Noite sem Fim

82 A fuga espetacular - parte 1


Depois de passarem por uma saída alternativa do sistema prisional, InuYasha, Miroku, Naraku e Derek caminhavam pele bosque até avistarem a luz de uma lanterna, fazendo-s se esconder atrás dos arbustos.


DEREK – Devem ser os patrulheiros de que falei.


INUYASHA – Temos que chegar à estrada principal sem sermos vistos.


DEREK – E tem que ser rápido. Os agentes imperiais logo vão chegar e eles sabem do sistema prisional.


Naquele momento três helicópteros sobrevoam o local e todos ali sabiam o que aquilo significava.


INUYASHA – Pelo jeito já chegaram.


MIROKU – Então vamos nos afastar daqui o máximo que puder.


Aproveitando que o patrulheiro, que estava com a lanterna, se afasta devido á chegada do helicóptero, InuYasha guia Miroku e Derek, que carregavam Naraku que ainda estava muito fraco sem poder caminhar sozinho e enquanto isso no departamento de policia, Abi e Azuma acabavam de chegar e entrando na sala do capitão, eles ainda discutiam a situação de Ryoma.


ABI – Eu recebi uma ligação dizendo que o prefeito está dando apoio na sua decisão de não transferir Ryoma.


AZUMA – É isso aí. Portanto, minha cara Abi, melhor ficar esperando sentada a liberação do prisioneiro, pois ficar de pé cansa.


ABI – Pode acreditar que daqui eu não saio sem Ryoma sob custódia.


AZUMA – Fique á vontade.


ABI – Vai se arrepender, capitão e...


Abi para de falar no momento que seu celular começou a tocar. Ela sai da sala para atender o aparelho e nesse instante Sango entra na sala surpreendendo Azuma.


AZUMA – Sango?! Pensei que estivesse com Ryoma.


SANGO – É por isso que estou aqui. Eu queria estar interrogando Ryoma, mas um advogado apareceu.


AZUMA – Advogado?!


SANGO – Sim. Ele veio especialmente para defender Ryoma. Sabe o que isso significa?


AZUMA – Ryoma não vai responder ás perguntas de um interrogatório permitido pelo seu advogado, não é?


SANGO – Exato. Ryoma vai usar o direito de ficar calado e como não temos provas, ele está apenas detido.


AZUMA – E os corpos de Roji e Joy estão com a Agência Imperial, portanto não sei o que fazer e...


Azuma para abruptamente de falar graças á intempestiva entra de Abi na sala dele. A atitude da superintendente da Agência Imperial chamou a atenção até de Sango.


ABI – Preciso ver Ryoma agora.


AZUMA – Nós temos os protocolos que devem ser respeitados e...


ABI – Você não entende. Isso é caso de segurança nacional! Você pode ficar presente na sala, mas eu preciso falar urgentemente com Ryoma.


AZUMA – Ok. (ele se levanta de sua cadeira) – Venha comigo.


Azuma, Abi e Sango saem da sala sob os olhares perplexos de Guy e Nomer, que não sabiam o que estava acontecendo. Chegando à sala de interrogatório eles se deparam com Ryoma e Sado conversando.


ABI – Ele nem está algemado. (vendo Ryoma solto)


SADO – Meu cliente está colaborando com a investigação. Não tem porque ele estar algemado.


ABI – Desde que ele não saia daqui, por mim tanto faz. (ele encara Ryoma) – Escute aqui Ryoma. Vou falar apenas uma vez. Eu sei o que fez para Natsume e ao que parece o fato de eu conseguir cancelar a interrupção não impediu a missão de Natsume.


RYOMA – Hunf! (virando o rosto e sorrindo)


ABI – No seu lugar eu não ficaria sorrindo. Você foi deixado para trás, Ryoma e não é porque mandou esse advogado que Natsume vai se importar com você. Acabou para você. (ela sorri) – Depende de que maneira você quer que acabe.


RYOMA – Do que está falando?


ABI – Você já foi um agente imperial. Sabe bem os métodos que iremos usar para arrancar a verdade de você.


SADO – Está ameaçando meu cliente?


ABI – Não é uma ameaça e sim um aviso. (ela volta a olhar para Ryoma) – Sabe muito bem que uma hora ou outra teremos a sua custódia. (ela se afasta) – Pense nisso. Se quiser falar o momento é agora.


Ryoma sabia perfeitamente que os métodos de interrogatório da Agência Imperial eram duríssimos e que o fariam passar por uma dor desumana até que ele contasse a verdade sobre Natsume. Ainda sim ele permaneceu calado diante da oferta de Abi.


ABI – Eu queria poupá-lo de dor, mas já que quer assim. (ela olha para Azuma e Sango) – É só isso.


Depois de dizer essas palavras, Abi sai da sala, para em seguida usar seu celular a fim de falar com um subordinado. A superintendente da Agência Imperial apenas fala o nome de Ryoma e outra palavra código. Azuma e Sango aparecem diante dela, querendo explicações sobre a conversa que ela teve com Ryoma.


AZUMA – Que papo foi esse de agente imperial?


ABI – Ryoma já foi um agente imperial. Vocês sabem disso, não?


SANGO – É claro que nós sabemos disso, mas você disse algo indiretamente á ele que só agentes imperiais sabem. O que foi?


ABI – Eu não tenho autorização para lhes contar.


SANGO – Assim como não tem autorização para falar qual era a missão de Natsume?


ABI – Não. Para falar a verdade da para contar um pouco disso. A missão de Natsume era resgatar um prisioneiro.


SANGO – Por Kami. Deve ser o LPAP que ela conseguiu há cinco anos.


ABI – Exato. LPAP quer dizer localização de prisioneiro de alta periculosidade.


SANGO – Então o endereço do local que Ryoma queria cortar a energia é de uma espécie de prisão?


ABI – Isso mesmo. É um sistema prisional de caráter internacional. Uma cooperação do Japão com o Ocidente. Não sei como Natsume conseguiu invadir um lugar tão seguro assim.


AZUMA – Quem é esse prisioneiro?


ABI — Não posso revelar á vocês o nome desse prisioneiro por questão de segurança nacional, mas fiquei sabendo que meus agentes encontraram vários guardas mortos dentro do sistema prisional. Por isso á pressa.


SANGO – Espere aí! Você disse que encontraram os guardas mortos. (ela olha para Azuma) – Miroku, InuYasha e Shippou estão lá.


ABI – Mas que diabos eles estão fazendo lá? (Sango não responde e então ela olha para Azuma) – Vamos! Falem-me o que está acontecendo.


AZUMA – Sango?


SANGO – Pode deixar que eu falo, Azuma. (ela olha para Abi) — É que um pouco antes de capturar Ryoma, eu estava falando com Miroku pelo celular e de repente a linha caiu. Desde então não consigo falar com nenhum dos três.


ABI – Os homens de Natsume já deviam estar no local. (ela fica pensativa) – Então acha que os três estão mortos?


SANGO – E O QUE VOCÊ QUER QUE EU PENSE? (exaltada)


ABI – Meus agentes só encontraram os guardas mortos. Nenhum civil, mas os agentes vão ficar lá procurando pistas. Se os três foram mortos, vamos descobrir logo.


AZUMA – Obrigado Abi.


Depois de ouvir isso, Abi se afasta deixando Azuma e Sango sozinhos. O capitão percebeu que a detetive ficou muito abalada com a possibilidade de Miroku estar morto. As lágrimas em seus olhos indicavam isso.


AZUMA – Você está bem, Sango?


SANGO – Se estou bem? (ela enxuga as lágrimas que teimavam em não cessar) – O pai da minha filha, um homem que pensei que estivesse morto á cinco anos e que acabo de descobrir que ainda sou loucamente apaixonada. Esse homem pode estar morto de verdade. (ela se senta em um banco) — Minha filha vai sofrer muito. Não Azuma, eu não estou me sentindo bem.


AZUMA – Eu posso fazer alguma coisa por você?


SANGO – Não pode. (ela se levanta) – Eu vou para a reserva natural. Se Miroku está morto, eu quero ver com meus próprios olhos.


AZUMA – Eu entendo. Eu cuido de tudo por aqui.


Sango se afasta de Azuma para sair do departamento e ir até a reserva natural onde ficava o sistema prisional e enquanto isso InuYasha e os outros conseguiram escapar do cerco dos agentes e chegaram á estrada. InuYasha avista um carro de passeio se aproximando e por isso ele se afasta dos demais para ficar no meio da estrada fazendo o veículo parar. O motorista se manifesta.


MOTORISTA – O que está fazendo, seu doido? Quer morrer?


INUYASHA – Preciso do seu carro. (ele aponta a arma) – Agora.


O motorista se assusta e pensando que fosse um assalto comum, coloca as mãos na cabeça enquanto sai do veículo. Pedia também que InuYasha se acalmasse, pois não iria reagir, mas só foi o motorista ficar de costas para que InuYasha o acertasse na nuca, fazendo-o desmaiar.


INUYASHA – Vamos logo.


InuYasha chamava Miroku e Derek, que carregavam Naraku até o carro. InuYasha na direção, Derek no banco do carona enquanto Miroku e Naraku ficavam no banco de trás.


DEREK – Devia ter matado o sujeito.


INUYASHA – Não mato á sangue frio. Isso não faz parte do meu propósito.


MIROKU – Aquele cara vai demorar horas para acordar. Não devia se preocupar.


DEREK – Tudo bem. (ele sorri) – Conseguimos.


INUYASHA – Nós demos sorte. Os agentes se juntaram no sistema prisional. Por isso tivemos caminho livre.


MIROKU – Mas quando encontrarem os guardas mortos, eles saberão que Naraku fugiu. Irão estender o perímetro de busca.


E assim InuYasha acelera a velocidade do veículo para sair o mais rápido possível do perímetro de busca que os agentes imperiais iriam fazer e enquanto isso na casa do cunhado, Kagome observava Satsuki sentada ao lado de Sara. Sabia que a sobrinha já estava angustiada não só pela saúde do pai, mais também pelo desaparecimento de Shippou.


KAGOME – “Kami, me dê forças para suportar isso.” (pensava)


Kagome também estava aflita á espera de um telefonema de Sango. Ela tinha que ser forte para transmitir confiança ás sobrinhas e naquele momento o telefone da casa começa a tocar. Kagome imediatamente vai até ao aparelho para atendê-lo.


KAGOME – Alô.


RIN – Kagome, sou eu.


KAGOME – É você. (ela chama Satsuki com gestos) – Como está Sesshoumaru?


RIN – Graças á Kami, ele está fora de perigo. Não corre mais risco de morte. O médico, que fez a operação, disse que Sesshoumaru ficará em coma induzido por algumas horas, mas que o estado dele está estabilizado.


KAGOME – Ai que boa notícia amiga. (ela olha para a sobrinha e faz um sinal de positivo) – Satsuki está muito ansiosa por notícias.


Naquele momento a campainha começa a tocar e Kagome, já imaginando que era sua amiga Eri, dá o telefone á Satsuki para atender a porta e assim, madrasta e enteada, começaram a conversar.


SATSUKI – Rin, meu pai está bem mesmo? Ele vai ficar bom.


RIN – Vai sim, Satsuki.


SATSUKI – Ainda bem. Um problema a menos.


RIN – Problema a menos?! O que está acontecendo, Satsuki?


SATSUKI – É uma longa história, Rin. Quando eu chegar aí, te conto tudo. (ela observa Kagome conversando com Eri na porta)


RIN – Está bem. (passa a mão no rosto) – Sara sabe de alguma coisa?


SATSUKI – Claro que não, mas agora acho que posso contar, certo?


RIN – Claro. Faça isso, mas antes de vir para cá, arrume uma troca de roupa minha e traga para cá. Não sei quando seu pai vai abrir os olhos, mas quando isso ocorrer, quero estar do lado dele, nem que precise passar a noite aqui.


SATSUKI – Pode deixar. Então até mais.


Satsuki coloca o telefone de volta no gancho. Ela respirava aliviada por saber que o pai estava bem. Kagome vai até ela. Eri apenas observava.


KAGOME – Você vai para o hospital?


SATSUKI – Sim. Rin me pediu para levar algumas roupas caso tenha que passar a noite lá.


KAGOME – Suponho que terá que contar a verdade para Sara, não?


SATSUKI – Vou sim. Meu pai já está fora de perigo. Acho que não tem problema. (ela segura a mão de Kagome) – Obrigado por estar aqui, tia. Sei que quer ir atrás de notícias de Shippou e do tio Inu, portanto não vou segurá-la mais.


KAGOME – Eu sei.


SATSUKI – Qualquer novidade, avise-me, por favor.


KAGOME – Claro.


Satsuki se afastou de Kagome e foi até á irmã mais nova a fim de subirem juntas as escadas que davam acesso aos seus respectivos quartos. A esposa de InuYasha observava a cena, mas ainda estava preocupada com o marido e filho. Kagome iria procurar uma solução para aquilo do seu jeito e por isso olhou para Eri.


KAGOME – Melhor irmos logo, Eri. (ela começa a andar até a saída) – Onigumo já deve ter chegado ao laboratório.


ERI – Ta. (ela vai atrás da amiga)


KAGOME – Vamos no carro oficial.


Kagome e Eri eram conduzidas pelos dois agentes da Segurança Interna até o veículo. Um deles abre a porta traseira para que ambas entrassem e já acomodada, Eri se manifestou á amiga.


ERI – Kagome.


KAGOME – Sim?


ERI – O que houve com InuYasha e seu filho?


KAGOME – Ai Eri, isso é uma longa história. InuYasha e Shippou ainda vão me causar um infarto. Durante o trajeto eu te conto.


ERI – Mas e Genku?


KAGOME – Esse está com uma amiga chamada Koharo. E por falar nisso, tenho que ligar para ela. (depois ela olha para o agente que estava na direção) – Siga para a rua Haru Garai.


AGENTE – Sim senhora.


KAGOME – Obrigado, agente.


O agente da ignição no veículo que começa a andar rumo ao antigo laboratório de Kikyou e enquanto isso em seu gabinete na prefeitura de Tóquio, Ryukosei observava os noticiários pela TV, temendo que a fuga de Naraku fosse noticiada. Naquele momento Elisa entrou no gabinete.


ELISA – Amor, o departamento de polícia ainda está com Ryoma sob custódia.


RYUKOSEI – Mas isso não vai ser por muito tempo. Uma hora a Agência Imperial conseguirá a custódia dele. (ele se levanta da cadeira) – Isso será trágico para mim. (depois olha para a TV) – Talvez pior que a fuga de Naraku.


ELISA – Calma, querido. (ela se aproxima dele) – Não vão chegar ao seu nome. Sua reeleição está garantida. Já disse. Deixe que eu cuido de tudo.


RYUKOSEI – Eu não queria que chegasse á esse ponto. (ele se afasta dela ficando de costas para a mesma) – Mesmo que eu seja reeleito, não terei acesso ás informações que derrubaram a monarquia nesse país devido á essa fuga de Naraku.


ELISA – Ou talvez você possa usar isso a seu favor. (ela sorri e ele não entende) – Pense bem, amor. Tenho certeza que tanto a Agência Imperial quanto a Segurança Interna não vão querer vazar a notícia dessa fuga.


RYUKOSEI – Estou entendendo o que você quer dizer. (ele começa a sorrir) – Vou pedir que Rakusho organize uma teleconferência com as duas agências.


ELISA – Pensou rápido, senhor prefeito. (piscando para ele)


RYUKOSEI – Não tão rápido quanto você, querida.


Ele volta a se sentar em sua cadeira para chamar seu secretário de segurança publica a fim de iniciar os procedimentos, mas naquele momento o celular de Elisa começa a tocar. Ela olha o numero no visor.


ELISA – É Natsume.


RYUKOSEI – Melhor atender em outra sala. Rakusho logo estará aqui.


ELISA – Concordo. Cuidarei de tudo, amor.


Elisa sai do gabinete do prefeito para ir á uma outra sala, que foi reservada exclusivamente para ela. Depois que entre na sala, Elisa fecha a porta e finalmente atende o aparelho.


ELISA – Já está com Naraku?


NATSUME – Ainda não, mas logo estarei. Houve alguns transtornos que eu, sabiamente, contornei. (ela observava algo com os binóculos) — InuYasha e Miroku estão trazendo ele para mim.


ELISA – O que?! InuYasha e Miroku?! Mas como?


NATSUME – Saiba apenas que eles têm motivação para me ajudar. (ela observava o furgão onde Shippou estava) – Mas não foi para isso que te liguei.


ELISA – Então por que está me ligando?


NATSUME – Porque quero saber de Ryoma.


ELISA – Mais cedo ou mais tarde ele será levado sob custódia da Agência Imperial e por isso já dei andamento aos procedimentos necessários.


NATSUME – Ótimo. Ryoma sabe sobre o esconderijo. Preciso usá-lo para abrigar Naraku até ele se recuperar.


ELISA – Como já disse, isso já foi providenciado.


NATSUME – Alguma novidade sobre Gatenmaru?


ELISA – Ainda não, mas Haruy está atrás de outra pista. Ligo-te se souber de alguma novidade.


NATSUME – Ok. (ela observa um carro se aproximando das imediações) – Eles chegaram. Tenho que desligar.


Natsume, que estava em um estacionamento abandonado, desliga seu celular, mas continua a observar o carro através do binóculo e depois que confirma que era o carro de Derek, ela começa a andar até á um de seus capangas para preparar a troca que iram fazer. Shippou por Naraku. Sabia que InuYasha e cia estavam á caminho.


NATSUME – Eles já estão vindo. Não quero que InuYasha e os outros vejam vocês. Devem ficar escondidos.


CAPANGA – Sim senhora. Já mandei todos se posicionarem e...


NATSUME – Espere! (ela encara o capanga) – Quem você deixou com Shippou?


CAPANGA – Morgan.


NATSUME – Droga! Morgan é um fracote.


Tendo um mau pressentimento, Natsume vai correndo, desesperadamente, até o furgão e acaba tendo confirmado seu temor ao encontrar o capanga Morgan desmaiado ao lado do veículo. O outro capanga o examina.


CAPANGA – Ele ainda está vivo. (ele tenta acorda-lo) – Hei Morgan. Acorde.


MORGAN – Ai, minha cabeça. O que aconteceu?


NATSUME – Shippou fugiu. Foi isso que aconteceu. (ela respira fundo) – Viu para onde ele foi?


MORGAN – Não. (ele se levanta) — Ele deve ter se desamarrado sozinho sem que eu percebesse e...


Morgan não termina a frase, pois é alvejado por um tiro dado por Natsume. A arma tinha um silenciador e por isso InuYasha e cia, que estavam á caminho, não poderiam ouvir os disparos.


NATSUME – Odeio incompetência. (ela olha para o outro capanga) – Você me entendeu?


CAPANGA – Sim senhora.


NATSUME – Que bom. (ela guarda a arma) – Não dá tempo de ir atrás dele. Vamos torcer para que ele não consiga entrar em contato com InuYasha.


CAPANGA – Ele está sem o celular, senhora. Vai demorar um pouco para ele fazer isso.


NATSUME – Concordo. Ainda sim temos que enganar InuYasha. Quando ele ver que não estamos com Shippou, não entregará Naraku.


Natsume estava pensativa diante daquele contratempo inesperado e enquanto isso, perto daquela região, depois de conseguir fugir, Shippou se esgueirava com cuidado, pois ainda achava que os homens de Natsume estavam atrás dele.


SHIPPOU – Parece que os despistei.


A região, que estava, era muito afastada do centro e não passava muitos carros. Acontece, porém, que Shippou não pretendia sair dali e sim tentar telefonar para InuYasha dizendo que tinha fugido e por isso ele foi até o primeiro telefone publico que encontrou, mas ao pegar o aparelho, Shippou percebe que ele estava danificado.


SHIPPOU – Essa é boa! (irônico) – Preciso avisar o InuYasha.


Sentindo que o tempo era crucial, Shippou, por seus conhecimentos em eletrônica, começa a mexer no aparelho danificado a fim de consertá-lo e enquanto isso o carro de Derek chegava no estacionamento onde estava o furgão preto de Natsume.


MIROKU – Então o governo japonês entregou Naraku para as autoridades americanas que combatiam o terrorismo no mundo?


DEREK – Sim. Ele era uma boa fonte de informação e era melhor ainda quando achavam que estava morto. Kagura organizou tudo com o governo.


INUYASHA – Tinha que ser Kagura mesmo.


MIROKU – Ela sabia que os EUA iriam ter muito interesse em Naraku.


INUYASHA – Claro. Naraku tinha muitos contatos. Ou melhor, ele ainda os tem, não é, Derek? Já que ela comprou sua lealdade. Você é um traidor de seu país e fez isso por dinheiro.


InuYasha estava se referindo á confissão de Derek de que foi ele que entrou em contato com Natsume revelando o estado de Naraku. Em troca ele recebeu muito dinheiro. Algo que não receberia se trabalhasse a vida toda no serviço secreto americano.


DEREK – É aqui. Estacione. (InuYasha o faz)


INUYASHA – Ótimo. (ele aponta a arma contra Derek) – Saia bem devagar.


Com as mãos ao alto, Derek sai do veículo ao mesmo tempo em que InuYasha saia. Logo depois Miroku faz o mesmo, tirando Naraku do carro.


MIROKU – Onde estão Natsume e Shippou?


DEREK – No furgão preto ali no fundo.


INUYASHA – Escute aqui, seu lixo. (ele o encara) – Se alguma coisa de ruim aconteceu com meu filho, você e seus amiguinhos vão pagar. Não pense que não tenho coragem de matá-lo, pois eu tenho.


DEREK – Eu sei disso, senhor InuYasha.


E assim os quatro começam a andar em direção ao furgão e quando chegam á dez metros do veículo, de dentro dele sai Natsume. Isso faz com que InuYasha aponte a arma contra ela.


NATSUME – Sugiro que se acalme, senhor InuYasha.


INUYASHA – Onde está meu filho?


Natsume sorri com aquela pergunta, pois ela confirmava que Shippou ainda não tinha entrado em contato com InuYasha. Ela podia seguir com seu plano e olhou com ternura para Naraku.


NATSUME – É muito bom revê-lo, senhor Naraku.


MIROKU – Pode matar as saudades do seu amorzinho depois que nos entregar Shippou.


INUYASHA – Sabemos que tudo que fez foi para libertá-lo. (ele aponta a arma contra a cabeça de Naraku) – Não hesitarei em matá-lo caso não cumpra sua parte no trato.


MIROKU – E eu digo o mesmo. (ele encostou um caco de vidro contra o pescoço de Naraku)


NATSUME – Vejo que estão bem determinados. Aproximem-se. Shippou está dentro do furgão. Vou pegá-lo.


Natsume deu as costas para todos enquanto sorria. Seu plano estava prestes a ser usado. InuYasha, levando Derek, e Miroku, levando Naraku, começavam a andar bem devagar na direção do furgão. Eles tinham um pressentimento de que Natsume estava aprontando algo e naquele momento o celular do marido de Kagome começa a tocar fazendo-os parar de andar para o temor de Natsume.


NATSUME – Deixe isso para depois, InuYasha. Não quer ver seu filho?


INUYASHA – Tire o meu filho do furgão e vamos fazer a troca ao mesmo tempo.


MIROKU – Faça isso ou Naraku morre.


Natsume nada diz e apenas sorri para em seguida levantar a mão esquerda. InuYasha e Miroku não entenderam nada, mas aquilo era o sinal para que se iniciasse o plano de contingência e assim ambos são acertados, ao mesmo tempo, com dardos tranqüilizantes disparados por atiradores devidamente posicionados. Eles caem sem reação. Natsume vai correndo até Naraku para abraçá-lo, pois estava morrendo de saudades.


NATSUME – Finalmente juntos, amor.


NARAKU – Você foi um soldado espetacular, Natsume. (ele falava com dificuldade) — Não poderia esperar menos de você e...


NATSUME – Não se esforce, querido. Já temos tudo preparado. Estamos com a jóia de quatro almas.


NARAKU – Muito bom.


Um dos capangas se aproxima do casal trazendo o celular de InuYasha, que ainda continuava a tocar. Natsume, sorrindo, resolve pega-lo para atender. De fato era Shippou, que tinha conseguido consertar o telefone publico, ao menos para fazer uma ligação.


SHIPPOU – Alô, InuYasha!


NATSUME – Não Shippou! Não é seu pai. (rindo)


SHIPPOU – Natsume?!


NATSUME – Chegou tarde, garoto. (ela desliga o celular)


SHIPPOU – Espere.


O desespero toma conta de Shippou ao ficar imaginando que seu pai e Miroku caíram na armadilha de Natsume e enquanto isso Derek apenas observava os capangas levando Naraku para o interior do furgão. Depois ele se aproxima dos corpos de InuYasha e Miroku e nota que ambos ainda estavam vivos.


DEREK – Natsume!


NATSUME – O que foi?


DEREK – Você disse que ia matá-los.


NATSUME – Eu ia, mas Naraku não quer.


DEREK – Por que não?


NATSUME – Ele não me deu uma explicação ainda, mas é ele quem está no comando aqui.


DEREK – Você ficou louca?! Naraku não está gozando de plenas faculdades mentais. Não pode liderar na da e...


NATSUME – Cale-se, seu idiota! Não ouse falar assim de Naraku. Ele é um grande líder. Se ele não quer matar InuYasha e Miroku agora é porque tem outros planos. Eu sirvo a Naraku.


DEREK – Acontece que InuYasha e Miroku sabem da minha participação e se saírem vivos daqui me entregaram. Não posso permitir isso.


Derek pega a arma que estava na mão de InuYasha para usá-la contra o marido de Kagome, mas antes que pudesse atirar, é acertado por um tido disparado por Natsume.


NATSUME – Idiota! Perdeu a vida por nada.


Depois de matar Derek, Natsume olha para Naraku, que sorri com a ação dela. Seja o que for, Naraku tinha outros planos. Ele ainda não queria InuYasha e Miroku mortos. Pelo menos não ainda. E assim todos entraram no furgão e saíram daquele estacionamento deixando para trás InuYasha e Miroku, ainda vivos, e Derek morto.



Próximo capítulo = A fuga espetacular – parte 2