NOMER – Capitão?!
AZUMA – Sou eu mesmo, Nomer. Eu sei que te dei folga depois do que houve com Ryoma, mas preciso que me faça um favor, mas não precisa ser agora.
NOMER – O que foi, capitão?
AZUMA – Eu estava trabalhando na identificação de um rapaz e inexplicavelmente todas as fotos dele foram censuradas por um sistema muito avançado de codificação. E como eu sei que essa é uma de suas especialidades pensei que poderia resolver isso para mim.
NOMER – Qual é a importância desse rapaz?
AZUMA – Ele é filho de um suspeito chamado Hideki. Achamos que ele é um espião. Abi, da Agência Imperial, acredita que ele esteja morto.
NOMER – Mas o senhor não acha, não é?
AZUMA – Isso. (ele respira fundo) – Eu soube que está saindo com a filha de Miroku, então pode resolver isso depois e...
NOMER – Não senhor! Eu estou indo ao departamento agora mesmo.
AZUMA – Tem certeza?! Não estou te atrapalhando?
NOMER – Talvez ainda esteja um pouco envergonhado pela minha distração no caso de Ryoma. Eu quero muito compensar, capitão. Já estou indo para lá.
Nomer desliga o celular e fica um pouco pensativo para em seguida voltar para junto de Satsuki, que também tinha acabado de desligar seu celular.
NOMER – Olha, Soten. Foi muito agradável esse passeio, mas tenho que ir. O dever me chama.
SOTEN – Tudo bem, pois eu também tenho que ir. Era meu pai.
NOMER – Está falando do senhor Miroku? O que ele queria?
SOTEN – Ele quer que eu apanhe Tamira na creche e a leve até a sede do partido. Chegando eu apanharei Genku, filho da senhora Kagome, para cuidar dos dois.
NOMER – Mas que trabalhão, hein? (sorrindo e depois fica sério) – Não fica constrangida de cuidar do irmão menor do seu ex?
SOTEN – Claro que não! Já fiz isso antes. (ela fica um pouco triste e depois sorri) – Mas obrigada por perguntar e por se importar.
NOMER – Eu sempre me importarei. (ele dá um beijo no rosto dela) – Gostei muito do nosso passeio.
SOTEN – Eu também.
NOMER – Quem sabe a gente repete isso em outra oportunidade.
SOTEN – É, quem sabem, mas não prometo nada.
NOMER – Então até mais.
Depois de se despedir, Nomer sai correndo, pois queria chegar ao departamento de polícia o quanto antes. Já Soten não tinha tanta pressa, pois tinha algum tempo antes de pegar Tamira na creche e enquanto isso, Shippou correndo a toda velocidade, estava apressado em chegar ao parque Song, local que Satsuki marcou para se encontrar com ele. Chegando ao local onde tinha uma grande estatua, Shippou não viu nem sinal da noiva.
SHIPPOU – Droga! (ele se martirizava) – Ela deve ter cansado de esperar e foi embora.
Mesmo temendo levar uma bronca da noiva, Shippou resolveu ligar para o celular dela, mas foi uma tentativa inútil, pois ela não atendia o aparelho. Shippou concluiu que ela não queria falar com ele.
SHIPPOU – Shippou, agora você pisou feio, cara.
O sentimento de culpa de Shippou era visível e só aumentara quando percebeu que tinha esquecido o encontro porque viu Soten com outro rapaz e enquanto isso no Hospital Memorial, mais precisamente em um quarto, Rin, sentada em uma cadeira e com a filha sentada ao lado, observava Sesshoumaru, ainda sedado, deitado na cama. Ela estava mais tranqüila desta vez porque o marido dela não corria risco de morte.
SARA – Quando o papai vai acordar?
RIN – Vai demorar um pouco, querida, mas ele está bem e logo, logo pegará você no colo do jeito que você gosta.
SARA – Por que fizeram isso com ele?
RIN – Infelizmente tem muita maldade lá fora. (ela segura o rosto para filha para que a menina olhasse para seus olhos) – Seu pai é um homem muito forte. Não é isso que vai derrubá-lo.
Rin mostrava um sorriso na tentativa de tranqüilizar a pequena Sara, algo que foi alcançando porque a menina sorriu também e naquele momento um enfermeiro entra no quarto.
ENFERMEIRO – Senhora Rin.
RIN – Sim?
ENFERMEIRO – Tem um homem lá fora querendo falar com a senhora. Ele disse que é colega de seu marido.
RIN – Deve ser algo do trabalho dele. (ela se levanta) – Vou lá ver. Obrigada. (depois ela volta os olhos para o marido) – Já volto, amor. (depois olha para Sara) – Fique aqui com o papai.
SARA – Ta.
RIN – Boa menina.
Depois de deixar o marido sob os ‘cuidados’ da filha, Rin segue o enfermeiro e sai do quarto para percorrerem o corredor e depois o enfermeiro aponta para um homem que estava encostado na parece usando seu celular. Rin reconheceu imediatamente o sujeito, pois já o tinha visto em uma festa da associação de jornalistas. Lembrava-se do nome dele. Era Raita, tinha mais ou menos a mesma idade de Sesshoumaru e era jornalista de uma resista de grande circulação, mas não fazia idéia do que ele queria com ela.
RIN – Raita?!
RAITA – Olá Rin. Fico feliz que se lembre do meu nome.
RIN – Sim, você foi um dos concorrentes que disputaram o prêmio de jornalista do ano com Sesshoumaru. O que devo a honra?
RAITA – Primeiro prestar solidariedade nesse momento. O que aconteceu com seu marido foi trágico.
RIN – Foi sim, mas ele está bem e não corre risco de morte. Obrigada por vir e perguntar, mas eu não acho que veio aqui só por isso.
RAITA – Você é boa. Assim como seu marido, por isso não me surpreende que meu novo chefe pediu que trabalhássemos juntos.
RIN – Novo chefe?! Trabalhar junto?! Do que está falando?
RAITA – Do atual chefe de seu marido, pelo menos por enquanto.
RIN – Não estou gostando do rumo dessa conversa. Vá direto ao assunto, por favor.
RAITA – Claro. (ele faz uma pequena pausa) – Primeiro que acabei de assinar um contrato com o jornal onde seu marido trabalha. Eles já vêm mantendo contato comigo há meses. Minha área é a mesma de Sesshoumaru, portanto acredito que o jornal percebeu que o prestigio de seu marido não é tão grande quanto de anos atrás. Tanto que foi Momiji que foi a indicada do jornal para o prêmio esse ano. Infelizmente ela morreu.
RIN – Está me falando que o jornal te contratou para substituir Sesshoumaru? Eu não acredito.
RAITA – Pode acreditar, mas não se preocupe. É um contrato temporário. Só aceitei porque o jornal resolveu dar uma licença de meses para seu marido. (Ele percebe a expressão de surpresa de Rin) – Você não sabia disso? Pois é verdade. O jornal achou que Sesshoumaru deveria descansar um pouco.
RIN – Isso é um absurdo! Não podem fazer isso com ele!
RAITA – Ele não foi despedido. Só está licenciado e...
RIN – Eu vou resolver isso agora mesmo.
Rin se afasta de Raita para percorrer os corredores do hospital, indo de quarto em quarto até encontrar o médico responsável pelo marido. O médico fica um pouco surpreso.
MÉDICO – Senhora?! Não pode ter acontecido algo com seu marido.
RIN – Não, doutor. Ele está do mesmo jeito. Ainda sedado.
MÉDICO – Então o que veio falar comigo?
RIN – Eu queria que o senhor me desse a absoluta certeza de que meu marido vai ficar bem.
MÉDICO – Olha senhora, se não houve mudanças no quadro, ele ficará bem. O procedimento que estamos seguindo é 100% seguro. Seu marido está bem. (ele ficou intrigado) – Porque está me perguntando isso?
RIN – Sabe o que é, doutor. Eu tenho que me ausentar para resolver um assunto urgente. Quando está previsto para o retirarem do coma induzido?
MÉDICO – Isso depende dos exames, mas posso adiantar que não será antes de uma hora. Eu aconselho a não sair, pois é sempre bom ter um parente ou amigo por perto quando ele acordar.
RIN – Não se preocupe. Minha enteada já deve estar de volta nesse meio tempo, mas qualquer coisa doutor, pode me ligar? (ele escreve o numero do celular em um pedaço de papel) — Venho voando para cá.
O médico consente com a cabeça. Rin agradece com um sorriso e reverência para em seguida se afastar para voltar ao quarto onde seu marido estava internado.
RIN – A gente vai sair, Sara.
SARA – Mas e o papai?
RIN – Ele está bem, mas preciso tentar salvar a carreira dele.
Rin acaricia o rosto do marido para depois, sem perder mais tempo, pegar a filha pelo braço para saírem do quarto a fim de saírem do hospital também.
Próximo capítulo = Ligações genéticas – parte 3
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