Noite sem Fim

80 A prisão escondida - parte 3


Na companhia de eletricidade, Sango estava visivelmente preocupada com a abrupta interrupção da conversa que estava tendo com Miroku. Temendo o pior, a detetive foi falar com Azuma.


SANGO – Azuma, precisamos ir á aquele local agora.


AZUMA – Não! Nós temos que ficar aqui e solucionar esse caso.


SANGO – Não temos nada, mas se você quiser, pode ficar. (ela se afasta) — Eu vou até lá e...


Antes que Sango pudesse sair da sala, Azuma segura o braço dela, impedindo-a de se retirar e depois pede que o funcionário se retire da sala para que eles conversassem á sós. Ele solta o braço dela.


AZUMA – Eu sei que está preocupada com Miroku, mas pessoas foram mortas aqui. Temos um trabalho aqui. Virar as costas para isso é deixa de fazer nosso trabalho.


SANGO – Mas Azuma, eu sinto que aconteceu algo de ruim com Miroku. Eu estava falando com ele e de repente a ligação caiu. Aconteceu alguma coisa naquele lugar. Acho que vai acontecer uma coisa grande nos próximos minutos.


AZUMA – Podemos mandar outro policial, que esteja mais perto, para ver o que aconteceu, mas nós temos que ficar. Eu sei que ainda gosta do Miroku. Sei que é difícil, mas precisa se concentrar. Eu preciso de você bem, Sango.


SANGO – Ta. (ela respira fundo) – Eu vou tentar. O que quer de mim?


AZUMA – Sabemos que Ryoma está por trás disso. Sabemos também que isso irá ficar lotado de agentes imperiais. Se quisermos estar por dentro desse caso devemos pegar Ryoma antes deles.


SANGO – Ele ainda deve estar a companhia. Certamente ele usou o corpo do irmão para nos distrair e assim conseguir fugir.


AZUMA – Vamos até a sala de vigilância. Talvez lá tenhamos uma pista.


E assim, Sango e Azuma não perderam tempo e foram a tal sala e enquanto isso InuYasha, lentamente, abria os olhos, pois suas vistas estavam meio embaçadas. Ele estava em uma sela e não estava sozinho, pois Miroku, ainda desacordado, também estava lá. O marido de Kagome vai até o amigo.


INUYASHA – Miroku. (se tranqüilizando ao perceber que ele estava vivo) – Hei, acorde. (Miroku abre os olhos)


MIROKU – InuYasha. (ele começa a se levantar) — Onde estamos?


INUYASHA – Eu não sei. (ele olha ao redor) – Mas estou mais interessado em saber quem nos trouxe aqui.


Antes que os dois pudessem pensar em qualquer coisa, a porta, do local onde estavam, começa a se abrir e em seguida aparecem dois homens diante deles. O que mais chamou a atenção deles era o fato de não serem japoneses.


NICHOLS – Meu nome é Nichols. Sou encarregado desse lugar. (depois ele aponta para o colega) – E aquele é meu assistente, Derek.


INUYASHA – Que lugar é esse e quem são vocês?


NICHOLS – Nós é que fazemos as perguntas por aqui, senhor InuYasha. (depois ele olha para Miroku) – Isso também vale para o senhor Miroku. (ele joga duas carteiras diante deles) – Podem pegar de volta. Já verificamos quem vocês são. O que fazem aqui? Como encontraram esse lugar?


INUYASHA – Investigando uma pista. Alguém forneceu as coordenadas desse local, mas não sei para que propósito.


MIROKU – E seja o que for isso aqui, o governo japonês não queria que descobrissem, não é?


NICHOLS – Vocês não são policiais. Por que estão investigando isso?


INUYASHA – Se verificou nossas filhas deve saber que sou marido de Kagome, que foi seqüestrada ontem.


NICHOLS – Claro que sim. Seu amigo do lado é que foi o responsável por isso.


INUYASHA – Sim, mas ele foi obrigado, mas isso não importa, pois o que tem que saber é que conseguir as coordenadas desse local com um homem que trabalha para a pessoa que foi mentora do seqüestro da minha esposa.


NICHOLS – Mentora?! Está falando de uma mulher?


MIROKU – O nome dela é Natsume.


NICHOLS – Espere aí! Está falando da antiga advogada Natsume?


INUYASHA – Ela mesma. Ele tem algum interesse nesse lugar e pelo jeito que se espantou quando ouviu o nome dela, você deve saber o que ela quer aqui, não?


MIROKU – E tem mais uma coisa. Antes de me acertarem, estava falando com uma detetive do departamento de polícia que afirmava que Ryoma, um ex. agente imperial e atual capanga de Natsume, estava na companhia de eletricidade com a missão de cortar a distribuição de energia para esse local exatamente ás 7 horas.


NICHOLS – Você disse 7 horas?!


MIROKU – Isso! Exatamente as 7. Nem antes e nem depois.


NICHOLS – Meu Deus!


INUYASHA – Então vai acontecer algo ás 7 horas, não é?


NICHOLS – Fiquem aqui.


Sem responder a pergunta, Nichols se afasta dos dois para ter uma conversa ao pé do ouvido com seu assistente Derek. Ele estava visivelmente preocupado com aquela informação.


NICHOLS – Isso é grave! Como Natsume teve acesso á esse local?


DEREK – Eu não sei como, senhor. Nem mesmo nós funcionários temos controle sobre a hora e lugar para onde vamos. Se Natsume conseguiu essa informação, não foi daqui.


NICHOLS – Como ela conseguiu a localização é algo, no momento, irrelevante.Precisamos nos preparar.


DEREK – O senhor quer que eu chame reforços?


NICHOLS – Não temos tempo. O helicóptero já deve estar chegando. (ele olha para InuYasha e Miroku) – Vou ter que abrir o jogo com eles.


DEREK – Mas eles são civis, senhor. Ainda mais eles.


NICHOLS – Eu sei disso, Derek, mas não temos escolhas. Vou falar somente o necessário. Agora vá reunir os outros e inicie o procedimento de recebimento.


DEREK – Sim, senhor.


Derek se afasta saindo da sala enquanto Nichols volta para junto de InuYasha e Miroku. Diante das circunstâncias, ele teria que colocar os dois por dentro do assunto, mas InuYasha foi logo se manifestando.


INUYASHA – Senhor, preciso ligar para o meu filho. Ele está lá fora.


NICHOLS – Sinto muito senhor InuYasha. Enquanto estiver aqui dentro, não poderá entrar em contato com ninguém de fora.


INUYASHA – Por quê?


NICHOLS – Esse local é um sistema prisional. Local onde só se pode se comunicar com o mundo exterior através de celular por satélite.


MIROKU – Sistema prisional?!


NICHOLS – Um centro de detenção de alto nível. Criada para abrigar criminosos com valor tático muito grande.


MIROKU – Em outras palavras uma pessoa que tem que ser protegida.


NICHOLS – Basicamente sim.


INUYASHA – O que vai acontecer ás 7 horas?


NICHOLS – Um prisioneiro chegará de helicóptero para ficar aqui.


MIROKU – Que prisioneiro é esse?


NICHOLS – Essa informação á altamente confidencial. Nem mesmo nós sabemos sua identidade.


INUYASHA – Eu acho que sabe, mas isso não me interessa agora. (ele o encara) – Senhor Nichols, preste atenção. Natsume está entre as criminosas mais procuradas desse país e por alguma razão ela está interessada nesse prisioneiro e também sabe a hora e local da sua chegada, o que quer dizer que ela está lá fora agora. Meu filho também. Só peço que dêem um jeito de trazê-lo até aqui.


NICHOLS – De jeito nenhum. Isso comprometeria a segurança desse lugar e...


INUYASHA – A segurança desse lugar já foi comprometida, senhor Nichols.


NICHOLS – É por isso mesmo que não vou trazer seu filho para cá.


INUYASHA – Ora seu filho da...


InuYasha não conseguiu completar o xingamento porque Nichols sacou uma arma e apontou contra ele. Seja quem for, Nichols não estava a fim de negociar aquilo.


NICHOLS – Eu mando aqui. Vocês ficaram aqui até o processo terminar. Depois o departamento de justiça desse país cuida de vocês.


Diante daquela situação, InuYasha e Miroku nada podiam fazer e assim Nichols se afasta deles saindo da sala e enquanto isso do lado de fora, Natsume, com um binóculo, olhava para o céu, aguardando a chegada de algum helicóptero até que um de seus capangas, que acabara de chegar, se manifesta.


CAPANGA – InuYasha e Miroku sumiram. Nem sinal deles.


NATSUME – Entendo. (ela abaixo o binóculo para encarar o capanga) – E Shippou?


CAPANGA – Take disse que ele está na mesma posição de antes.


NATSUME – Está acontecendo algo. (ela fica pensativa) – Diga ao grupo de Take que eles se afastem de Shippou. Eu cuido dele de outro jeito.


CAPANGA – Se afastar dele?! Mas pensei que iríamos usar Shippou e... (ele para de falar ao observar o olhar ameaçador dela)


NATSUME – Cumpra as minhas ordens ou eu mando outro fazer.


CAPANGA – Sim, senhora.


O capanga se afasta e naquele momento o celular de Natsume começa a tocar. Ao ver o numero no visor, ela sabia que se tratava de Ryoma, que naquele momento ainda estava no interior da companhia de eletricidade, mas em um setor isolado.


NATSUME – Algum problema com a missão?


RYOMA – Eu consegui ativar a interrupção no horário marcado, mas ainda estou dentro da companhia. As saídas foram fechadas.


NATSUME – Mas o que ainda está fazendo aí? Não tinha tudo planejado para fugir?


RYOMA – Eu tinha uma rota de fuga que achava segura, mas acontece que encontrei uma grade na saída que iria usar. Acho que não estava atualizada na planta do prédio. Por isso eu não a vi.


NATSUME – E por que está me ligando?


RYOMA – Preciso que me ajude a sair daqui. Não quero voltar para a cadeia.


NATSUME – Tudo bem. Eu te ajudo, mas você garante que eles não podem interromper o dispositivo que ativou.


RYOMA – Não em dez minutos.


NATSUME – Ótimo. (ela sorri) – Onde você está?


RYOMA – Setor 7, no subsolo, sala 4G.


NATSUME – Está bem. Vou procurar fazer algumas ligações. Aguarde meu retorno.


RYOMA – Estarei esperando.


Ryoma desliga seu celular temendo perder sua liberdade e enquanto isso, Sango e Azuma e um segurança da companhia observavam as imagens das câmeras de segurança na esperança de acharem Ryoma.


SANGO – Como sabe que ele ainda está no prédio?


AZUMA – Não houve sinal de que alguém saiu desse prédio antes do isolamento.


SANGO – Mas se isso aconteceu, estamos perdendo tempo aqui. Ryoma já deve estar longe.


SEGURANÇA – Se ele saiu, nós saberíamos, detetive.


SANGO – Mas não souberam que ele tomou o lugar do irmão! Como podem me garantir isso, hein? (meio alterada)


AZUMA – Sango. (com uma voz calma) — Ele ainda está aqui. (ele coloca a mão no ombro dela) — Vamos encontrá-lo.


SANGO – Eu sei. (ela olha para o segurança) – Me desculpe. Não foi minha intenção chamá-lo de incompetente.


SEGURANÇA – Tudo bem. (ele volta a monitorar as imagens vê algo) – Olhem isso. (ele mostra a imagem de alguém percorrendo os corredores) – É ele, não? Está sem uniforme.


SANGO – Sim. É ele mesmo. Onde é esse setor.


SEGURANÇA – É no subsolo.


SANGO – Vamos para lá e... (Azuma a impede)


AZUMA – Temos outro problema, Sango.


Á princípio, Sango não entende aquela atitude de Azuma, mas quando ele aponta para outro monitor e a detetive vê as imagens de Abi e outros agentes imperiais na entrada da companhia, finalmente ela percebe o que estava havendo.


SANGO – Chegaram rápido. Se pegarem Ryoma, não teremos mais acesso á investigação.


AZUMA – Vou distraí-los enquanto você captura Ryoma e o leve sob custódia.


SANGO – Distraí-los com o que?


AZUMA – Isso é comigo. Agora vá e pegue Ryoma.


Sango consentiu com a cabeça e foi á captura de Ryoma enquanto Azuma saiu da sala e foi para outro lugar, mais precisamente ao encontro de Abi, que estava acompanhada de mais alguns agentes imperiais.


ABI – Capitão?! Que surpresa em vê-lo. (ela o encara) – O que faz aqui?


AZUMA – Eu poderia lhe fazer a mesma pergunta, mas não temos tempo para explicar os protocolos um do outro. Preciso que me acompanhe para ver uma coisa, superintendente.


ABI – Eu vi atrás de Roji.


AZUMA – Eu sei. Vou levá-lo até ele também.


Depois de falar isso, Azuma das as costas e começa a andar. Abi, ficou muito curiosa em saber que coisa era essa que o capitão tanto queria lhe mostrar e por isso e seguiu até a sala de controle de distribuição. Ela também viu o corpo de Roji sentado na cadeira. Aquilo a deixou intrigada.


ABI – Quem o matou?


AZUMA – Foi Ryoma.


ABI – O que?


AZUMA – Isso mesmo. Ryoma matou Roji para tomar o lugar dele a fim de cumprir uma missão para Natsume.


ABI – Parece bem informado, capitão.


AZUMA – Sim.


ABI – E que missão seria essa.


AZUMA – Cortar a distribuição de energia para esse setor.


Abi se aproxima da dela para ver o endereço do setor e ao olhá-lo a superintendente arregala os olhos e fica ainda mais espantada com a hora do corte, surpreendendo até mesmo o próprio Azuma.


ABI – Por Kami. Isso é daqui a cinco minutos.


AZUMA – Infelizmente não conseguimos desligar e...


ABI – Deixe isso comigo. (ela pega seu celular e disca alguns números) – Ligue-me com o escritório do inspetor Rambari. Agora.


Depois disso Abi fica olhando para a tela onde exibia a contagem regressiva e enquanto isso no sistema prisional, InuYasha e Miroku conversavam sobre o que estava havendo naquele local.


INUYASHA – Seja quem for esse prisioneiro deve ser o mesmo prisioneiro do LPAP de quem estávamos tentando descobrir a identidade.


MIROKU – Tem razão. Muita gente foi sacrificada para que Natsume tivesse acesso á esse prisioneiro. Não sei se ela quer matá-lo ou resgata-lo, mas seja o que for é alguém de altíssimo valor.


INUYASHA – Eu sei, mas estou preocupado com Shippou. Ele está lá fora sozinho e...


InuYasha para de falar ao perceber que alguém estava abrindo a porta da sala onde estavam. Era Derek, que parecia meio apressado.


DEREK – Senhor InuYasha.


INUYASHA – Sim?


DEREK – Aqui. (ele entrega o celular por satélite) – Com isso poderá falar com seu filho.


INUYASHA – Você está desobedecendo ao seu superior. Por que está fazendo isso?


DEREK – Senhor, eu também tenho um filho. (ele olha para a porta) – Não importa o valor tático desse prisioneiro, ele não vale a vida de um inocente. Nichols não é má pessoa, mas é muito insensível.


INUYASHA – Obrigado.


DEREK – Para falar a verdade, ele nem precisa vir para cá. (ele mostra um mapa da região) – Se Natsume sabe quando e onde o prisioneiro vai chegar, ela já deve estar posicionada por aqui. (ele indica o local) – É só mandar seu filho para um local distante, como esse aqui. (indicando outro)


MIROKU – Boa idéia.


DEREK – Ligue rápido. (ele olha para o relógio de pulso) – Falta três minutos para a chegada do prisioneiro. Tenho que voltar para junto de Nichols.


INUYASHA – Ta.


Sem perder mais tempo InuYasha disca para o numero do celular de Shippou, que ainda estava no setor do painel de controle de energia do bosque.


SHIPPOU – Alô.


INUYASHA – Shippou, sou eu.


SHIPPOU – InuYasha?! Pô! Afinal onde você e Miroku se meteram? Eu já estava preocupado e...


INUYASHA – Shippou! Escuta-me! Não tenho tempo para lhe contar os detalhes, mas quero que vá para a direção sul de onde está. Quero que fique lá até eu ligar de novo.


SHIPPOU – Mas...


INUYASHA – Shippou! Se você confia em mim, faça o que pedi. Por favor, filho.


SHIPPOU – Ta. Vou para a parte sul.


INUYASHA – Ótimo.


InuYasha desliga o celular e o devolve á Derek, que rapidamente da sala e indo para a sala de Nichols a fim de guardar o celular. Ele o coloca em cima da mesa e depois sai da sala e dá de cara com Nichols.


NICHOLS – O que faz aqui? Estava te procurando.


DEREK – Bem, é que eu esqueci algo.


NICHOLS – Na minha sala?! (ele percebe o tempo) – Depois falamos disso. Vamos pegar o prisioneiro.


Derek fica aliviado pelo fato de Nichols não continuar aquela conversa e assim os dois e mais um grupo de cinco soldados americanos começam a andar para uma das saídas daquela prisão e enquanto isso na companhia de eletricidade, Abi estava tendo uma dura conversa com Rambari, o inspetor chefe da Segurança Interna.


ABI – Você não entende, Rambari. (ela olha para o cronômetro que mostrava que faltavam dois minutos para as 7 horas) — Preciso do código de desbloqueio agora, nesse momento. Vocês da Segurança Interna o tem.


RAMBARI – Mesmo que a Agência Imperial esteja no comando, você tem que passar por nossos protocolos e...


ABI – O corte de energia é no setor do sistema prisional e está cronometrado para interromper a energia exatamente ás 7 horas. Você recebeu o informe e sabe quem chega nesse horário, não é?


RAMBARI – Por Kami. (ele se senta pelo espanto) — Não pode ser.


ABI – Mas é. Agora me diga o código.


RAMBARI – Certo. Vou dar o meu. 9G37E.


ABI – Obrigada.


De posse do código do próprio inspetor da Segurança Interna, Abi começa a digitá-lo na esperança de parar a contagem regressiva e enquanto isso, Natsume, que avistava um helicóptero chegando, falava com Ryoma através do celular.


NATSUME – A melhor saída é pelo duto de ventilação na próxima sala á esquerda de onde você está.


RYOMA – Para onde esse tudo me leva?


NATSUME – Leva para o estacionamento, mas chegando lá terá que enfrentar um ou dois agentes imperiais.


RYOMA – Já que não tem jeito.


NATSUME – É a melhor opção. (ela observa o helicóptero pousando) – É isso ou ir para a cadeia. Agora tenho que ir.


Natsume desliga seu celular e observa o helicóptero pousando em uma pista improvisada e iluminada para em seguida ordenar que seus capangas se coloquem em posição de ataque, pois, segundo ela, a qualquer momento.


NATSUME – Trinta segundos! Preparem-se!


Natsume e seus homens estavam escondidos observando dois guardas saindo do helicóptero e tirando um terceiro homem, que estava com a cabeça encoberta por um capuz. Esse homem era o prisioneiro. De repente apareceu Nichols, Derek e os outros guardas, todos armados com metralhadoras apontadas para quem se aproximasse, a fim para conduzir o trio com segurança. Para desgosto de Natsume a distribuição de energia não é interrompida, impossibilitando seu ataque.


CAPANGA – Ryoma falhou em sua missão, senhora.


NATSUME – Isso já deu para ver, seu idiota! (ela fica irritada) — Droga! Aquele miserável do Ryoma me garantiu que eles não conseguiriam parar a interrupção. (ela começa a se controlar) – Mas por sorte nossa, eu sou uma mulher prevenida.


CAPANGA – O que faremos, senhora?


NATSUME – Logo, logo isso vai estar cheio de agentes. Vamos ao plano B.


Conformada com o fracasso da missão original, Natsume se preparava para a execução de outro plano e enquanto isso, na companhia de eletricidade, Sango, com sua arma engatilhada, se aproximava do subsolo até que escuta um barulho.


SANGO – Deve ser ele.


Sango se aproxima, com cuidado e lentamente, da sala de onde veio o barulho. E de fato era Ryoma, que estava usando uma faca para abrir a portinhola do duto de ventilação por onde pretendia fugir.


RYOMA – Esse foi o último parafuso. Agora é liberdade e...


Ele para de falar ao ouvir o som de gatilho de uma arma. Ao se virar ele vê Sango apontando a arma dela em sua direção.


SANGO – Acabou, Ryoma.


RYOMA – Droga! Maldita atualização de plantas.


Ryoma amaldiçoava a pessoa que não atualizou a planta do prédio o que o fez pensar que tinha uma rota de fuga tranqüila, mas agora tudo aquilo era irrelevante.


SANGO – Vai. (ela joga as algemas) – Coloque-as com as mãos para trás.


Ryoma faz o que Sango ordenou, colocando as algemas em sim e com as mãos para trás e assim Sango pegou o celular e ligou para Azuma, que estava do lado de fora da sala de controle.


SANGO – Azuma. (ele olha para Ryoma) – Eu o peguei.


AZUMA – Ótimo! Saia pela saída 5. Lá não tem agentes imperiais. Leve-o para o departamento de polícia. Chegando lá, estaremos protegidos pelos protocolos.


SANGO – E as coisas aí? (ele começa a andar com Ryoma)


AZUMA – Está meio confuso. (ele olha para a porta fechada) – Abi conseguiu impedir a interrupção de energia com a ajuda da Segurança Interna, mas eles me deixaram de fora. Não sei no que InuYasha e Miroku se meteram, mas é algo grande. Devia ter visto o rosto de Abi ao ver o endereço e hora.


SANGO – Tente conseguir o máximo de informação.


Sango vai com Ryoma até a saída 5, que de fato não tinha agentes imperiais, deixando a detetive mais tranqüila. Ainda sim ela não se esquecia da influência que aquele homem teve em seu passado.


SANGO – Não pense que eu me esqueci do que fez com meu irmão. Não vou facilitar sua vida, Ryoma.


RYOMA – Sei. (sorrindo sarcasticamente)


SANGO – Quero ver se vai continuar com esse sorriso quando for interrogado.


Eles chegam ao carro da polícia e Sango faz com que Ryoma entre no banco de trás do veículo. Depois ela pegou a direção do carro e foram rumo ao departamento de polícia e enquanto isso no sistema prisional Nichols ordena que os guardas levem o prisioneiro para a sela especial e em seguida ele e Derek conversam caminhando no corredor.


NICHOLS – Parece que ocorreu tudo bem. Com o prisioneiro aqui, ninguém pode fazer nada.


DEREK – Tem razão, senhor, mas o que fazemos com aqueles dois?


NICHOLS – Vamos segura-los mais um pouco. Pelo menos até os reforços chegarem. Depois os despachamos daqui e...


Nichols para de falar ao ver aberta a porta da sela onde deviam estar InuYasha e Miroku.


NICHOLS – Mas como eles escaparam?


DEREK – Eu não sei senhor.


NICHOLS – Só espero que eles não tenham fugido quando saímos.


DEREK – Nós os veríamos, senhor. Eles ainda devem estar aqui dentro.


NICHOLS – Vamos procurá-los.


Nichols e Derek saem correndo pelos corredores á procura de InuYasha e Miroku. Sem saber eles passaram pela sala onde os dois estavam escondidos. InuYasha observava a movimentação pela fresta da porta.


INUYASHA – Estamos perto de onde eles levaram o prisioneiro.


MIROKU – É provável que o deixem isolado em uma sala.


INUYASHA – Foi muito esperto em ter pegado a chave de Derek sem que ele percebesse.


MIROKU – Obrigado, mas eu acho que deveríamos sair daqui e...


INUYASHA – Não! Já te disse que não saio daqui quando eu não sabem quem é o prisioneiro. (ele nota que os guardas se dispersaram) – Barra limpa! Vamos.


InuYasha e Miroku saem da sala, de onde estavam escondidos, e avançam cuidadosamente e quando se aproximavam da sala, ouviram passos e por isso ele entraram na primeira sala que estava ao alcance. InuYasha observa movimentação pela fresta.


INUYASHA – Eu acho que eles sabem que estamos querendo ver o prisioneiro e por isso estão reforçando o setor. Vai ser muito arriscado.


MIROKU – Ou talvez não.


INUYASHA – Do que está falando?


MIROKU – Disso.


Miroku mostra um painel que controlava e monitorava todas as câmeras do sistema prisional. Tanto externo quanto interno. Em outras palavras, eles nem precisavam ir á sala.


INUYASHA – Agora é só coloca a imagem da câmera da sala do prisioneiro.


MIROKU – Essa é a parte boa.


INUYASHA – E qual é a parte ruim?


MIROKU – Eu posso monitorar as câmeras, mas essa sala tem um sistema de defesa de nível 5.


INUYASHA – Nível 5?! Do que está falando?


MIROKU – Em outras palavras, assim que eu começar a mexer, a sala vai emitir um sinal nos denunciando e imediatamente Nichos e os outros saberão que estamos aqui.


INUYASHA – Então vai.


Miroku começou a mexer no monitoramento das câmeras enquanto InuYasha trancava a porta e como já era esperado o sinal é emitido na forma de sirene. Nichols vai ao computador que está mais próximo para ver onde é a invasão.


NICHOLS – Eles estão na sala das câmeras.


DEREK – Essa não! Eles vão ver o prisioneiro.


Nichols e Derek correm alucinadamente pelos corredores do sistema prisional enquanto Miroku tentava localizar a câmera da sala do prisioneiro. InuYasha estava nervoso.


INUYASHA – Ainda não conseguiu?! Os caras já estão aí.


MIROKU – Estou indo o mais rápido que posso. Existem muitas câmeras e eu não sei operar isso direito.


INUYASHA – Fale menos e age mais.


MIROKU – Consegui.


InuYasha sai da porta para se juntar á Miroku para ver o prisioneiro, mas á princípio ele estava de costas para a câmera e á medida que eles ouviam as ordens de Nichols, que acabara de chegar, para abrir a porta eles pediam mentalmente que o prisioneiro se virasse o mais rápido possível para poderem ver seu rosto. Isso estava acontecendo lentamente. Nichols estava nervoso.


NICHOLS – Vocês vão se meter em uma tremenda encrenca se não abrirem. (Derek chega)


DEREK – Aqui está a chave, senhor.


NICHOLS – Ótimo.


Sem perder mais tempo, Nichols pega a chave das mãos de seu assistente para poder abrir a porta e quando finalmente faz ele vê InuYasha e Miroku espantados com a imagem que estava na tela do monitor.


NICHOLS – Vocês não deviam ter fugido. Vão se arrepender. Leve-os daqui.


Os guardas prendem InuYasha e Miroku para levá-los de volta a sela fazendo Nichols se sentir mais aliviado, mas Derek o faz olhar para a tela do monitor que exibia as imagens da sala do prisioneiro.


NICHOLS – Isso não podia ter acontecido.


DEREK – E agora, senhor? Eles descobriram.


NICHOLS – Eu vou ter que pensar. (ele olha espantado para Derek) – Nenhum civil desse país pode saber que Naraku está vivo.


Nichols voltou a olhar para a tela do monitor que exibia as imagens de Naraku muito debilitado e fraco. Ele olhava direto para a câmera, pois sabia que estava sendo observado. O chamado ‘Mestre das ruas’ não tinha morrido á dez anos como a maioria imaginava.



Próximo capítulo = A prisão escondida – parte 4