Noite sem Fim
104 A morte de Satsuki - parte 3
Depois de ordenar que Tanuki e Botan fizessem um discurso para Kagome, Miroku entrou no elevador para chegar ao térreo do prédio. Depois de sair, o advogado usou seu celular para ligar para o celular de Koharo.
MIROKU – Koharo.
KOHARO – Oi Miroku.
MIROKU – Vou precisar de um favor seu. Quero que me encontro em...
KOHARO – Não vou poder ir, Miroku. Ainda não consegui resolver o problema da matricula de Koharo.
MIROKU – Por que não?
KOHARO – Eu achei que só o certificado do departamento de policia seria suficiente, mas a diretora do colégio quer vê-lo pessoalmente.
MIROKU – Mas que droga. (ele tenta pensar o que fazer) – Ela disse até quando tenho que aparecer.
KOHARO – Quanto mais cedo melhor, pois há o risco de Soten não conseguir a vaga. (ela estranha a voz dele) – O que está havendo, Miroku?
MIROKU – Muita coisa. Você nem imagina. Para começar Satsuki foi morta.
KOHARO – Satsuki morta?! Mas como?
MIROKU – Não sei os detalhes, mas com isso Kagome não pode comparecer aos seus compromissos. Liguei para você a fim de me ajudar nisso, mas vou ter que achar outra saída.
KOHARO – Pode deixar isso comigo, pois o evento que ela ia participar é aqui perto. Eu explico as razões. Agora vá cuidar do futuro de sua filha.
MIROKU – Pode deixar.
Miroku desligou o seu celular e em seguida saiu do prédio que era a sede do partido trabalhista e isso ainda em Yokohama, Gatenmaru, depois de ter se livrado do carro, percorreu alguns quilômetros a pé até chegar ao endereço fornecido por Natsume.
GATENMARU – É aqui.
Sem perder tempo, Gatenmaru foi logo tocando a campainha e naquele momento um carro da polícia passa em frente ao local. Gatenmaru nem se vira para não ser identificado e para sua sorte o carro passa direto seguindo seu caminho. Finalmente a porta se abre fazendo aparecer um homem, de uns 50 anos de idade, em sua frente.
GATENMARU – Você é Jinji?
JINJI – Sim e você deve ser o tal Gatenmaru. (ele da passagem) – Entre.
GATENMARU – Natsume falou de mim? (já dentro)
JINJI – O suficiente. (ele fecha a porta) – Não sei o que ela quer colaborando com um homem que ajudou a prender o amor da vida dela.
GATENMARU – Melhor nem saber.
JINJI – E não quero mesmo. Já estou a muito tempo longe de problemas. Só aceitei ajudá-lo porque Natsume me ameaçou. Poderá ficar aqui desde que não me crie problemas.
GATENMARU – É só não se intrometer no meu caminho. Tem algum lugar que eu possa ficar sozinho.
JINJI – No porão, que por sinal é onde vai ficar.
GATENMARU – O que?! No porão? Eu não vou aceitar isso e...
JINJI – Escute aqui, cara! Natsume me disse que você deve ficar pelo menos uma semana aqui. Não sei por que esse tempo e nem quero saber. Já vou deixar você comer da minha comida, mas se está reclamando das acomodações, a porta serventia da casa.
GATENMARU – Onde é a entrada do porão?
JINJI – Ali atrás a porta a esquerda.
Depois que Jinji apontou para a entrada do porão, Gatenmaru foi até lá para poder ficar sozinho. Era ali que ele passaria a semana até ser novamente contatado por Natsume e enquanto isso Rambari, chefe da Segurança Interna, chegava na sede da Agência Imperial. Ele foi direto para a sala de Abi, que naquele momento acabara de falar com alguém pelo telefone.
RAMBARI – Incomodo?
ABI – Claro que não. (colocando o telefone de volta no gancho) – Pode falar.
RAMBARI – Vou ser direto. (ele fecha a porta) – Kagome conseguiu a liberação do irmão. Ela também sabe que fomos responsáveis por isso.
ABI – Ela é muito esperta. Mas imagino que ela tenha assinado um terno de sigilo para o irmão ser liberado tão rápido, não?
RAMBARI – Sim, ela assinou. Espero que ela não fique chateada com a gente e nos crie problemas.
ABI – Acho que não. Ela já tem os próprios problemas. Acabei de receber um informe sobre o assassinato da sobrinha dela.
RAMBARI – É uma pena. Vai contar a InuYasha?
ABI – Por enquanto não. Ele tem sido bem útil. Quero que ele participe do interrogatório de Haruy. Se ele souber do que aconteceu á sobrinha, vai querer ir embora.
RAMBARI – Entendo. Já conseguiu um mandato para prender Kanna em uma cela de verdade caso ela não colabore?
ABI – Ainda estou esperando. Precisamos pressionar Kanna para que ela nos fale onde está a tal lista e...
Naquele momento um funcionário da Agência Imperial entra na sala.
FUNCIONÁRIO – Desculpe-me senhora, mas a informação é quente.
ABI – Fale de uma vez então.
FUNCIONÁRIO – Gatenmaru fez outra ligação, mas desta vez não deu para saber para quem ligou.
ABI – Como assim não deu?
FUNCIONÁRIO – Ele ligou para alguém que usava um modulador de ondas muito avançado. Não dá para localizar.
ABI – Mesmo assim continue tentando. Quem sabe dê sorte.
FUNCIONÁRIO – Sim senhora. (ele ia saindo até que se lembrou de algo e acabou ficando) – Tem mais uma coisa, senhora.
ABI – O que foi?
FUNCIONÁRIO – O helicóptero com InuYasha e o tal de Haruy está prestes a pousar.
ABI – Ótimo! Estou indo agora mesmo para lá.
RAMBARI – Eu também vou. Precisamos ver o que esse Haruy tem a nos dizer.
Abi e Rambari saem da sala juntos e vão até o elevador do prédio que iria levá-los até o topo do prédio onde ficava o heliporto da Agência Imperial. Depois de saírem do elevador ao chegarem no topo, Abi e Rambari avistam um helicóptero se aproximando para pousar. Eles já podiam ver quatro pessoas dentro dele. O piloto, um agente imperial e mais InuYasha e Haruy. Depois que a velocidade da hélice diminuiu, Todos eles desceram e foram até Abi e Rambari.
AGENTE – Trouxe o prisioneiro conforme ordenado.
ABI – Escolte-o para uma de nossas celas. Precisamos interrogá-lo o quanto antes.
AGENTE – Sim senhora.
O agente imperial conduz Haruy, algemado, para o interior do prédio deixando InuYasha com Abi e Rambari.
INUYASHA – Novamente sinto muito por Zuko.
ABI – Eu sei, mas ele morreu no cumprimento do dever.
INUYASHA – Já sabe alguma coisa sobre Suke ou Gatenmaru?
ABI – Sim. Lá dentro eu te conto.
InuYasha, Abi e Rambari entram também no prédio e enquanto isso Soten, que já estava na casa de Miroku com as crianças, estava falando, pelo telefone, com o mesmo. O pai adotivo lhe informava sobre morte de Satsuki.
SOTEN – Por Buda, senhor Miroku. Ela morreu mesmo?
MIROKU – Sim, mas a identidade dela ainda não foi revelada.
SOTEN – Poxa, Shippou deve estar sofrendo muito.
MIROKU – Ele está sim, filha. Ele e Kagome estão se dirigindo para o departamento. Sesshoumaru também deve estar chegando lá. Achei que queria saber disso antes que saísse nos jornais.
SOTEN – Sim, obrigada. Satsuki e eu não éramos o que podia dizer de amigas, mas nunca desejaria esse final para ela. Que coisa triste.
MIROKU – É triste mesmo. (ele resolve mudar de assunto) – As crianças estão bem?
SOTEN – Estão sim. (ela olha para Genku e Tamira sentado no sofá desenhando algo) – Estou de olho neles.
MIROKU – Se eles estiverem assistindo a TV, não deixe no canal de noticiários. Não quero que recebam a noticia da morte de Satsuki desse jeito.
SOTEN – Pode deixar. O senhor ainda vai ficar por aí?
MIROKU – Sim. Vou ter que assumir alguns compromissos de Kagome, pois ela não vai comparecer por motivos óbvios. Cuide de tudo aí, filha.
SOTEN – Claro, pai. Até mais tarde.
Soten coloca o telefone de volta no gancho e fica um pouco calada diante da notícia que acabou de receber. A morte de Satsuki iria afetar a vida de muita gente, inclusive de Shippou. A jovem pensou em ligar para o ex-namorado, mas achou melhor fazer isso em outro momento. Tamira se manifesta.
TAMIRA – O que foi, mana?
SOTEN – O que?! Não! Não foi nada.
TAMIRA – Está estranha. O que o papai disse?
SOTEN – Disse que não posso tirar o olho de vocês dois. (sorrindo forçadamente)
GENKU – Deve coisa da minha mãe. Agora ela é chefe do seu pai.
TAMIRA – É?
SOTEN – Sim, mas o engraçado é que era ao contrário cinco anos atrás. (ela olha o desenho que a irmã estava fazendo) – O que é isso?
TAMIRA – Estou tentando desenhar meus amigos da creche. (ela mostra um desenho em especial) – Esse é o Taro.
SOTEN – Taro?! Ah sim! É aquele com os agentes.
GENKU – Agora é Taro pra lá, Taro pra cá. (ele se levanta do sofá) – Posso ver TV.
SOTEN – Claro, mas eu coloco.
Soten pegou o controle remoto e ligou a TV e, seguindo a recomendação de Miroku, ela deixou em um canal infantil para que as crianças não soubessem sobre Satsuki e enquanto isso na sede da Agência Imperial em Tóquio, Abi e Rambari acabaram de contar para InuYasha que Gatenmaru ligou para Kanna pelo celular de Suke, o assunto que trataram e todos os desdobramentos dessa descoberta.
INUYASHA – O que é projeto Zetas?
ABI – É algo ligado á genética e fertilização em que Yuri estava trabalhando secretamente para o exército. Verificamos e não tem nada de especial.
RAMBARI – Kanna não vai falar nada á respeito. (o celular dele começa a tocar) — Já a pressionei, mas nada adiantou. (o celular insistia em tocar) — É um beco sem saída. (ele pega o celular e olha em seu visor) – Com licença.
Rambari se afasta para atender aquela ligação urgente deixando Abi e InuYasha conversando sobre a situação.
INUYASHA – Deixe-me ver se entendi. Agora a única coisa que temos é esse Haruy?
ABI – Isso! Precisamos saber o que ele sabe e quero que você o interrogue sob minha supervisão.
INUYASHA – Eu?! Tem certeza?
ABI – O procedimento correto era usar um agente imperial, mas um agente teria que estudar o perfil de Haruy. Você, no caso, já esteve com ele. Viu a forma como ele se comportou quando estavam presos.
INUYASHA – Então não vamos perder mais tempo.
Abi e InuYasha estavam indo ao encontro de Haruy, que estava em sua cela, mas são impedidos pela manifestação de Rambari, que tinha acabado de desligar seu celular.
RAMBARI – Não podemos interrogar Haruy!
ABI – O que?! Do que está falando?
RAMBARI – Um representante da Anistia Internacional enviou um requerimento pedindo a proibição do interrogatório alegando que prendemos um cidadão americano, de visto regularizado, sem uma acusação formal.
INUYASHA – Como sem uma acusação formal?! Ele estava em uma cena de crime e...
RAMBARI – Isso vai ficar pior quando ele souber que a prisão foi feita sob o comando de alguém que nem era agente imperial.
INUYASHA – Está falando de mim?! Droga.
ABI – Quem contatou a Anistia Internacional?
RAMBARI – O requerimento veio da embaixada americana. Temos que aceitá-lo, esperar a analise do pedido e esperar que um juiz permita o interrogatório. O representante da Anistia Internacional já deve estar chegando.
ABI – Ótimo! Eu quero falar com ele.
INUYASHA – Isso deve ser um pesadelo! Haruy pode ser a chave que ligue Ryukosei a Naraku.
ABI – Eu sei disso, InuYasha, mas devemos seguir as leis. (ela coloca a mão no ombro dele) – Eu quero conversar com esse representante para convencê-lo da periculosidade da situação. Farei o possível. Farei por Zuko.
Depois disso Abi se afastou deles para ir até a sala dela. Rambari resolveu segui-la deixando InuYasha sozinho no corredor. O marido de Kagome mal tinha idéia do que estava acontecendo e enquanto isso Sango e Sesshoumaru já estavam no departamento de polícia. A detetive guiou o jornalista ate o setor de autopsia, mas quando chegou até a porta ela o parou de repente.
SANGO – Tem certeza de que é isso que quer? Eu já identifiquei e...
SESSHOUMARU – Quero sim! Agora me deixe ir.
Sem mais o que fazer, Sango permite que Sesshoumaru entre na sala e ela vai junto. O local estava relativamente frio. A atmosfera era perturbadora. Sesshoumaru observou que havia uma mesa de metal com um corpo em cima dela. Ele andou bem devagar em direção da mesa como se estivesse com medo de descobrir que aquele corpo era de sua filha, mas á medida que se aproximava ele notava a semelhança daquele corpo inerte com o de Satsuki. Naquele momento Guy entrou na sala com o legista. O parceiro de Sango nem precisou perguntar ao jornalista se ele a identificou a filha, pois a confirmação veio nas lágrimas que começaram a cair do rosto de Sesshoumaru, que logo em seguida tocou, com a parte externa da mão, o rosto da filha.
SESSHOUMARU – Quem fez isso com você, princesa?
Sesshoumaru falava isso em tom bem baixo. Observava o grande hematoma que tinha no pescoço. Não precisava ser policial para saber que ela tinha sido estrangulada. Sesshoumaru não entendia como a filha poderia ter sido vítima de um crime tão bárbaro.
SESSHOUMARU – Esse estrangulador também a estuprou?
GUY – Os exames preliminares dizem que não, mas o legista está aqui para ter certeza.
SANGO – Sesshoumaru. (ela segura o braço dele) – O legista tem que examinar o corpo. Precisa sair.
Sesshoumaru sentia o mundo desabar sobre sua cabeça. Ele não era um homem de demonstrar muito seus sentimentos, mas diante daquela situação não podia deixar de se emocionar. Ele foi conduzido, por Sango e Guy, para fora da sala, mas o jornalista fez questão de ficar na porta para aguardar os resultados em primeira mão. Sango e Guy se afastaram dele e ficaram conversando.
GUY – Ele até que está se portando bem diante do que aconteceu levando em conta que acabou de sair do hospital.
SANGO – É verdade, mas aposto que ele está destruído por dentro. Eu fico imaginando se algo acontece com Tamira, nem sei se vou agüentar.
GUY – Deve ser difícil mesmo. (ele respira fundo) – O noivo já foi avisado?
SANGO – Kagome me ligou no meio do caminho. Ela e Shippou já devem estar chegando. Depois de vermos os resultados da autopsia de Satsuki vamos mostrar a todos a lista de suspeitos. Talvez algum deles saiba quem é o estrangulador.
GUY – Eu ainda não estou convencido de que foi trabalho do estrangulador. Quero ir com calma nessa investigação. Não quero acusar um inocente sem provas. Vamos começar com Sesshoumaru.
Apesar de Guy não estar convencido da culpa do estrangulador, Sango tinha certeza de que se tratava da mesma pessoa, pois os métodos foram exatamente iguais e por isso iria conversar com Sesshoumaru e enquanto isso, em seu comício, Ryukosei prosseguia com um discurso efusivo que pregava a sua continua á frente da prefeitura de Tóquio. Elisa, mais distante, observava tudo até que seu celular toca. Ela se afasta um pouco mais para atender ao meio do burburinho.
ELISA – Alô. (com a mão tapando o outro ouvido)
RAITA – Alô primeira dama.
ELISA – Por que está me ligando? Estou no meio de um comício.
RAITA – Eu sei senhora Elisa. Só estou ligando para avisá-la que a senhora tinha razão. Momiji deixou algo para Rin.
ELISA – Já sabe o que é?
RAITA – Bem que eu queria saber, mas o editor não deixou que eu olhasse e quando chamei Rin para ser minha assistente uma fonte me ligou me dando um furo de reportagem, portanto, a minha missão ficará para depois e...
ELISA – Escute aqui, Raita. Você tem duas missões. Uma é blindar o fluxo de informações para que não atinja meu marido e a outra é para produzir alguma matéria que desabone sua adversária.
RAITA – Estou tentando, mas Kagome tem uma ficha mais limpa do que detergente. Tem certeza que não quer usar o fato do marido dela ter sido um justiceiro?
ELISA – Claro que não! O Motoqueiro Noturno era muito querido. Saber que ele é o marido de Kagome só vai ajudá-la. Continue procurando e não me ligue mais.
Raita, que estava dirigindo seu carro para ir ao departamento de polícia, desligou seu celular e continuou a guiar seu veículo. Agora sabemos que ele estava trabalhando para Elisa e enquanto isso na sede da Agência Imperial em Tóquio, um homem chamado Enzo era guiado por uma secretária até a sala de Abi, que o recebeu com cortesia. InuYasha e Rambari também estavam na sala.
ABI – O senhor deve ser Enzo, o representante da Anistia Internacional.
ENZO – Isso. Meu nome é Enzo.
ABI – Pois bem. (ela oferece a cadeira) – Sente-se, por favor senhor Enzo.
ENZO – Obrigado. (ele olha para Rambari e InuYasha)
ABI – O senhor já deve conhecer o chefe da Segurança Interna, Rambari.
ENZO – Não pessoalmente, mas já nos falamos por telefone sobre a investigação de grupos estrangeiros nesse país, mas e esse outro rapaz? Por acaso é um agente?
INUYASHA – Não senhor, mas estou ajudando na investigação. Sou o homem que prendeu Haruy e o trouxe até aqui.
ENZO – E sobre qual acusação?
ABI – Participação em atos terroristas.
ENZO – Mesmo?! E quais as provas? Vocês nem mesmo tem uma ligação dele com Suke.
INUYASHA – Então o que ele fazia no escritório de Suke?
ENZO – Pelo relatório que li tanto ele como o senhor foram mantidos prisioneiros por Suke. Meu cliente não é acusado de nada ligado a atos terroristas.
ABI – Pode ser, mas, segundo a secretária de Suke, ele usou de identidade falsa para ter acesso ao local. Isso configura crime.
ENZO – Então é por isso que ele está aqui?! Falsidade ideológica?!Então notifiquem a embaixada americana para extraditá-lo.
INUYASHA – Isso não! Ele não pode sair desse país!
ABI – Calma InuYasha! (depois ela olha para Enzo) – Isso não vai acontecer. Seu cliente estava em um local suspeito, portanto não podemos liberá-lo. Ele tem que nos prestar alguns esclarecimentos.
ENZO – Isso é o que veremos. (ele se levanta da cadeira e mostra um papel) – Esse documento impede que vocês interroguem meu cliente até o mérito da questão da permanência dele em nosso país.
RAMBARI – Parece legitimo. (ele olha o documento) – Mas sabe que podemos recorrer.
ENZO – Podem, mas até lá não poderão incomodar meu cliente.
ABI – Mas ele ficará detido aqui.
ENZO – Eu apelaria ao bom senso se vocês para que ele não ficasse em uma cela. (ele respira fundo) — Juridicamente eu não posso obrigá-los a liberar Haruy, mas quero ver meu cliente.
ABI – Um dos funcionários da Agência irá conduzi-lo até ele.
Enzo se curva aos outros em sinal de cumprimento para depois sair da sala deixando os três a sós na sala.
Próximo capítulo = Tenebrosa realidade – parte 1
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