Noite sem Fim

62 Contagem regressiva - parte 1


Um pouco nervoso com aquela situação, Ryukosei agarra Takeshi pelo colarinho querendo uma explicação para aquilo.


RYUKOSEI – Por que você resolveu ajudar Gatenmaru?


TAKESHI – Isso não é da sua conta.


RYUKOSEI – Ora seu...


Ryukosei, de tão nervoso com aquela provocação, solta Takeshi para em seguida apontar a arma para o mesmo a fim de atirar, mas é impedido por Natsume.


NATSUME – Ainda não! (abaixando a arma dele e depois olhando para Takeshi) – Você vai me pagar, seu velho moribundo.


TAKESHI – Eu não ligo para a minha vida.


NATSUME – Veremos isso depois.


Natsume, com gestos, ordena que alguns capangas conduzissem Takeshi para uma cela e feito isso, Ryukosei vai até ela.


RYUKOSEI – Conseguiram pegar Gatenmaru?


NATSUME – Infelizmente não, mas ele não vai conseguir ir muito longe. Nós o pegaremos.


RYUKOSEI – Gatenmaru fez alguma coisa para convencer Takeshi á ajudá-lo.


NATSUME – Eu sei disso. (ela o encara) – A fuga de Gatenmaru muda nosso acordo?


RYUKOSEI – Não, mas seria bom prendê-lo novamente. Ele sabe demais.


NATSUME – Concordo. (ela fica pensativa) – Duvido que ele vá procurar o grupo de InuYasha então é provável que tente entrar em contato com Kanna. Se ele for para lá, eu o pego antes e... (Kageroumaru aparece diante deles)


KAGEROUMARU – Temos mais problemas, senhora.


NATSUME – O que foi agora?


KAGEROUMARU – Melhor vir comigo.


Natsume e Ryukosei se entreolham para depois seguirem Kageroumaru até à sala de informática onde ele mostra imagens da parte da frente do armazém abandonado, conseqüentemente mostrando que Shippou e Soten estavam lá.


NATSUME – Mas como eles encontraram esse lugar?


KAGEROUMARU – Não importa como conseguiram e sim que conseguiram. É questão de tempo acharem o link.


NATSUME – Desconecte os links.


KAGEROUMARU – Já estou fazendo isso, mas vai levar um tempo.


RYUKOSEI – Que local é esse?


NATSUME – Depois eu te explico, prefeito.


Diante daquela situação, Natsume pegou seu celular e ligou para o celular de Ryoma, que estava á caminho da casa de Kuno.


NATSUME – Ryoma, sou eu.


RYOMA – O que foi desta vez?


NATSUME – Está indo para o endereço fornecido por Kageroumaru?


RYOMA – Sim! Você me mandou matar Koharo, a menina e o médico.


NATSUME – Eu quero que aborte a missão.


RYOMA – O que?! Mas por quê? Eu estou á uns dez minutos da casa e...


NATSUME – Shippou e Soten encontraram o armazém.


RYOMA – Mas como?


NATSUME – Eu não sei. Devem ter seguido o Zakira ou sei lá, mas não importa. O importante é que eles logo vão descobrir os links.


RYOMA – Eu posso voltar lá e cuidar dos dois e...


NATSUME – É provável que já tenham chamado ajuda. Mesmo que dê tempo de você matar Koharo e os outros, é muito arriscado e sua presença é importante para a operação.


RYOMA – Tudo bem A senhora é quem manda. Missão abortada.


NATSUME – Não volte ao esconderijo. Vá para um local seguro e aguarde contato meu.


RYOMA – Ok!


Natsume desliga a comunicação com Ryoma para em seguida ficar olhando Ryukosei que claramente queria uma explicação do que estava acontecendo e Natsume começou a contar detalhadamente seu esquema e enquanto isso no Hospital Memorial, Sango esperava algum contato de Shippou ou de InuYasha para poder voltar a agir, mas naquele momento ela é abordada por Azuma no corredor do local.


SANGO – O que quer agora?


AZUMA – Então a jóia de quatro almas está na jogada, não?


SANGO – O que?! Do que está falando?


AZUMA – Não adianta negar, Sango. Falei com Eri e ela mencionou a jóia durante o interrogatório. (ele olha ao redor) – Então você, Onigumo, InuYasha e os outros estavam com a jóia?


SANGO – Escute, Azuma. A estória não é bem assim e...


AZUMA – Eu nem quero saber. O sumiço da jóia há cinco anos ainda é um mistério paras as autoridades. A pessoa que escondeu a jóia terá sérios problemas com o governo japonês. (ele a encara) – Não se preocupe. Não vou contar a ninguém.


SANGO – Não?! Nem á Agência Imperial?


AZUMA – Muito menos a eles. Se tiver um lado bom da jóia ter sido roubada é que ninguém do governo vai poder culpá-los, pois vão pensar que estava com Natsume o tempo todo. (ele se afasta para ir embora)


SANGO – Aonde você vai?


AZUMA – Vou até á sede da Agência Imperial. Preciso resolver esse assunto do Guy.


SANGO – Não tem que resolver nada. Guy é um traidor.


AZUMA – Seja como for, é um detetive do meu departamento que está sendo interrogado. Preciso verificar se não está havendo nenhum abuso.


Depois de dizer isso, Azuma se afasta e inconformada com aquela defesa, Sango ia se manifestar novamente, mas de repente seu celular começa a tocar e ela atende o aparelho.


SANGO – Sango falando.


SESSHOUMARU – Sango, sou eu. Você não vai adivinhar o que aconteceu.


SANGO – Se não falar eu não vou mesmo. O que houve?


SESSHOUMARU – Estou no hotel onde Momiji mora. Ela foi jogada da varanda á três metros de altura.


SANGO – O que?! Mas como?


SESSHOUMARU – Eu não sei, mas eu recebi um telefonema dela dizendo que descobriu que a fonte dela é uma pessoa perigosa e por isso pediu que eu viesse até aqui para me contar o nome da fonte dela e falar outras coisas.


SANGO – Seja quem for sua fonte, chegou nela primeiro do que você e a matou.


SESSHOUMARU – Pelo menos tentou. Ela ainda está viva, mas está inconsciente e muito mal. Perdeu muito sangue. Escute Sango. Se fizeram isso com Momiji é sinal de que estamos chegando muito perto de Natsume.


SANGO – Eu vou avisar InuYasha sobre o ocorrido.


SESSHOUMARU – Farei o mesmo com Rin, mas antes tenho que avisar outra pessoa sobre isso.


SANGO – Ok.


SESSHOUMARU – Sango. Tem uma coisa que acho que não sabe e precisa saber.


SANGO – O que?


SESSHOUMARU – É sobre sua filha.


SANGO – Tamira?! Descobriu algo que possa ajudar a encontrá-la?


SESSHOUMARU – Talvez. (ele respira fundo) – Isso pode surpreender você, mas eu Rin, InuYasha descobrimos que o DDM-145 pode ser usado para fazer o inverso do que foi criado, ou seja, fazer uma pessoa ficar doente.


SANGO – Espere aí! Está falando que implantaram o DDM-145 na minha filha? Mas por quê?


SESSHOUMARU – Para forçar Miroku a matar Kagome. Acreditamos também que Miroku está tentando tirar o DDM-145 de Tamira.


SANGO – Mas que loucura. (com uma das mãos na cabeça) – Loucura, mas faz sentido. Miroku nunca iria matar Kagome.


SESSHOUMARU – Tem mais uma coisa. Nós achamos o nome de seu noivo ligado ao Instituto Petros e ao projeto DDM-145. Como ele já examinou Tamira, não é possível que não tenha reconhecido os sintomas.


SANGO – O que significa que ele está envolvido e que provavelmente foi ele que implantou o DDM-145 em Tamira.


SESSHOUMARU – Eu sinto muito Sango.


SANGO – Garanto que Zakira sentirá bem mais do que eu quando colocar minhas mãos no pescoço dele.


SESSHOUMARU – Eu tinha que contar depois de saber o que houve com Momiji. Essa gente é perigosa.


SANGO – Ta! A gente se fala depois.


Sesshoumaru desliga seu celular enquanto olhava os paramédicos levando Momiji, de maca, para o interior de uma ambulância e enquanto isso na sede do partido trabalhista, Benji, presidente municipal do partido, estava conversando, em sua sala, com Gakusajin e Tanuki sobre o futuro das prévias do partido.


TANUKI – Acho que devemos adiar as prévias para semana que vem.


GAKUSAJIN – Eu discordo disso. Nós já estamos atrasados em relação á Ryukosei. Precisamos definir um nome o quanto antes.


TANUKI – Não podemos fazer isso com Kagome seqüestrada. Isso será ruim para o partido.


BENJI – Eu concordo com você, Tanuki, mas também concordando com Gakusajin, não devemos demorar muito a definir um nome. (ele respira fundo) – Proponho que aguardamos o caso de Kagome. Eu confio nas autoridades policiais que irão conseguir libertá-la. Podemos vara a madrugada se for preciso. Concordam?


GAKUSAJIN – Concordo.


TANUKI – Eu também.


BENJI – Ótimo. Vou falar com o representante da Agência Imperial para saber sobre o andamento das investigações.


Depois dessas palavras, Benji encerra aquela reunião e assim Tanuki e Gakusajin saem da sala e no corredor acabam se esbarrando em Botan, que parecia visivelmente nervosa.


GAKUSAJIN – O que houve, Botan? Estava te esperando na reunião e...


BOTAN – É Momiji.


TANUKI – O que houve com sua irmã?


BOTAN – Ela caiu da varanda ou foi empurrada.


GAKUSAJIN – O que?! Mas como assim?


BOTAN – Eu não sei, senhor. (meio desesperada) — Estou indo para o hospital para vê-la.


GAKUSAJIN – Melhor eu ir com você e...


BOTAN – Não precisa, senhor. Tem que ficar aqui.


GAKUSAJIN – Não pode dirigir nervosa desse jeito.


TANUKI – Eu vou com ela, senhor Gakusajin. Melhor o senhor ficar aqui. É importante para o partido.


GAKUSAJIN – Ok! (ele segura os ombros de Botan) – Vá ver sua irmã e se precisar de qualquer coisa, pode me pedir.


BOTAN – Obrigada, senhor. Eu estou tão assustada que...


GAKUSAJIN – Escute Botan! Eu tenho tanta fé na recuperação de sua irmã que eu prometo que se ela não se recuperar, desisto das prévias.


BOTAN – Mas senhor, essa eleição significa tanto para o senhor e...


GAKUSAJIN – Por isso mesmo. Sua irmã vai ficar bem.


E depois disso, Botan e Tanuki se afastam de Gakusajin para irem até o hospital e enquanto isso no armazém abandonado, Shippou e Soten, que não encontraram nada no local, estavam esperando, dentro do lugar, pela chegada de InuYasha.


SOTEN – E agora?


SHIPPOU – Agora é só esperar pela bronca de InuYasha. (ele estava meio decepcionado) – Eu não acredito que não encontramos nada.


Shippou andava de um lado para o outro totalmente desapontado com a situação e vendo isso, Soten pensou em consolá-lo e foi aí que se lembrou que o rapaz andava meio distante e àquela hora era perfeita para tirar o assunto á limpo, mas no momento que Soten ia puxar conversa, o celular de Shippou toca. Ele atende imediatamente.


SHIPPOU – Alô.


SATSUKI – Oi Shippou, sou eu.


SHIPPOU – Satsuki?! (ele se afasta um pouco de Soten ficando de costas para ela) – O que foi?


SATSUKI – Eu quero que me esclareça uma dúvida. Já terminou com Soten?


SHIPPOU – Ainda não. Como você já deve saber, está acontecendo muita coisa. Não é o momento para ligar porque...


SATSUKI – Porque está com Soten, é isso que ia dizer? Eu já sei que está andando com ela para baixo e para cima.


SHIPPOU – Satsuki. Você sabe que Tamira foi raptada quando Soten estava tomando conta dela, não?


SATSUKI – Eu sei.


SHIPPOU – Sabe que ela também é filha de Miroku, portanto irmã de Tamira, não é?


SATSUKI – Também sei.


SHIPPOU – Ela se sente culpada pelo que aconteceu e está fazendo de tudo para ajudar a encontrá-la. Você não faria o mesmo se acontecesse algo com Sara?


SATSUKI – Claro que sim.


SHIPPOU – E ainda tem a Kagome. Acha que tenho cabeça para essas coisas?


SATSUKI – Tem razão. Eu sou uma insensível mesmo. Acho que herdei isso da minha mãe.


SHIPPOU – Não fale assim. Você não é sua mãe. A gente se fala depois, está bem?


SATSUKI – Ok, mas se souber de qualquer coisa ou precisar de qualquer coisa, sabe que pode contar comigo.


SHIPPOU – Claro. Agora tenho que desligar.


SATSUKI – Shippou.


SHIPPOU – Sim?


SATSUKI – Eu te amo.


SHIPPOU – Eu também.


Depois de dizer isso, Shippou desliga seu celular e ao se virar da de cara com Soten o encarando com um olhar ameaçador.


SOTEN – Também o que?


SHIPPOU – Do que está falando?


SOTEN – Isso que acabou de dizer para Satsuki. Você disse ‘também’. Também o que? Que a ama? É isso?


SHIPPOU – Olha Soten temos muito que fazer e...


SOTEN – Olha Shippou! Não há nada nesse armazém e seu pai vai demorar um pouco para chegar, portanto temos tempo para uma conversa. Agora me diga o que está acontecendo, pois desde que voltou da casa de Satsuki, você tem agido estranho comigo.


SHIPPOU – Está bem. Eu vou te contar o que está acontecendo.


SOTEN – Poxa, finalmente.


Percebendo que não tinha como mais adiar aquela conversa, Shippou contou a Soten sobre a gravidez de Satsuki e do plano deles de ficarem juntos constituindo uma família. Soten, ao digerir palavra por palavra, ficou arrasada com aquilo, pois significava o termino do namoro deles.


SOTEN – Mas você não disse que o namoro de vocês tinha terminado á uns dois anos?


SHIPPOU – Sim, mas nós transamos duas vezes de forma esporádica, sem compromisso.


SOTEN – E quando ia me contar?


SHIPPOU – Eu ia te contar logo depois de vir da casa de Satsuki, mas aí aconteceram tantas coisas que não encontrei o melhor momento para falar tudo isso.


SOTEN – E por acaso existe bom momento para contar uma coisa destas? (ela começa a chorar) – Isso é um pesadelo na minha vida.


SHIPPOU – Eu não queria fazê-la sofrer.


SOTEN – Por que não me contou dessas duas transas esporádicas?


SHIPPOU – Porque eu achei que não ia ter conseqüência nenhuma.


SOTEN – Mas parece que teve, não?


SHIPPOU – Eu não sei o que dizer.


SOTEN – Não precisa dizer mais nada. (ela enxuga as lágrimas) – Eu vou embora.


SHIPPOU – Não pode ir assim desse jeito e... (ele tenta segurar seu braço, mas ela se desvencilha)


SOTEN – Me solta.


Soten sai correndo paras fora do armazém e de tão nervosa que estava acaba tropeçando em algo e imediatamente Shippou vai socorrê-la.


SHIPPOU – Soten. Você está bem?


SOTEN – Não precisa se importar comigo.


SHIPPOU – Não fale assim. Sabe que gosto muito de você.


SOTEN – Mas é a Satsuki que está esperando um filho seu.


Shippou estava meio encabulado com aquela situação constrangedora e como não tinha coragem de olhar nos olhos lacrimejados da garota, ele desvia seu olhar para o chão e algo chama sua atenção. A causa do tropeço de Soten.


SHIPPOU – O que é isso? (observando uma tabua solta)


SOTEN – Do que está falando?


SHIPPOU – Você tropeçou em uma tabua solta que não percebi pela falta de iluminação.


Depois de tirar a tabua solta, Shippou percebe que as tabuas posteriores também estavam soltas. Ele retirou todas até que ficou visível um alçapão que foi imediatamente aberto por Shippou mostrando uma imensa escuridão. Shippou vai até sua mochila e pega uma lanterna de dentro dela para iluminar o local.


SHIPPOU – Fique aqui.


SOTEN – Cuidado, Shippou.


SHIPPOU – Eu sempre tenho.


Shippou desce o alçapão por uma escada enquanto segurava a lanterna acessa com a boca. Ao descer Shippou fica iluminando ao redor á procura de algum interruptor para ligar a luz elétrica.


SHIPPOU – Cadê você? (ele acha) — Aqui.


Ao ligar o interruptor, Shippou vê um laptop fechado que ao abri-lo, percebe-se que existia um link com o aparelho e naquele momento, ele olha para o canto contrário de onde estava o laptop e vê algo que o surpreendeu.


SHIPPOU – Soten. Melhor não vir aqui.


SOTEN – E por que não? (já descendo as escadas) – Apesar de tudo ainda quero te ajudar e...


Soten para de falar ao observar a mesma coisa que Shippou observava e naquele momento o celular dele voltou a tocar, mas desta vez era Sango, que ainda estava no Hospital Memorial.


SANGO – Shippou, sou eu.


SHIPPOU – Sango? Mas que coincidência você me ligar. Queria mesmo falar com você.


SANGO – Aposto que era para falar de Zakira. Não se preocupe, pois agora eu acredito em você quando diz que ele é um crápula. Sesshoumaru me deu provas disso.


SHIPPOU – Como assim?


SANGO – Eu não tenho tempo para explicar, mas sei que Zakira será um homem morto quando encontrá-lo na minha frente.


SHIPPOU – Mesmo?! Feliz ou infelizmente alguém chegou na sua frente.


SANGO – Do que está falando?


SHIPPOU – Nesse exato momento estou olhando para o corpo inerte de Zakira. Ela está mortinho diante de mim.


SANGO – Que o Diabo o carregue. Eu só liguei para saber se tinha alguma pista de Zakira, mas agora isso não importa, portanto vou á outro lugar.


SHIPPOU – Ok.


Shippou desliga seu celular e fica observando o corpo de Zakira que estava com um ferimento á bala bem no meio da testa. Era isso que Shippou não queria que Soten visse.


SHIPPOU – Ele foi executado.


SOTEN – Mas ele não era aliado de Natsume?


SHIPPOU – Acho que ele era considerado descartável e...


Naquele momento eles se escondem ao percebem que alguém estava descendo as escadas, mas para a alegria deles era InuYasha.


INUYASHA – Acho que encontraram algo, não?


SHIPPOU – Ainda não, mas esse laptop deve nos dar alguma pista.


Shippou se senta na frente do laptop para começar a mexer nele e enquanto isso em seu esconderijo, Natsume tinha contado á Ryukosei o modo como estava usando Miroku para seus propósitos.


RYUKOSEI – Você deu muita margem para o acaso, Natsume.


NATSUME – Quando se trabalha corretamente com a mente humana, você não deixa nada ao acaso, meu caro prefeito. Agora cabe ao senhor fornecer um novo esconderijo.


RYUKOSEI – Como quiser. (ele respira fundo) – Tem uma base militar abandonada.


NATSUME – É 100% seguro?


RYUKOSEI – Mas é claro que é. Não quero que ninguém, nem os meus parceiros, saibam desse nosso ‘acordo’. Isso prejudicaria minha reeleição.


NATSUME – Me tire uma dúvida, senhor prefeito. Sabemos que o objetivo do seu grupo é a queda da Monarquia japonesa, mas o que a sua reeleição á prefeitura de Tóquio tem a ver com isso?


RYUKOSEI – Só tem que saber que nada pode impedi-la de acontecer.


Natsume dá um sorriso sarcástico para Ryukosei e depois segue para a sala de informática onde Kageroumaru estava tendo muito trabalho em desconectar os links.


NATSUME – O que está acontecendo, Kageroumaru?


KAGEROUMARU – Shippou já achou o local e está mexendo no laptop tentando localizar os endereços dos links.


NATSUME – Você ainda não desconectou?


KAGEROUMARU – Seria muito mais fácil fazer isso no local. Daqui vai ser mais difícil.


NATSUME – Mas o Shippou pode encontrar esse esconderijo?


KAGEROUMARU – Não! Eu consigo desconectar antes.


NATSUME – Não é que não confie em você, Kageroumaru, mas vou apressar a retirada do pessoal. (ela olha para Ryukosei) – Devemos nos apressar para ir ao novo esconderijo.


RYUKOSEI – Ok! Mas temos negócios pendentes.


NATSUME – Está falando de Takeshi ou Gatenmaru?


RYUKOSEI – De ambos, mas um problema de cada vez.


Natsume e Ryukosei continuaram a observar Kageroumaru a tentar desconectar os links e enquanto isso no Hospital Memorial, mais precisamente no quarto onde Onigumo estava, Sango contava á ele e Eri o que descobriu sobre Zakira e o que ele fez com Tamira.


ONIGUMO – Seu noivo?! Isso é difícil de acreditar.


ERI – Fazer isso com uma criança é monstruoso.


SANGO – Nem me fale. E pensar que pensei seriamente em me casar com esse homem. Porque ele era bom para Tamira. Minha filha gostava muito dele.


ONIGUMO – Mas não é só isso que está te incomodando, não é? Estou falando de Miroku e o que ele pretende fazer.


SANGO – Isso está me deixando com um aperto no coração. Eu quero minha filha bem e curada, mas não á esse preço. A vida de Kagome.


ONIGUMO – Mas pense bem. Talvez Miroku tenha ordenado o rapto de Tamira sem as ordens de Natsume. Isso explicaria o comportamento de Zakira no caso.


SANGO – É verdade. Certamente Miroku não pensa em matar Kagome e está tentando arrumar um jeito de salvar nossa filha sem sacrificar Kagome.


ERI – Eu não queria apagar as esperanças de vocês dois, mas se isso fosse verdade, Kagome já não estaria livre?


Sango e Onigumo sabiam que o questionamento de Eri fazia sentido e naquele exato momento Sesshoumaru entra no quarto.


SESSHOUMARU – Olá á todos.


SANGO – Sesshoumaru. (ela vai até ele e ambos saem do quarto) – Me diga que ela ainda está viva?


SESSHOUMARU – Momiji ainda está viva, mas está muito mal.


SANGO – Provavelmente foi a fonte dela que fez isso. (eles começam a andar) — Temos que descobrir quem é. O departamento de polícia deve cuidar disso. E eu quero liderar essa investigação.


SESSHOUMARU – Acha que Azuma vai permitir?


Sango nem responde a pergunta, pois acabara de ver Botan, acompanhada de Tanuki, entrando no hospital. Por isso vai até ela.


SANGO – Botan! Eu queria falar com você e...


BOTAN – Eu quero ver a minha irmã, primeiro. Depois eu falo com você, detetive.


SANGO – Mas...


TANUKI – Por favor, Sango. Agora não.


SESSHOUMARU – Fui eu que chamei a ambulância. Sua irmã deve estar sendo operada nesse momento.


BOTAN – Mas quem é que fez essa barbaridade com ela?


SANGO – Não sabemos, mas acreditamos que seja uma das fontes dela.


BOTAN – Mas por quê?


SESSHOUMARU – Recebi um telefonema dela dizendo que iria falar o nome da fonte, pois era uma pessoa perigosa.


BOTAN – Eu sempre avisei Momiji para não se meter com essa gente que estava com o pai dela, mas ela não me escutava. Dizia que queria por que queria achar o pai.


TANUKI – Vocês acham que isso está ligado ao seqüestro de Kagome?


SANGO – E você tem alguma dúvida disso?


BOTAN – Eu não quero pensar nisso agora. Preciso falar com o médico responsável.


TANUKI – Eu vou com você.


Botan e Tanuki vão até a recepção do hospital a fim de saber mais informações de Momiji. Eles eram observados por Sango e Sesshoumaru, que se sentiam impotentes naquela situação.


SANGO – Eu preciso agir agora.


Sango pega seu celular e começa a discar para o celular de Azuma, que naquele momento acabara de chagar á Agência Imperial.


AZUMA – Sango?! O que houve?


SANGO – Vou ser direta. Momiji sofreu um atentado no apartamento dela e quero assumir o caso.


AZUMA – Se quer tanto isso é porque tem uma ligação com os acontecimentos do dia de hoje. Tudo bem, Sango. Pode ficar com o caso.


SANGO – Ótimo. Estou indo para lá agora mesmo.


AZUMA – Mantenha-me informado.


Depois de conversar com a detetive, Azuma desliga seu ao entrar na sede da Agência Imperial, onde é recebido por Abi.


ABI – O que está fazendo aqui, capitão? Se for para ver Guy, perdeu seu tempo e...


AZUMA – Eu quero falar com Guy.


ABI – Impossível. Ele é nosso prisioneiro e está incomunicável.


AZUMA – Guy confessou algo?


ABI – Ainda não, mas logo vai abrir o bico. O que estou contando não é nenhuma novidade, então qual o verdadeiro motivo da sua presença?


AZUMA – Eu quero acesso ao depoimento de Guy.


ABI – Não pode. Esse depoimento é confidencial. Ordens do...


AZUMA – Do Imperador. Eu sei disso. Você vive falando isso, Abi. (ele tira um papel da pasta dele) – Olhe e chore.


ABI – O que é isso? (ela pega o papel e começa a lê-lo) — Não pode ser.


AZUMA – Pode sim. O Imperador é poderoso, mas até ele tem que respeitar as leis. Como Guy é funcionário do departamento de polícia, eu, como capitão do departamento, tenho direito a examinar o depoimento.


ABI – Ok! (ela lança um sorriso sarcástico) – Mas isso pode demorar um pouco.


Abi se afasta e claramente queria adiar o cumprimento daquela ordem, que poderia prejudicar sua investigação e enquanto isso Shippou continuava a mexer no laptop deixado por Zakira e era observado, á distancia, por InuYasha e Soten. Eles conversam em tom baixo para não atrapalhar o rapaz.


INUYASHA – Você não me parece bem, Soten. Aconteceu algo?


SOTEN – Olhar para um cadáver não é uma coisa agradável, não?


INUYASHA – Não é mesmo, mas aposto que é outra coisa. (ele olha bem para a fisionomia dela) – Shippou falou sobre a gravidez de Satsuki, não é mesmo?


SOTEN – Falou sim. (ela respira fundo) — E falou dos planos deles de se casarem.


INUYASHA – Você ainda gosta muito dele, não é mesmo?


SOTEN – É, mas isso não tem importância agora e se o senhor não se importar, não quero mais falar nisso. Temos coisas mais importantes para pensar.


INUYASHA – Claro.


InuYasha colocou a mão no ombro de Soten para consolá-la, pois sabia que ela estava sofrendo muito com aquela situação e naquele momento Shippou se manifesta.


SHIPPOU – Encontrei uma coisa.


INUYASHA – O que foi? (chegando mais perto)


SHIPPOU – Eu já sabia que esse laptop estava sendo usado para fazer um link, mas descobri que são mais de um. São três links.


INUYASHA – Pode descobrir o endereço desses links?


SHIPPOU – Poder eu posso, mas vai demorar muito para descobrir os três. Eu posso me concentrar no que esteve em mais contato. Ele não é tão protegido como o segundo.


INUYASHA – Qual o tempo estimado para decifrar isso?


SHIPPOU – Olha InuYasha, você já pode ir para a região norte. Sei que o endereço desse link fica nessa região.


INUYASHA – Assim ganhamos tempo. (ele se afasta para sair) – Ligue-me assim que conseguir o endereço.


InuYasha sobe a escada para sair do armazém deixando Shippou e Soten sozinhos no local e enquanto isso em seu esconderijo, Natsume, junto com Ryukosei, estava diante de Takeshi.


NATSUME – Fui informada de que Gatenmaru conseguiu escapar.


TAKESHI – Que pena para você. (lançando um sorriso sarcástico)


NATSUME – Deve estar feliz, Takeshi. O que Gatenmaru fez para que você o ajudasse? Eu e você sabemos que ele não vale nada e não é de confiança.


TAKESHI – Não tenho que responder.


NATSUME – Sei. (sorrindo e depois olhando para Ryukosei) – Senhor prefeito, sabia que Momiji é filha de Takeshi?


RYUKOSEI – É mesmo. (ele sorri) – Espero que seu acordo com Gatenmaru não tenha envolvido salvar Momiji, pois se foi isso, fez um péssimo acordo.


TAKESHI – Do que estão falando? Não estão dizendo que Momiji está...


NATSUME – Morta? Sim. Ela morreu.


TAKESHI – Seus desgraçados! Não podiam ter feito isso. Seus miseráveis! Canalhas!


Takeshi se debatia de raiva e desespero em saber da notícia da morte da filha, chorando copiosamente logo em seguida e naquele momento um capanga chega em Natsume falando ‘ao pé do ouvido’.


NATSUME – Tenho resolver um assunto Miroku. Vou deixá-los a sós.


Natsume e seu capanga saem do local deixando Ryukosei e Takeshi sozinhos. O pai de Momiji ainda chorava a morte de Momiji, a qual todos não sabiam que não tinha se concretizado. Ryukosei debochava da situação do seu rival.


RYUKOSEI – Takeshi. Takeshi. Takeshi. O que te deu a ilusão de que conseguiria manipular essa situação? Você é patético.


TAKESHI – Acha mesmo que pode confiar nela? Natsume é uma cobra. Pior do que você. Esse foi meu erro. Meu conselho é que não confie nela.


RYUKOSEI – Me dando conselhos?! Sua simplicidade me enoja, Takeshi. Você e seu grupo Vitória para a humanidade sempre foram uma pedra no meu sapato, mas agora está perto do fim. Você é o último.


TAKESHI – Não me importo com mais nada. A única decepção foi não ter conseguido proteger minha filha.


RYUKOSEI – Você me deu um conselho então vou retribuir dando-lha outro. (ele aponta a arma contra Takeshi) – Nunca inicie um jogo em que não pode ganhar. (ele atira no peito de Takeshi que cai no chão e morre instantaneamente) – Não que vá viver para isso.


Ryukosei dá um sorriso vitorioso para em seguida sair dali deixando o corpo ensangüentado de Takeshi. O último membro do grupo Vitória para a humanidade estava morto sem ter conseguido sua vitória.



Próximo capítulo = Contagem regressiva – parte 2