Noite perfeita? talvez...
1 Capítulo 1
Notas iniciais
-A história é Maniel (Maria Joaquina e Daniel) mas pra deixar bem claro: esse não é meu casal favorito, nem shippo muito eles, só resolvi usar os dois pois sei que é um casal queridinho daqui.
-A história é bem clichê, mas foi escrita com carinho.
-Bem, por enquanto é isso, espero que gostem!
Muitos poderiam dizer que aquela noite era uma noite qualquer, normal e sem graça como todas as outras. Mas, para Maria Joaquina Medsen, não era. Era a noite do seu primeiro baile no colegial.
A linda menina de olhos esverdeados e cabelos louros tinha esperado por aquela noite durante muito tempo, tudo tinha que ser perfeito.
Alguns dias antes do tão sonhado baile, Maria Joaquina foi com seu namorado, Jorge Cavalieri, a procura do perfeito. Sim, ela fazia questão de que o namorado visse e aprovasse o modelito, pois ela fazia questão de que ele fosse com uma roupa que combinasse.
“Vamos Jorge, conheço uma loja perfeita no shopping, mas ela só fica aberta até as 18:00, vai demorar muito?” A menina apressava o esnobe namorado.
“Maria Joaquina, quer fazer o favor de parar de gritar? Irá acabar chamando a atenção dos vizinhos. E se algum desses recalcados tentar nos assaltar? E outra, ainda são 15:00 se a loja só fecha as 18:00 por que esta com tanta pressa?” O riquinho tentava conter a ansiedade da jovem garota.
“Jorge, eu vou ter que escolher o vestido, o sapato, a bolsa, a coroa pro cabelo, o colar, os brincos, a pulseira, as flores que você vai me dar...”
“Pronto, estou aqui, vamos logo porque não estou com paciência de ficar ouvindo você berrar nos meus ouvidos.” A patricinha resmungou um pouco pelo jeito em que o namorado a tratou, mas mesmo assim sorriu vitoriosamente por ter conseguido convencer o garoto.
Algum tempo depois o casal entrou na loja. Os lindos olhos verdes da menina brilharam ao ver a quantidade de vestidos que o lugar fornecia.
“Pois não, posso ajuda-los?” questionou a simpática atendente.
“Claro, bom, nós temos um baile da escola na próxima sexta feira e gostaríamos de ver os modelos de vestido que vocês têm.” Contou a jovem.
“Hm, vejamos... Tem alguma cor de preferência? E o modelo, você prefere curto, longo, decotado...”
“Eu preferiria um modelo curto e tomara que caia da cor rosa.”
Depois de muito tempo –aproximadamente 1 hora e meia- a patricinha finalmente decidiu com qual iria ficar.
“É esse. Ficou perfeito. Eu amei!” a loirinha estava tão feliz que chegou a dar um abraço na vendedora. Jorge, que já estava enjoado de tanto troca a troca de vestidos, chegou a exclamar um “Aleluia!” mais alto do que imaginava, o que gerou um olhar repreensivo de Maria Joaquina.
Porém, o riquinho comemorou antes demais, ele, que deveria ter prestado atenção na lista de coisas de Maria Joaquina, esqueceu que ainda faltavam escolher sapato, bolsa, joia...
Algum tempo depois, após ter terminado de escolher tudo, Majo se deparou com o relógio e viu que já se passavam 30 minutos do horário em que a loja deveria fechar. A menina, sempre educada, pediu perdão as moças por ter feito elas perderem a hora e falou que daria uma gorjeta especial para elas, por serem tão queridas.
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No dia do baile a menina vestiu-se e foi para o salão de beleza qual se arrumaria. De lá iria direto ao local do baile, pois tinha combinado de encontrar-se com Jorge em frente ao local do baile, ás 21:00.
“Olá meninas, tudo bem?” Maria Joaquina chegou sorridente, a felicidade e ansiedade da menina era tanta que contagiava a qualquer um.
“Olá Maria Joaquina, venha, vamos começar a te produzir, queremos que você fique uma verdadeira rainha.” Falou Isadora, a cabelereira preferida de Majo.
Cerca de duas horas depois Maria Joaquina já estava pronta, definitivamente parecendo uma princesa. A menina, que até então não tinha se olhado no espelho, observou-se e ficou muito feliz com o resultado.
“Muito obrigada meninas, eu simplesmente amei! Vocês são demais, me desejem boa sorte!”
“Boa sorte querida, vai dar tudo certo e você vai voltar com esse título de rainha do baile para casa.”
Maria Joaquina sempre foi uma menina muito popular e bonita. Conseguia conquistar o coração de quem quisesse e, depois dos 12 anos, acabou se tornando uma pessoa mais humilde e simpática, o que acabou gerando admiração e carisma por todos os colegas. Desde pequena a linda jovem sonhava em se tornar a princesa do baile anual do colegial, e esse dia havia chegado.
Ao entrar no baile, avaliou tudo. Decoração, música, roupas das pessoas... Para ela, por incrível que pareça, tudo esta magnifico. Só tinha um porém: ela ainda não havia encontrado Jorge. A jovem andou pelo salão inteiro, ao longo da procura foi recebendo diversos elogios de como ela esta bela. A menina procurou por tudo, perguntou a todos, ligou, mandou mensagens... mas mesmo assim não conseguiu encontrar o namorado. Ótimo. Faltavam apenas 5 minutos para a coroação.
Por um palpite, a patricinha resolveu checar atrás do palco, o único lugar qual ela não havia ido. Ao chegar um pouco mais perto ela o viu. Jorge estava lá, dava pra ver de longe seus cabelos louros... mas espere um pouco, ele estava acompanhado? Majo não conseguia acreditar no que estava vendo. Lá estavam eles, Jorge, seu namorado e Bibi, sua melhor amiga, SE BEIJANDO. Sem perceber que a coroação havia começado, Maria Joaquina deixou a raiva tomar conta de si e foi atrás dos dois.
“Mas o que significa isso?” gritou a, agora triste, menina.
“É o que você esta vendo queridinha.” Alfinetou Bibi.
“Cala a boca sua vagabunda.” Gritou Maria Joaquina, que por intuito deu um belo e doído tapa na ruiva.
“Para Maria Joaquina, esta ficando louca?” Manifestou-se Jorge.
“Sim, eu realmente fiquei louca por ter acreditado em uma só palavra sua, seu cretino.” Revidou a patricinha.
“Maria Joaquina, se você não aguenta ser trocada por alguém melhor, a culpa não é nossa. Agora vaza daqui, porque eu não aguento mais ver essa sua cara de loira oxigenada na minha frente. Não sei como te aguentei durante todo esse tempo...”
“Trocada por alguém melhor? Desde quando ser puta é ser melhor do que alguém? Porque a sua amiguinha ruivinha ai Jorge, é verdadeiramente uma puta, uma vadia falsa e recalcada. E loira oxigenada? Olha aqui queridinho, esse meu “cabelo oxigenado” aqui, é muito melhor do que dessa tocha humana ai. E por último, como você me aguentou durante todo esse tempo? Meu bem, quem tem que esta de saco cheio aqui sou, por ter que aguentar ficar vendo essa sua cueca de unicórnios cor-de-rosa que você sempre usa.” Assim que Maria Joaquina terminou de falar a última palavra, ouviu risos e palmas de todos que estavam no salão, com toda a confusão, a menina esqueceu-se de que os microfones estavam ligados.
Mesmo tendo dado a volta por cima, Maria Joaquina saiu apressada do salão, ignorando todos os “Você esta bem? Volta aqui Majo!” que ouviu pelo caminho até saída.
Porém, quando estava descendo o último degrau da escada que ligava o salão a calçada, a menina acabou esbarrando em alguém, alguém que iria fazer sua noite voltar a ser bela...
“Ei, ei, ei... aonde você pensa que vai chorando desse jeito Majo? Você não pode sair assim, é perigoso. O que aconteceu?”
“Eu não quero falar agora Daniel, por favor, eu só quero sair daqui.” Respondeu Majo entre lágrimas.
“Ok, mas eu vou com você. E trate de ir começando a explicar tudo...”
Os dois jovens foram caminhando pelas ruas de São Paulo. A menina explicou tudo o que aconteceu e ouviu todos os conselhos do amigo. Cansados de caminhar, os amigos resolveram parar e sentar-se num balanço de um parque qual sempre visitavam quando crianças.
“Majo, olha para as estrelas, veja como elas estão lindas... viu?”
“Vi sim...”
“Então, o brilho delas não chegam não aos pés do brilho dos seus olhos.” Falou Daniel, todo galanteador. “Sabe, eu sempre gostei muito de você Maria Joaquina, até demais, porém você começou a namorar o Jorge e eu tive que sufocar todo esse amor dentro de mim.”
A menina, que até então olhava para o céu, passou a olhar nos olhos do encantador menino que estava ao seu lado.
“Eu não era feliz com ele, Daniel. Ele nunca nem sequer me disse coisas como as que você esta me falando agora...”
Os dois jovens, que olhavam-se nos olhos começaram a se aproximar lentamente, e então, por culpa do destino, o amor que os dois haviam vindo sentindo e sufocando dentro do coração, libertou-se. E com aquele beijo nenhuma outra palavra precisou ser dita, pois eles tiveram a certeza de o amor deles era lindo, e recíproco.
Aquele beijo, foi só o primeiro de vários. Foi só o fim de uma história e o início de outra. Foi o primeiro passo para que eles seguissem o caminho do “felizes para sempre”.
Notas finais
Beijinhos e até a próxima!
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